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terça-feira, 17 de maio de 2016

Quem escolhe quem? Deus ou nós?



Essa pergunta tem levantado acirrados debates teológicos. 

Somos nós que escolhemos ser salvos ou é Deus, em Sua soberania, que escolhe quem Ele quer? Será que todos tem oportunidade de salvação? 

A princípio, talvez a sua resposta seja: "Somos nós que escolhemos, afinal todos tem oportunidade". 

Mas será que é isso mesmo que a Bíblia ensina? Vamos analisar os textos bíblicos e depois você poderá responder com mais precisão.

A Bíblia não diz que Deus amou o mundo?


Sim, com certeza!


“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
(João 3:16 RA)


E amar o mundo não significa escolher todas as pessoas do mundo? 


Não! Veja o que Jesus falou sobre Seus discípulos:


“Se vocês fossem do mundo, o mundo os amaria por vocês serem dele. Mas eu os escolhi entre as pessoas do mundo, e vocês não são mais dele. Por isso o mundo odeia vocês.”
(João 15:19 NTLH)


Então não somos nós que escolhemos a Deus? É Ele que nos escolhe?


Exatamente. Assim Ele diz:


“Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi para que vão e dêem fruto e que esse fruto não se perca.”
(João 15:16a NTLH)


Quando Ele nos escolheu?


Antes da criação do mundo.


"Antes da criação do mundo, Deus já nos havia escolhido para sermos dele por meio da nossa união com Cristo, a fim de pertencermos somente a Deus e nos apresentarmos diante dele sem culpa..."
(Efésios 1:4 NTLH)


Mesmo sendo Deus que nos escolheu, será que Ele não nos escolheu por que sabia das nossas obras futuras?


Não, pois a salvação não depende das nossas obras, mas sim do plano e da graça de Deus.


"Deus nos salvou e nos chamou para sermos o seu povo. Não foi por causa do que temos feito, mas porque este era o seu plano e por causa da sua graça. Ele nos deu essa graça por meio de Cristo Jesus, antes da criação do mundo."
(2 Timóteo 1:9 NTLH)


Tem algum exemplo na Escritura que mostre isso?


Sim, Jacó e Esaú são um bom exemplo de que Deus não leva em consideração as obras de ninguém na hora de escolher.


"Mas, para que a escolha de um deles fosse completamente de acordo com o plano de Deus, o próprio Deus disse a Rebeca: “O mais velho será dominado pelo mais moço.” Disse isso antes de eles nascerem e antes de fazerem qualquer coisa, boa ou má. Assim ficou confirmado que é de acordo com o seu plano que Deus escolhe aqueles que ele quer chamar, sem levar em conta o que eles tenham feito. Como dizem as Escrituras Sagradas: “Eu escolhi Jacó, mas rejeitei Esaú.”
(Romanos 9:11 e 12 NTLH)


Amar um e rejeitar outro antes de nascerem não é uma grande injustiça de Deus?


De modo nenhum. Veja:


"Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia."
(Romanos 9:14-16)


Que direito Deus tem pra agir assim?


O direito que o Criador tem sobre aquilo que Ele cria.


"Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?"
(Romanos 9:20 e 21)


Mas por que Deus escolhe uns e não escolhe outros?


Porque quer mostrar o seu poder sobre os vasos da ira e também mostrar a sua glória nos vasos de misericórdia.


"E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para perdição, para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou, os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?"
(Romanos 9:22-24 RC)


Acho que Deus pode escolher pessoas para muitas coisas, mas não para a salvação. Onde a Bíblia diz que é escolha para a salvação?


Em várias passagens das Escrituras, veja um exemplo:


"Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo."
(2 Tessalonicenses 2:13 e 14 RA)


Será que não foi por que eu quis buscar a Deus que Ele me deu a salvação?


Não, pois o homem natural, afastado de Deus, nunca o busca. Como está escrito:


"Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só."
(Romanos 3:10-12 RC)


Sim, mas eu tive fé. A minha fé não veio antes da escolha de Deus?


Não! Primeiro é preciso que Deus escolha a pessoa, para que então ela tenha fé.


"Pois esta é a ordem que o Senhor Deus deu a nós, o seu povo: “Eu coloquei você como luz para os outros povos, a fim de que você leve a salvação ao mundo inteiro.” Quando os não-judeus ouviram isso, ficaram muito alegres e começaram a dizer que a palavra do Senhor era boa. E creram todos os que tinham sido escolhidos para ter a vida eterna."
(Atos 13:47 e 48 NTLH)


Mas a fé é minha ou é um dom de Deus?


A fé é um dom de Deus!


"Por causa da bondade de Deus para comigo, me chamando para ser apóstolo, eu digo a todos vocês que não se achem melhores do que realmente são. Pelo contrário, pensem com humildade a respeito de vocês mesmos, e cada um julgue a si mesmo conforme a fé que Deus lhe deu."
(Romanos 12:3 NTLH)


E o meu arrependimento?


Até o arrependimento tem que ser concedido por Deus.


"E ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; instruindo com mansidão os que resistem, a ver se, porventura, Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade e tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em cuja vontade estão presos."
(2 Timóteo 2:24-26 RC)


Então ninguém pode ser salvo se Deus não permitir?


Exatamente. Foi isso que Jesus falou.


"E prosseguiu: Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido."
(João 6:65 RA)


Há mais textos que falam isso?


Sim. Veja:


"Todos aqueles que o Pai me dá virão a mim; e de modo nenhum jogarei fora aqueles que vierem a mim. Pois eu desci do céu para fazer a vontade daquele que me enviou e não para fazer a minha própria vontade. E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum daqueles que o Pai me deu se perca, mas que eu ressuscite todos no último dia."
(João 6: 37-39 NTLH)


Então por que Jesus falou até por meio de parábolas? Não foi pra que todas as pessoas pudessem entender Sua mensagem?


Muito pelo contrário, Ele usou parábolas justamente para que os que não foram eleitos não entendam, não se arrependam e, conseqüentemente, não sejam perdoados.


"Jesus disse a eles: —A vocês Deus mostra o segredo do seu Reino. Mas para os que estão fora do Reino tudo é ensinado por meio de parábolas, para que olhem e não enxerguem nada e para que escutem e não entendam; se não, eles voltariam para Deus, e ele os perdoaria."
(Marcos 4:11 e 12 NTLH)


Eu nunca tinha visto as coisas dessa forma. Pode me mostrar mais textos que mostrem isso?


Sim. O apóstolo Paulo, após falar sobre o povo de Israel e mostrar que mesmo dentro do povo escolhido haviam escolhidos, fala sobre a época da igreja:


"A mesma coisa também acontece agora, isto é, por causa da graça de Deus, ainda existe um pequeno número daqueles que ele escolheu. Essa escolha se baseia na graça de Deus e não no que eles fizeram. Porque, se a escolha de Deus se baseasse no que as pessoas fazem, então a sua graça não seria a verdadeira graça. E isso quer dizer que não foi o povo de Israel que encontrou o que estava procurando. Quem encontrou foi apenas um pequeno grupo que Deus escolheu; os outros não quiseram ouvir o chamado de Deus. Como dizem as Escrituras Sagradas: 'Deus endureceu o coração e a mente deles; deu-lhes olhos que não podem ver e ouvidos que não podem ouvir até o dia de hoje.' "
(Romanos 11:5-8 NTLH)


Deus endurece o coração e a mente das pessoas?


Sim, Ele endurece o coração e a mente de quem quer quando isso é necessário para cumprir Seu plano.


"Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos, nem entendam com o coração, e se convertam, e sejam por mim curados."
(João 12:40 RA)


Pode mostrar algum exemplo disso na Bíblia?


Sim. Faraó é um bom exemplo de alguém que teve o coração endurecido por Deus.


"Porém o SENHOR endureceu o coração de Faraó, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito a Moisés."
(Êxodo 9:12 RC)


"Porque, como está escrito nas Escrituras Sagradas, Deus disse a Faraó: “Foi para isto mesmo que eu pus você como rei, para mostrar o meu poder e fazer com que o meu nome seja conhecido no mundo inteiro.” Portanto, Deus tem misericórdia de quem ele quer e endurece o coração de quem ele quer."
(Romanos 9:17 e 18 NTLH)


Tenho uma dúvida: Judas Iscariotes era um escolhido?


Não, Judas não era um escolhido. Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus fala que eles foram escolhidos, exceto Judas.


"Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o empregado não é mais importante do que o patrão, e o mensageiro não é mais importante do que aquele que o enviou. Já que vocês conhecem esta verdade, serão felizes se a praticarem. —Não estou falando de vocês todos; eu conheço aqueles que escolhi. Pois tem de se cumprir o que as Escrituras Sagradas dizem: 'Aquele que toma refeições comigo se virou contra mim'. Digo isso a vocês agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vocês creiam que 'EU SOU QUEM SOU'."
(João 13:16-19 NTLH)


Pedro fala que Judas se desviou para ir para o seu próprio lugar.


“E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor do coração de todos, mostra qual destes dois tens escolhido, para que tome parte neste ministério e apostolado, de que Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar.”
(Atos 1:24 e 25 RC)


Isso quer dizer que algumas pessoas já estão predestinadas para a condenação?


Veja:


“Porque se introduziram furtivamente certos homens, que já desde há muito estavam destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.”
(Judas 4 RC)


Se é assim, então quer dizer que Deus criou essas pessoas para serem condenadas?


Exatamente.


“O Senhor fez tudo para um fim; sim, até o ímpio para o dia do mal.”
(Provérbios 16:4 RC)


Existem muitos escolhidos?


Jesus disse que não.


"Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos."
(Mateus 22:14 RC)


E os escolhidos podem perder a salvação?


Não, pois ninguém pode arrebatar as ovelhas da mão de Jesus, e nada pode nos separar do amor de Deus, pois é Ele que nos justifica.


"As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar."
(João 10:27-29 RA)


"Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor."
(Romanos 8:38 e 39 RA)


"Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica."
(Romanos 8:33 RA)


Mas há pessoas que abandonaram a fé cristã. Elas não perderam a salvação?


Não, pois na verdade nunca foram salvas. A Bíblia diz que são como porcas que foram lavadas e voltaram para a lama. Jesus diz que nunca conheceu essas pessoas. Mesmo que tenham feito milagres, expulsado demônios e profetizado em Seu nome, nunca foram Dele.


"Portanto, aqueles que chegaram a conhecer o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e que escaparam das imoralidades do mundo, mas depois foram agarrados e dominados por elas, ficam no fim em pior situação do que no começo. Pois teria sido muito melhor que eles nunca tivessem conhecido o caminho certo do que, depois de o conhecerem, voltarem atrás e se afastarem do mandamento sagrado que receberam. O que aconteceu a essas pessoas prova que são verdadeiros estes ditados: 'O cachorro volta ao seu próprio vômito' e 'A porca lavada volta a rolar na lama'."
(2 Pedro 2:20-22 NTLH)


"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade."
(Mateus 7:21-23 RA)


E o que acontecerá com aqueles que morreram sem conhecer a Palavra de Deus?


Perecerão, pois a única forma de salvação é a fé em Cristo.


"Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados."
(Romanos 2:12 RC)


"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."
(João 14:6 RA)


"E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos."
(Atos 4:12 RA)


Pode citar mais textos que falam sobre o assunto?


Sim. Aí estão:


"... havendo sido predestinados, conforme o propósito dAquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da Sua vontade; com o fim de sermos para louvor da Sua glória ..."
(Efésios 1:11-12)


"Sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus; porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder ... e vós fostes feitos nossos imitadores ..."
(1 Tessalonicenses 1:4-6)


"... tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus ..."
(2 Timóteo 2:10)


"... segundo a fé dos eleitos de Deus ..."
(Tito 1:1)


"Mas vós sois a geração escolhida ... o povo adquirido ..."
(1 Pedro 2:9)


"... vencerão os que estão com Ele, chamados, e eleitos, e fiéis."
(Apocalipse 17:14)


"Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste."
(João 17:2)


"Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la."
(Efésios 2:8 e 9)


"... o qual, tendo chegado, aproveitou muito aos que pela graça criam."
(Atos 18:27)


"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou."
(Romanos 8:28-30)


"Ouvindo isto, os discípulos ficaram grandemente maravilhados e disseram: Sendo assim, quem pode ser salvo? Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível".
(Mateus 19:25 e 26)


"Para ele, os seres humanos não têm nenhum valor; ele governa todos os anjos do céu e todos os moradores da terra. Não há ninguém que possa impedi-lo de fazer o que quer; não há ninguém que possa obrigá-lo a explicar o que faz.”
(Daniel 4:35)


“Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu sou o Senhor, que faço todas estas coisas.”
(Isaías 45:7)


"Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar."
(Mateus 11:27)


"Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade."
(Filipenses 2:13)


Nesse estudo aprendemos que é Deus quem nos escolhe, e nos escolhe entre as pessoas do mundo. Descobrimos que Ele opera em nós tanto o querer quanto o efetuar, que é poderoso para endurecer o coração de quem quer, e ter misericórdia de quem quer, pois, assim como um oleiro, Ele tem poder sobre o barro para, da mesma massa, fazer um vaso para honra e outro para desonra, segundo a Sua vontade.

Vimos também que a escolha foi feita antes da criação do mundo, e não levou em conta as nossas obras, nem boas nem más. Deus fez Sua escolha de acordo com o Seu plano. O homem natural não pode nem quer buscar a Deus, pois a própria fé é um dom de Deus, e o arrependimento tem que ser concedido por Ele.

Aqueles que o Pai deu a Jesus inevitavelmente irão a Ele, e os que vão a Ele jamais serão lançados fora. Os eleitos nunca perecerão, pois ninguém pode arrebatar as ovelhas da mão de Jesus e da mão do Pai.

Espero que você seja fortalecido na fé em saber que é de Deus que depende a nossa salvação, e que Ele merece todo o crédito e todo o mérito pela obra realizada em nós.

Glória somente a Deus!


Texto de Tiago Knox
http://www.internautascristaos.com/textos/artigos/quem-escolhe

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Amor Divino: Deus Ama Todas as Pessoas?



O amor de Deus sempre exerceu um papel de grande importância na teologia reformada, mas é necessário ter uma compreensão correta  desse atributo divino. 

A declaração “Deus é amor” muitas vezes é explicada em termos teológicos relativamente complexos como uma combinação de dois conceitos fundamentais. Em primeiro lugar, a vida eterna do Deus trino é uma nova vida de afeição e glórias mútuas (Mt 3:17; 17:5; Jo 3:35; 14:31; 16:13,14; 17:1-5,22-26). Em segundo lugar, Deus criou anjos e pessoas para glorificar o seu Criador e compartilhar da comunicação recíproca e jubilosa dessa vida divina de acordo com a sua existência criada. No entanto, ao afirmar que “Deus é amor” (1Jo 4:8), João estava pensando, primeiramente, no amor de Deus pelos seres humanos e, de modo mais específico, no fato de que, por meio de Cristo, Deus salvou aqueles que antes eram pecadores, mas que agora creem. “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” (1Jo 4:9,10).

Como é sempre o caso no Novo Testamento, “nós” como objetos e beneficiários do amor redentor significa “nós que cremos”( cf. Rm 8:39; 1Jo 4:13). Nem aqui nem em outras passagens, “nós” se refere a todos os indivíduos da raça humana. O ensino do Novo Testamento sobre a redenção é totalmente particularista e quando é dito que o “mundo” é amado e redimido (Jo 3:16,17; 2Co 5:19; 1Jo 2:2), normalmente se trata de uma referência ao grande número de eleitos espalhados por todas as partes do mundo na comunidade humana de ímpios (cf Jo 10:16; 11:51,52). Isso não significa que Deus não expressa um tipo de amor misericordioso e paciente para com toda a humanidade (Mt 5:44,45), mas esse amor não é motivação suficiente para Deus prover seu Filho com o mediador sacrifício expiatório em favor de todas as pessoas. 

Em momento algum a Bíblia diz que o amor redentor de Deus se aplica a absolutamente todos os membros presentes, passados e futuros da raça humana (cf. Rm 1:7).

Esse amor soberano e redentor é uma faceta da qualidade que as Escrituras descrevem como a bondade de Deus (Sl 100:5; Mc 10:18), ou seja, a sua gloriosa benevolência e generosidade que se estende as suas criaturas (Sl 145:9,15,16) e que deve conduzir todos os pecadores ao arrependimento (Rm 2:4). Outros aspectos dessa bondade são a misericórdia, compaixão ou piedade, que demonstra benevolência para com as pessoas aflitas ao resgatá-las das dificuldades (Sl 107; 136); e a longanimidade, paciência e demora em irar-se que continua a mostrar benevolência para com pessoas que persistem no pecado (Êx 34:6; Sl 78:38; Jo 3:10; 4:11; Rm 9:22; 2Pe 3:9). No entanto, a expressão suprema do amor de Deus ainda é a graça maravilhosa e amor inexprimível que demonstra a sua benevolência ao salvar pecadores que merecem somente a condenação, salvando-os, além do mais, mediante o preço altíssimo da morte de Cristo no Calvário (Rm 3:22-24; 5:5-8; 8:32-39; Ef 2:1-10; 3:14-19; 5:25-27).

A fidelidade de Deus aos seus propósitos e promessas é outro aspecto do seu amor que se expressa como bondade e louvor. Os seres humanos mentem e quebram suas promessas; Deus não! Mesmo nos momentos de maior aflição, ainda é possível dizer “suas misericórdias não tem fim... Grande é a tua fidelidade” (Lm 3:22,23; veja Sl 36:5; 89: 1,2,14,24,33,49). Por vezes, talvez Deus expresse fidelidade de maneiras inesperadas e desconcertantes, que em curto prazo, parecem ao observador menos atento mais como demonstração de infidelidade, mas o testemunho final daqueles que percorrem com Deus os altos e baixos da vida é uma declaração retumbante de que “nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que flou de vós o Senhor, vosso Deus; todas vos sobrevieram, nem uma delas falhou” (Js 23:14). A fidelidade de Deus, juntamente com outros aspectos da sua bondade conforme esta é apresentada na sua Palavra, é sempre rocha firme sobre a qual podemos depositar nossa fé e esperança.

Fonte: Bíblia de Estudo de Genebra

Texto de #Caspian


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Ventos doutrinários e a Centralidade de Cristo




Geração vai, geração vem, e as discussões doutrinarias ainda emergem, sou arminiano, sou calvinista, sou pelagiano, sou de Paulo, sou de Apolo, em tempos atuais, "admiro" o Augustus Nicodemus, "admiro" o Ciro Zibordi, nada muda neste aspectos, o homem sempre levanta seus ídolos, pessoas que em alguns casos nem requerem essa veneração ou 'admiração' e por falarem algo que vá o encontro do que alguns acham, ou entendem ser o posicionamento correto, se deleitam com suas declarações que inicialmente defendem uma tese, mas na maioria dos casos causam devastações e distorções bíblicas.

Não quero dizer que Nicodemus é herege ou o Ciro, apenas sua veneração por seus posicionamentos frente a suas vertentes teológicas, como por exemplo o calvinismo e o arminianismo.

Não me considero nem um nem outro, por conta disso tomei partido de fazer essa breve reflexão e compartilhar com vocês, por favor não a usem como armas para oprimir seus irmãos ou até mesmo

para demostrar minha pequenez ou insignificância, pois eu já tenho ciência disso. Contudo, se essa mensagem conseguir, com a ajuda do Espírito Santo, penetrar na sua mente, já ficarei feliz

do feito.

A discussão de dois blocos arminiano e calvinista, tem gerado muitas discussões entre os evangélicos no Brasil, e no mundo. Cada um com sua "ponta" de verdade, um mais evidentes como os

calvinistas (diversas bases bíblicas relevantes), e outros mais discretos como os arminianos (pensamentos e interpretações bíblicas). Só com este parágrafo já daria para "descartar" os

arminianos de uma vez, mas a soberba dos calvinistas principalmente os "calvinistas da internet" que mal conhecem a história e o conteúdo do movimento chegam a beira do caos teológico neste meio já tão cheio de tensão.

É muito comum ver um calvinista "esfregando" a carta de Romanos na cara de um arminiano, mas se perguntarmos a maioria desses falsos calvinistas, é bem verdade que não sabem descrever os 5 pontos do arminianismo, quais sejam:


1.VONTADE LIVRE : O primeiro ponto do arminianismo sustenta que o homem é dotado de vontade livre.
1.1. Os reformadores reconhecem que o homem foi dotado de vontade livre, mas concordam com a tese de Lutero — defendida em sua obra “A Escravidão da Vontade” —, de que o homem não está livre da escravidão a Satanás.
1.2. Arminius acreditava que a queda do homem não foi total, e sustentou que, no homem, restou bem suficientemente capaz de habilitá-lo a querer aceitar Cristo como Salvador.
2.ELEIÇÃO CONDICIONAL
2.1. Arminius ensinava também que a eleição estava baseada no pré-conhecimento de Deus em relação àquele que deve crer.
2.2. Em outras palavras, o ato de fé, por parte do homem, é a condição para ele ser eleito para a vida eterna, uma vez que Deus previu que ele exerceria livremente sua vontade, num ato de volição positiva para com Cristo.
3.EXPIAÇÃO UNIVERSAL
3.1. Conquanto a convicção posterior de Arminius fosse a de que Deus ama a todos, de que Cristo morreu por todos e de que o Pai não quer que ninguém se perca, ele e seus seguidores sustentam que a redenção (usada casualmente como sinônimo de expiação) é geral. Em outras palavras:
3.2. A morte de Cristo oferece a Deus base para salvar a todos os homens.
3.3. Contudo, cada homem deve exercer sua livre vontade para aceitar a Cristo.
4.A GRAÇA PODE SER IMPEDIDA
4.1. O arminiano, em seguida, crê que uma vez que Deus quer que todos os homens sejam salvos, ele envia seu Santo Espírito para atrair todos os homens a Cristo.
4.2. Contudo, desde que o homem goza de vontade livre absoluta, ele pode resistir à vontade de Deus em relação a sua própria vida. (A ordem arminiana sustenta que, primeiro, o homem exerce sua própria vontade e só depois nasce de novo.)
4.3. Ainda que o arminiano creia que Deus é onipotente, insiste em que a vontade de Deus, em salvar a todos os homens, pode ser frustrada pela finita vontade do homem como indivíduo.
5.O HOMEM PODE CAIR DA GRAÇA
5.1. O quinto ponto do arminianismo é a conseqüência lógica das precedentes posições de seu sistema.
5.2. O homem não pode continuar na salvação, a menos que continue a querer ser salvo.

O CONTRASTE
Quando contrastamos estes Cinco Pontos do Arminianismo com o acróstico TULIP, que forma os Cinco Pontos do Calvinismo, torna-se claro que os cinco pontos deste são diametralmente opostos aos daquele. Para que possamos ver claramente as “linhas de batalha” traçadas pelas afiadas mentes de ambos os lados, comecemos por fazer um breve contraste entre as duas posições à base de ponto por ponto.
PONTO 1
1.1.O arminianismo diz que a vontade do homem é ‘livre’ para escolher, ou a Palavra de Deus, ou a palavra de Satanás. A salvação, portanto, depende da obra de sua fé.
1.2.O calvinismo responde que o homem não regenerado é absolutamente escravo de Satanás, e, por isso, é totalmente incapaz de exercer sua própria vontade livremente (para salvar-se), dependendo, portanto, da obra de Deus, que deve vivificar o homem, antes que este possa crer em Cristo.
PONTO 2
2.1.Arminius sustentava que a ‘eleição’ é condicional, enquanto os reformadores sustentavam que ela é incondicional. Os arminianos acreditam que Deus elegeu àqueles a quem ‘pré-conheceu’, sabendo que aceitariam a salvação, de modo que o pré-conhecimento [de Deus] estava baseado na condição estabelecida pelo homem.
2.2 Os calvinistas sustentam que o pré-conhecimento de Deus está baseado no propósito ou no plano de Deus, de modo que a eleição não está baseada em alguma condição imaginária inventada pelo homem, mas resulta da livre vontade do Criador à parte de qualquer obra de fé do homem espiritualmente morto.
2.3 Dever-se-á notar ainda que a segunda posição de cada um destes partidos (arminianos e calvinistas) é expressão natural de suas respectivas doutrinas a respeito do homem. Se o homem tem “vontade livre”, e não é escravo nem de Satanás nem do pecado, então ele é capaz de criar a condição pela qual Deus pode elegê-lo e salvá-lo. Contudo, se o homem não tem vontade livre, mas, em sua atual situação, é escravo de Satanás e do pecado, então sua única esperança é que Deus o tenha escolhido por sua livre vontade e o tenha elegido para a
salvação.
PONTO 3
Os arminianos insistem em que a expiação (e, por esta palavra, eles significam ‘redenção’) é universal. Os calvinistas, por sua vez, insistem em que a Redenção é parcial, isto é, a Expiação Limitada é feita por Cristo na cruz.
3.1. Segundo o arminianismo, Cristo morreu para salvar não um em particular, porém somente àqueles que exercem sua vontade livre e aceitam o oferecimento de vida eterna. Daí, a morte de Cristo foi um fracasso parcial, uma vez que os que têm volição negativa, isto é, os que não a querem aceitar, irão para o inferno.
3.2. Para o calvinismo, Cristo morreu para salvar pessoas determinadas, que lhe foram dadas pelo Pai desde toda a eternidade. Sua morte, portanto, foi cem por cento bem sucedida, porque todos aqueles pelos quais ele não morreu receberão a “justiça” de Deus, quando forem lançados no inferno.
PONTO 4
4.1.Os arminianos afirmam que, ainda que o Espírito Santo procure levar todos os homens a Cristo (uma vez que Deus ama a toda a humanidade e deseja salvar a todos os homens), ainda assim, como a vontade de Deus está amarrada à vontade do homem, o Espírito [de Deus] pode ser resistido pelo homem, se o homem assim o quiser. Desde que só o homem pode determinar se quer ou não ser salvo, é evidente que Deus, pelo menos, ‘permite’ ao homem obstruir sua santa vontade. Assim, Deus se mostra impotente em face da vontade do homem, de modo que a criatura pode ser como Deus, exatamente como Satanás prometeu a Eva, no jardim [do Éden].
4.2. Os calvinistas respondem que a graça de Deus não pode ser obstruída, visto que sua graça é irresistível. Os calvinistas não querem significar com isso que Deus esmaga a vontade obstinada do homem como um gigantesco rolo compressor! A graça irresistível não está baseada na onipotência de Deus, ainda que poderia ser assim, se Deus o quisesse, mas está baseada mais no dom da vida, conhecido como regeneração. Desde que todos os espíritos mortos (alienados de Deus) são levados a Satanás, o deus dos mortos, e todos os espíritos vivos (regenerados) são guiados irresistivelmente para Deus (o Deus dos vivos), nosso Senhor, simplesmente, dá a seus escolhidos o Espírito de Vida.
No momento em que Deus age nos eleitos, a polaridade espiritual deles é mudada: Antes estavam mortos em delitos e pecados, e orientados para Satanás; agora são vivificados em Cristo, e orientados para Deus.
É neste ponto que aparece outra grande diferença entre a teologia arminiana e a teologia calvinista. Para os calvinistas, a ordem é: primeiro o dom da vida, por parte de Deus; e, depois, a fé salvadora, por parte do homem.
PONTO 5
511. Os arminianos concluem, muito logicamente, que o homem, sendo salvo por um ato de sua própria vontade livremente exercida, aceitando a Cristo por sua própria decisão, pode também perder-se depois de ter sido salvo, se resolver mudar de atitude para com Cristo, rejeitando-o! (Alguns arminianos acrescentariam que o homem pode perder, subseqüentemente, sua salvação, cometendo algum pecado, uma vez que a teologia arminiana é uma “teologia de obras” — pelo menos no sentido e na extensão em que o homem precisa exercer sua própria vontade para ser salvo.) Esta possibilidade de perder-se, depois de ter sido salvo, é chamada de “queda (ou perda) da graça”, pelos seguidores de Arminius. Ainda, se depois de ter sido salva, a pessoa pode perder-se, ela pode tornar-se livremente a Cristo outra vez e, arrependendo-se de seus pecados, “pode ser salva de novo”. Tudo depende de sua contínua volição positiva até à morte!
5.2. Os calvinistas sustentam muito simplesmente que a salvação, desde que é obra realizada inteiramente pelo Senhor — e que o homem nada tem a fazer antes, absolutamente, “para ser salvo” —, é óbvio que o “permanecer salvo” é, também, obra de Deus, à parte de qualquer bem ou mal que o eleito possa praticar. Os eleitos ‘perseverarão’ pela simples razão de que Deus prometeu completar, em nós, a obra que ele começou. Por isso, os cinco pontos de TULIP incluem a Perseverança dos Santos. (Fonte Fonte: TULIP – Os Cinco Pontos do Calvinismo à Luz das Escrituras)

A verdade é que encontramos pontos comuns entre as duas vertentes e pontos divergentes também, contudo nosso parâmetro final e conclusivo é a Escritura, e ela tem sido esquecida nessas discussões entre "intelectuais da internet" onde o grupo dos arminianos tem sido constantemente subjugados, contudo, onde está o amor? desprezar seu irmão é sinal de um Cristão? seria isso o ápice de um calvinista? provar que está com a razão?

Para finalizar quero deixar 4 "teses", do Pastor Renato Vargens, tanto para calvinistas ou para arminianos:

1-) Você pode ser calvinista (arminiano), mas, isso não te dá o direito de zombar e ridicularizar  Arminianos.

2-) Você pode não concordar com algumas práticas pentecostais, mas isso não te dá o direito de afrontar desrespeitosamente homens de Deus que acreditam e defendem o pentecostalismo.

3-) Você pode discordar do pensamento, da teologia, e da fé dos seus irmãos, sem contudo, permitir com que a sua discordância redunde em ataques "ad-hominem".

4) Lembre-se que as Escrituras ensinam que "A soberba precede a ruína, e a altivez de espírito precede a queda" Pv.16:18





segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

CALVINISMO É BÍBLICO?

Os cinco pontos do Calvinismo surgiram a partir de uma contra-argumentação ao protesto que os seguidores de Jacob Arminius apresentaram ao “Estado da Holanda” em Julho de 1610, conhecido como "Remonstrance". 
Calvino foi um jovem teólogo francês que teve uma participação fundamental na Reforma Protestante, após ser afastado da Igreja Católica.





Vejamos o que defende os cinco pontos do Calvinismo:


Depravação total - Também chamada de "depravação radical", "corrupção total" e "incapacidade total". Indica que toda criatura humana, em sua condição atual, ou seja, após a queda, é caracterizada pelo pecado, que a corrompe e contamina, incluindo a mente. Por isso, afirma-se que ninguém é capaz de realizar o que é verdadeiramente bom aos olhos de Deus. Em contrapartida, o ser humano é escravo do pecado, por natureza hostil e rebelde para com Deus, espiritualmente cego para a verdade, incapaz de salvar a si mesmo ou até mesmo de se preparar para a salvação. Só a intervenção direta de Deus pode mudar esta situação.



"Contudo, o SENHOR observou que a perversidade do ser humano havia crescido muito na terra e que toda a motivação das ideias que provinham das suas entranhas era sempre e somente inclinada à prática do mal". (Gênesis 6:5)

"Ora, não há nada mais enganoso e irremediável do que o coração humano, e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?" (Jeremias 17:9)

"Como está escrito: “Não há nenhum justo, nem ao menos um; não há uma só pessoa que entenda, ninguém que de fato busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que pratique o bem, não existe uma só pessoa".  (Romanos 3:10-12)


Eleição incondicional - Eleição significa "escolha". É a escolha feita por Deus desde toda a eternidade, daqueles a quem ele concedeu a graça da salvação (diferente da graça comum, dada a todos os homens por misericórdia). Esta escolha não se baseia no simples mérito, ou na fé das pessoas que ele escolhe, mas se baseia em sua decisão soberana e incondicional, irrevogável e insondável. Isso não significa que a mesma salvação final é incondicional, mas que a condição em que assenta (fé) é concedida também pela graça de Deus, como seu presente para aqueles a quem Ele escolheu incondicionalmente.


"Porquanto, aqueles que antecipadamente conheceu, também os predestinou para serem semelhantes à imagem do seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes igualmente justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou". (Romanos 8:29-30)


"Como está escrito: 'Amei a Jacó, mas rejeitei a Esaú'" (Romanos 9:13)

Obs: Romanos 9 é o capítulo chave que os calvinistas utilizam para refutar o Arminianismo.

"Porquanto, Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. E, em seu amor, nos predestinou para sermos adotados como filhos, por intermédio de Jesus Cristo, segundo a benevolência da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos outorgou gratuitamente no Amado. Nele, fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que cria absolutamente tudo de acordo com o propósito da sua própria vontade, com o objetivo de que nós, os que primeiro esperamos em Cristo, sejamos para o louvor da sua glória" (Efésios 1:4-6;11-12)



Expiação Limitada - Também chamada de "redenção particular" ou "redenção definida", significa a doutrina segundo a qual a obra redentora de Cristo foi apenas visando a salvação daqueles que têm sido alvo da graça da salvação. A eficácia salvífica do Cristo redentor, então, não é "universal" ou "potencialmente eficaz" para quem iria recebê-lo, mas especificamente designada para consolidar a salvação daqueles a quem o Deus Pai escolheu desde antes da fundação do mundo. Os calvinistas não acreditam que a expiação é limitada em seu valor ou poder (se Deus o Pai quisesse, teria salvo todos os seres humanos sem exceção), mas sim que a expiação é limitada na medida em que foi destinada para alguns e não para todos. Esse é o ponto maior de divergência com os arminianos, pois vai totalmente contra a questão de que "Jesus morreu por todos".


"Ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1:21)


"Eu Sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.Eu Sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e sou conhecido por elas; assim como o Pai me conhece e Eu conheço o Pai; e entrego minha vida pelas ovelhas. Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas, como já vos afirmei. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; Eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e elas nunca perecerão; tampouco ninguém as poderá arrancar da minha mão." (João 10:14-15;27-28).


"Eu rogo por eles. Não estou orando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus." (João 17:9)


"Concluindo, tende cuidado de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos estabeleceu como epíscopos para pastoreardes a Igreja de Deus, que Ele comprou com o sangue do seu Filho Unigênito." (Atos 20:28)


"Maridos, cada um de vós amai a vossa esposa, assim como Cristo amou a sua Igreja e sacrificou-se por ela" (Efésios 5:25)



Graça Irresistível (ou vocação eficaz) - Também conhecida como: "graça eficaz", esta doutrina ensina que a influência salvífica do Espírito Santo de Deus é irresistível, superando toda e qualquer resistência. Quando então, Deus soberanamente visa salvar alguém, o indivíduo não tem como resistir à essa graça da vida eterna com o próprio Deus.

"Todo aquele que o Pai me der, esse virá a mim; e o que vem a mim, de maneira alguma o excluirei. Ninguém pode vir a mim a menos que o Pai, o qual me enviou, o atrair; e Eu o ressuscitarei no último dia." (João 6:37,44)

"Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco, as quais devo da mesma maneira trazer; elas ouvirão minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor" (João 10:16)



Perseverança dos santos - Também conhecida como "preservação dos santos" ou "segurança eterna", este quinto ponto sugere que aqueles a quem Deus chamou para a salvação, e depois, à comunhão eterna com ele não podem cair em desgraça e perder sua salvação. Mesmo que, em suas vidas, o pecado os leve a renunciar à sua profissão de fé, eles (se eles são autênticos eleitos), mais cedo ou mais tarde, retornarão à comunhão com Deus. Essa doutrina é baseada na suposição de que a salvação é obra de Deus do começo ao fim, que Deus é fiel às Suas promessas, e que nada nem ninguém pode impedir Seus propósitos soberanos. Este conceito é ligeiramente diferente do conceito usado em algumas igrejas evangélicas, de "uma vez salvos - salvos para sempre", apesar da apostasia, a falta de arrependimento ou a permanência no pecado, desde que eles tiverem realmente aceito a Cristo no passado. No ensino tradicional calvinista, se uma pessoa cai em apostasia ou não mostra mais sinais de arrependimento genuíno, pode ser prova de que ele nunca foi realmente salvo, e, em seguida, que não fazia parte do número dos eleitos.

"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Porquanto, Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. E, em seu amor, nos predestinou para sermos adotados como filhos, por intermédio de Jesus Cristo, segundo a benevolência da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos outorgou gratuitamente no Amado. Nele, temos a redenção, o perdão dos nossos pecados pelo seu sangue, segundo as riquezas da graça de Deus, e que Ele fez derramar sobre nós com toda a sabedoria e entendimento. E nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que Ele estabeleceu em Cristo, isto é, de fazer convergir em Cristo tudo quanto existe, todos os elementos que estão no céu como os que estão na terra, na dispensação da plenitude dos tempos. Nele, fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que cria absolutamente tudo de acordo com o propósito da sua própria vontade, com o objetivo de que nós, os que primeiro esperamos em Cristo, sejamos para o louvor da sua glória. Nele, igualmente vós, tendo ouvido a Palavra da verdade, o Evangelho da vossa salvação, e nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da Promessa, que é a garantia da nossa herança, para a redenção da propriedade de Deus, para o louvor da sua glória." (Efésios 1:3-14)




O acróstico TULIP em inglês coincide com a palavra tulipa, por este motivo, frequentemente a flor referida é utilizada como símbolo do Calvinismo.






Calvino ainda propôs a reorganização da Igreja em quatro classes. Essas propostas foram chamadas de "Ordonnances de 1541" e formavam quatro corpos eclesiásticos:

Pasteurs (pastores, que pregam)

Docteurs (ensinam)

Anciens (os mais velhos, que chamam à ordem aqueles que prevaricam)

Diacres (diáconos, que ocupam-se dos pobres e doentes) - mendigar é estritamente proibido

Em 1536, Calvino escreveu as "Institutas da Religião Cristã", conhecidas como a referência primária para o sistema de doutrinas adotado pelas Igrejas Reformadas. As ideias de Calvino são as bases para o conjunto de doutrinas usualmente chamado de Calvinismo. Você pode conferir mais sobre as Institutas de Calvino aqui.


Divergências:

Os chamados "calvinistas de quatro pontos" aceitam a depravação total, eleição incondicional, graça irresistível e perseverança dos santos como doutrinas bíblicas. Quanto à expiação, no entanto, os calvinistas de quatro pontos creem que a expiação seja ilimitada, argumentando que Jesus morreu pelos pecados de todo o mundo, não só pelos pecados dos eleitos. "E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo" (1 João 2:2). Outros versículos em oposição à expiação limitada são João 1:29, 3:16, 1 Timóteo 2:6 e 2 Pedro 2:1.



Conclusão:

É interessante notar que na diversidade do Corpo de Cristo, há toda a sorte de mistura de Calvinismo e Arminianismo. Há quem apóie cinco pontos do Calvinismo e cinco pontos do Arminianismo, e ao mesmo tempo, há quem apoie apenas alguns pontos do Calvinismo e outros do Arminianismo. Muitos crentes chegam a um tipo de mistura das duas visões. No final, os dois sistemas falham por tentar explicar o inexplicável. Os seres humanos são incapazes de compreender totalmente um conceito como este. Sim, Deus é absolutamente soberano e de tudo sabe. Sim, os seres humanos são chamados a fazer uma decisão genuína a colocar sua fé em Cristo para a salvação. Estes dois fatos parecem contraditórios para nós, mas na mente de Deus, fazem completo sentido.


Fontes:



sábado, 28 de novembro de 2015

Cristãos Reformados Parte 2 - Confissão de Fé do Cristão Reformado

1) A Bíblia deve ser interpretada seguindo o modelo histórico-gramatical.

Isto significa que, por ser um livro inspirado pelo Espírito Santo (II Tm.3.16), a Bíblia deve ser interpretada em espírito de oração e na total dependência do Espírito, que ilumina nossa mente para que possamos compreender seu verdadeiro significado (I Co.2.10-16). Porém, como a Bíblia também é um livro humano, no sentido de que foi escrita por seres humanos usados por Deus (II Pe.1.21), devemos interpretá-la usando regras de interpretação, a que damos o nome de Hermenêutica Bíblica. Essa interpretação é histórico-gramatical porque deve levar em consideração o contexto histórico em que a passagem analisada foi escrita (autor, destinatários, etc) e também o contexto gramatical no qual está inserida (tipo de literatura, versículos anteriores e posteriores, etc). 
Neste ponto, discordamos dos neo-pentecostais, que muitas vezes interpretam a Bíblia alegoricamente, atribuindo um significado simbólico ou espiritual diferente do significado pretendido pelo escritor original do texto. Também discordamos dos dispensacionalistas que, sob o pretexto de interpretarem a Bíblia literalmente, acabam pegando as passagens em seu sentido literal mesmo em escritos poéticos e proféticos, cheios de símbolos e figuras, chegando a interpretações precipitadas sobre o texto bíblico.



2) Justificação pela fé.




A justificação é um ato legal, no qual Deus declara que o pecador é justo (Rm.3.22-26; 4.5), não por alguma obediência ou boa obra dele próprio (Ef.2.8), nem por algo operado nele pelo próprio Deus, mas somente por causa da obediência perfeita de Cristo à lei (Rm.5.18-19). Essa justificação é composta de dois processos: o negativo, que consiste no perdão de pecados (Rm.4.6-8), e o positivo, que consiste na imputação da justiça de Cristo (II Co.5.21). O pecador é justificado somente pela fé (Rm.3.28).

Neste ponto discordamos de diversas visões sobre a justificação pela fé:



- discordamos dos católicos, que crêem que a justificação é uma mudança moral do pecador, uma infusão de justiça (e não imputação), confundindo justificação com santificação, e fazendo, assim, com que ela dependa não apenas da fé, mas também das boas obras (Rm.4.1-5).

- discordamos de muitos dispensacionalistas, que frequentemente negam que a justificação consista também da imputação da justiça de Cristo, fazendo ela consistir apenas em perdão de pecados, e considerando a fé como sendo, ela própria, a justiça que vem de Deus.

- discordamos também daqueles que ensinam que no Antigo Testamento a justificação era pela obediência à lei, pois as Escrituras são muito claras em afirmar que o homem nunca foi justificado pela lei (Rm.3.20), e a fé sempre foi a condição para justificação, mesmo no Antigo Testamento (Rm.4.3).



3) Soberania de Deus.




Por soberania de Deus deseja-se mostrar o controle absoluto de Deus sobre toda Sua criação (Mt.6.26; 10.29), e todos os acontecimentos passados, presentes e futuros, sendo Ele o Senhor da história (Dn.4.35). Deus não é somente o Criador, é também o Preservador do Universo, sustentando todas as coisas pela Palavra do Seu poder (Hb.1.3). Ele é quem determina tudo o que acontece, Sua vontade é totalmente soberana (Is.46.10), inclusive sobre nossas vontades (Fp.2.13). Logo, não existe, como muitos dizem, um livre-arbítrio. Existe sim uma liberdade e responsabilidade humana, mas que é limitada pela vontade soberana de Deus.

Nisto discordamos de diversos ramos cristãos, em diversos aspectos:

- Discordamos daqueles que crêem que a oração pode mudar a vontade de Deus, fazendo orações "determinatórias", pois em Deus não há mudança, nem sombra de variação (Tg.1.17); nossas orações são respondidas quando feitas segundo Sua vontade (Mt.6.10; I Jo.5.14) e mudam apenas acontecimentos.
- Discordamos daqueles que pensam que certas coisas acontecem fora do controle de Deus, como catástrofes naturais, guerras ou o problema do mal no mundo, pois tudo isso está em Seus planos e foi por Ele determinado, como demonstram diversas passagens do Antigo e Novo Testamento (Gn.50.20; Rm.8.28).
- Discordamos também daqueles que pensam poder determinar o seu próprio destino, como se o poder da vida ou da morte estivesse em suas próprias mãos (Dt.32.39).






4) A Soberania de Deus em relação à salvação (Rm.8.29-30).




Isso foi perfeitamente expresso num documento chamado Cânones de Dort, elaborado entre 1618 e 1619, onde a salvação é apresentada em 5 pontos: depravação total, eleição incondicional, expiação limitada, chamada eficaz e perseverança dos santos.




Depravação total significa que o homem foi de tal forma afetado pelo pecado que é totalmente incapaz de se salvar sozinho ou mesmo contribuir, por pouco que seja, nessa salvação (Rm.3.9-20). A depravação total mostra que "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm.3.23), que os pecadores estão "mortos em delitos e pecados" (Ef.2.1) e que "todo aquele que comete pecado é escravo do pecado" (Jo.8.34). Um morto espiritual não pode fazer nada para viver, e um escravo não tem vontade própria. O poder para ressuscitá-lo espiritualmente tem que vir de fora, e para ser livre precisa antes ser liberto pelo Filho (Jo.8.36) . Por isso, ninguém pode escolher a Jesus por si próprio para ser salvo, nem fazer uso de um tipo de livre-arbítrio para aceitar ou rejeitar a salvação alcançada por Cristo.



 
Eleição incondicional significa que Deus, somente pela Sua soberana vontade, escolheu desde toda a eternidade (Ef.1.4) uma multidão de "todos os povos, tribos, línguas e nações" (Ap.7.9) para serem salvos de seus pecados e herdarem a vida eterna. Porém, Ele não escolheu a todos (Rm.9.13). Essa escolha não se baseou em nada de bom ou que agradasse a Deus presente nos próprios pecadores , ou alguma fé que Ele tivesse previsto pela Sua presciência (Rm.9.11); pelo contrário, foi totalmente pela Sua maravilhosa graça que Ele os escolheu soberanamente, para o louvor da Sua glória (Rm.9.14-18; Ef.1.5,6,11,12). Aqueles que não foram escolhidos estão destinados à condenação eterna no inferno, sem que Deus seja culpado pelo seu destino ou pelos seus pecados. Deus salva uns para demonstrar a Sua graça, e condena outros para demonstrar Sua justiça (Rm.9.19-24). Outra coisa interessante a se observar é que Deus não era obrigado a salvar ninguém de seus pecados, nem deixaria de ser um Deus amoroso se não o fizesse. Logo, o fato de Deus salvar uma multidão da humanidade por pura graça já é uma demonstração infinita de amor e misericórdia, acima de toda comparação.





  

Expiação limitada significa que o valor da morte de Cristo é absolutamente infinito e poderoso para perdoar todos os pecados daqueles que Deus escolheu, e apenas desses (Is.53.11-12). Dizer que Cristo morreu pelo mundo não significa que Ele morreu por todas as pessoas do mundo, mas por pessoas de todas as partes do mundo (Jo.3.16; I Jo.2.2). Logo, Cristo não morreu por todos os homens literalmente; apenas pelos escolhidos de Deus, que são Suas ovelhas e Sua Igreja (Jo.10.11,15; 17.9; Ef.5.5-27). Porém, essa expiação dá aos eleitos uma salvação eterna, pois, perdoados de todos os seus pecados pelo sacrifício de Cristo, e tendo sido imputada a eles a justiça de Cristo, eles já não podem ser condenados; eles tem, agora, a vida eterna (Jo.5.24).




Graça Irresistível nos fala sobre como Deus salva os Seus escolhidos. Deus usa a pregação do evangelho como meio de chamar os eleitos para Si mesmo (Rm.10.14-17). O evangelho deve ser pregado a todas as pessoas (Mc.16.15), pois não sabemos quem Deus escolheu, e a Palavra se tornará eficaz na vida daqueles que foram eleitos antes da fundação do mundo (At.13.48). O Espírito Santo irá agir na vida dos eleitos, operando a regeneração (ou novo nascimento Jo.3.3-8) pela Palavra (I Pe.1.23), tornando-os dispostos a responderem positivamente ao convite do evangelho (At.16.14). É nesse momento que os eleitos recebem a capacidade de "escolher a Deus" e receber a Cristo (Jo.6.65), arrependendo-se de seus pecados e tendo fé em Cristo para salvação. Tanto o arrependimento como a fé são dons de Deus, dados no momento da regeneração (At.5.31; 11.18; Ef.2.8; Fp.1.29; II Tm.2.25). Por isso, ninguém deve se achar melhor que os outros por ter se arrependido ou ter tido fé, porque essa capacidade é algo sobrenatural dado por Deus. Dizer que essa chamada aos eleitos é eficaz significa que é impossível a um eleito resistir ao convite do Espírito Santo, pelo evangelho, no seu coração (Is.43.13).




Perseverança dos santos significa que aqueles que foram eleitos por Deus, desde o dia em que foram salvos, não poderão mais perder essa salvação (Jo.6.39; Rm.8.30; Fp.1.6). Como Cristo morreu por todos os seus pecados - passados, presentes e futuros - nenhum pecado pode, agora, levá-los à condenação: "Nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo" (Rm.8.1). Uma vez salvo, salvo para sempre. Eles têm a vida eterna e, se é eterna, não pode acabar um dia (Jo.10.28-29). Nada, agora, pode separá-los do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor (Rm.8.35-39). Porém, isso não significa que os eleitos nunca mais pecarão, porque isso certamente irá acontecer (I Jo.1.8-10). Mas como eles foram regenerados, seu prazer agora não é mais o pecado, mas a santidade (I Jo.3:6-10). Uma pessoa que viva em pecado e alegue ter sido salva deve ter sua salvação seriamente questionada. Um cristão pode até cometer um pecado terrível, porém, esse pecado certamente requererá uma disciplina da parte de Deus, não com o objetivo de fazê-lo pagar pelo seu pecado, que ja foi pago na cruz por Cristo, mas com a finalidade de aperfeiçoá-lo, para que seja participante da santidade de Deus (Hb.12.5-13). Davi foi um exemplo dessa disciplina de Deus, no caso de Bate-Seba (II Sm.11 e 12).




5) "O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre", como diz o Breve Catecismo de Westminster.


Um reformado tenta viver uma vida que glorifique a Deus em todos os aspectos, e entende que Deus é adorado e glorificado em todas as áreas de sua vida: no trabalho, na família, na sociedade, no lazer, na igreja, etc. "Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus" (I Co.10.31), como diz o apóstolo Paulo. A busca da glória de Deus e a adoração cheia de amor que brota do coração de um cristão reformado é a aplicação prática e consequência da doutrina da soberania de Deus. Pode-se perceber isso no próprio Paulo que, depois de discorrer sobre o assunto da soberania de Deus dos capítulos 9 a 11 de Romanos, encerra o assunto com adoração: "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem deu primeiro a ele, para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém." (Rm.11.33-36).


Nossa sincera oração é que Deus utilize este artigo para abrir os olhos de muitos irmãos em Cristo às verdades esquecidas da Palavra de Deus, e que assim, despertos para o evangelho eterno, possam ter seus corações em chamas por essas mesmas verdades que custaram o sangue dos reformadores!

#EquipeVCD