• Tatuagens e Piercings x Cristão

    Não aconselho ninguém a fazer tatuagem, usar piercings e nem acho legal; mas como minha opinião pouco vamos a Palavra do Senhor

  • A GRAÇA SALVADORA

    Quando falamos de GRAÇA SALVADORA ou GRAÇA IRRESISTÍVEL , e GRAÇA ESPECIAL estávamos falando do vontade Divina sendo feita.

  • Não desafie sua natureza humana

    Resista ao diabo e ele fugirá. Mas corra, fuja de impulsos de sua natureza humana Somos impulsionados todos os dias...

  • Assédio Virtual e o suicídio

    CRESCIMENTO DE ATAQUES VIRTUAIS ACENDE ALERTA SOBRE SUICÍDIO

Mostrando postagens com marcador Reforma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reforma. Mostrar todas as postagens

sábado, 28 de novembro de 2015

Cristãos Reformados Parte 2 - Confissão de Fé do Cristão Reformado

1) A Bíblia deve ser interpretada seguindo o modelo histórico-gramatical.

Isto significa que, por ser um livro inspirado pelo Espírito Santo (II Tm.3.16), a Bíblia deve ser interpretada em espírito de oração e na total dependência do Espírito, que ilumina nossa mente para que possamos compreender seu verdadeiro significado (I Co.2.10-16). Porém, como a Bíblia também é um livro humano, no sentido de que foi escrita por seres humanos usados por Deus (II Pe.1.21), devemos interpretá-la usando regras de interpretação, a que damos o nome de Hermenêutica Bíblica. Essa interpretação é histórico-gramatical porque deve levar em consideração o contexto histórico em que a passagem analisada foi escrita (autor, destinatários, etc) e também o contexto gramatical no qual está inserida (tipo de literatura, versículos anteriores e posteriores, etc). 
Neste ponto, discordamos dos neo-pentecostais, que muitas vezes interpretam a Bíblia alegoricamente, atribuindo um significado simbólico ou espiritual diferente do significado pretendido pelo escritor original do texto. Também discordamos dos dispensacionalistas que, sob o pretexto de interpretarem a Bíblia literalmente, acabam pegando as passagens em seu sentido literal mesmo em escritos poéticos e proféticos, cheios de símbolos e figuras, chegando a interpretações precipitadas sobre o texto bíblico.



2) Justificação pela fé.




A justificação é um ato legal, no qual Deus declara que o pecador é justo (Rm.3.22-26; 4.5), não por alguma obediência ou boa obra dele próprio (Ef.2.8), nem por algo operado nele pelo próprio Deus, mas somente por causa da obediência perfeita de Cristo à lei (Rm.5.18-19). Essa justificação é composta de dois processos: o negativo, que consiste no perdão de pecados (Rm.4.6-8), e o positivo, que consiste na imputação da justiça de Cristo (II Co.5.21). O pecador é justificado somente pela fé (Rm.3.28).

Neste ponto discordamos de diversas visões sobre a justificação pela fé:



- discordamos dos católicos, que crêem que a justificação é uma mudança moral do pecador, uma infusão de justiça (e não imputação), confundindo justificação com santificação, e fazendo, assim, com que ela dependa não apenas da fé, mas também das boas obras (Rm.4.1-5).

- discordamos de muitos dispensacionalistas, que frequentemente negam que a justificação consista também da imputação da justiça de Cristo, fazendo ela consistir apenas em perdão de pecados, e considerando a fé como sendo, ela própria, a justiça que vem de Deus.

- discordamos também daqueles que ensinam que no Antigo Testamento a justificação era pela obediência à lei, pois as Escrituras são muito claras em afirmar que o homem nunca foi justificado pela lei (Rm.3.20), e a fé sempre foi a condição para justificação, mesmo no Antigo Testamento (Rm.4.3).



3) Soberania de Deus.




Por soberania de Deus deseja-se mostrar o controle absoluto de Deus sobre toda Sua criação (Mt.6.26; 10.29), e todos os acontecimentos passados, presentes e futuros, sendo Ele o Senhor da história (Dn.4.35). Deus não é somente o Criador, é também o Preservador do Universo, sustentando todas as coisas pela Palavra do Seu poder (Hb.1.3). Ele é quem determina tudo o que acontece, Sua vontade é totalmente soberana (Is.46.10), inclusive sobre nossas vontades (Fp.2.13). Logo, não existe, como muitos dizem, um livre-arbítrio. Existe sim uma liberdade e responsabilidade humana, mas que é limitada pela vontade soberana de Deus.

Nisto discordamos de diversos ramos cristãos, em diversos aspectos:

- Discordamos daqueles que crêem que a oração pode mudar a vontade de Deus, fazendo orações "determinatórias", pois em Deus não há mudança, nem sombra de variação (Tg.1.17); nossas orações são respondidas quando feitas segundo Sua vontade (Mt.6.10; I Jo.5.14) e mudam apenas acontecimentos.
- Discordamos daqueles que pensam que certas coisas acontecem fora do controle de Deus, como catástrofes naturais, guerras ou o problema do mal no mundo, pois tudo isso está em Seus planos e foi por Ele determinado, como demonstram diversas passagens do Antigo e Novo Testamento (Gn.50.20; Rm.8.28).
- Discordamos também daqueles que pensam poder determinar o seu próprio destino, como se o poder da vida ou da morte estivesse em suas próprias mãos (Dt.32.39).






4) A Soberania de Deus em relação à salvação (Rm.8.29-30).




Isso foi perfeitamente expresso num documento chamado Cânones de Dort, elaborado entre 1618 e 1619, onde a salvação é apresentada em 5 pontos: depravação total, eleição incondicional, expiação limitada, chamada eficaz e perseverança dos santos.




Depravação total significa que o homem foi de tal forma afetado pelo pecado que é totalmente incapaz de se salvar sozinho ou mesmo contribuir, por pouco que seja, nessa salvação (Rm.3.9-20). A depravação total mostra que "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm.3.23), que os pecadores estão "mortos em delitos e pecados" (Ef.2.1) e que "todo aquele que comete pecado é escravo do pecado" (Jo.8.34). Um morto espiritual não pode fazer nada para viver, e um escravo não tem vontade própria. O poder para ressuscitá-lo espiritualmente tem que vir de fora, e para ser livre precisa antes ser liberto pelo Filho (Jo.8.36) . Por isso, ninguém pode escolher a Jesus por si próprio para ser salvo, nem fazer uso de um tipo de livre-arbítrio para aceitar ou rejeitar a salvação alcançada por Cristo.



 
Eleição incondicional significa que Deus, somente pela Sua soberana vontade, escolheu desde toda a eternidade (Ef.1.4) uma multidão de "todos os povos, tribos, línguas e nações" (Ap.7.9) para serem salvos de seus pecados e herdarem a vida eterna. Porém, Ele não escolheu a todos (Rm.9.13). Essa escolha não se baseou em nada de bom ou que agradasse a Deus presente nos próprios pecadores , ou alguma fé que Ele tivesse previsto pela Sua presciência (Rm.9.11); pelo contrário, foi totalmente pela Sua maravilhosa graça que Ele os escolheu soberanamente, para o louvor da Sua glória (Rm.9.14-18; Ef.1.5,6,11,12). Aqueles que não foram escolhidos estão destinados à condenação eterna no inferno, sem que Deus seja culpado pelo seu destino ou pelos seus pecados. Deus salva uns para demonstrar a Sua graça, e condena outros para demonstrar Sua justiça (Rm.9.19-24). Outra coisa interessante a se observar é que Deus não era obrigado a salvar ninguém de seus pecados, nem deixaria de ser um Deus amoroso se não o fizesse. Logo, o fato de Deus salvar uma multidão da humanidade por pura graça já é uma demonstração infinita de amor e misericórdia, acima de toda comparação.





  

Expiação limitada significa que o valor da morte de Cristo é absolutamente infinito e poderoso para perdoar todos os pecados daqueles que Deus escolheu, e apenas desses (Is.53.11-12). Dizer que Cristo morreu pelo mundo não significa que Ele morreu por todas as pessoas do mundo, mas por pessoas de todas as partes do mundo (Jo.3.16; I Jo.2.2). Logo, Cristo não morreu por todos os homens literalmente; apenas pelos escolhidos de Deus, que são Suas ovelhas e Sua Igreja (Jo.10.11,15; 17.9; Ef.5.5-27). Porém, essa expiação dá aos eleitos uma salvação eterna, pois, perdoados de todos os seus pecados pelo sacrifício de Cristo, e tendo sido imputada a eles a justiça de Cristo, eles já não podem ser condenados; eles tem, agora, a vida eterna (Jo.5.24).




Graça Irresistível nos fala sobre como Deus salva os Seus escolhidos. Deus usa a pregação do evangelho como meio de chamar os eleitos para Si mesmo (Rm.10.14-17). O evangelho deve ser pregado a todas as pessoas (Mc.16.15), pois não sabemos quem Deus escolheu, e a Palavra se tornará eficaz na vida daqueles que foram eleitos antes da fundação do mundo (At.13.48). O Espírito Santo irá agir na vida dos eleitos, operando a regeneração (ou novo nascimento Jo.3.3-8) pela Palavra (I Pe.1.23), tornando-os dispostos a responderem positivamente ao convite do evangelho (At.16.14). É nesse momento que os eleitos recebem a capacidade de "escolher a Deus" e receber a Cristo (Jo.6.65), arrependendo-se de seus pecados e tendo fé em Cristo para salvação. Tanto o arrependimento como a fé são dons de Deus, dados no momento da regeneração (At.5.31; 11.18; Ef.2.8; Fp.1.29; II Tm.2.25). Por isso, ninguém deve se achar melhor que os outros por ter se arrependido ou ter tido fé, porque essa capacidade é algo sobrenatural dado por Deus. Dizer que essa chamada aos eleitos é eficaz significa que é impossível a um eleito resistir ao convite do Espírito Santo, pelo evangelho, no seu coração (Is.43.13).




Perseverança dos santos significa que aqueles que foram eleitos por Deus, desde o dia em que foram salvos, não poderão mais perder essa salvação (Jo.6.39; Rm.8.30; Fp.1.6). Como Cristo morreu por todos os seus pecados - passados, presentes e futuros - nenhum pecado pode, agora, levá-los à condenação: "Nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo" (Rm.8.1). Uma vez salvo, salvo para sempre. Eles têm a vida eterna e, se é eterna, não pode acabar um dia (Jo.10.28-29). Nada, agora, pode separá-los do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor (Rm.8.35-39). Porém, isso não significa que os eleitos nunca mais pecarão, porque isso certamente irá acontecer (I Jo.1.8-10). Mas como eles foram regenerados, seu prazer agora não é mais o pecado, mas a santidade (I Jo.3:6-10). Uma pessoa que viva em pecado e alegue ter sido salva deve ter sua salvação seriamente questionada. Um cristão pode até cometer um pecado terrível, porém, esse pecado certamente requererá uma disciplina da parte de Deus, não com o objetivo de fazê-lo pagar pelo seu pecado, que ja foi pago na cruz por Cristo, mas com a finalidade de aperfeiçoá-lo, para que seja participante da santidade de Deus (Hb.12.5-13). Davi foi um exemplo dessa disciplina de Deus, no caso de Bate-Seba (II Sm.11 e 12).




5) "O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre", como diz o Breve Catecismo de Westminster.


Um reformado tenta viver uma vida que glorifique a Deus em todos os aspectos, e entende que Deus é adorado e glorificado em todas as áreas de sua vida: no trabalho, na família, na sociedade, no lazer, na igreja, etc. "Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus" (I Co.10.31), como diz o apóstolo Paulo. A busca da glória de Deus e a adoração cheia de amor que brota do coração de um cristão reformado é a aplicação prática e consequência da doutrina da soberania de Deus. Pode-se perceber isso no próprio Paulo que, depois de discorrer sobre o assunto da soberania de Deus dos capítulos 9 a 11 de Romanos, encerra o assunto com adoração: "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem deu primeiro a ele, para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém." (Rm.11.33-36).


Nossa sincera oração é que Deus utilize este artigo para abrir os olhos de muitos irmãos em Cristo às verdades esquecidas da Palavra de Deus, e que assim, despertos para o evangelho eterno, possam ter seus corações em chamas por essas mesmas verdades que custaram o sangue dos reformadores!

#EquipeVCD

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Cristãos Reformados Parte 1 - A Reforma Protestante



Um cristão reformado é alguém que crê na doutrina bíblica conforme expressa pela Teologia Reformada, elaborada no tempo da Reforma Protestante. Mas o que foi a Reforma?

A Reforma foi o maior avivamento da história da igreja, tendo como marco inicial o rompimento com a Igreja Católica e a publicação das 95 Teses contra a venda de indulgências, por Martinho Lutero, em 31 de outubro de 1517. Depois de Lutero surgiram muitos outros reformadores, entre eles João Calvino. Enquanto Lutero foi o responsável pela recuperação da doutrina da justificação pela fé, Calvino recuperou a doutrina da soberania de Deus. E foi sobre essas doutrinas que se construiu a chamada Teologia Reformada, que nada mais é do que uma sistematização da doutrina bíblica.


Principais reformadores




MARTIN LUTHER (MARTINHO LUTERO – 1483 a 154Lutero_Stampp6) 
Foi o principal reformador do movimento revolucionário denominado Reforma Religiosa Protestante. Foi a partir das suas 95 teses fixadas na Igreja de Wittenberg que o movimento protestante tomou força em toda Europa. Vale destacar que o nome protestante foi dado aos evangélicos de forma pejorativa, termo a que os evangélicos aderiram porque discordavam e protestavam veementemente contra as práticas da igreja Católica Romana da época, as quais eram consideradas abusivas e sem base bíblica. Tudo começou quando Lutero fez uma viagem a Roma em 1510 e ficou chocado com a corrupção do clero. Na época, o Papa era Leão X. Segundo nos conta a história, havia continuado com os costumes ratificados pelo Papa Sixto IV (1471-1484) que cobrava tributos para funcionamento de bordéis e um imposto especial sobre os sacerdotes católicos que tinham amantes. Em 1510, Lutero surpreende-se com toda sorte de irregularidade e ostentação papal, enquanto o que vê nas ruas de Roma é pobreza, fome e prostituição; e ainda se depara com outro problema: a venda de indulgências.
Lutero era um grande estudioso dos livros de Romanos (Novo Testamento) e dos escritos agostinianos e disse não encontrar razão para tal prática na Bíblia Sagrada. Em 31 de outubro de 1517, Lutero chegara a conclusão que “NÃO havia evidência Bíblica para acreditar que o Papa tinha o poder de retirar as almas do purgatório”.
Antes de Lutero, outros tentaram reformar a Igreja Católica Romana, entre eles, Wycliff e Jan Hus (que foram queimados por heresia segundo a igreja católica romana), sendo que encontramos vestígios de tentativa de reforma apartir do século XII.











MARTIN BUCER (1491 – 1551)Martin_Bucer_Stampp
Nascido na Alsácia, este humanista passa sua vida inteira tentando preservar a unidade na igreja. Era um conciliador.
Bucer conheceu Lutero em 1518 adotando suas idéias. Deixou a Ordem a qual pertencia como padre e se casou, tendo sido excomungado por esse fato. Estabeleceu-se em Estrasburgo onde deu cursos sobre estudo da Bíblia e introduziu a Reforma Protestante em 1529. Retorna a Genebra em 1538.  No conflito de idéias entre Lutero e Zwingli a respeito da ceia, se Cristo de fato se fazia presente no momento desta ou se o momento da ceia simbolizava a Sua presença, Bucer tenta em vão chegar a um acordo. No caso dos anabatistas que estavam sendo perseguidos, ele lhes dá abrigo em Estrasburgo. Também tenta reconciliar católicos e protestantes. Mas, suas tentativas falham.
Exilado por Carlos V em Estrasburgo, retorna a Cambridge em 1549. Estabelece um papel importante na Reforma da Igreja Anglicana, que a princípio continuava com os ritos católicos tendo Henrique VIII ficado no lugar do Papa, uma vez que declarou não ser adepto de todas as idéias reformistas de Lutero. Com a morte de Henrique VIII, seu filho de apenas 9 anos – Eduardo VI assume o trono, tendo a missa sendo abolida em 1549, surgindo uma nova liturgia feita em inglês: o livro de oração de Thomas Cranmer permanece até o século XX.
Em 1558, Elizabeth I, filha de Henrique VIII e Ana Bolena, colocada pelo partido protestante inglês., assume o trono. Ela estabelece a criação de uma Nova Igreja Anglicana. O resultado dessa reforma dentro da Igreja Anglicana é o texto chamado “39 artigos” reconhecido como a Declaração Oficial dos Anglicanos. Esses artigos são inspirados pelo protestantismo de Lutero, Calvino e Bucer. Porém, as tradições continuam tendo lugar na liturgia da Igreja, tornando-se um meio termo entre o catolicismo e a Igreja protestante. Bucer que trabalhou ativamente na conciliação da fé cristã, morreu em 1551.








                                    JOHN KNOX
Knox_stampp
Considerado o maior reformador da Escócia. A data de seu nascimento é incerta, provavelmente, 1513. Foi ordenado sacerdote católico em 1540. Abandonou o catolicismo romano e professou a fé protestante publicamente em 1545, provavelmente, influenciado pelas idéias de George Wishart (pregador reformado). John Knox foi o primeiro ministro protestante de ST. Andrews. Em 1547, o castelo de St. Andrews, que havia se tornado local de refúgio para outros protestantes perseguidos, foi tomado pelos franceses, tendo Knox passado por dificuldades e misérias juntamente com os outros companheiros protestantes (evangélicos). Permaneceu preso por 19 meses e foi solto por intervenção do governo Inglês. Em 1552 vai para Londres, mais tarde em 1554 a 1559 permanece em Genebra e estuda com Calvino. Retorna a Escócia em 1557 e funda a Igreja Presbiteriana da Escócia. É autor do livro “A história da reforma na Escócia.” Até os fim de seus dias continuou a propagar a mensagem do Evangelho.







ULRICH ZWINGLI  ou Zwinglio (1484 – 1531)
Zwiling_Stampp
Nasceu em Saint Gallen, suíça. Ligou-se ao humanismo e estudou o Novo Testamento em grego na edição de Erasmo e o Antigo Testamento em hebraico. Em 1519 se tornou padre em Zurich e começou a reformar a igreja de sua cidade. As autoridades locais progressivamente foram seguindo as novas idéias, adotando o ponto de vista da reforma protestante, ficando contra o posicionamento do Bispo de Constança. Propaga-se então, a sua pregação na Basiléia e Berna (cidades suíças de língua francesa).
 Zwinglio tornou-se pastor e teólogo. Defendia que a reforma era composta pela luta contra as injustiças sociais. Em 1531 se tornou capelão das tropas de Zurique e morre na batalha de Kappel.






GUILLAUME FAREL (1489 – 1565)
Guillaume_Farel_Stampp
Nasceu em Gap, sudoeste da França em uma família nobre. Guillaume Farel rompeu com o catolicismo em 1521, tendo sido influenciado pelas idéias de Zwinglio, trazendo a reforma para Basiléia, Estrasburgo, Berna e Neuchâtel, tendo esta última cidade, adotado a reforma em 1530. Farel estabeleceu-se em Nechâtel como primeiro pastor e continuou a viajar e a pregar o evangelho até a sua morte.











JEAN CALVIN (JOÃO CALVINO – 1509 a 1564)
Calvino_stampp
Por volta de 1533 rompe coma igreja católica e renuncia aos benefícios eclesiásticos. Em 1534 muda-se constantemente para diversas cidades da França, e devido às perseguições religiosas segue para Genebra. Genebra (Suiça) era uma cidade que havia adotado a reforma Protestante de Guillaume Farel. Calvino e Farel começam a trabalhar em Genebra a favor da propagação do Evangelho, porém, ao discordarem das intervenções governamentais na nova Igreja, são expulsos de Genebra em 1538. Calvino vai para Estrasburgo a pedido do também reformador Martin Bucer e fica lá por 3 anos como pastor e professor.
Em 1540 João Calvino é convidado para retornar a Genebra pelas autoridades locais, inclusive para organizá-la enquanto cidade, com a criação de várias legislações a fim de serem sanados os inúmeros problemas de ordem social pelos quais a cidade estava passando. Permaneceu naquela cidade por 23 anos, até o fim de sua vida. O seu trabalho em Genebra foi extenso e de grande importância, reconhecido ainda nos tempos atuais. Além de seu trabalho como pastor, pregador, professor, fundador da Academia de Educação teológica em 1559, também foi legislador da Cidade. Diferentemente dos demais reformadores, apoiou o capitalismo e o progresso, apesar de ser conservador em cada aspecto da vida, defendendo sempre a ética e o comportamento segundo os ditames do Evangelho de Cristo. Calvino é um dos principais escritores do século XVI, tendo escrito sua principal literatura cristã denominada “Instituição da Religião Cristã em 1536”. Apesar de tantos feitos nas áreas, religiosa, política, econômica e social, ficou mais conhecido por defender a teoria da Predestinação. Diferentemente de Martinho Lutero, Calvino em 1540, 25 anos depois de Lutero ter escrito sobre o livro de Romanos (Novo Testamento), escreveu comentário sobre a epístola de Romanos, mostrando que não há posição irreconciliável entre a lei e o Evangelho. Em 1559 recebe o título de cidadão de Genebra. 





THEODORE DE BÈZE (1519–1605)

portrait_theodore_beze_1519_1_hi
Nasceu em 1519 em Vézelay (Burgundy). Estudou direito e literatura em Paris. Se converteu ao protestantismo em 1548 sendo forçado a exilar-se em Genebra. Se tornou reitor da recente Academia formada por Calvino em 1559. Encabeçou a delegação protestante em Poissy (conferência de 1571). Foi um escritor e teólogo que sucedeu Calvino em Genebra (1556). Era um humanista e discípulo de Calvino. Além do ministério da pregação, se encontrava sempre em seu escritório envolto por obras literárias. Em 1560 a Religião Protestante ou Evangélica é ratificada publicamente em Genebra.








GEORGE WISHART
Geo_Wishart_Stampp
Nasceu por volta de 1513. Estudou na Universidade de Alberdeen e lecionou gramática em Montrose. Em 1538 foi acusado de heresia pelo Bispo Brechen e fugiu para Suiça e Alemanha. Retornou ao Corpus Christi College em Cambridge em 1543 a fim de propagar o Evangelho de Cristo. Em 1544 foi para a Escócia. Em 1546 foi queimado em uma estaca em Edimburgo.







Fontes: