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domingo, 1 de novembro de 2015

Estudo da Carta aos Romanos capítulo 16


Paulo termina a carta aos Romanos fazendo várias saudações pessoais a irmãos que foram companheiros dele em algum dado momento da vida cristã.
Ele recomenda aos irmãos em Roma a irmã Febe, talvez ate mesmo a portadora da carta, a pessoa encarregada por Paulo de levar a carta ate Roma.
Febe servia a igreja em Cencreia, localizada na cidade de Corinto.

Ele pede aos irmãos da igreja de Roma que receba a irmã como uma irmã em Cristo e para que eles pudessem ser atenciosos com ela em tudo quanto ela precisasse

Paulo continua o capítulo com suas saudações pessoais a Priscila e a Áquila, um casal que hospedou Paulo quando moravam em Corinto. Paulo trabalhou com eles no ofício de fazer tendas(Atos 18:3).
O casal também foi responsáveis por salvar a vida de Paulo, arriscando as suas próprias vidas. Paulo reconhecia o sacrifício feito pelo casal e era grato a eles por salvá-lo.
Priscila e Áquila também foram quem instruíram a Apolo(1 Coríntios 1:12), no evangelho de Cristo(Atos 18:24-26).
Eles também cuidavam de uma pequena igreja, irmãos que se reunião na casa deles, e Paulo saudava a esses irmãos.

Paulo saudou a Epênetro, não há mais registros bílicos a seu respeito, mas pelo que Paulo disse foi o primeiro convertido na Ásia.Seu nome significa digno de louvor.
Paulo saudou a Maria, apenas reconhecida por ter trabalhado pelos irmãos.

Ele saudou a Andrônico e Júnias, alguns tradutores chegaram a achar que Júnias poderia ser uma mulher e então Andrônico e Júnias se trataria de um casal, mas o que parece o nome é masculino.
Eles eram convertidos antes que Paulo ao evangelho e aqui fala que eles eram notáveis entre os apóstolos, o que seriam mensageiros de Deus as igrejas ou para abrir novas igrejas. Aqui não quer dizer que eles foram reconhecido junto com os doze Apóstolos, mesmo porque o significado da palavra apóstolos é aquele que é enviado, mensageiro ou embaixador. Então é bem provável que eles serviam a igreja desta maneira, como mensageiros.
Paulo os chama de parentes, não sabemos se eles eram mesmo parentes de Paulo ou se eram reconhecidos como parentes por fazerem parte da mesma linhagem que Paulo, lembrando que Paulo era da tribo de Benjamim.

Paulo também saudou a alguns outros irmãos que pelos seus nomes era bem provável que fossem escravos romanos, como Amplíato, Urbano, Estáquis.
Ele também saudou a Apeles, um nome de origem grega. Paulo reconheceu a fé de Apeles, pois mesmo tendo passado por provas, permaneceu fiel.
Saudou a Aristóbulo, o que parece não fazia parte da mesma igreja na qual a carta foi direcionada, mas também era um irmão em Cristo.
Também saudou a Herodião o chamando de parente e os cristão convertidos da casa de Narciso.
Saudou a Trifena e Trifosa, cujo o significado dos nomes era dócil e delicada, bem provável que fossem duas irmãs.
Saudou a Pérside, uma mulher com um nome escravo e que também muito trabalho no Senhor.
Saudou a Rufo e sua mãe, cujo Paulo demostrou uma grande afeição.
Saudou a Asíncrito, Flegonte, Hermes, Pátrobas, Hermas e os irmãos que se reunião com eles.
E saudou a Filólogo, Júlia, Nereu e Olimpas sua irmã e todos os irmãos que se reunião com eles. Era possível que os irmãos se reunião em casas para orar, estudar a palavra, louvar o Senhor e partir o pão(Atos 2:42-47).
Paulo saudou a todos com ósculo santo, um costume da época de saudar com um beijo, um beijo dado no rosto em sinal de comunhão entre irmãos.

Paulo chamou os irmãos a discernirem entre aqueles que poderiam causar divisão e escândalos entre os irmãos, se opondo as doutrinas ensinadas que é o evangelho do Senhor Jesus.
Paulo ressaltou que esses irmãos embora fizessem parte da igreja não eram realmente servos do Senhor Jesus Cristo, mas serviam suas próprias vontades e usavam de palavras brandas para seduzir e enganar os irmãos que não estavam vigiando e discernindo o que eles falavam.

Paulo reconheceu a obediência dos irmãos em Roma e chamou-os para serem sábios para o bem e simples para o mal.
Paulo os confortou dando a eles a esperança que muito em breve o Deus da paz, esmagaria a Satanás debaixo dos pés deles. Pela linguagem de Paulo, ele queria que os irmãos entendessem que a atitude de divisão era causada por Satanás que estava usando a vida de uns para entrar no meio da igreja e causar divisão. E que Deus reagiria repreendendo a Satanás e o colocando por debaixo dos pés deles.
Isso também é a revelação do juízo de Deus que esta preparado para Satanás, seus anjos e seguidores(Mateus 25:41).

Paulo também deu saudações dos irmãos companheiros que estavam com ele. Timóteo, seu filho na fé(1 Timóteo 1:2), chamado aqui por Paulo de meu cooperador. Também saudou Lúcio, Jason e Sosípatro, Paulo os identificou como seus parente.
Tércio também saudou os irmãos, e foi quem redigiu a carta de Paulo, como um secretário.
Gaio também deu saudações, ele era o responsável por hospedar em sua casa a igreja de Cristo. Erasto também deu suas saudações, ele era o tesoureiro da cidade.
O último a saudar foi o irmão Quarto e todos saudaram com a graça do Senhor Jesus Cristo a igreja em Roma.

Paulo termina louvando a Deus.
E ele exalta a Deus e reconhece o seu poder para confirmar a pregação do evangelho de Jesus entre os irmãos e os gentios que estavam acolhendo a palavra do evangelho. Esta palavra que antes foi guardada por Deus, mas com a vinda de Jesus revelada e confirmada pelas profecias do velho testamento.
Onde a morte de Jesus na cruz do calvário trouxe redenção, libertação na vida de todos que creem nele(João 3:16 ; Romanos 5:1).
Paulo reconheceu a grande sabedoria do plano perfeito de Deus e a ele deu glórias, por meio de Jesus Cristo seu Filho que foi quem operou o plano perfeito de Deus(João 3:17-18).

Estudo Carta aos Romanos Capítulo 15



Paulo começa o capítulo 15 reforçando a prática do amor na igreja. E, para que não houvesse nenhum tipo de competição entre novos convertidos, os fracos, e cristãos mais maduros, os fortes. Paulo aconselhou aos fortes para que pudessem ajudar os fracos na fé e não buscar seu próprio interesse.
E o desejo de agradar ao próximo deveria ser pensando no seu bem, para que ele pudesse crescer espiritualmente no Senhor.

Ele cita o exemplo do próprio Senhor Jesus, usando a passagem de (Salmo 69:9), onde diz que Jesus suportou insultos e difamações, negando-se a si para cumprir a vontade do Pai.
Paulo recorda a eles, que tudo que foi escrito nas Escrituras, foi para nos ensinar, para que através de acolhermos a palavra de Deus, possamos ter esperança no que ela nos diz, pois a palavra é viva e eficaz (Hebreus 4:12), e nos fortalece gerando em nós a paciência e coragem necessárias para permanecemos firmes (Colossenses 1:23).
Paulo desejava que Deus que concede tanto a paciência como o consolo, pudesse dar a aos irmãos um sentimento mútuo uns para com os outros, como o Senhor Jesus demonstrou para com todos e para que assim todos juntos glorificassem a Deus e Pai do Senhor Jesus Cristo.

Paulo chama a todos para o acolhimento de uns para com os outros, assim como o Senhor Jesus nos acolheu para que por meio da unidade cristã, Deus receba a glória.

O Senhor Jesus, sendo Senhor, se tornou servo dos judeus, sendo ministro da circuncisão, para que a verdade de Deus pudesse ser revelada a eles. E, para que todas as promessas feitas aos patriarcas fossem cumpridas, e para que os gentios, os que não são judeus, glorificassem a Deus também por suas promessas de misericórdia, como várias passagens do velho testamento registraram.
E Paulo cita as passagens de (2 Samuel 22:50 e Salmo 18:49), onde Davi nessas duas passagens canta ao Senhor com alegria e agradecimento, dizendo que o nome do Senhor será louvado e glorificado entre os gentios, povos que não são judeus.
E também usa outras passagens de (Deuteronômio 32:43 e Salmo 117:1), onde Moisés através de um cântico e o salmista também através de um cântico chama os gentios para louvar ao Senhor.
E ele usa um versículo de (Isaías 11:10), onde Deus deixou uma linda promessa de salvação para os gentios, todos que não são judeus, dizendo que através da raiz de Jessé, descendência de Davi, se levantaria um descendente para governar os gentios e nele os gentios esperariam.
Essa é uma referência ao Senhor Jesus, que veio para salvar tantos judeus, como gentios e nele esperamos confiantemente!
E Paulo faz uma breve oração para que Deus encha de esperança e alegria e paz a todos que tinham fé nessas promessas, para que fossem ricos de esperança pelo poder do Espírito Santo.

Paulo reconhecia que os irmãos na igreja em Roma, possuíam conhecimento suficiente para exercer a bondade uns para com os outros e também para aconselhar uns aos outros na fé.
Mas Paulo admite ter sido ousado em sua carta, para que isso fosse despertado entre os irmãos, trazendo a memória deles aquilo que já conheciam.
Paulo se coloca como um ministro de Cristo entre os gentios pela graça de Deus. Um servo de Cristo para levar o evangelho aos gentios, para que eles também pudesse receber a graça do evangelho e serem aceitos por Deus e santificados pelo Espírito Santo da verdade.
Paulo se gloriava de seu ministério, de poder servir a Cristo pregando o seu evangelho aos gentios, porém ele não se gloriava em suas próprias obras, pois reconhecia que tudo provinha de Deus e era para Deus.
Paulo sabia que o objetivo da pregação era conduzir os gentios para o conhecimento da verdade e para obediência dela.
E, por isso Deus usou Paulo como um instrumento cheio do seu Espírito na operação de sinais e de grandes maravilhas (Atos 20:9-10 ; Atos 16:16-18 ; Atos 28:1-8) e desde de Jerusalém, circunvizinhanças até ao Ilírico, ele divulgou o evangelho da graça.

Paulo foi um grande missionário, fez grandes viagens missionárias pelo Mediterrâneo, Macedônia e Ocidente (Atos capítulos 13 e 14 ; Atos 15:36 e 18:22 ; Atos 18:23 e 20:38). Não há indícios que Paulo tenha ido ate o Ilírico mesmo,(atual Iugoslávia), se bem que ate poderia ter ido, mas talvez Paulo apenas usou um termo de linguagem para dizer que pregou o evangelho ate aquela redondeza do Ilírico.
Paulo além de ser um grande missionário, também era um grande visionário. Ele tinha estratégias para pregar o evangelho e sua principal preocupação como vemos aqui era de não levar o evangelho em local onde Cristo já havia sido pregado, para que não evangelizasse quem já havia sido evangelizado.
Mas, Paulo, tinham grande anseio por aqueles que ainda não conheciam o evangelho de Cristo e com isso deixou uma passagem do velho testamento de (Isaías 52:15), onde Isaías fala dos que nunca ouviram falar de Cristo passariam a conhecê-lo, através do genuíno evangelho sendo pregado.

A missão missionária de Paulo de levar o evangelho aos gentios, tinha o impedido de visitar a igreja em Roma. Mas agora Paulo sabia que não tinha mais território que pudesse levar o evangelho na região onde estava e por isso passa a fazer planos de uma viagem missionária à Espanha, mas antes desejava estar um tempo com os irmãos em Roma e para que eles pudessem ajudá-lo a ir ate a Espanha.
Paulo compartilha com eles também que no momento pretendia ir de viagem a Jerusalém, para levar uma oferta que havia sido levantada pelas igrejas da Macedônia e Acaia, para ajudar aos irmãos empobrecidos que ali estavam.
A igreja em Jerusalém era composta mais por judeus e por isso Paulo diz que essa oferta era como se uma gratidão das igrejas gentílicas, por poderem receber parte das bênçãos espirituais dadas aos judeus.
O que Paulo quis dizer foi que embora eles tivessem se reunido para ofertar de coração voluntário, por serem irmãos de fé, participantes da mesma graça, os mais favorecidos deveriam ajudar os mais necessitados, servindo-os com seus bens.
Paulo desejava levar a oferta aos irmãos necessitados em Jerusalém e em seguida viajar para a Espanha, estando um tempo antes com os irmãos em Roma.
Paulo sabia que quando fosse visitar os irmãos em Roma, poderia compartilhar com eles grandes bênçãos de Cristo.

Paulo termina o capítulo 15, pedindo humildemente aos irmãos em Roma, para que pudessem ajudá-lo fielmente em oração, pedindo a Deus a seu favor, para que em sua viagem a Jerusalém não sofressem com represálias dos rebeldes que viviam na Judeia e para que os irmãos em Jerusalém pudesse acolher Paulo com amor e aceitassem a generosidade dos irmãos gentios da oferta levantada.
Assim, segundo a vontade de Deus, Paulo poderia ir para Roma cheio de alegria para revigorar os irmãos em Roma, edificando-os em Cristo Jesus.
Paulo termina com uma breve oração dizendo que Deus, a nossa fonte de paz (João 14:27 e 16:33), esteja com todos os irmãos, amém!

Estudo Carta aos Romanos capítulo 14



Paulo mostra um profundo respeito pelos outros. Embora Paulo tenha identificado como fracos na fé aqueles que se sentiam presos a questões externas, como o que comer e beber, ele indicou que suas convicções não deveriam ser encaradas de modo leviano.
Tais pessoas não deveriam ser ridicularizadas ou tratadas com desprezo. Nem tampouco os cristãos mais fracos deveriam condenar os mais fortes. Liberdade em Cristo significa que cada cristão deve permitir aos outros irmãos a mesma liberdade. Portanto não existe nenhuma base para julgamento. Apenas Cristo se qualifica como o juiz. É preciso que o foco não esteja em si mesmo, mas no outro, procurando não representar uma pedra de tropeço na para fé de outros irmãos.
Hoje vemos muitos assuntos sendo discutidos no meio dos cristãos. Cada um tem um pensamento e como Paulo mesmo disse existem os mais fracos e os mais fortes na fé. Portanto temos que ajudar os mais fracos e não condena-los por às vezes terem pensamentos diferentes dos nossos e das escrituras. Temos que orar para que os nossos olhos e de nossos irmãos sejam cada dia mais abertos para o Reino de Deus.
“Tropeço ou escândalo” se refere a qualquer atitude ou ação que leve outro cristão a pecar ou a se sentir confuso a respeito do caráter e dos propósitos de Deus. O tipo de atitude que Paulo encoraja promove unidade e harmonia na igreja. A liberdade deve ser regulada pelo amor. No mais, Paulo considera união como vital para a vida do povo de Deus.
A partir do versículo 14, Paulo afirma que, em cristo as leis dietéticas do velho testamento não estão mais me vigor (Mc 7:19). O Reino de Deus é a esfera onde a soberania do Senhor é reconhecida e sua vontade é suprema. O cristão deve viver de tal modo que promova a harmonia e edifique ou firme as outras pessoas. Paulo afirma que todo fracasso em viver pela fé é pecado, isto é, errar o alvo de Deus para a vida (Rm 14.23).
O amor rompe todas as barreiras e divisões de pensamentos. Quando amamos uns aos outros temos um coração mais sensível a compreender cada dificuldade e ajudar nossos irmãos a crescerem juntos na fé.

Estudo da Carta de Paulo aos Romanos Capítulo 13



Paulo inicia este capítulo descrevendo sobre a responsabilidade do cristão em relação as autoridades, "Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas."

Uma das responsabilidades do homem, é a de organizar as coisas, cuidar da terra, dar nome a fauna e flora. Com o pecado, essa responsabilidade se tornou difícil de se cumprir, pois o caos tomou conta da terra.
Uma das formas de se organizar ou colocar as coisas em ordem, é por meio das leis civis.
Então não só o cristão e as pessoas têm a responsabilidade para com as autoridades, mas as autoridades têm a responsabilidade para com a sociedade, eles devem ser honestos, transparentes e justos.
Paulo é claro em dizer que, "aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos.
Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá.
Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal.
Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência."
Devemos apoiar o governo, a menos que ele viole nossas consciências guiadas pelo Espírito ou que exija submissão incondicional, pois muitas vezes a ordem civil pode estar preferível ao caos!
Provavelmente o Apostolo trata sobre esta questão por existirem cristãos que acreditavam estarem livres das leis de "homens" por seguirem agora a Cristo.
Seguir as leis civis é dar bom testemunho e ser reconhecido como um seguidor de Cristo (desde que estas leis não viole os princípios do Mestre).
Por isso Paulo diz: Deem a cada um o que lhe é devido: Se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra. (Mateus 17 : 24-27).
Nos versículos 8 - 10 Paulo volta ao assunto do capítulo 12, falando novamente sobre o dever do cristão em amar incondicionalmente, "Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a lei.
Pois estes mandamentos: "Não adulterarás", "não matarás", "não furtarás", "não cobiçarás", e qualquer outro mandamento, todos se resumem neste preceito: "Ame o seu próximo como a si mesmo".
O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da lei."
Nos versículos 11-14 ele reforça sobre o comportamento do cristão diante do sistema mundano "Façam isso, compreendendo o tempo em que vivemos. Chegou a hora de vocês despertarem do sono, porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos.
A noite está quase acabando; o dia logo vem. Portanto, deixemos de lado as obras das trevas e vistamo-nos a armadura da luz.
Comportemo-nos com decência, como quem age à luz do dia, não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade sexual e depravação, não em desavença e inveja.
Pelo contrário, revistam-se do Senhor Jesus Cristo, e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne."
Esses últimos versículos são mais evidências de que alguns Cristãos estavam vivendo uma vida de libertinagem, confundindo a liberdade obtida pela obra redentora de Cristo.

Espero que possamos compreender e praticar a palavra do Senhor nosso Deus!

"Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores!
Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite."

Estudo da Carta de Paulo aos Romanos Capítulo 12

 Consagração, separação do mundo, humildade, fidelidade no uso dos dons, amor fraternal.

1) CONSAGRAÇÃO E SEPARAÇÃO DO MUNDO (12.1-2)

Logo no primeiro versículo, o apóstolo dos gentios faz um apelo: "Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional".

Mas por que tanta ênfase? Por que o uso da expressão "Rogo-vos", como se ele praticamente estivesse implorando?

Era costume dos romanos oferecer o corpo em culto aos deuses, através de prostituição, libertinagem, bebedeiras e tantas outras práticas condenáveis que já vimos no capítulo 1:18-31. E nesse ambiente estavam vivendo os novos convertidos ao Evangelho. Logo, a preocupação maior de Paulo era que os cristãos permanecessem SEPARADOS de todas essas práticas ilícitas e principalmente não introduzissem tais costumes no culto a Deus, muito menos achassem que aquilo tudo era "normal". Mas como isso seria possível?

A resposta está no versículo dois:

"E não vos conformeis com este mundo (ou com toda a corrupção que vem do sistema mundano - ver 1 João 2:15), mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus". A tradução King James diz: "E não vos amoldeis ao sistema deste mundo, mas sede transformados pela renovação das vossas mentes".

Ou seja, o cristão não tem como desfrutar da boa, agradável e perfeita vontade de Deus se estiver "imerso" nos costumes do mundo, com a mente cauterizada pelo pecado e concordar com os valores, pensamentos e ações de todo o sistema que vai contra os princípios do Reino de Deus e do Evangelho de Cristo. Todas as ações que tomamos com o corpo têm origem na mente. E se tivermos a mente "seduzida" por tudo o que existe no mundo, o que não faremos com o corpo? Certamente não será um "culto racional"...

Não adianta querer "parecer" com o mundo. O Evangelho não tem nada a ver com o mundo. Cristão tem que se parecer com Cristo. Portanto, cuidado com "igrejas" que absorvem demais os costumes do mundo.

Para haver transformação de mente é preciso que primeiro haja RENDIÇÃO total ao agir do Espírito Santo. Isso só é possível através da persistência na oração (ver Filipenses 4:6-7) e meditação na Palavra de Deus (Salmos 119:1). Esse é o "dever de casa" de todo cristão: buscar agir com a mente de Cristo durante o percurso da vida.

2) HUMILDADE NO CORPO DE CRISTO E FIDELIDADE NO USO DOS DONS (12.3-8)

"Porquanto, pela graça que me foi concedida, exorto a cada um dentre vós que não considere a si mesmos além do que convém; mas, ao contrário, tenha uma auto-imagem equilibrada, de acordo com a medida da fé que Deus lhe proporcionou. Pois assim como em um corpo temos muitos membros, e todos os membros não têm a mesma função, assim também nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e cada membro está ligado a todos os outros. Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar, use-o na proporção da sua fé. Se o teu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensina; se é encorajar, aja como encorajador; o que contribui, coopere com generosidade; se é exercer liderança, que a ministre com zelo; se é demonstrar misericórdia, que a realize com alegria."

Como parte do corpo de Cristo, cada pessoa não deve mais agir "individualmente", mas na coletividade. Como é isso?

Cada dom dado pelo Espírito de Deus (1 Coríntios 12.1-11) é para a edificação do corpo de Cristo, a Igreja, e não para benefício próprio. Não pode haver divisão ou "preferência" entre os membros, um não deve pensar que é mais que o outro, que tem mais "unção" ou "poder"; todos ligados, unidos, devem cooperar para a edificação de todos os demais irmãos, de acordo com a medida de fé que Deus repartiu a cada um. (Pelo menos é o que se espera de um local que se diz "igreja" e de pessoas que se dizem "cristãs").

3) AMOR FRATERNAL (12.9-21)

Em Atos 2:42-47 vemos o modelo ideal de comunhão entre os primeiros cristãos. Para vergonha e tristeza da "classe", não se parece EM NADA com o que temos hoje...parece mais uma utopia, um sonho difícil de se realizar. Mas, em algumas comunidades cristãs, creio que ainda exista um pouco da comunhão de Atos 2.
Talvez porque o foco hoje seja o dinheiro, as posses, os bens, a prosperidade pessoal, individual. Crentes egoístas, individualistas, querem contar as bençãos e as vitórias apenas para se gloriarem de que "Deus ouviu minha oração!!!". Mas não procuram saber se o irmão do lado está passando fome. "comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade;"

Vamos à lista de recomendações aos cristãos:

O amor seja sem qualquer fingimento.
Odiai, sim, o mal e apegai-vos ao bem.
Amai-vos dedicadamente uns aos outros com amor fraternal. Preferindo dar honra a outras pessoas, mais do que a si próprios.
Não sejais descuidados do zelo; sede fervorosos no espírito. Servi ao Senhor.
Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração.
Cooperai com os santos nas suas necessidades. Praticai a hospitalidade.
Abençoai os que vos perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis.
Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que pranteiam.
Vivei em concórdia entre vós. Não sejais arrogantes, mas adotai um comportamento humilde para com todos. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos.
A ninguém devolvei mal por mal. Procurai proceder corretamente diante de todas as pessoas.
Empreendei todos os esforços para viver em paz com todos.
Amados, jamais procurai vingar-vos a vós mesmos, mas entregai a ira a Deus, pois está escrito: “Minha é a vingança! Eu retribuirei”, declarou o Senhor.
Ao contrário: “Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porquanto agindo assim amontoarás brasas vivas sobre a cabeça dele.
Jamais te entregues ao mal como vencido, mas vence o mal com o bem.

Aproveitando a semana da Reforma Protestante, tá aí uma boa lista para pendurar na porta dos templos evangélicos atuais, não? Rs...

Brincadeiras à parte, espero que os irmãos tenham captado o sentido dessa mensagem: a marca do cristão deve ser o Amor do Pai para com os seus semelhantes. Jesus foi bem explícito, não seríamos conhecidos pelos muitos bens, pela aparência de santidade, pela roupa "ataviada", bíblia debaixo do braço, terno e gravata...NÃO!!!!!

"Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, SE VOS AMARDES UNS AOS OUTROS". (Jo 13:35)

Que o Espírito Santo edifique a cada um de vós e que essa palavra produza muitos frutos dignos de arrependimento, mudança de mente e de comportamento em todos os que forem alcançados. Graça e Paz.

Estudo Carta aos Romanos - Capítulo 11



"Pergunto, pois: terá Deus, porventura, rejeitado o seu povo? De modo nenhum! Porque eu também sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim." - Romanos 11:1

Paulo faz uma pergunta, de uma maneira clara que a resposta seria não. Terá Deus rejeitado à Israel, seu povo? É evidente que não, prova disso é o próprio Paulo, que era um israelita, da descendência de Abraão e da tribo de Benjamim (Filipenses 3:5), lembrando que a tribo de Benjamim, era a mesma de Saul (1 Samuel 9:1-2), primeiro rei de Israel e também a tribo onde o território, a cidade de Jerusalém ficava (Jeremias 6:1).
Deus não rejeitou o seu povo, mas assim como disse a Elias (1 Reis 19:18), ele sempre tem os seus remanescentes, como Paulo e os sete mil homens que não se renderam ao culto a Baal, que foi a resposta de Deus a Elias.
Paulo argumenta que é pela graça que Israel é recebido, e não por obras da lei como eles acreditavam (Efésios 2:8).
As boas obras não é o que faz a pessoa merecedora da graça de Deus, pois se fosse assim não seria graça (receber um favor de Deus), as obras são simplesmente o que acompanhará a fé da pessoa que foi alcançada pela graça de Deus (Tiago 2:17-18).

Mesmo que parte de Israel tenha rejeitada a Cristo, prova disso foi seus corações endurecidos ao evangelho, mesmo assim sempre terá um que se manterá firme nas promessas de Deus pela fé, os remanescentes.
O resultado da dureza de seus corações foi que Deus permitiu com que eles permanecessem neste estado, a cegueira deles é a incapacidade de discernir o evangelho da graça.
Israel poderia se achar próspero espiritualmente, por serem o povo escolhido de Deus, mas isso foi como uma armadilha para eles, pois, quando veio realmente a promessa de Deus para eles, o (Messias,Daniel 9:25-26; João 1:41), os seus conceitos espirituais impediram de crer e enxergar a promessa de Deus que se cumpria em Cristo Jesus.
Jesus mesmo muitas vezes quando pregou o evangelho a eles, pregou por meio de parábolas, para que ouvindo não entendessem e vendo não enxergasse, tudo isso porque seus corações estavam endurecidos para Cristo (Mateus 13:10-16).

"Pergunto, pois: porventura, tropeçaram para que caíssem? De modo nenhum! Mas, pela sua transgressão, veio a salvação aos gentios, para pô-los em ciúmes" - Romanos 11:11

Paulo inicia novamente o versículo com uma pergunta já se antecipando a uma resposta negativa.
De modo nenhum o tropeço de Israel foi para que permanecessem caídos, mas o pecado deles, foi como uma oportunidade para que o evangelho chegasse ate os gentios.
Israel estará como que por um período em abatimento, para que os gentios recebam a salvação (Romanos 11:25). Imagine então, quando eles tiverem novamente a chance de se arrepender e receber o evangelho? Muito mais bênçãos serão resultantes da conversão de Israel (Zacarias 12:10).

Paulo se considerava apóstolos dos gentios (não judeus) e se orgulhava do seu trabalho para com eles. Paulo achava que talvez pudesse fazer com que os seus compatriotas israelitas ficassem com ciúmes do evangelho estar sendo pregado aos gentios e com isso talvez alguns deles pudessem também ser salvos por quererem entender o evangelho.

Quando os israelitas (judeus), foram rejeitados por sua dureza de coração, o mundo pode ser reconciliado com Deus, puderam se tornar amigos de Deus, imaginem então quando Israel tiver a sua oportunidade de se reconciliar com Deus? Ate mesmo os mortos receberão vida (É difícil saber ao certo o que Paulo realmente queria dizer com isso, mas pensando que talvez a reconciliação de Israel seja o último estado dos fins(o juízo de Deus), podemos então imaginar que aqui Paulo se referia aos mortos em Cristo que seriam ressuscitado. Mas não podemos afirmar isso ao certo).

Paulo usa uma comparação dizendo que se a primeira massa de um pão, for boa, todo o restante dela também será.
Assim também é com uma oliveira, se a raiz dela for pura, os seus ramos também serão.
Paulo usa uma analogia, para fazer uma ilustração da reconciliação, dos gentios para com Deus e dos israelitas (judeus), para com Deus.
Israel é a oliveira verdadeira, e alguns galhos foram quebrados dela, ou seja, os israelitas que rejeitaram a Cristo.
Também possuía uma outra oliveira, representada pelas pessoas do mundo que eram desconhecidos de Deus, e alguns galhos dessa oliveira foram tirados e enxertados na oliveira verdadeira.
A oliveira brava, que são os gentios, tiveram a oportunidade e receberam então as bênçãos que apenas Israel tinha e por isso não poderiam desprezar os israelitas que tinham sido rejeitados.
Não poderiam nem se orgulhar, pois faziam parte da oliveira brava, e foram enxertados na verdadeira oliveira.
E Paulo lembra que não era o galho que sustenta a raiz, e sim a raiz os galhos, ou seja, os gentios se tornaram herdeiros das promessas de Deus feitas a Israel, pois creram no Messias prometido de Deus para libertar a seu povo e é graças as promessas feita a eles que nós (gentios) também recebemos a salvação.
Mesmo que os galhos que foram tirados, (os judeus que não creram) tenha dado lugar para que os gentios fossem recebidos sendo enxertados na oliveira, eles só foram enxertados porque creram na pregação do evangelho (Cristo). E isso não deveria ser motivo de orgulho e sim de temor diante de Deus.
Porque se nem os judeus que faziam parte da oliveira natural, Deus deixou de castigar, então também não deixará de castigar os gentios que foram enxertados na oliveira verdadeira, mas permaneceram no pecado.

Deus é duro, para com aqueles que caíram, mas também é um Deus misericordioso para com aquele que se arrepende e crê.
Se Israel (judeus), abandonar a dureza de seus corações, eles também poderão ser enxertados novamente na sua própria oliveira, pois Deus tem todo o poder para isso.
Se os gentios que faziam parte da oliveira brava, contra a própria natureza foram enxertado na oliveira boa, então, será muito mais fácil os israelitas serem enxertados na sua própria oliveira.

Israel eram o povo que recebeu as promessas de Deus, mas quando Deus cumpriu suas promessas, que foi mandar seu Filho(O Messias), para libertar, perdoar e restaurar seu povo (Israel), eles não creram em Jesus como sendo o Filho de Deus. Mesmo sendo o povo escolhido, Deus não poupou seu povo do castigo, por terem se mantido rebeldes e com seus corações endurecidos aos planos de Deus.
Já os gentios que antes não eram o povo escolhido de Deus, creram em Jesus, como o Filho de Deus, e creram nele como o seu salvador e por isso Deus os recebeu como seus filhos, e assim os gentios receberam as promessas que antes tinham sido feitas ao povo de Israel.
Mas se Israel ainda hoje se arrepender de seus pecados também serão novamente recebidos como filhos.)

"Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios." - Romanos 11:25

Paulo revela então que tudo isso era um grande segredo divino, e que por isso os gentios não deveriam se achar por sábios, pois o endurecimento de Israel duraria apenas o tempo para que todos os gentios que irão se salvar sejam salvos.
E, assim todo o Israel será salvo (Não se sabe o que Paulo queria dizer com TODO O ISRAEL, se ele se referia a todo o Israel como o Israel verdadeiro de Deus, os que alcançaram a graça de Deus, ou se referia a toda nação de Israel).

Paulo cita a profecia de (Isaías 59:20-21), uma promessa para o povo de Israel, que fala sobre a vinda de Cristo para libertar a seu povo e livra-los dos seus pecados.
E também a profecia de (Isaías 27:9), da aliança de Deus para com seu povo de tirar os pecados deles. Podemos lembrar de Cristo novamente, pois ele foi reconhecido por João Batista, como o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo(João 1:29).

Por não crerem no evangelho, Israel tinha se tornado inimigo de Deus, mas por Deus ter escolhidos eles como seu povo, eram amados por Deus por fazerem parte dos patriarcas, Abraão, Isaque e Jacó.
Porque Deus não muda de ideia quando escolhe e abençoa , sendo os seus dons irrevogáveis.
No passado os gentios tinham sido desobedientes para com Deus, mas agora os gentios puderam receber a misericórdia de Deus (Não receber o castigo que merecia), e isso pela desobediência de Israel. Assim também Israel que ainda agora esta desobediente, irá alcançar a misericórdia de Deus que foi concedida para eles.
Deus permitiu que todos fossem presos em sua desobediência para que pudesse usar as suas muitas misericórdia para com todos.)

Por fim, Paulo termina o capítulo exaltando a sabedoria de Deus. Que seus planos e juízos são insondáveis.
Ninguém conheceu os pensamentos do Senhor, e muito menos poderiam dar conselhos a ele. Ninguém se quer podaria dar algo a ele para que recebesse depois.
A grandeza de Deus se resume que através dele, e por meio dele, tudo foi criado e todas as coisas são feitas.
A ele seja a glória, eternamente, amém!
Este é um louvor genuíno feito por Paulo para expressar a tamanha admiração de Paulo por poder entender os mistérios de Deus para todos que receberam e irão receber a sua misericórdia.

Estudo da Carta aos Romanos - Capítulo 10


ROMANOS 10:1-21

Paulo começa o capítulo ainda falando do tema anterior; o motivo dos judeus terem sido rejeitados.

Paulo afirma ser testemunha que seus irmãos têm zelo, mas a justiça que eles aplicam é própria e rejeitam a justiça de Deus.

Do verso 8 ao 9, o apóstolo relata o “processo” de pregação e convencimento do pecador pelo Espírito. Contudo, uma falsa ideia surge a essa altura e precisamos corrigir. Está escrito que devemos confessar com nossa boca, devemos crer com nosso coração, mas desde quando isso é base para se tornar um ritual mágico que carimba passaportes para o céu?
Paulo está falando de dar, pois segundo ele mesmo escreve aos Coríntios cap. 12 e vs. 3;
“... ninguém é capaz de dizer ’Jesus é Senhor’, a não ser sob influência do Espírito Santo.”

Ou seja, não estamos falando de uma senha, ou um mantra estamos falando de atitudes, de condutas e principalmente MUDANÇA DE TESTEMUNHO DIANTE DOS HOMENS. De que valerá um péssimo colega de trabalho dizer que “aceitou” Jesus no domingo, se na segunda ainda tentar levar vantagem?
De um lado temos as promessas do nosso mestre Jesus, que esse evangelho do Reino seria pregado em todo o mundo e então viria o fim, de outro lado ainda temos povos inteiros não alcançados, línguas morrendo sem ter traduções da Bíblia. E nos vangloriamos de um país como nosso Brasil, “maior exportador de missionários”, ter dezenas de cidades sem nem uma igreja, dezenas de cidades que ninguém se declarou cristão. A necessidade da pregação do evangelho e de missões fica clara e evidente diante de nossos olhos ao vermos um apóstolo como se tentasse convencer uma igreja a se mover, e quase 2000 anos, esse mesmo apelo cair tão bem em nossos ombros.

Para encerrar, entendemos que judeus e gentios estão sob os mesmo parâmetros e precisam ter fé em cristo da mesma forma. Pois formam a mesma noiva, assim precisam acolher a um Deus que “estende a mão o dia inteiro a um povo rebelde e desobediente”.

Chegaria o dia para Paulo, que nós nações gentílicas faríamos ciúmes no povo de Israel, e meu apelo com este texto é que sejamos um conjunto de pessoas que gastarão seu tempo para que o amor de Deus pelos perdidos cause ciúmes aos judeus.

Estudo Carta aos Romanos capítulo 9



O capitulo nove de Romanos talvez seja um dos mais polêmicos do novo testamento, pois nesse mesmo capitulo existem duas teorias. A primeira é o calvinismo que crê que Deus é soberano e escolhe quem Ele quer que seja salvo. E o outro é o arminianismo onde eles creem o oposto dizendo que o homem que escolhe a Deus ou não. Esse assunto não é de hoje ou de anos, estamos falando de séculos de discussões em relação ao assunto.

Eu sou apenas um servo do Senhor que a cada dia tenho buscado mais de Deus, então vou comentar sobre o capitulo nove de romanos da maneira mais neutra possível, talvez puxe mais para um lado do que para outro, mas isso não significa que defendo com unhas e dentes algum dos dois pontos.

Paulo encerra o capitulo oito expressando com alegria o amor de Deus por nós, mas inicia o capitulo seguinte com uma tristeza muito grande no seu coração pela nação de Israel. Essa tristeza era pelo fato de Israel não ter reconhecido Jesus como o Messias e Paulo chega a dizer que preferia se tornar maldito e ser excluído de Deus pela nação dos seus patriarcas.

Em seguida, Paulo começa a usar exemplos como de Abraão, Isaque e dos irmãos Jacó e Esaú para mostrar que Deus já havia um plano para cada um deles e através dos patriarcas surgiria à nação de Israel.

No versículo 14, Paulo faz uma pergunta: “Que diremos, pois? que há injustiça da parte de Deus?”, e antes mesmo de alguém pensar em questionar ele mesmo responde: “de maneira nenhuma”. Então lemos o versículo seguinte:
“Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.
Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece.
Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra.
Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer.”(Romanos 9:15-18).

Deus não é obrigado a responder a humanidade. Como o barro não tem poder nem autoridade para questionar o oleiro, assim também ninguém tem autoridade para questionar os caminhos de Deus. Em todas as coisas Deus, como o oleiro, preparou vasos tanto para destruição, com o proposito de revelar sua ira e poder, como para misericórdia, para revelar sua Glória e Amor.

Os gentios, assim como os judeus, estavam incluídos no plano redentor de Deus. Para os judeus, Cristo era uma “pedra de tropeço”, pois eles persistiram em tentar obter a justiça cumprindo a lei. Os gentios, ao contrário, aceitaram pela fé a justiça de Deus.
Aqueles que colocam sua fé em Deus nunca precisam temer, somente se render totalmente ao Eterno Deus, pois conforme Martin Bucer "Ele é justo em todos os seus caminhos, mesmo quando diante da nossa razão, Ele pareça de outra forma. Os juízos de Deus são um abismo grande e inescrutável, mas justo."

Estudo da Carta aos Romanos - capítulo 8



É com uma enorme satisfação que trago para vocês este singelo e breve estudo do capítulo 8 da Epístola de Romanos. Acredito ser o capítulo mais espiritual da bíblia, onde temos cerca de 24 referência ao Espírito Santo (pelo menos aqui na minha bíblia King James).

ESTAMOS LIVRES DA CONDENAÇÃO (1-14)

"Portanto, agora não há nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus" (Romanos 8:1)

Aqui temos a descrição PERFEITA do plano da salvação, uma vida espiritual de liberdade e justiça por meio da fé em Cristo. Imaginem se não houve a graça, a salvação, estariamos expostos a nossa depração completa e não teríamos outra saída.

Notem que neste versículos já derrubamos diversas seitas que pregam o outro evangelho, com doutrinas como "madição hereditária", "troca de espíritos", "pagar o preço", oh glória e aleluia..."nenhuma condenação há..". Quando recebemos a Jesus, todo o nosso passado de pecado é apagado por Deus, que não se lembrará mais dele (Hb 10.17).

Não significa que não pecaremos novamente, mas perante ao Pai estamos justificados por Cristo Jesus!!!

Então qual é a explicação para fazer os servos de Jesus acreditarem que é possível que haja alguma maldição em sua vida porque um antepassado seu pecou contra Deus? Se alguém de sua família pecou e não se arrependeu, ele pagará por seu pecado, cada um dará conta de si mesmo a Deus (Rm 14.12).

No versículo 2 é exposto que a lei foi incapaz de fazer, por causa de nossa natureza pecaminosa, Jesus tornou-se maldito, para que todos fossemos abençoados com a vida eterna.

AGORA SOMOS FILHOS DE DEUS (15-17)

Agora somos filhos de Deus e o Espírito Santo testifica isso em nós. Logo somos herdeiros de toda glória celeste. Mas aqui fica um porém: para sermos herdeiros juntamente com Cristo, precisamos ser participantes dos seus sofrimentos. Ou seja, na vida cristã não existe só vitória, lutas também virão.

O autor da carta de Romanos destaca a diferença entre aquele que ainda vive preso a uma vida de pecado, com aquele que pela fé creu no Senhor Jesus e teve seus pecados justificados...
Aquele que se mantém rebelde contra Deus e vive no pecado, ele também esta obedecendo a sua carne, se inclina para os desejos dela e vive para satisfazê-la, mas aquele que ouviu a vontade de Deus, crendo que ele mandou seu Filho para que através de sua morte e ressurreição fosse salvo (João 3:16), este recebeu o Espírito de Deus e por isso é inclinado a obedecer ao que o Espírito lhe conduz a fazer.
E isso não é algo que o Espírito nos obriga a fazer, muito pelo contrário, ele age mansamente, nos convencendo de que aquilo é o melhor para nossa vida e gera em nós um desejo de agradar à Deus, por isso obedecemos, porque o amamos.

A inclinação da carne, ou seja, a obediência a nossa carne, que é a inclinação para o pecado nos levará para a morte, mas os que se inclinam em obedecer ao Espírito, serão guiados para a vida e paz para com Deus.
E é por isso que aqueles que se inclinam para obedecer a carne, ao pecado, acaba se tornando inimigo de Deus, porque rejeitou a vontade de Deus.

Todos aqueles que creram no evangelho, já não estão mais presos aos desejos da sua carne, isso se realmente creram e receberam o Espírito de Deus. Porque aquele que não têm o Espírito de Deus, esse não pertence à Deus, ou seja, não foi salvo e justificado pela fé em Cristo Jesus.

Se temos realmente a Cristo em nossas vidas, nosso corpo esta morto para o pecado, não temos mais o desejo de obedecer a nossa carne que é pecaminosa, mas pelo contrário temos o Espírito que trás vida ao nosso espírito, porque fomos justificados por Cristo.

Mesmo estando mortos para o pecado e para os desejos da nossa carne, essa obra ainda não esta completa, mas se temos em nós o Espírito de Deus, que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo Deus também nos dará vida ao nosso corpo mortal, pelo Espírito dele que em nós habita.

A intercessão do Espírito (26-30)

Quando ouvimos o evangelho e cremos nele, somos ligados com o Espírito de Deus (Efésios 1:13-14). E o Espírito de Deus é aquele que nos acompanha, sendo também o nosso consolador (João 16), e como ele nos acompanha na caminhada cristã, conhece nossas dificuldades e fraquezas. Muitas vezes quando passamos por lutas e tribulações (Atos dos Apóstolos 14:22 , Romanos 5:3 e 2 Coríntios 4:17), nos sentimos tão abatidos que mal conseguimos orar com palavras, muitas vezes apenas choramos, mas o Espírito de Deus que conhece nossas fraquezas e anseios, intercede por nós com gemidos que nem podemos compreender. Pois o Espírito pede de maneira por nós, tendo a certeza que Deus nos atenderá.

E quando Deus sonda os nossos corações, sabe qual é o pedido do Espírito, que pede ao nosso favor, pois sabe do que precisamos.

Em Deus podemos ter a certeza de que tudo que acontece em nossas vidas cooperará para o nosso bem, para que possamos crescer a imagem de Cristo (2 Coríntios 4:16 e Efésios 4:13).
Isso não significa que somente acontecerá coisas boas, não é isso que a palavra de Deus diz, mas mesmo se passamos por dificuldades e provações, isso estará cooperando para o nosso crescimento espiritual.

Deus tem um propósito para todos que receberam o evangelho de Cristo e creram, e para que este propósito se cumpra, Deus trabalha em nossas vidas, para como Jesus é seu filho o primogênito, nós também possamos nos tornar filhos de Deus, e coerdeiros com Cristo (Romanos 8:17), ou seja herdar através de Cristo a salvação e muito mais.

Foi para isso que Deus nos chamou e também nos justificou, perdoando os nossos pecados para que possamos ser glorificados com Cristo.)

As provas e a certeza do amor de Deus (31-39)

"A que conclusão, pois, chegamos diante desses fatos? Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (v.31)

Podemos concluir que independente do tenhamos que passar, temos a confiança que Deus estará conosco e então não precisamos nos preocupar, mesmo que alguém possa querer vir contra nós.
Pois a grandeza do amor de Deus é provada por ele ter dado o seu próprio Filho, para que nós pudêssemos ser livres dos nossos pecados que nos separavam Dele (Isaías 59:2).
E por esta graça é que receberemos com Cristo todas as coisas, sendo seus coerdeiros.

Se fomos justificados, perdoados por Deus, através da morte de Cristo, ninguém poderá nos acusar, pois temos o próprio Deus que nos justificou através da morte e ressurreição de Cristo.
Jesus Cristo esta assentado no trono de glória, ao lado da Majestosa presença de Deus, onde intercede por nós que cremos nele.

Por isso nada pode nos separar do amor de Cristo, nem tribulação, angústias, perseguições, fome, nudez, perigo ou espada. Pois o amor de Deus foi derramado em nossos corações (Romanos 5:5), e este amor de Deus em nós, nos leva a sofrer por Cristo, por amor de Cristo e de seu evangelho implantado em nós. Paulo também usa um Salmo para ilustrar isso, dizendo que somos como ovelhas sendo levados para o matadouro (Salmos 44:22).

Em todos essas coisas somos mais que vencedores, pois temos o amor de Cristo em nós.
E por isso nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, alturas, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que esta em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Ou seja, nenhum aspecto em nossa vida poderá nos separar do amor tão grande de Deus, através de Cristo em nós. Pois este amor esta ativo em nossas vidas, trabalhando a favor da vontade de Deus em nossas vidas.

Estudo da Carta de Paulo aos Romanos Capítulo 7


- A Lei, o pecado e a Graça redentora de Jesus Cristo.

Depois de explicar aos cristãos de Roma que, em Cristo, eles estavam libertos da escravidão do pecado, Paulo começa a demonstrar através de exemplos práticos o poder e a influência que a Lei tem sobre o pecado. Ele compara o domínio da Lei sobre o ser humano com a lei do casamento:

"Porque a mulher casada está ligada pela lei a seu marido enquanto ele viver; mas, se ele morrer, ela está livre da lei do marido.De sorte que, enquanto viver o marido, será chamada adúltera, se for de outro homem; mas, se ele morrer, ela está livre da lei, e assim não será adúltera se for de outro marido."

Sabemos que o relacionamento da Igreja com Cristo é uma figura do casamento: a Igreja é a noiva que está sendo adornada para encontrar o Noivo (Jo 3:29 / Ap 19:7). A fidelidade da noiva no período de espera é fundamental para que ela seja considerada santa e pura para as Bodas do Cordeiro.

Após a queda no Éden e a introdução do pecado na essência do ser humano, todos os desejos e vontades ficaram corrompidos e inclinados ao mal - viramos escravos do pecado e da carne, sendo necessária a intervenção da Graça de Cristo mediante o Seu sacrifício na cruz para nos libertar de tal condição. Isso significa que o homem por si só sem a intervenção do Espírito Santo não é capaz de escolher as boas dádivas de Deus.

"Assim também vós, meus irmãos, fostes mortos quanto à lei mediante o corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, àquele que ressurgiu dentre os mortos a fim de que demos fruto para Deus. Pois, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, suscitadas pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte."

A lei serve, nesse caso, como "trampolim" para o pecado operar na carne, sendo necessária a obediência cativa aos seus mandamentos para que o homem se mantivesse "longe" do mal - a obediência não era necessariamente por amor ou prazer, mas por imposição.

"Mas agora fomos libertos da lei, havendo morrido para aquilo em que estávamos retidos, para servirmos em novidade de espírito, e não na velhice da letra. Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Contudo, eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião, pelo mandamento operou em mim toda espécie de concupiscência; porquanto onde não há lei está morto o pecado. E outrora eu vivia sem a lei; mas assim que veio o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri; e o mandamento que era para vida, esse achei que me era para morte. Porque o pecado, tomando ocasião, pelo mandamento me enganou, e por ele me matou."

Mas como entender a relação lei x pecado? Ora, somos seres humanos, carnais, enquanto que a lei é puramente espiritual. Nosso espírito se alegra em obedecer, embora nossa carne sempre vá se inclinar ao pecado. Jesus Cristo foi o único homem na terra que cumpriu com perfeição toda a Lei.

"De modo que a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom. Logo o bom tornou-se morte para mim? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte por meio do bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se manifestasse excessivamente maligno. Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado".

A moda agora é a "proliferação" da espécie SUPERCRENTE. Já ouviu falar?
Aquele que jamais se rende ao pecado, o UNGIDO DE DEUS, imune às armadilhas de Satanás, blindado da cabeça aos pés, o único que não pode ser atingido por nenhum tipo de mal....

Engraçado...vejamos o que o Apóstolo Paulo diz sobre a carnalidade que insiste em lutar contra os princípios espirituais:

"Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Agora, porém, não sou mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, mesmo querendo eu fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?"

MISERÁVEL!!!! Paulo, enquanto homem carnal, se diz MISERÁVEL por não conseguir ser liberto do corpo pecaminoso (embora tenha prazer em obedecer ao Senhor) e vemos uma geração de homens e mulheres que não passam de pó da terra (Gn 3:19) se achando o último biscoito do pacote, bancando de super santos, dando tiro, tapa e tudo mais na cara do diabo....chega a ser trágico.

Não tem jeito, amados. Enquanto estivermos nesse corpo corruptível, estaremos sujeitos à degradação pelo pecado - doença não dá em poste!! O próprio apóstolo relata os perigos de vida e aflições pelas quais passou por amor ao Evangelho (2Co 6:5 / 11:24).

Por que então haveria de ser diferente conosco? Por que tantas campanhas de prosperidade, milagres e vida abundante? Por que não preferimos sofrer as angústias e aflições até o dia em que seremos recompensados pelo Justo juiz?

Porém, permanecemos firmes na promessa que nos foi dada com a morte e ressurreição de Jesus Cristo nosso Senhor: seremos revestidos de glória quando Ele retornar para regenerar todas as coisas (1Co15.52-57).

Enquanto isso não acontece, amado irmão, em nome de Jesus, sirva ao Senhor com entendimento e fé. Não se esqueça de que nos foi dado o Espírito da Vida, que nos fortalece e nos ensina a viver em santidade. Aos lavados e remidos no sangue do Cordeiro o domínio do pecado já não existe - somos livres para servir com amor e alegria. Mas não podemos negligenciar as palavras do Mestre:

João: 16. 33. "Eu vos preveni sobre esses acontecimentos para que em mim tenhais paz. Neste mundo sofrereis tribulações; mas tende fé e coragem! Eu venci o mundo.”

Enfim, certo de quem é em Cristo, Paulo finaliza com as palavras que resumem todo o contexto:

"Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor! De modo que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado" Rm 7:25

Sejam edificados pelo Espírito Santo. Nós amamos vocês em Cristo Jesus. 

Estudo da Carta aos Romanos - capítulo 6


Paulo começa o capítulo 6, falando sobre o pecado. 
Eles já tinham tido a compreensão sobre a graça de Deus, e sabiam que esta graça abundante os tinha tornado justos diante de Deus, através da fé, da morte de Cristo Jesus na cruz do calvário.
Mas Paulo alerta os irmãos à não permanecerem em uma vida de pecado, por mais que a graça abundasse sobre o pecado (Romanos 5:20), continuar vivendo uma vida de pecado era negar o novo nascimento (2 Coríntios 5:17).

Paulo fala sobre o batismo como um sinal visível do morrer do velho homem, para uma nova vida a ser vivida a imagem de Cristo nosso Senhor (1 João 2:6).
O batismo é como uma confissão da nossa fé, e o ato de mergulhar nas águas, representa o velho homem sendo sepultado, e o levantar das águas a nova vida que renasce em Cristo, onde o Espírito Santo, existente em nós nos regenerará a imagem de Cristo Jesus (João 3:5). E esta é uma obra que será completa em nossas vidas apenas quando Jesus vier para nos levar com ele para o seu reino (1 Coríntios 3:18 e 1 Coríntios 15).

E quando morremos para o pecado, nosso corpo pecaminoso, herdado em Adão, também foi destruído, e por isso não somos mais escravos do pecado.
O escravo, serve aquele que é maior que ele e que tem domínio sobre ele, mas Cristo em sua morte, nos resgatou, nos dando liberdade para servimos à ele, em um espírito voluntário operante em nós através do Espírito de Deus.
Por isso aquele que morreu para o velho homem está justificado dos seus pecados!!!!

Se já morremos com Cristo, através da morte do nosso velho homem, cremos que com ele também viveremos, pois sabemos que a ressurreição de Cristo, deu a ele poder sobre a morte.
Assim como Cristo morreu encravando o pecado na cruz, e vive em Deus, nós também estamos mortos para o pecado, mas estamos vivos em Deus, através da morte de Jesus na cruz que levou sobre ele todos os nossos pecados (Colossenses 2:12-15).

Por isso não devemos nos deixar ser dominados pelo pecado, de maneira a sermos escravos novamente dele, e nem devemos oferecer nossos membros, corpo, para servir ao pecado (Romanos 8:8), mas devemos nos oferecer à Deus, pois fomos ressuscitados da morte (pecado), para viver de maneira a sermos instrumentos da sua justiça.
Todos que confessaram sua fé em Cristo e é com ele sepultado, para morte do pecado, não está mais debaixo da lei do pecado, da condenação que virá pelo pecado, mas passamos a estar debaixo da graça de Deus, da sua justificação em Cristo, que recebemos pela fé (Efésios 2:8).
O pecado não terá domínio sobre nós, porque o Espírito de Deus nos ajudará a resistir ao pecado, temos a capacitação através do Espírito de Deus para não mais viver uma vida de pecados (Tiago 4:7-10).)

Dos versículos 15 ao 23 ... A lei, a escravidão e a graça ___ E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum!
Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para morte ou da obediência para a justiça?
Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues;
e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos de justiça.
Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vosso membros para a escravidão da impureza e da maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação.
Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça.
Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as coisas de que, agora, vos envergonhais; porque o fim delas é morte.
Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação e, por fim, a vida eterna;
porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

(Novamente Paulo reforça que o cristão não deve viver no pecado, porque esta debaixo da graça e não da lei.
Vou dar um exemplo sobre isso: Eu peco, vou e me arrependo e recebo o perdão de Deus, daí peco de novo, me arrependo e recebo o perdão de Deus, e isso acontece várias vezes, já não estou resistindo ao pecado porque sei que Deus me perdoa se eu me arrepender.
Nisso podemos correr o risco de estar vivendo em uma vida de pecado, porque sabemos que se arrependermos Deus nos perdoa e nos recebe novamente. É um grande erro pensar assim, o cristão deve lutar contra o pecado e não se deixar ser dominado por ele. Viver na pratica do pecado depois de termos sido justificados é viver novamente na carne e em Romanos 8:8 esta claro o que Paulo diz inspirado pelo Espírito de Deus: Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.
Nosso objetivo após a conversão, não é mais viver segundo as nossas paixões, e sim agradar a Deus que nos chamou (2 Timóteo 2:4).

Libertados do pecado hoje somos servos para servir a justiça de Deus, ou seja, vivermos de acordo com a Sua palavra, para que possamos ser sal e luz neste mundo (Mateus 5:13-16).
Da mesma forma que um dia andávamos de acordo com os nossos desejos, impurezas e maldade, entregando os nossos membros para essas práticas, devemos andar hoje de acordo com a reta justiça de Deus, para que nossos membros sejam santificados.

Quando vivíamos na escravidão do pecado, não tínhamos a justificação pela fé em Cristo Jesus, tanto que hoje, nossos pecados passados nos trás pesar e vergonha, pois sabemos que aquela vida passada estava nos levando a morte, separação total de Deus!
Mas hoje, somos libertos do pecado, e fomos transformados em servos do Deus Altíssimo, então nossas atitudes hoje devem ser para que Cristo seja aperfeiçoado em nós, isso é a santificação (2 Coríntios 3:18), negamos a nós mesmo para que Cristo reine em nós e para que nele tenhamos a vida eterna (Lucas 9:23-24).
Porque sabemos que a recompensa de uma vida de pecado é a morte eterna, mas o dom gratuito de Deus, que é a justificação pela fé (Romanos 5:1-2), nos dá vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.

Estudo da Carta de Paulo aos Romanos 5



Depois de ficar sabendo que existe uma lei inteira condenando muito do que você faz, e que não importa; você já está condenado por tudo àquilo que fez até aqui, afinal tudo tende ao mal. O que poderia te trazer paz?
O que poderia te trazer alegria? Ou ainda esperança?

Paulo começa a citar aos cristãos de Roma que eles devem ter Paz, alegria e esperança, pois não podem e nem conseguem fazer algo diante de Deus, sendo justificados pela fé.

A fé que é dada como um dom, por Deus, os fazendo SEREM justificados, deve fazê-los adquirir paz, alegria e esperança.
Não somente esses sentimentos, mas também estimula as pessoas a gloriarem, ou seja, darem glórias por estarem passando por tribulações.

Uma lição esplendida aos pregadores atuais, que tentam “determinar” o fim das dificuldades, crises e problemas. Em contraste, Paulo fala dos benefícios dessas ocasiões. Intrigante essa diferença não?

Um mistério, incompreensível é relatado nos versos 7 e 8; quem morreria por alguém que está errado?
Não é plausível substituir o quem está no erro, mas Cristo fez. ‘Não é plausível sermos culpados pelo erro de Adão’, alguns dirão. Logo, também não receberemos a salvação por meio de outrem?

Faz-se necessário abrir um parêntese a este livro de Romanos, até mesmo este capítulo. Pois eles foram à fonte de inspiração que moveram o coração de Lutero a abrir seus olhos espirituais em tempos de cegueira.

Através do mantra “Somos justificados pela fé”, a reforma de uma igreja em queda, em crise e em decadência. Que assim como estes versos das Escrituras operaram grande entusiasmo no coração do jovem capelão Martinho, também possa fazer arder o seu!

Estudo da carta de Paulo aos Romanos capítulo 4



Romanos é uma carta fundamental para entendermos todos os propósitos de Deus para cada um de nós. Quanto mais lemos cada capítulo, mais vemos a Graça do Senhor por sua Noiva.
Paulo começou o capítulo 4 usando de exemplo o pai da fé.

4.1-4: Exemplo de Abraão

Para enfatizar a importância da fé. Abraão respondeu ao chamado de Deus com a sua fé como vemos em (Gn 12.1-3). A fé que Abraão tinha o tornou justo diante de Deus (Rm 4.3). Paulo escreve sobre Abraão porque encontrou judeus que afirmavam que não precisavam ter fé em Cristo para a salvação porque eram descendentes de Abraão e Paulo reagiu com aquele argumento mostrando que o próprio Abraão foi justificado por Deus por meio da fé.
Nossa fé deve estar somente em Cristo. Os homens são exemplos a serem seguidos assim como o próprio Paulo, mas somente em Jesus encontramos a salvação.

4.5-8: Paulo cita Davi:

O rei de Israel, como outro exemplo de alguém que recebeu o perdão gratuito de Deus (vs. 7.8;veja Sl 32.1-2). Na lei, não havia prescrição de sacrifícios para os graves erros que Davi tinha cometido. Davi apenas podia confiar na misericórdia de Deus (Hb 11.6). Davi cometeu erros ao longo da sua vida, mas em todos seus erros ele se arrependeu e buscava em Deus o seu perdão.

4.9-12: Circuncisão:

Era um sinal físico ou selo da aliança entre Deus e sua nação escolhida (Gn 17). Mas Deus não deu esse sinal da aliança a Abraão até que ele tivesse 99 anos. Muitos anos antes, Abraão havia respondido com fé e recebeu o direito de estar diante de Deus. Ele foi justificado antes de ser circuncidado (Gn15.6).
4.13-15: o direito de estar diante de Deus vem apenas por meio da fé:
Abraão recebeu a promessa de Deus pela fé muito antes de a lei ser dada a Moises. Legalismo muda o foco de poder de Deus para a habilidade de alguém guardar a lei. Com a Lei veio uma crescente consciência do pecado e da ira de Deus. Com a fé veio o cumprimento da promessa de Deus (2Co4.6).

4.16-25: Os verdadeiros herdeiros de Abraão:

São aqueles que recebem as promessas de Deus por meio da fé, tal como Abraão. Todos aqueles que depositam sua fé em Jesus Cristo são herdeiros da promessa de Deus. Os descendentes verdadeiros de Abraão não são aqueles que têm o sangue de Abraão, mas aqueles que têm a fé que ele tinha.

Estudo da Carta de Paulo aos Romanos, capítulo 3



Paulo começa este capítulo falando sobre as vantagens de ser judeu, mas que nenhuma delas pode salva-los, apenas a graça mediante a fé em Cristo na cruz (Ef 2:8), que simboliza todos os sacrifícios da lei (Hb 10:1-18). Paulo defende e demonstra que Deus é justo e que a nossa injustiça, realça a justiça de Deus. A nossa mentira resplandece mais a verdade de Deus, e que mesmo sendo infiéis, Ele não deixa de ser fiel. Com esses argumentos Paulo prova que a condenação do homem é justa.

O escritor continua reforçando que tanto judeus como gregos estão debaixo do pecado, e utiliza diversos versículos do antigo testamento (tais como: Sl 5:9, Sl 140:3; Sl 10:6, Is 59:7-8, Sl 36:1) como argumento, para demonstrar a abrangência do pecado, afirmando que "não há homem justo, nenhum se quer", "não há quem busque a Deus", "todos se corromperam", "não há quem faça o bem". Expõe que a lei proporciona o conhecimento do pecado, afim de que todos se reconheçam réus/culpados diante de Deus, ninguém pode ser justificado pela lei, pois não podem cumpri-la.

Na última parte do capítulo, Paulo revela a justiça de Deus que opera pela fé em Jesus Cristo, em favor de todos os que creem, ele afirma novamente que não há diferença, porque todos pecaram, sem exceção foram privados da glória de Deus, mas gratuitamente são justificados pela graça de Deus, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus.

O Apóstolo esclarece a vontade soberana de Deus em manifestar assim a Sua justiça, expondo Jesus como instrumento de propiciação, por Seu próprio sangue, mediante a fé. Segundo Paulo, não existe motivo de glória para o homem na lei, pois a justificação não é pelas obras, más pela fé, sem a prática da lei.

Paulo termina afirmando que Deus não é só dos judeus, mas também das nações, pois Ele é único e justifica tanto os circuncisos como também os incircuncisos através da fé.
A lei não é eliminada através da fé e sim consolidada! A lei sempre assinalava à fé em Cristo. Só a fé que age pelo amor (Gl 5:6), permite à lei atingir a finalidade que ela se propunha, isto é, a justiça e a santidade do homem.

Estudo da Carta de Paulo aos Romanos, capítulo 2


Tema: Paulo condena a distinção entre os judeus e os gentios, uma vez que ambos agora constituem a IGREJA DE CRISTO.

Para melhor aplicarmos o que o Apóstolo quer dizer, precisamos entender que os JUDEUS são os portadores da Lei, a nação separada e escolhida por Deus para trazer ao mundo o Messias.

GENTIOS eram os povos não judeus que, através da promessa feita a Abraão (Gn 12:8; Gn 18:18; Gn 22:18; Gn 26:4; Gn 28:14), cumprida em Jesus, passam a fazer parte da bênção de Deus. Paulo se refere a eles como "oliveiras bravas", enxertadas na raiz que é Israel (Romanos 11:17-18).

Portanto, "judeus" nesse contexto, são os cristãos convertidos, raça eleita, nação santa, povo adquirido pelo próprio Deus para proclamar as Boas Novas ao mundo (1 Pe 2:5), detentores da Palavra; "gentios" seriam os povos que não têm o Senhor Jesus como Deus soberano e Salvador, mas que serão alcançados pela pregação da Palavra para que se cumpram as Escrituras (Fp 2:10-12/Ap 7:9)

Após a introdução da justiça pela fé e da explicação de como o ser humano ficou depravado após o pecado, Paulo continua focado em expor a revelação da Justiça de Deus e a necessidade dessa justiça punir o pecado de judeus e gentios para que se cumpra o plano da Salvação, uma vez que todos agora fazem parte da igreja de Cristo.

No início do capítulo, Paulo explicita que os judeus, por serem os "portadores" da Lei, serão julgados com imparcialidade (2:11-16) e culpados conforme a verdade da própria Lei por suas más obras, por não obedecerem à Lei.

"Portanto, és indesculpável, ó homem, sejas quem for, quando julgas, porque a ti mesmo te condenas em tudo aquilo que julgas no teu semelhante; pois tu, que julgas, praticas exatamente as mesmas atitudes". (2:1)

Muitos cristãos gostam de usar esses versículos para escaparem do juizo ao qual todos os que fazem parte da Igreja de Cristo estão sujeitos (1 Co 5:11-13). Mas Paulo se refere aos judeus da mesma forma como Jesus chamou os fariseus de hipócritas quando foram culpados de atarem fardos pesados ao povo que eles mesmos não carregavam (Mateus 23:2-4).

A teimosia, o coração duro e insensível ao Espírito faz acumular sobre o homem a ira de Deus (2:5) e isso se aplica tanto aos judeus quanto aos gentios (2:6-10), pois o Senhor "não faz acepção de pessoas" (2:11)

A diferença é que os que pela Lei vivem, serão julgados conforme a Lei diante de Deus - esses terão mais "peso" sobre si mesmos; E os que, sem Lei, praticam o que é justo, também diante do Senhor alcançarão misericórdia (2:12-16).

Por isso, amados irmãos, assim como o nosso Senhor Jesus levou a mensagem a todos SEM DISTINÇÃO, não podemos fazer acepção de pessoas; pois "o homem enxerga apenas o exterior; porém, o Senhor vê o coração"(1 Sm 16:7). Mas, como discípulos fiéis ao Mestre, devemos fazer o ide pregando "a toda criatura" (Marcos 16:15).

A verdadeira circuncisão - Guardar os mandamentos no interior!

A circuncisão era um ritual realizado em todo israelita do sexo masculino, ordenado pelo Senhor a Abraão como sinal de aliança (Gênesis 17:12). Aos oito dias de vida, o bebê passava pela cerimônia de inclusão na comunidade judaica, onde tinha seu prepúcio removido (pele que fica sobre o pênis). Os israelitas convertidos ao Evangelho, mesmo após a morte e ressurreição de Jesus Cristo, continuavam a praticar a circuncisão e acabavam obrigando os gentios a praticarem o ritual para serem "aceitos" na comunidade cristã. Diante disso, Paulo expõe claramente que a culpa de o nome de Deus ser blasfemado entre os povos é dos judeus, que se gloriavam tanto de serem "os escolhidos na aliança de Abraão" que acabavam desobedecendo a Lei e dando mau testemunho diante das nações. (2:17:23)

Porventura não é o que tem acontecido em nossas igrejas hoje em dia? Falsos profetas, unções absurdas, atos "patéticos", determinismo, curanderismo, exploração da fé, manifestações bizarras e grotescas do "espírito"....tudo isso praticado por quem está "certo de que foi chamado para ser guia de cegos, luz para os que estão na escuridão, mestre dos ignorantes, professor de crianças, porquanto têm na Lei a expressão maior do conhecimento e da verdade." (2:19-20)

“Por vossa causa, o nome de Deus é blasfemado entre todos os povos!” (2:24)

O capítulo termina com o Apóstolo Paulo ensinando que a verdadeira circuncisão e a legitimidade judaica são de quem guarda os mandamentos do Senhor em seu interior e os pratica com obras de justiça e frutos dignos de arrependimento. Isso é aplicável a qualquer um que se converte de seus maus caminhos, recebendo com alegria a Palavra da Salvação.

"Portanto, não é legítimo judeu quem simplesmente o é exteriormente, nem é verdadeira, circuncisão a que é feita apenas fora do coração, no corpo físico. Absolutamente não! Judeu é quem o é interiormente, e circuncisão é realizada na alma do crente, pelo Espírito, e não apenas pela letra da Lei". (2:28-29)

Estudo - Carta aos Romanos - Capítulo 1



I. Introdução
a) Apresentação pessoal e saudação
Paulo apresenta a relação entre a história, a humanidade e a divindade. O elemento histórico é o rei Davi. A questão humana é a descendência carnal de Cristo. O elemento divino é a declaração a sua filiação divina. Isso nos mostra que o evangelho está cravado no contexto humano de forma historicamente comprovada.

b) Tema
Depois de sua apresentação e saudação, Paulo começa a introduzir a mensagem. Notemos que ele preparou todo o cenário (histórico e divino) antes e começar. E enfatiza a necessidade de não termos vergonha de pregar o evangelho de Cristo.
Interessante é que Paulo sempre justifica suas afirmações com respostas doutrinárias, nunca com o costume da época. Quando ele afirma que não se envergonha ele responde o porquê: “pois ele é o poder de Deus para salvar todos os que crêem”. Se nós cremos nesse poder, então NÃO podemos ter vergonha de anunciar o evangelho!
No versículo 17, ele complementa: “Pois o evangelho mostra como é que Deus nos aceita: é por meio da fé, do começo ao fim. Como dizem as Escrituras Sagradas: Viverá aquele que, por meio da fé, é aceito por Deus.” (faz referência a Habacuque 2.4). Só podemos ser salvos através da fé. Se temos fé, então, não podemos ter vergonha de pregar o evangelho.

II. O problema humano
No desenvolvimento da epístola, Paulo vai falar do evangelho, mas os romanos poderiam perguntar: Para quê o evangelho? Este seria apresentado como um "remédio", mas, para isso, torna-se imperioso que a "doença" seja diagnosticada.

a) A idolatria e a depravação dos homens
v18-19: Nesse ponto Paulo mostra que a “Ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão das pessoas que transformam a verdade de Deus em injustiça”. Os que agem dessa forma, fazem isso através da sua própria natureza de impiedade e perversão. E por causa disso não conseguem ver a prova da existência de Deus que está manifestada na natureza.

b) Deus entrega os homens aos seus próprios sentimentos reprováveis
v20-24: “Desde que Deus criou o mundo, as suas qualidades invisíveis, isto é, o seu poder eterno e a sua natureza divina, têm sido vistas claramente. Os seres humanos podem ver tudo isso nas coisas que Deus tem feito e, portanto, eles não têm desculpa nenhuma”. Está tudo visível e claro. Mas, por causa da natureza pecaminosa (impiedade e perversão) do ser humano, este nunca conseguirá ver sozinho esta verdade.
v25-27: Como resultado disso, o homem fica entregue aos seus próprios desejos carnais do coração. Manifestando tudo o que o pecado mandar fazer. Como resultado, temos por exemplo: a idolatria, a prática homossexual e os demais pecados. Vejamos o que Paulo diz:
“Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que {é} bendito eternamente. Amém! Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. ”(vs. 24-27)
Veja que os resultados originam-se dos desejos do coração do homem (opção de vida)!

c) Nossa natureza depravada e caída
v28-32: Através da nossa natureza depravada e caída, desprezamos a Deus. E isso nos leva às consequências dos nossos pecados.
Precisamos entender aqui o significado da palavra depravado. Biblicamente falando significa que o homem nasce sem a capacidade interior de glorificar a Deus. O que quero dizer com isso? Não há o conhecimento de Deus. Não há o desejo de glorificar a Deus. E nem pode! O pecado o impede de conhecer o Todo-Poderoso. É por causa disso que o conhecimento do evangelho é necessário. É a boa notícia de que Deus existe e que Ele quer nos salvar!