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    Quando falamos de GRAÇA SALVADORA ou GRAÇA IRRESISTÍVEL , e GRAÇA ESPECIAL estávamos falando do vontade Divina sendo feita.

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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Amor Divino: Deus Ama Todas as Pessoas?



O amor de Deus sempre exerceu um papel de grande importância na teologia reformada, mas é necessário ter uma compreensão correta  desse atributo divino. 

A declaração “Deus é amor” muitas vezes é explicada em termos teológicos relativamente complexos como uma combinação de dois conceitos fundamentais. Em primeiro lugar, a vida eterna do Deus trino é uma nova vida de afeição e glórias mútuas (Mt 3:17; 17:5; Jo 3:35; 14:31; 16:13,14; 17:1-5,22-26). Em segundo lugar, Deus criou anjos e pessoas para glorificar o seu Criador e compartilhar da comunicação recíproca e jubilosa dessa vida divina de acordo com a sua existência criada. No entanto, ao afirmar que “Deus é amor” (1Jo 4:8), João estava pensando, primeiramente, no amor de Deus pelos seres humanos e, de modo mais específico, no fato de que, por meio de Cristo, Deus salvou aqueles que antes eram pecadores, mas que agora creem. “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” (1Jo 4:9,10).

Como é sempre o caso no Novo Testamento, “nós” como objetos e beneficiários do amor redentor significa “nós que cremos”( cf. Rm 8:39; 1Jo 4:13). Nem aqui nem em outras passagens, “nós” se refere a todos os indivíduos da raça humana. O ensino do Novo Testamento sobre a redenção é totalmente particularista e quando é dito que o “mundo” é amado e redimido (Jo 3:16,17; 2Co 5:19; 1Jo 2:2), normalmente se trata de uma referência ao grande número de eleitos espalhados por todas as partes do mundo na comunidade humana de ímpios (cf Jo 10:16; 11:51,52). Isso não significa que Deus não expressa um tipo de amor misericordioso e paciente para com toda a humanidade (Mt 5:44,45), mas esse amor não é motivação suficiente para Deus prover seu Filho com o mediador sacrifício expiatório em favor de todas as pessoas. 

Em momento algum a Bíblia diz que o amor redentor de Deus se aplica a absolutamente todos os membros presentes, passados e futuros da raça humana (cf. Rm 1:7).

Esse amor soberano e redentor é uma faceta da qualidade que as Escrituras descrevem como a bondade de Deus (Sl 100:5; Mc 10:18), ou seja, a sua gloriosa benevolência e generosidade que se estende as suas criaturas (Sl 145:9,15,16) e que deve conduzir todos os pecadores ao arrependimento (Rm 2:4). Outros aspectos dessa bondade são a misericórdia, compaixão ou piedade, que demonstra benevolência para com as pessoas aflitas ao resgatá-las das dificuldades (Sl 107; 136); e a longanimidade, paciência e demora em irar-se que continua a mostrar benevolência para com pessoas que persistem no pecado (Êx 34:6; Sl 78:38; Jo 3:10; 4:11; Rm 9:22; 2Pe 3:9). No entanto, a expressão suprema do amor de Deus ainda é a graça maravilhosa e amor inexprimível que demonstra a sua benevolência ao salvar pecadores que merecem somente a condenação, salvando-os, além do mais, mediante o preço altíssimo da morte de Cristo no Calvário (Rm 3:22-24; 5:5-8; 8:32-39; Ef 2:1-10; 3:14-19; 5:25-27).

A fidelidade de Deus aos seus propósitos e promessas é outro aspecto do seu amor que se expressa como bondade e louvor. Os seres humanos mentem e quebram suas promessas; Deus não! Mesmo nos momentos de maior aflição, ainda é possível dizer “suas misericórdias não tem fim... Grande é a tua fidelidade” (Lm 3:22,23; veja Sl 36:5; 89: 1,2,14,24,33,49). Por vezes, talvez Deus expresse fidelidade de maneiras inesperadas e desconcertantes, que em curto prazo, parecem ao observador menos atento mais como demonstração de infidelidade, mas o testemunho final daqueles que percorrem com Deus os altos e baixos da vida é uma declaração retumbante de que “nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que flou de vós o Senhor, vosso Deus; todas vos sobrevieram, nem uma delas falhou” (Js 23:14). A fidelidade de Deus, juntamente com outros aspectos da sua bondade conforme esta é apresentada na sua Palavra, é sempre rocha firme sobre a qual podemos depositar nossa fé e esperança.

Fonte: Bíblia de Estudo de Genebra

Texto de #Caspian


terça-feira, 8 de março de 2016

ESTUDO BÍBLICO - EVANGELHO DE JOÃO - CAPÍTULO 15







A videira e os Ramos


Eu Sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, Ele retira; e todo que dá fruto, Ele limpa, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais limpos, pela Palavra que Eu vos tenho transmitido. Permanecei em mim, e Eu permanecerei em vós. Nenhum ramo pode produzir fruto por si mesmo, se não estiver ligado à videira. Vós igualmente não podeis dar fruto por vós mesmos, se não permanecerdes unidos a mim. Eu Sou a videira, vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e Eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim não podeis realizar obra alguma. Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Então, esses ramos são juntados, lançados ao fogo e queimados. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que desejardes, e vos será concedido. O que glorifica meu Pai é que deis fruto em abundância; e assim sereis verdadeiramente meus discípulos. 

Jesus é a base, Jesus é a fonte, é a videira, o caule principal. Nós somos os ramos, os ribeiros, as ramificações do Evangelho, se permanecemos nEle. Os frutos de amor e misericórdia só são produzidos nos que permanecem ligados ao Cristo. 



O Amor do Pai e do Filho pelos discípulos


Assim como o Pai me amou, Eu da mesma forma vos amei. Permanecei no meu amor. Se obedecerdes aos meus mandamentos, permanecereis no meu amor, exatamente como Eu tenho obedecido às ordens do meu Pai e permaneço em seu amor. Tenho-vos dito essas palavras para que a minha alegria permaneça em vós e a vossa felicidade seja completa.

A alegria do cristão só é completa em Jesus. Nada que existe no mundo terreno pode satisfazer um coração verdadeiramente entregue ao Senhor e disposto a servir em Seu Reino. O vínculo do Amor será sempre mais forte.



Os servos se transformam em amigos


E o meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei. Não existe maior amor do que este: de alguém dar a própria vida por causa dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se praticais o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor; mas Eu vos tenho chamado amigos, pois tudo o que ouvi de meu Pai Eu compartilhei convosco. Não fostes vós que me escolhestes; ao contrário, Eu vos escolhi a vós e vos designei para irdes e dardes fruto, e fruto que permaneça. Sendo assim, seja o que for que pedirdes ao Pai em meu Nome, Ele o concederá a vós. Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros. 

Jesus claramente diz que não somos nós quem escolhemos servir a Ele, mas Ele mesmo já havia nos escolhido desde o princípio para sermos seus. Alguns teólogos refutam veementemente essa doutrina da eleição. Porém, como podemos ver, ela tem forte base bíblica se comparada a Romanos 9.

O mundo odeia os discípulos

Se o mundo vos odeia, sabei que, antes de vós, odiou a mim. Se fôsseis do mundo, ele vos amaria como se pertencêsseis a ele. Entretanto, não sois propriedade do mundo; mas Eu vos escolhi e vos libertei do mundo; por essa razão, o mundo vos odeia. 

Aqui existe outra evidência de separação entre os discípulos e o restante do mundo - aqueles que não recebem e não aceitam a Palavra de Deus, tampouco reconhecem a Jesus como sendo o Filho Unigênito do Pai. Como escolhidos de Deus, sabemos que o cristão passará por perseguições assim como o Mestre passou. Quem prega um evangelho de facilidades, bênçãos e vida plena é mentiroso e não tem parte com Deus. O cristão precisa sofrer para amadurecer o caráter de Cristo dentro de si mesmo. Leia mais sobre o sofrimento do cristão aqui. (Confira as referências em Mateus 5:11 - 10:5-22; 1 Pedro 2:20 - 4:15,16; Atos 4:18-22)



A promessa do Espírito Santo


Quando, porém, vier o Advogado que Eu enviarei para vós da parte do Pai, o Espírito da verdade que provém do Pai, Ele testemunhará a meu respeito. E vós, também, dareis testemunho, pois estais comigo desde o princípio.

O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade. É o Espírito de Jesus, derramado apenas sobre os que O servem (Romanos 8:9). Ele é Deus e possui os mesmos atributos do Pai (Salmos 139:7-81 Corintios 2:101 Corintios 12:7-11). Ele nos foi enviado para nos consolar e ensinar a viver como Cristo viveu. Ele nos capacita a falar de Jesus aos homens (Atos 2:14) e nos guarda do maligno até o final dos tempos (Efésios 4:30).








Até o próximo estudo!





terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Ventos doutrinários e a Centralidade de Cristo




Geração vai, geração vem, e as discussões doutrinarias ainda emergem, sou arminiano, sou calvinista, sou pelagiano, sou de Paulo, sou de Apolo, em tempos atuais, "admiro" o Augustus Nicodemus, "admiro" o Ciro Zibordi, nada muda neste aspectos, o homem sempre levanta seus ídolos, pessoas que em alguns casos nem requerem essa veneração ou 'admiração' e por falarem algo que vá o encontro do que alguns acham, ou entendem ser o posicionamento correto, se deleitam com suas declarações que inicialmente defendem uma tese, mas na maioria dos casos causam devastações e distorções bíblicas.

Não quero dizer que Nicodemus é herege ou o Ciro, apenas sua veneração por seus posicionamentos frente a suas vertentes teológicas, como por exemplo o calvinismo e o arminianismo.

Não me considero nem um nem outro, por conta disso tomei partido de fazer essa breve reflexão e compartilhar com vocês, por favor não a usem como armas para oprimir seus irmãos ou até mesmo

para demostrar minha pequenez ou insignificância, pois eu já tenho ciência disso. Contudo, se essa mensagem conseguir, com a ajuda do Espírito Santo, penetrar na sua mente, já ficarei feliz

do feito.

A discussão de dois blocos arminiano e calvinista, tem gerado muitas discussões entre os evangélicos no Brasil, e no mundo. Cada um com sua "ponta" de verdade, um mais evidentes como os

calvinistas (diversas bases bíblicas relevantes), e outros mais discretos como os arminianos (pensamentos e interpretações bíblicas). Só com este parágrafo já daria para "descartar" os

arminianos de uma vez, mas a soberba dos calvinistas principalmente os "calvinistas da internet" que mal conhecem a história e o conteúdo do movimento chegam a beira do caos teológico neste meio já tão cheio de tensão.

É muito comum ver um calvinista "esfregando" a carta de Romanos na cara de um arminiano, mas se perguntarmos a maioria desses falsos calvinistas, é bem verdade que não sabem descrever os 5 pontos do arminianismo, quais sejam:


1.VONTADE LIVRE : O primeiro ponto do arminianismo sustenta que o homem é dotado de vontade livre.
1.1. Os reformadores reconhecem que o homem foi dotado de vontade livre, mas concordam com a tese de Lutero — defendida em sua obra “A Escravidão da Vontade” —, de que o homem não está livre da escravidão a Satanás.
1.2. Arminius acreditava que a queda do homem não foi total, e sustentou que, no homem, restou bem suficientemente capaz de habilitá-lo a querer aceitar Cristo como Salvador.
2.ELEIÇÃO CONDICIONAL
2.1. Arminius ensinava também que a eleição estava baseada no pré-conhecimento de Deus em relação àquele que deve crer.
2.2. Em outras palavras, o ato de fé, por parte do homem, é a condição para ele ser eleito para a vida eterna, uma vez que Deus previu que ele exerceria livremente sua vontade, num ato de volição positiva para com Cristo.
3.EXPIAÇÃO UNIVERSAL
3.1. Conquanto a convicção posterior de Arminius fosse a de que Deus ama a todos, de que Cristo morreu por todos e de que o Pai não quer que ninguém se perca, ele e seus seguidores sustentam que a redenção (usada casualmente como sinônimo de expiação) é geral. Em outras palavras:
3.2. A morte de Cristo oferece a Deus base para salvar a todos os homens.
3.3. Contudo, cada homem deve exercer sua livre vontade para aceitar a Cristo.
4.A GRAÇA PODE SER IMPEDIDA
4.1. O arminiano, em seguida, crê que uma vez que Deus quer que todos os homens sejam salvos, ele envia seu Santo Espírito para atrair todos os homens a Cristo.
4.2. Contudo, desde que o homem goza de vontade livre absoluta, ele pode resistir à vontade de Deus em relação a sua própria vida. (A ordem arminiana sustenta que, primeiro, o homem exerce sua própria vontade e só depois nasce de novo.)
4.3. Ainda que o arminiano creia que Deus é onipotente, insiste em que a vontade de Deus, em salvar a todos os homens, pode ser frustrada pela finita vontade do homem como indivíduo.
5.O HOMEM PODE CAIR DA GRAÇA
5.1. O quinto ponto do arminianismo é a conseqüência lógica das precedentes posições de seu sistema.
5.2. O homem não pode continuar na salvação, a menos que continue a querer ser salvo.

O CONTRASTE
Quando contrastamos estes Cinco Pontos do Arminianismo com o acróstico TULIP, que forma os Cinco Pontos do Calvinismo, torna-se claro que os cinco pontos deste são diametralmente opostos aos daquele. Para que possamos ver claramente as “linhas de batalha” traçadas pelas afiadas mentes de ambos os lados, comecemos por fazer um breve contraste entre as duas posições à base de ponto por ponto.
PONTO 1
1.1.O arminianismo diz que a vontade do homem é ‘livre’ para escolher, ou a Palavra de Deus, ou a palavra de Satanás. A salvação, portanto, depende da obra de sua fé.
1.2.O calvinismo responde que o homem não regenerado é absolutamente escravo de Satanás, e, por isso, é totalmente incapaz de exercer sua própria vontade livremente (para salvar-se), dependendo, portanto, da obra de Deus, que deve vivificar o homem, antes que este possa crer em Cristo.
PONTO 2
2.1.Arminius sustentava que a ‘eleição’ é condicional, enquanto os reformadores sustentavam que ela é incondicional. Os arminianos acreditam que Deus elegeu àqueles a quem ‘pré-conheceu’, sabendo que aceitariam a salvação, de modo que o pré-conhecimento [de Deus] estava baseado na condição estabelecida pelo homem.
2.2 Os calvinistas sustentam que o pré-conhecimento de Deus está baseado no propósito ou no plano de Deus, de modo que a eleição não está baseada em alguma condição imaginária inventada pelo homem, mas resulta da livre vontade do Criador à parte de qualquer obra de fé do homem espiritualmente morto.
2.3 Dever-se-á notar ainda que a segunda posição de cada um destes partidos (arminianos e calvinistas) é expressão natural de suas respectivas doutrinas a respeito do homem. Se o homem tem “vontade livre”, e não é escravo nem de Satanás nem do pecado, então ele é capaz de criar a condição pela qual Deus pode elegê-lo e salvá-lo. Contudo, se o homem não tem vontade livre, mas, em sua atual situação, é escravo de Satanás e do pecado, então sua única esperança é que Deus o tenha escolhido por sua livre vontade e o tenha elegido para a
salvação.
PONTO 3
Os arminianos insistem em que a expiação (e, por esta palavra, eles significam ‘redenção’) é universal. Os calvinistas, por sua vez, insistem em que a Redenção é parcial, isto é, a Expiação Limitada é feita por Cristo na cruz.
3.1. Segundo o arminianismo, Cristo morreu para salvar não um em particular, porém somente àqueles que exercem sua vontade livre e aceitam o oferecimento de vida eterna. Daí, a morte de Cristo foi um fracasso parcial, uma vez que os que têm volição negativa, isto é, os que não a querem aceitar, irão para o inferno.
3.2. Para o calvinismo, Cristo morreu para salvar pessoas determinadas, que lhe foram dadas pelo Pai desde toda a eternidade. Sua morte, portanto, foi cem por cento bem sucedida, porque todos aqueles pelos quais ele não morreu receberão a “justiça” de Deus, quando forem lançados no inferno.
PONTO 4
4.1.Os arminianos afirmam que, ainda que o Espírito Santo procure levar todos os homens a Cristo (uma vez que Deus ama a toda a humanidade e deseja salvar a todos os homens), ainda assim, como a vontade de Deus está amarrada à vontade do homem, o Espírito [de Deus] pode ser resistido pelo homem, se o homem assim o quiser. Desde que só o homem pode determinar se quer ou não ser salvo, é evidente que Deus, pelo menos, ‘permite’ ao homem obstruir sua santa vontade. Assim, Deus se mostra impotente em face da vontade do homem, de modo que a criatura pode ser como Deus, exatamente como Satanás prometeu a Eva, no jardim [do Éden].
4.2. Os calvinistas respondem que a graça de Deus não pode ser obstruída, visto que sua graça é irresistível. Os calvinistas não querem significar com isso que Deus esmaga a vontade obstinada do homem como um gigantesco rolo compressor! A graça irresistível não está baseada na onipotência de Deus, ainda que poderia ser assim, se Deus o quisesse, mas está baseada mais no dom da vida, conhecido como regeneração. Desde que todos os espíritos mortos (alienados de Deus) são levados a Satanás, o deus dos mortos, e todos os espíritos vivos (regenerados) são guiados irresistivelmente para Deus (o Deus dos vivos), nosso Senhor, simplesmente, dá a seus escolhidos o Espírito de Vida.
No momento em que Deus age nos eleitos, a polaridade espiritual deles é mudada: Antes estavam mortos em delitos e pecados, e orientados para Satanás; agora são vivificados em Cristo, e orientados para Deus.
É neste ponto que aparece outra grande diferença entre a teologia arminiana e a teologia calvinista. Para os calvinistas, a ordem é: primeiro o dom da vida, por parte de Deus; e, depois, a fé salvadora, por parte do homem.
PONTO 5
511. Os arminianos concluem, muito logicamente, que o homem, sendo salvo por um ato de sua própria vontade livremente exercida, aceitando a Cristo por sua própria decisão, pode também perder-se depois de ter sido salvo, se resolver mudar de atitude para com Cristo, rejeitando-o! (Alguns arminianos acrescentariam que o homem pode perder, subseqüentemente, sua salvação, cometendo algum pecado, uma vez que a teologia arminiana é uma “teologia de obras” — pelo menos no sentido e na extensão em que o homem precisa exercer sua própria vontade para ser salvo.) Esta possibilidade de perder-se, depois de ter sido salvo, é chamada de “queda (ou perda) da graça”, pelos seguidores de Arminius. Ainda, se depois de ter sido salva, a pessoa pode perder-se, ela pode tornar-se livremente a Cristo outra vez e, arrependendo-se de seus pecados, “pode ser salva de novo”. Tudo depende de sua contínua volição positiva até à morte!
5.2. Os calvinistas sustentam muito simplesmente que a salvação, desde que é obra realizada inteiramente pelo Senhor — e que o homem nada tem a fazer antes, absolutamente, “para ser salvo” —, é óbvio que o “permanecer salvo” é, também, obra de Deus, à parte de qualquer bem ou mal que o eleito possa praticar. Os eleitos ‘perseverarão’ pela simples razão de que Deus prometeu completar, em nós, a obra que ele começou. Por isso, os cinco pontos de TULIP incluem a Perseverança dos Santos. (Fonte Fonte: TULIP – Os Cinco Pontos do Calvinismo à Luz das Escrituras)

A verdade é que encontramos pontos comuns entre as duas vertentes e pontos divergentes também, contudo nosso parâmetro final e conclusivo é a Escritura, e ela tem sido esquecida nessas discussões entre "intelectuais da internet" onde o grupo dos arminianos tem sido constantemente subjugados, contudo, onde está o amor? desprezar seu irmão é sinal de um Cristão? seria isso o ápice de um calvinista? provar que está com a razão?

Para finalizar quero deixar 4 "teses", do Pastor Renato Vargens, tanto para calvinistas ou para arminianos:

1-) Você pode ser calvinista (arminiano), mas, isso não te dá o direito de zombar e ridicularizar  Arminianos.

2-) Você pode não concordar com algumas práticas pentecostais, mas isso não te dá o direito de afrontar desrespeitosamente homens de Deus que acreditam e defendem o pentecostalismo.

3-) Você pode discordar do pensamento, da teologia, e da fé dos seus irmãos, sem contudo, permitir com que a sua discordância redunde em ataques "ad-hominem".

4) Lembre-se que as Escrituras ensinam que "A soberba precede a ruína, e a altivez de espírito precede a queda" Pv.16:18





segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

OS EXCLUÍDOS DO MOVIMENTO "RETETÉ"


Uma questão tão polêmica quanto o debate entre arminianos e calvinistas.
Dia após dia, recebemos em nosso e-mail depoimentos de pessoas muito feridas por denominações pentecostais que fazem acepção de pessoas que "supostamente" não são batizadas no Espírito Santo e não falam em "línguas estranhas".
Acepção de pessoas. Essa é a palavra mais coerente com a atitude não-cristã dessas pessoas sem visão e sem discernimento. Sim, porque identificar o agir do Espírito Santo na vida de uma pessoa através de manifestações corporais exageradas, emocionalismo, urros, gritos e palavras sem nexo é um caso grave de falta de conhecimento bíblico.



"Eis que o meu povo está sendo arruinado porque lhe falta conhecimento da Palavra. Porquanto fostes negligentes no ensino, Eu também vos rejeitarei, a fim de que não mais sejais sacerdotes diante de mim; visto que vos esquecestes da Torá, Lei, do teu Elohim, Deus, eis que Eu também ignorarei vossos filhos".
Oséias 4:6




As escrituras chegaram até nós e até hoje permanecem entre nós com um propósito único: CONHECER A DEUS, JESUS CRISTO SEU FILHO E O ESPÍRITO SANTO QUE POR ELE FOI DERRAMADO!

A Bíblia contém toda a revelação que precisamos saber! O mal das pessoas é não se satisfazer com o que o próprio Deus nos ofereceu diante da ínfima capacidade humana de compreender sequer o básico sobre as coisas espirituais; estão sempre correndo atrás de "profetadas", "revelamentos", "fogo", "unção", "movimento".



Mas que tanto fogo é esse de que esse pessoal fala?

É certo que um dos símbolos do Espírito Santo na Bíblia é o fogo. As manifestações de DEUS no AT algumas vezes faziam-se acompanhar pelo fogo (Êx 3.2; 13.21,22; 19.18; Dt 4.11), que tanto representa sua presença como sua glória (Ez 1.4,13), sua proteção (2 Rs 6.17), sua santidade (Dt 4.24), seus juízos (Zc 13.9), sua ira (Is 66.15,16). No Antigo Testamento, a ordem divina era conservar o fogo aceso no tabernáculo, para identificar a presença de DEUS no meio do seu povo: "O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará" (Lv 6.13)


No Novo Testamento, o fogo foi utilizado como símbolo para o ESPÍRITO SANTO (Mt 3.11; At 2.3; Ap 4.5). A ordem divina através do Apóstolo Paulo é a mesma: "Não extingais o ESPÍRITO" (1 Ts 5.19). Numa outra tradução: "Não apagueis o ESPÍRITO"




Acontece que algumas pessoas perderam a noção de ORDEM E DECÊNCIA mencionadas pelo próprio Paulo aos Coríntios, com severas orientações sobre o culto racional.



A liberdade do Espírito é proporcional à ordem e decência deste mesmo Espírito, pois "Deus não é Deus de desordem" (1Co 14.33). Portanto, toda desordem no culto não é de procedência divina. Sabedores disto, cabe aos pastores não permitir que o culto seja descontrolado e repleto de manifestações emocionais. 

Infelizmente o que vemos é totalmente o oposto. Cada vez mais as denominações pentecostais e neopentecostais incentivam seus membros a "buscarem o Espírito Santo" de uma forma, no mínimo, questionável.














Desmaios, gritos, pulos, unção de "animais", descontrole emocional, "unção do riso"...tudo isso atribuído a um Deus que não é Deus de confusão.

Separamos aqui alguns estudos para que os irmãos possam formar sua própria opinião a respeito do movimento reteté:





Seja o que tiver acontecendo em sua vida cristã, tenha certeza de uma coisa: A Bíblia sempre terá a palavra final a respeito do assunto. Busque NELA a vontade de Deus para a sua vida.

Reflexão:


"Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça que o que vos escrevo são mandamentos do Senhor. No entanto, se alguém não reconhece essa verdade, deixe que tal pessoa siga em sua ignorância. Concluindo, caros irmãos, aperfeiçoai com zelo o dom de profetizar e não proibais o falar em línguas. Porém, que tudo seja realizado com decência e ordem! " 
1 Coríntios 14:37-39


Na Unidade da Cruz e no Amor de Cristo,



CALVINISMO É BÍBLICO?

Os cinco pontos do Calvinismo surgiram a partir de uma contra-argumentação ao protesto que os seguidores de Jacob Arminius apresentaram ao “Estado da Holanda” em Julho de 1610, conhecido como "Remonstrance". 
Calvino foi um jovem teólogo francês que teve uma participação fundamental na Reforma Protestante, após ser afastado da Igreja Católica.





Vejamos o que defende os cinco pontos do Calvinismo:


Depravação total - Também chamada de "depravação radical", "corrupção total" e "incapacidade total". Indica que toda criatura humana, em sua condição atual, ou seja, após a queda, é caracterizada pelo pecado, que a corrompe e contamina, incluindo a mente. Por isso, afirma-se que ninguém é capaz de realizar o que é verdadeiramente bom aos olhos de Deus. Em contrapartida, o ser humano é escravo do pecado, por natureza hostil e rebelde para com Deus, espiritualmente cego para a verdade, incapaz de salvar a si mesmo ou até mesmo de se preparar para a salvação. Só a intervenção direta de Deus pode mudar esta situação.



"Contudo, o SENHOR observou que a perversidade do ser humano havia crescido muito na terra e que toda a motivação das ideias que provinham das suas entranhas era sempre e somente inclinada à prática do mal". (Gênesis 6:5)

"Ora, não há nada mais enganoso e irremediável do que o coração humano, e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?" (Jeremias 17:9)

"Como está escrito: “Não há nenhum justo, nem ao menos um; não há uma só pessoa que entenda, ninguém que de fato busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que pratique o bem, não existe uma só pessoa".  (Romanos 3:10-12)


Eleição incondicional - Eleição significa "escolha". É a escolha feita por Deus desde toda a eternidade, daqueles a quem ele concedeu a graça da salvação (diferente da graça comum, dada a todos os homens por misericórdia). Esta escolha não se baseia no simples mérito, ou na fé das pessoas que ele escolhe, mas se baseia em sua decisão soberana e incondicional, irrevogável e insondável. Isso não significa que a mesma salvação final é incondicional, mas que a condição em que assenta (fé) é concedida também pela graça de Deus, como seu presente para aqueles a quem Ele escolheu incondicionalmente.


"Porquanto, aqueles que antecipadamente conheceu, também os predestinou para serem semelhantes à imagem do seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes igualmente justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou". (Romanos 8:29-30)


"Como está escrito: 'Amei a Jacó, mas rejeitei a Esaú'" (Romanos 9:13)

Obs: Romanos 9 é o capítulo chave que os calvinistas utilizam para refutar o Arminianismo.

"Porquanto, Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. E, em seu amor, nos predestinou para sermos adotados como filhos, por intermédio de Jesus Cristo, segundo a benevolência da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos outorgou gratuitamente no Amado. Nele, fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que cria absolutamente tudo de acordo com o propósito da sua própria vontade, com o objetivo de que nós, os que primeiro esperamos em Cristo, sejamos para o louvor da sua glória" (Efésios 1:4-6;11-12)



Expiação Limitada - Também chamada de "redenção particular" ou "redenção definida", significa a doutrina segundo a qual a obra redentora de Cristo foi apenas visando a salvação daqueles que têm sido alvo da graça da salvação. A eficácia salvífica do Cristo redentor, então, não é "universal" ou "potencialmente eficaz" para quem iria recebê-lo, mas especificamente designada para consolidar a salvação daqueles a quem o Deus Pai escolheu desde antes da fundação do mundo. Os calvinistas não acreditam que a expiação é limitada em seu valor ou poder (se Deus o Pai quisesse, teria salvo todos os seres humanos sem exceção), mas sim que a expiação é limitada na medida em que foi destinada para alguns e não para todos. Esse é o ponto maior de divergência com os arminianos, pois vai totalmente contra a questão de que "Jesus morreu por todos".


"Ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1:21)


"Eu Sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.Eu Sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e sou conhecido por elas; assim como o Pai me conhece e Eu conheço o Pai; e entrego minha vida pelas ovelhas. Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas, como já vos afirmei. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; Eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e elas nunca perecerão; tampouco ninguém as poderá arrancar da minha mão." (João 10:14-15;27-28).


"Eu rogo por eles. Não estou orando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus." (João 17:9)


"Concluindo, tende cuidado de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos estabeleceu como epíscopos para pastoreardes a Igreja de Deus, que Ele comprou com o sangue do seu Filho Unigênito." (Atos 20:28)


"Maridos, cada um de vós amai a vossa esposa, assim como Cristo amou a sua Igreja e sacrificou-se por ela" (Efésios 5:25)



Graça Irresistível (ou vocação eficaz) - Também conhecida como: "graça eficaz", esta doutrina ensina que a influência salvífica do Espírito Santo de Deus é irresistível, superando toda e qualquer resistência. Quando então, Deus soberanamente visa salvar alguém, o indivíduo não tem como resistir à essa graça da vida eterna com o próprio Deus.

"Todo aquele que o Pai me der, esse virá a mim; e o que vem a mim, de maneira alguma o excluirei. Ninguém pode vir a mim a menos que o Pai, o qual me enviou, o atrair; e Eu o ressuscitarei no último dia." (João 6:37,44)

"Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco, as quais devo da mesma maneira trazer; elas ouvirão minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor" (João 10:16)



Perseverança dos santos - Também conhecida como "preservação dos santos" ou "segurança eterna", este quinto ponto sugere que aqueles a quem Deus chamou para a salvação, e depois, à comunhão eterna com ele não podem cair em desgraça e perder sua salvação. Mesmo que, em suas vidas, o pecado os leve a renunciar à sua profissão de fé, eles (se eles são autênticos eleitos), mais cedo ou mais tarde, retornarão à comunhão com Deus. Essa doutrina é baseada na suposição de que a salvação é obra de Deus do começo ao fim, que Deus é fiel às Suas promessas, e que nada nem ninguém pode impedir Seus propósitos soberanos. Este conceito é ligeiramente diferente do conceito usado em algumas igrejas evangélicas, de "uma vez salvos - salvos para sempre", apesar da apostasia, a falta de arrependimento ou a permanência no pecado, desde que eles tiverem realmente aceito a Cristo no passado. No ensino tradicional calvinista, se uma pessoa cai em apostasia ou não mostra mais sinais de arrependimento genuíno, pode ser prova de que ele nunca foi realmente salvo, e, em seguida, que não fazia parte do número dos eleitos.

"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Porquanto, Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. E, em seu amor, nos predestinou para sermos adotados como filhos, por intermédio de Jesus Cristo, segundo a benevolência da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos outorgou gratuitamente no Amado. Nele, temos a redenção, o perdão dos nossos pecados pelo seu sangue, segundo as riquezas da graça de Deus, e que Ele fez derramar sobre nós com toda a sabedoria e entendimento. E nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que Ele estabeleceu em Cristo, isto é, de fazer convergir em Cristo tudo quanto existe, todos os elementos que estão no céu como os que estão na terra, na dispensação da plenitude dos tempos. Nele, fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que cria absolutamente tudo de acordo com o propósito da sua própria vontade, com o objetivo de que nós, os que primeiro esperamos em Cristo, sejamos para o louvor da sua glória. Nele, igualmente vós, tendo ouvido a Palavra da verdade, o Evangelho da vossa salvação, e nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da Promessa, que é a garantia da nossa herança, para a redenção da propriedade de Deus, para o louvor da sua glória." (Efésios 1:3-14)




O acróstico TULIP em inglês coincide com a palavra tulipa, por este motivo, frequentemente a flor referida é utilizada como símbolo do Calvinismo.






Calvino ainda propôs a reorganização da Igreja em quatro classes. Essas propostas foram chamadas de "Ordonnances de 1541" e formavam quatro corpos eclesiásticos:

Pasteurs (pastores, que pregam)

Docteurs (ensinam)

Anciens (os mais velhos, que chamam à ordem aqueles que prevaricam)

Diacres (diáconos, que ocupam-se dos pobres e doentes) - mendigar é estritamente proibido

Em 1536, Calvino escreveu as "Institutas da Religião Cristã", conhecidas como a referência primária para o sistema de doutrinas adotado pelas Igrejas Reformadas. As ideias de Calvino são as bases para o conjunto de doutrinas usualmente chamado de Calvinismo. Você pode conferir mais sobre as Institutas de Calvino aqui.


Divergências:

Os chamados "calvinistas de quatro pontos" aceitam a depravação total, eleição incondicional, graça irresistível e perseverança dos santos como doutrinas bíblicas. Quanto à expiação, no entanto, os calvinistas de quatro pontos creem que a expiação seja ilimitada, argumentando que Jesus morreu pelos pecados de todo o mundo, não só pelos pecados dos eleitos. "E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo" (1 João 2:2). Outros versículos em oposição à expiação limitada são João 1:29, 3:16, 1 Timóteo 2:6 e 2 Pedro 2:1.



Conclusão:

É interessante notar que na diversidade do Corpo de Cristo, há toda a sorte de mistura de Calvinismo e Arminianismo. Há quem apóie cinco pontos do Calvinismo e cinco pontos do Arminianismo, e ao mesmo tempo, há quem apoie apenas alguns pontos do Calvinismo e outros do Arminianismo. Muitos crentes chegam a um tipo de mistura das duas visões. No final, os dois sistemas falham por tentar explicar o inexplicável. Os seres humanos são incapazes de compreender totalmente um conceito como este. Sim, Deus é absolutamente soberano e de tudo sabe. Sim, os seres humanos são chamados a fazer uma decisão genuína a colocar sua fé em Cristo para a salvação. Estes dois fatos parecem contraditórios para nós, mas na mente de Deus, fazem completo sentido.


Fontes:



ARMINIANISMO É BÍBLICO?


Eis um dos temas mais polêmicos da atualidade, que acaba gerando muitas divergências entre os cristãos - principalmente nas redes sociais.

O Arminianismo é um sistema de crença que tenta explicar a relação entre a soberania de Deus e o livre-arbítrio da humanidade, especialmente em relação à salvação. O Arminianismo recebe esse nome devido a Jacó (ou Tiago) Armínio (1560-1609), um teólogo holandês. O Arminianismo enfatiza a responsabilidade do homem na salvação e defende o livre-arbítrio.








Os cinco artigos do Arminianismo formam uma declaração teológica assinada por 45 ministros e apresentado ao estado holandês em 1610. Essa declaração é conhecida como Remonstrância e defende o seguinte:







Eleição Condicional - Deus escolheu quem seria salvo com base no saber de antemão quem iria acreditar. 



Expiação Ilimitada - Jesus morreu por todos, mesmo aqueles que não são escolhidos e não vão acreditar. A morte de Jesus foi por toda a humanidade, e qualquer um pode ser salvo pela fé nEle. 


Depravação Parcial - a humanidade é corrompida pelo pecado, mas não ao ponto de não poder escolher se aproximar de Deus por conta própria. Significa que somos capazes de escolher aceitar ou rejeitar a salvação sem qualquer influência de Deus. Observação: o Arminianismo clássico rejeita a "depravação parcial" e tem uma visão muito perto da calvinista quanto à "depravação total". Tanto que o próprio Armínio escreveu a respeito: "Neste estado [caído], o livre-arbítrio do homem para o verdadeiro bem não está apenas ferido, enfermo, inclinado, e enfraquecido; mas ele está também preso, destruído, e perdido. E os seus poderes não só estão debilitados e inúteis a menos que seja assistido pela graça, mas não tem poder algum exceto quando é animado pela graça divina."




Graça Resistível - o chamado de Deus para ser salvo pode ser resistido ou rejeitado. Podemos resistir o chamado de Deus à salvação, se quisermos, através do livre-arbítrio.


Salvação Condicional - os cristãos podem perder a salvação se continuarem em uma vida de pecado e se afastarem de Deus. A manutenção da salvação é necessária a fim de retê-la. Observação: muitos arminianos negam a "salvação condicional" e creem na "segurança eterna".


Muitos cristãos (incluindo os batistas) tem sido influenciados pela visão arminiana. Também os metodistas, os congregacionalistas e os universalistas.


Bases Bíblicas (algumas delas):

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3:16)

Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo. (1 Timóteo 2:4-6)

E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. (Atos 2:21)

Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; (Atos 17:30)

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. (Marcos 16:15-16)

O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.

(2 Pedro 3:9)

Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel? (Ezequiel 33:11-12)

Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. (1 Coríntios 9:22)

Mas, convertendo-se o ímpio da impiedade que cometeu, e procedendo com retidão e justiça, conservará este a sua alma em vida. Pois que reconsidera, e se converte de todas as suas transgressões que cometeu; certamente viverá, não morrerá. (Ezequiel 18:27-28)

Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.
(Romanos 5:18)

Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, (Tito 2:11)

E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem;
(Hebreus 5:9)


Conclusão:


Dentro da história da teologia cristã, o arminianismo está intimamente relacionado com o calvinismo, sendo que os dois sistemas compartilham a mesma história e muitas doutrinas. No entanto, eles são frequentemente vistos como rivais dentro do evangelicalismo por causa de suas divergências sobre os detalhes das doutrinas da predestinação e da salvação, embora ambos "se defendam" com bases bíblicas. No entanto, nenhum dos sistemas consegue explicar adequadamente a relação entre a soberania de Deus e o livre-arbítrio da humanidade, devido ao fato de que é humanamente impossível discernir um conceito que apenas Deus pode entender completamente.



Comparação com as demais linhas protestantes.
Fonte: Wikipedia




Fontes: 


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O que fazer quando as heresias sufocam?



“mas, examinai todas as evidências, retende o que é bom” –     1 Tessalonicenses 5:21

Hoje tive uma conversa com um amado irmão que congrega ainda na igreja (eclésia) que outrora eu e minha família íamos. Este irmão eu cuidava e até hoje sinto que tenho que cuidar dele, em oração e em exposição da Palavra. Não para mostrar algum conhecimento ou sabedoria, mas apenas para que sua vida sofra a mesma metanóia que sofri e sofro ainda.

Mas porque “1 Tessalonicenses 5:21”? acalme-se já vou explicar.

Em uma de minhas bíblias de estudos, na NVI, o comentário bíblico do versículo acima é:

“Ponham a prova todas as coisas. A aprovação do dom da profecia (v.20) não significa que qualquer pessoa que alega falar em nome do Senhor deve se aceita sem critérios. Paulo não diz quais testes específicos devem ser aplicados, mas deixa clara que cada doutrina seja avaliada – certamente deverão estar de acordo com o evangelho por ele pregado.

Corriqueiramente quando nos encontramos assuntos como dízimos, família, heresias de pastores vêm a tona.

Ele me disse que não tem dizimado e se sente roubando a Deus, porque o pastor disse que “aquele que não dizima é ladrão, e ladrão não entrará no reino dos céus”.

Notadamente este assunto sobre dízimos é muito polêmico e com diversas opiniões (inclusive já tratadas neste blog e em nossa página do Facebook).

Alguns absurdos praticados pela denominação que ele participa, ‘picuinhas’ entre obreiros para ver quem aparece mais, disputa por poder status, ensinos cheios de heresias.

Quando se conhece o evangelho em sua essência, é impossível não haver uma transformação. 

Quando não há exposição do evangelho apenas sabedorias humanas e palavras com interesses pessoas, existe sim manipulação.

Quando um pastor exalta uma liturgia onde a bíblia não nos doutrina a isso, ou introduz uma sistemática sincrética e pragmática, temos o cenário perfeito para o desenvolvimento da apostasia. 

Imagine ouvir que “Jesus veio para nos dar vida em abundancia aqui na terra”? Pois eu ouvi isso e neste dia o Espírito Santo abriu meus olhos, quando eu tentei reter o que é bom e não consegui encontrar nada além da heresia.

Até certo ponto uma heresia pode ser positiva, pois ao cristão alicerçado na Palavra uma frase, uma palavra fora do contexto bíblico é uma afronta. Por isso a leitura bíblica diária e orações sinceras são necessárias e como alimento para a alma.

Após dizer isso ao meu irmão ele me perguntou:

“Mas o pastor é ungido não posso julgá-lo”

"Não julgueis de acordo com a aparência, mas decidi com justos julgamentos.” – João 7:24

Vamos analisar este Pastor e compará-lo com outro pastor que nós dois conhecemos, este seu pastor acaba de trocar de carro (zero do ano), possui uma casa com dois pisos, tem dois filhos e todos estão encaminhados (um faz faculdade e outro está rodando o Brasil em busca de seu sonho de ser jogador de futebol), no ano passado ele comprou uma fazenda.

Já o segundo pastor tem um carro usado, pois a pouco tempo tinha apenas uma moto CG 125 velha, investe todo dinheiro que entra na igreja nela própria, e mora na mesma casa há mais de 20 anos. Trabalha além de pastorear a igreja, e como se trata de uma igreja madura ele recebe uma ajuda de custo dela, com o consentimento dos irmãos.

Há 20 anos atrás estes mesmos pastores estão em situação financeira idêntica, porque será que o primeiro cresceu tanto em posse? O versículo abaixo responde de forma sutil:

"Assim, o Senhor também ordenou aos que proclamam o evangelho, que igualmente vivam do evangelho!" -             1 Coríntios 9:14

Um engordou (literalmente pois está gordinho) do evangelho e o outro viveu do evangelho.
Ele espantado responde:

“Mas irmão, nunca pensei dessa forma, na semana passada quando realizaram a campanha denominada Jeová Jireh o pastor me pediu uma oferta de R$ 1.000,00 (mil reias) para que eu tenha a benção financeira em minha vida, disse que não tinha ele me falou para usar meu limite se preciso mas que não poderia perder essa oportunidade”


Continua...........