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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Dízimos - Origem e vigência - Parte 1



Recorrentemente, estamos falando sobre esse assunto, principalmente sobre dízimos, porém você já parou pra pensar e analisar realmente o que as Escrituras dizem? O que é opinião e opção e principalmente uma má interpretação? Tentaremos expor aqui neste estudo as principais dúvidas e falácias que captamos nas congregações e até de leitores que nos enviaram.

Dízimos

Primeiramente para enteder o que é Dízimo precisamos entender este nome que está totalmente ligado a sua origem e finalidade.

Dízimo: substantivo masculino 
1.
adm.ecles hist tributo que os fiéis pagavam à Igreja como obrigação religiosa.
2.
adjetivo
referente à décima parte de um todo.
Origem
⊙ ETIM lat. decĭmus / decŭmus,a,um 'décimo, décima parte', der. do num. lat. decem 'dez'

Dízimo significa "decima parte", na bíblia é o percentual que ficou definido na lei de Moisés para o povo de Israel, contudo, sua primeira aparição na bíblia foi antes da Lei, vejamos:

Gênesis 14:17-20: "E o rei de Sodoma saiu-lhe ao encontro (depois que voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele) até ao Vale de Savé, que é o vale do rei. 18 E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. 19 E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; 20 E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.


Esta passagem é argumento recorrente de quem defende o dízimos para os dias atuais e para a Igreja de Cristo, pois essa passagem de Abraão ocorreu antes de Moisés receber a lei do Senhor.

Contudo, não podemos levar o exemplo de Abraão como sendo a lei, a lei não havia sido passada ao povo judeu ainda, e se formos levar em conta o "exemplo" de Abrão foi negativo pois o que ele dizimou foi dízimo de despojos de guerra, ou seja, o que ele ganhou após vencer o rei de Sodoma.

E o principal, a passagem de Gênesis 14 em momento algum remete a uma ordenança, ou seja Abraão o fez de livre e espontânea vontade.


Outro Exemplo encontrado no Velho Testamento é o de Jacó, em Gênesis 28:20-22:

"E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; 21 E eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR me será por Deus; 22 E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo."

Jacó, nesta passagem, está fazendo um voto em resposta a uma visitação que recebeu de Deus, em um sonho. Neste sonho, Jacó viu uma escada alcançando o céu, com os anjos de Deus subindo e descendo por ela. No sonho, Deus estava de pé, acima da escada, e disse a Jacó "... Eu sou o SENHOR Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência; 14 E a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra; 15 E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado."  

(v. 13-15). Em resposta, Jacó fez o voto que, se Deus guardasse Sua promessa, ele, por sua vez, daria a Deus um dízimo. Novamente, em semelhança ao exemplo de Abraão, parece que este dízimo foi voluntário da parte de Jacó. Se ele de fato começou a dizimar [a Bíblia não o registra] depois que Deus cumpriu a promessa que lhe fez, Jacó ainda adiou o dizimar por 20 anos! (até depois da volta a Canaã.)

Estes são os dois únicos exemplos de dizimar antes da lei.


Mas analisando a lei, uma obrigatoriedade só tem efeito quando se é promulgada, ou seja, o povo de Israel só foi cobrado quando a lei foi apresentada.

Após a lei ser efetivada, houve um partilha da terra prometida entre as tribos de Israel, porém a Tribo de Levi ficou sem parte pois eles administravam o templo do Senhor (ou o tabernáculo).


Números 18:21-24 ["O Dízimo para os Levitas"]: E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que executam, o ministério da tenda da congregação. 22 E nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o pecado e morram. 23 Mas os levitas executarão o ministério da tenda da congregação, e eles levarão sobre si a sua iniqüidade; pelas vossas gerações estatuto perpétuo será; e no meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão, 24 Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao SENHOR em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão. 

Note, neste texto, que o dízimo foi planejado para ser o sustento dos levitas. Uma vez que estes não tinham nenhuma herança [terra para atividade agro-pastoril] na Terra Prometida, tal como a tinham as outras tribos, Deus fez provisão para o sustento deles através do dízimo das outras famílias de Israel. De fato, em Números 18:31 somos ditos "E o comereis em todo o lugar, vós e as vossas famílias, porque vosso galardão é pelo vosso ministério na tenda da congregação." O dízimo foi o pagamento- recompensa que Deus supriu para os levitas, pelos seus serviços sacerdotais. Isto é similar ao sustento que os funcionários do governo recebem hoje no nosso país, através dos impostos e taxas pagos pelo trabalhador comum.

Outros tipos de dízimos descritos na Lei Mosaíca:

Levítico 27:30-33: "Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR. 31 Porém, se alguém das suas dízimas resgatar alguma coisa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela. 32 No tocante a todas as dízimas do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao SENHOR. 33 Não se investigará entre o bom e o mau, nem o trocará; mas, se de alguma maneira o trocar, tanto um como o outro será santo; não serão resgatados."

Note que, nesta passagem, o dízimo é descrito como sendo parte do produto da terra, da semente do campo, do fruto das árvores, do gado, e do rebanho. O dízimo não era o dar dinheiro. Em local algum das Escrituras você encontrará que dizimar era o dar dinheiro para Deus. Ademais, o dízimo era provavelmente dado em uma base anual. Cada ano, depois que a terra tinha sido colhida, as pessoas traziam para os sacerdotes as décimas partes de suas colheitas e do aumento na manada e no rebanho. Daí, penso que podemos imediatamente ver que nossa contribuição  semanal (ou mensal) de dez por cento de nossa renda monetária difere muito da prática do dízimo que encontramos na Bíblia.


Deuteronômio 14:22-27 ["O Dízimo para o Festival"]: Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo. 23 E, perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao SENHOR teu Deus todos os dias. 24 E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher o SENHOR teu Deus para ali pôr o seu nome, quando o SENHOR teu Deus te tiver abençoado; 25 Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o SENHOR teu Deus; 26 E aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o SENHOR teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa; 27 Porém não desampararás o levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo. 

Este texto fala de um dízimo sendo usado para prover para as festas e festivais religiosos de Israel. Números 18:21 nos diz que Deus deu todo o dízimo em Israel para ser a herança para os Levitas. Se todo o dízimo foi dado aos Levitas, então como é que este dízimo (em Dt 14) é dito para ser usado para as festas e festivais religiosos de Israel? A resposta tem que ser que este é um segundo dízimo. O primeiro era usado para o sustento dos Levitas e o segundo para prover para os festivais religiosos, tanto assim que chegou a ser referido como "O  Dízimo para o Festival". O povo de Israel devia usar este dízimo para comer na presença do Senhor, em Jerusalém (o local que Ele escolheu para estabelecer seu nome). Se fosse demasiadamente incômodo para as pessoas de longe trazerem seus dízimos todo o caminho até Jerusalém, seria permitido que elas o vendessem  e trouxessem o dinheiro [apurado] até Jerusalém, onde poderiam comprar aquilo de necessidade para os festivais. 

Deuteronômio 14:28-29 ["O Dízimo para os Pobres"]: Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas; 29 Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem. 

Aqui, somos ensinados a respeito de um terceiro dízimo que é coletado a cada terceiro ano. Os comentaristas Bíblicos estão divididos quanto a se este é realmente um terceiro dízimo, em separado, ou apenas é o segundo dízimo usado de um modo diferente, no terceiro ano.

Neemias 12:44: Também no mesmo dia se nomearam homens sobre as câmaras, dos tesouros, das ofertas alçadas, das primícias, dos dízimos, para ajuntarem nelas, dos campos das cidades, as partes da lei para os sacerdotes e para os levitas; porque Judá estava alegre por causa dos sacerdotes e dos levitas que assistiam ali. Note que o texto diz que os dízimos eram exigências "da Lei".
Estes dízimos não eram voluntários como o foi nas vidas de Abraão e Jacó. Similarmente, lemos em Hebreus 7:5 "E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão." [Indiscutivelmente] o dízimo nunca foi voluntário, sob a Lei de Moisés. Note, aqui, que, nos dias de Neemias, homens eram indicados para ajuntarem as ofertas e os dízimos em câmaras designadas para aquele propósito particular. Estas câmaras eram para os bens armazenados, e depois se tornaram conhecidas como "casas do tesouro". Isto se tornará importante quando olharmos para o nosso próximo texto, em Malaquias 3.

Malaquias 3:8-12: Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. 9 Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. 10 Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. 11 E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos. 12 E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exércitos. 

Examinemos esta passagem verso por verso, para que dela possamos extrair algumas importantes verdades.

3:8 Este verso nos diz que quando um homem retém seus dízimos ele está roubando, na realidade, a Deus. Isto porque ele está retendo algo que não lhe pertence, antes é propriedade de Deus. [4]  Sob o Velho Pacto, o dízimo era mandatório, portanto retê-lo era se tornar um ladrão. Note também que Deus diz que o povo o estava roubando em dízimoS. Ele não disse no "dízimo", mas sim nos "dízimoS" (plural). Estes "dízimos"  têm que se referir aos diferentes dízimos requeridos do povo de Deus (o Dízimo para o Levita, o Dízimo para as Festas ao Senhor, e o Dízimo para os Pobres). Adicionalmente, observe que Deus não está condenando o reter apenas dos dízimos, mas também das ofertas. Estas, sem dúvida, referem-se às ofertas especificadas em Levíticos 1-5, tais como a oferta queimada [holocausto], a oferta dos manjares, a oferta de paz, a oferta pelos pecados, e a oferta pelas culpas. Todas estas ofertas eram constituídas, principalmente, de sacrifícios de animais. O suprimento de comida e mantimento para os Levitas era provido, em grande parte, através destes sacrifícios de animais, dos quais os Levitas eram permitidos participar [comendo-os], em certos casos. Uma importante pergunta emerge a este ponto. Por que é que reconhecemos que o sacrifício de animais não é coisa para o Novo Pacto, mas dizemos que o dízimo o é? Se estivéssemos sob a obrigação de pagar dízimos hoje, então, certamente, ainda estaríamos obrigados a oferecer sacrifícios de animais. Deus amarrou um ao outro (os dízimos e os sacrifícios), e disse que Seu povo O estava roubando por reter a ambos. Não podemos decidir "pegar e escolher" qual dos dois ofereceremos a Deus, hoje. Das duas uma: [a] estamos sob a obrigação de oferecer ambos, tanto dízimos como ofertas de animais (sacrifícios), ou [b] ambos [dízimo e sacrifício] têm sido abolidos pela ab-rogação da Lei Mosaica.

3:9 Aqui, somos ditos que, como o povo de Israel estava retendo os dízimos e ofertas, conseqüentemente estava amaldiçoado com uma maldição. Note que o verso não diz "Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda a humanidade." Ao contrário, diz "Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação." Se dizimar fosse um mandamento moral e eterno para todos os povos de todos os tempos, então todos estes estariam sob maldição. Mas nosso texto somente diz que é toda nação de Israel que estava sob a maldição. Agora, o que é interessante sobre esta "maldição" é que, em Deuteronômio 28, somos ditos que se Israel, sob a Lei Judaica, desobedecesse os mandamentos de Deus, então a nação seria amaldiçoada. Note os seguintes textos: Deuteronômio 28:18 "Maldito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e as crias das tuas vacas, e das tuas ovelhas. 23 E os teus céus, que estão sobre a cabeça, serão de bronze; e a terra que está debaixo de ti, será de ferro. 24 O SENHOR dará por chuva sobre a tua terra, pó e poeira; dos céus descerá sobre ti, até que pereças. 38 Lançarás muita semente ao campo; porém colherás pouco, porque o gafanhoto a consumirá. 39 Plantarás vinhas, e cultivarás; porém não beberás vinho, nem colherás as uvas; porque o bicho as colherá. 40 Em todos os termos terás oliveiras; porém não te ungirás com azeite; porque a azeitona cairá da tua oliveira. E todas estas maldições virão sobre ti, e te perseguirão, e te alcançarão, até que sejas destruído; porquanto não ouviste à voz do SENHOR teu Deus, para guardares os seus mandamentos, e os seus estatutos, que te tem ordenado;" (Dt 28:18, 23-24, 38-40, 45). Nestes versos, Deus adverte que, se o Seu povo desobedecesse Seus mandamentos e estatutos, então as ceifas dele falhariam, as chuvas não viriam, as colheitas seriam pequenas, a locusta [tipo de grilos ou gafanhotos] consumiria a comida, e o fruto das árvores falharia.

3:10 Nesta passagem, Deus fala da "casa do tesouro". Com base em Neemias 12:44, sabemos que isto se refere às câmaras no Templo, postas à parte e designadas para guardar os dízimos dados pelo povo para o sustento dos sacerdotes [e a todos os demais levitas]. Não existe sequer um fiapo de evidência de que devemos associar estas "casas do tesouro"  aos prédios das igrejas para os quais os crentes do Novo Pacto devem trazer seus dinheiros. Ademais, a razão pela qual Israel devia trazer todos os dízimos para dentro da casa do tesouro era que houvesse [bastante] alimento na casa de Deus. Deus estava interessado em que os levitas tivessem comida para comer. Este era o propósito daqueles dízimos que eram trazidos para o Templo de Deus. Somos ditos, também, que se o povo de Deus fosse fiel em trazer seus dízimos para a casa do tesouro, Deus abriria as janelas do céu e derramaria para eles uma bênção até que transbordasse. Isto sem dúvidas refere-se à promessa de Deus de trazer abundantes chuvas para produzir a bênção de uma transbordante ceifa.

3:11 Neste verso, Deus promete que se Israel trouxer os dízimoS [e as ofertaS], Ele repreenderá o devorador para que não destrua o fruto da terra. Sem dúvidas, o "devorador" é uma referência às locustas que Deus adverte que virão sobre os campos de Israel se o povo falhar em trazer o dízimo (Dt 28:38; vide acima). 

3:12 Neste verso, Deus graciosamente promete que, se Israel for obediente no dar os seus dízimoS e ofertaS, todas as nações a chamarão abençoada. É interessante que Deus não apenas advertiu Israel de que seria amaldiçoada se desobedecesse a Lei Mosaica, mas também prometeu que seria abençoada se a obedecesse. Note estes textos, "1 ¶ E será que, se ouvires a voz do SENHOR teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o SENHOR teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra. 2 E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do SENHOR teu Deus; (Dt 28:1-2). 4 Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e o fruto dos teus animais; e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas. 8 O SENHOR mandará que a bênção [esteja] contigo nos teus celeiros, e em tudo o que puseres a tua mão; e te abençoará na terra que te der o SENHOR teu Deus. 11 E o SENHOR te dará abundância de bens no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto do teu solo, sobre a terra que o SENHOR jurou a teus pais te dar. 12 O SENHOR te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado." (Dt 28:1-2, 4, 8, 11-12). Aqui, Deus prometeu abençoar Israel materialmente, se ela fosse obediente. A promessa inclui abundantes colheitas, copiosas chuvas, e grandes aumentos nas manadas e nos rebanhos.


Portanto, é minha convicção que as bênçãos e maldições escritas em Malaquias 3:8-12 referem-se às bênçãos materiais que Deus prometeu a Israel, se ela obedecesse seus mandamentos e estatutos. Dizimar foi um destes mandamentos.

Portanto, que podemos concluir sobre o dízimo, sob a Lei Mosaica? Penso que, com segurança, podemos concluir que o dízimo não tinha nada a ver com o dar dinheiro regularmente, numa base semanal ou mensal, mas, ao contrário, tinha a ver com a adoração a Deus conforme ordenada no tempo do Velho Pacto. O mandamento para dizimar, tal como os mandamentos para não comer camarão nem ostras, tornou-se obsoleto e foi colocado de lado, pela inauguração do Novo Pacto, na morte de Cristo. O dízimo foi o sistema de impostos e taxas ordenado por Deus sob o sistema teocrático do Velho Testamento.

Fonte: http://solascriptura-tt.org/VidaDosCrentes/ComRiquezas/DizimoVT-X-DadivarNT-Anderson.htm




terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Parem com as Campanhas de Prosperidade!


PAREM COM AS CAMPANHAS DE PROSPERIDADE!

PAREM AGORA COM ESSES ATOS PATÉTICOS E ANTI-BÍBLICOS!

Parem de distorcer passagens como Mateus 6:33 para alimentar crentes carnais e materialistas!!!

Parem de obrigar pessoas a fazerem votos absurdos em troca de falsas bênçãos e promessas de Deus!

Seus hipócritas!


...mas ser próspero é bíblico!!!!!



É mesmo? Então prova! Com referências bíblicas!








1) Deuteronômio 28 diz que se eu ouvir a voz do Senhor....





Deuteronômio 28 é uma ordenança do SENHOR à ISRAEL, exclusivamente. Ali, Deus estabelecia as regras para que a nação se tornasse abençoada ou amaldiçoada, dependendo do que praticasse através da Lei. Você não é Israel. O texto não fala de você, nem de mim. A menos que você queira cumprir TODA a Lei Judaica. Aí sim pode pensar em estar sob essa ordenança.



2) "Porquanto somente Eu conheço os planos que determinei a vosso respeito!’, declara Yahweh, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dor e prejuízo, planos para dar-vos esperança e um futuro melhor. Então me invocareis e chegareis a mim para orar, e Eu vos darei toda a atenção. Vós me buscareis e me encontrareis, quando me buscardes de todo coração", Jeremias 29:11-13.





Novamente uma passagem relativa à nação de Israel, que estava em cativeiro. A profecia que veio através de Jeremias relata o socorro do Senhor Deus que removeria Israel do cativeiro e da opressão no tempo oportuno - e enviaria o Messias. Já aprendemos que não somos Israel e não temos a obrigação de cumprir a Lei, não é, amiguinho?




3) Essa eu não erro! Malaquias 3:10 fala sobre bênçãos para os dizimistas!!







Mais um texto fora de contexto....Malaquias profetiza contra os SACERDOTES LEVITAS que estavam roubando as ofertas e dízimos do Templo. Aliás, para efeito de conhecimento, o DÍZIMO no Antigo Testamento era oferecido em forma de ALIMENTO. Pare de ser enganado e leia a verdade bíblica sobre o dízimo aqui.



4) Mas Mateus 23:23....




"Ai de vós, DOUTORES DA LEI E FARISEUS, hipócritas!". Com quem Jesus estava falando mesmo? Não era com o povo, era? Quem estava negligenciando misericórdia e amor?







Esses foram apenas algumas passagens passíveis de refutação para condenar a prática dessas malditas campanhas de prosperidade.

Leia Mateus 6:25-34 e preste atenção no versículo 33:


"Buscai, assim, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas."


Jesus, no sermão do monte, adverte aos discípulos que não fiquem ansiosos pelas coisas básicas porque o Pai havia de provê-las a Seu tempo. Muitos pregadores acabam deturpando totalmente o sentido da palavra, inserindo a expressão "todas as demais coisas" no lugar de "todas ESSAS coisas" - Jesus falava das coisas citadas anteriormente (comer, beber e vestir-se).


No mais, deixamos mais alguns versículos para a edificação dos irmãos:


Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecediço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito. 
Tiago 1:25


As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu,e não subiram ao coração do homem,são as que Deus preparou para os que o amam.
1 Coríntios 2:9



Prosperidade vai muito além de coisas materiais. Deus nos dá prosperidade espiritual: abundância de alegria, paz, amor, sabedoria... E nossa maior prosperidade é a salvação em Cristo e a  vida eterna! Nosso galardão é incorruptível!


Aprenda a ser um cristão e a viver satisfeito com o que Deus lhe oferece. O Apóstolo Paulo ensina que o grande segredo do evangelho é se contentar com o que Deus nos dá por sua maravilhosa graça e misericórdia:

"Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho".
Filipenses 4:11


Por fim, a reflexão:


"Não acumuleis para vós outros tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde ladrões arrombam para roubar. Mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde a traça nem a ferrugem podem destruir, e onde os ladrões não arrombam e roubam. Porque, onde estiver o teu tesouro, aí também estará o teu coração.(...) Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou será leal a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamon (ou Dinheiro)".


Mateus 6:19-24




"Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores".

1 Timóteo 6:10






domingo, 1 de novembro de 2015

Dízimo - Dúvidas - Com explicações Bíblicas



1) Eu devo dar ou devolver o dízimo?
Resposta: O Novo Testamento, em lugar algum, determina certa porcentagem de ganhos que deva ser separada, mas apenas diz “conforme a sua prosperidade” (I Coríntios 16:2). A igreja cristã basicamente tomou esta proporção (10%) do dízimo do Velho Testamento e a incorporou como um “mínimo recomendado” para o ofertar cristão. Entretanto, os cristãos não deveriam se sentir obrigados a se prender sempre à quantia de 10%. Deveriam sim dar de acordo com suas possibilidades, “conforme sua prosperidade”. Às vezes, isto significa dar mais do que 10%, às vezes, dar menos que 10%. Tudo depende das possibilidades do cristão e das necessidades da igreja. Cada cristão deve cuidadosamente orar e buscar a sabedoria vinda de Deus no tocante a sua participação com o dízimo e/ou a quanto deve dar (Tiago 1:5). “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (II Coríntios 9:7).


2) O devorador é um demônio?
Resposta: O devorador não é um demônio, trata-se de um gafanhoto que assolava (ou podemos dizer que assola) as plantações, em Malaquias 3, Deus se compromete e diz ao povo de ISRAEL que se houve a pratica dos pré-requisitos da entrega do dízimo, ao povo judeu, Ele repreenderá" essa praga das plantações do povo.

3) Se eu não dizimar, DEUS deixa de me abençoar?
Resposta: Não, Ele não deixará de te abençoar, contudo um coração voltado para o amor, se compadece com seu próximo, e com as necessidades que o corpo e cristo necessita. Mas faz-se necessário que seja algo espontâneo e de forma liberal, até porque a bíblia adverte que os avarentos não herdarão o Reino do Céus (1 Corintios 6:9-10)

4) É lícito um pastor receber salário pelos seus serviços na congregação?
Resposta: "Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho". (1 Coríntios 9:14).
Este texto é usado por muitos pastores para justificar o seu ganho, seu salário, e tudo mais, contudo, se analisarmos bem, veremos que este texto, se formos pegá-lo como base e referência para justificar o "salário" do pastor, ele diz que "vivam do evangelho". Porém o que temos visto é, em sua maioria, Pastores deixando de trabalhar, esgotando a comunidade, concentrando apenas em si os ganhos, e se enriquecendo. Quanto leio essa passagem eu penso que viver conclui-se em ter suas necessidades atendidas, não o melhor carro, a melhor casa, filhos todos na faculdade, não, isso não é viver do evangelho é engordar.

Jesus ensinou que devemos buscar primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e todas ESTAS COISAS vos serão acrescentadas. Mas que coisas seriam essas?

Mateus: 6. 25-33

Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de COMER, ou pelo que haveis de BEBER; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de VESTIR. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? (...) Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

Jesus não disse "prestação do carro" ou "faculdade dos filhos" nem "viagem de férias ". Ele mencionou as necessidades básicas de todo ser humano: comer, beber e se vestir.

Achou ruim? Vamos ver o que diz Mateus: 8. 20:

[Respondeu-lhe Jesus:] "As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça".

A prioridade é e sempre deve ser o crescimento do Reino de Deus e não da conta bancária.

O próprio apóstolo Paulo abriu mão de ser sustentado pelas ofertas do povo e trabalhava para se manter!

1 Coríntios: 9. 11-19.

Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais? Se outros participam deste direito sobre vós, por que não nós com mais justiça? Mas nós NUNCA usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo. Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que servem ao altar, participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho. Mas eu de nenhuma destas coisas tenho usado. Nem escrevo isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, do que alguém fazer vã esta minha glória. Pois, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, porque me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! Se, pois, o faço de vontade própria, tenho recompensa; mas, se não é de vontade própria, estou apenas incumbido de uma mordomia. Logo, qual é a minha recompensa? É que, pregando o evangelho, eu o faça gratuitamente, para não usar em absoluto do meu direito no evangelho. Pois, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos para ganhar o maior número possível.

5) Qual a diferença entre dízimo e oferta?
Resposta: Basicamente dízimo é a décima parte (10%) e oferta é algo totalmente liberal, ou seja, algo espontâneo, sem se fixar o percentual ou quantidade. Biblicamente falando, o dízimo é um conceito do Velho Testamento. O dízimo era exigido pela lei na qual todos os israelitas deveriam dar ao Tabernáculo/Templo 10% de todo o fruto de seu trabalho e de tudo o que criassem (Levítico 27:30; Números 18:26; Deuteronômio 14:22; II Crônicas 31:5; Malaquias 3:8-10). Já as Ofertas são deliberadamente dadas da forma que o Senhor propor no coração, “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (II Coríntios 9:7). 

6) O dízimo que Abraão deu a Melquisedeque é usado como amparo aos que dizem que o dízimo veio antes da Lei, contudo, realmente Abraão pode ser usado neste tipo de caso como referência? Ele deu dízimo quantas vezes? Ele deu dizimo de que?  
Resposta: Hebreus: 7. 11. De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (pois sob este o povo recebeu a lei), que necessidade havia ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? 12. Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei. 13. Porque aquele, de quem estas coisas se dizem, pertence a outra tribo, da qual ninguém ainda serviu ao altar, 14. visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo da qual Moisés nada falou acerca de sacerdotes. 18. Pois, com efeito, o mandamento anterior é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade. Abraão deu dízimos dos despojos de Guerra, entendeu de GUER-RA, não foi do gado, das plantações, da riqueza que ela tinha, a bíblia diz que foi dos despojos ao sacerdote Melquisedeque, e a bíblia relata apenas uma vez essa sua ação.  (Gn. 14 – 20b.)