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terça-feira, 8 de março de 2016

ESTUDO BÍBLICO - EVANGELHO DE JOÃO - CAPÍTULO 15







A videira e os Ramos


Eu Sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, Ele retira; e todo que dá fruto, Ele limpa, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais limpos, pela Palavra que Eu vos tenho transmitido. Permanecei em mim, e Eu permanecerei em vós. Nenhum ramo pode produzir fruto por si mesmo, se não estiver ligado à videira. Vós igualmente não podeis dar fruto por vós mesmos, se não permanecerdes unidos a mim. Eu Sou a videira, vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e Eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim não podeis realizar obra alguma. Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Então, esses ramos são juntados, lançados ao fogo e queimados. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que desejardes, e vos será concedido. O que glorifica meu Pai é que deis fruto em abundância; e assim sereis verdadeiramente meus discípulos. 

Jesus é a base, Jesus é a fonte, é a videira, o caule principal. Nós somos os ramos, os ribeiros, as ramificações do Evangelho, se permanecemos nEle. Os frutos de amor e misericórdia só são produzidos nos que permanecem ligados ao Cristo. 



O Amor do Pai e do Filho pelos discípulos


Assim como o Pai me amou, Eu da mesma forma vos amei. Permanecei no meu amor. Se obedecerdes aos meus mandamentos, permanecereis no meu amor, exatamente como Eu tenho obedecido às ordens do meu Pai e permaneço em seu amor. Tenho-vos dito essas palavras para que a minha alegria permaneça em vós e a vossa felicidade seja completa.

A alegria do cristão só é completa em Jesus. Nada que existe no mundo terreno pode satisfazer um coração verdadeiramente entregue ao Senhor e disposto a servir em Seu Reino. O vínculo do Amor será sempre mais forte.



Os servos se transformam em amigos


E o meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei. Não existe maior amor do que este: de alguém dar a própria vida por causa dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se praticais o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor; mas Eu vos tenho chamado amigos, pois tudo o que ouvi de meu Pai Eu compartilhei convosco. Não fostes vós que me escolhestes; ao contrário, Eu vos escolhi a vós e vos designei para irdes e dardes fruto, e fruto que permaneça. Sendo assim, seja o que for que pedirdes ao Pai em meu Nome, Ele o concederá a vós. Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros. 

Jesus claramente diz que não somos nós quem escolhemos servir a Ele, mas Ele mesmo já havia nos escolhido desde o princípio para sermos seus. Alguns teólogos refutam veementemente essa doutrina da eleição. Porém, como podemos ver, ela tem forte base bíblica se comparada a Romanos 9.

O mundo odeia os discípulos

Se o mundo vos odeia, sabei que, antes de vós, odiou a mim. Se fôsseis do mundo, ele vos amaria como se pertencêsseis a ele. Entretanto, não sois propriedade do mundo; mas Eu vos escolhi e vos libertei do mundo; por essa razão, o mundo vos odeia. 

Aqui existe outra evidência de separação entre os discípulos e o restante do mundo - aqueles que não recebem e não aceitam a Palavra de Deus, tampouco reconhecem a Jesus como sendo o Filho Unigênito do Pai. Como escolhidos de Deus, sabemos que o cristão passará por perseguições assim como o Mestre passou. Quem prega um evangelho de facilidades, bênçãos e vida plena é mentiroso e não tem parte com Deus. O cristão precisa sofrer para amadurecer o caráter de Cristo dentro de si mesmo. Leia mais sobre o sofrimento do cristão aqui. (Confira as referências em Mateus 5:11 - 10:5-22; 1 Pedro 2:20 - 4:15,16; Atos 4:18-22)



A promessa do Espírito Santo


Quando, porém, vier o Advogado que Eu enviarei para vós da parte do Pai, o Espírito da verdade que provém do Pai, Ele testemunhará a meu respeito. E vós, também, dareis testemunho, pois estais comigo desde o princípio.

O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade. É o Espírito de Jesus, derramado apenas sobre os que O servem (Romanos 8:9). Ele é Deus e possui os mesmos atributos do Pai (Salmos 139:7-81 Corintios 2:101 Corintios 12:7-11). Ele nos foi enviado para nos consolar e ensinar a viver como Cristo viveu. Ele nos capacita a falar de Jesus aos homens (Atos 2:14) e nos guarda do maligno até o final dos tempos (Efésios 4:30).








Até o próximo estudo!





sexta-feira, 4 de março de 2016

ESTUDO BÍBLICO - EVANGELHO DE JOÃO - CAPÍTULO 14

Começamos explicando as 5 razões desse capítulo, para quê e porquê.
1°- Preparar-lhes lugar verso 1-6
2°- Revelar o Pai neles 7-11
3°- Dar-lhes o privilégio se oração 12-14
4°- Mandar o Espírito Santo 15-26
5°- Dar-lhes paz 27-31

Então vamos começar nosso estudo dividido as explicações em cima dessas razões. Acompanhe nosso estudo com sua bíblia!

Verso 1-2

"Não se turbe o vosso coração" .
Jesus começa suas palavras com um grande consolo aos seus discípulos, que apesar dEle está prestes a ser crucificado, os discípulos era quem precisavam ser consolados.


"Acreditem em Deus, e acreditem em mim"
Ambas são exortações para se exercitar fé semelhantemente neles dois, como sendo o melhor antídoto que eles poderiam fazer uso contra as dificuldades do coração: ou assim, "acreditem em Deus, e vós acreditam em mim"; e assim a anterior é uma exortação, o posterior uma proposição: e o sentido é: ponham a sua confiança em Deus, e vós também confiareis em mim, porque eu sou da mesma natureza e essência com ele; eu e o Pai somos um; de forma que se vós acreditais em um, tendes de acreditar no outro.


"Na casa de meu pai meu Pai há muitas moradas" 
Jesus diz isso para que eles tirem de suas mentes o reino terrestre, e eleve sua esperança para um reino Divino, junto ao Pai. 


"Vou preparar-lhes um lugar" 
Essa é uma parte que eu gosto muito, um índice tocante do amor qual Jesus tem pelos seus 12 e por nós também... Que em sua ida ao céu, ele prepararia um lugar pra que onde ele estiver nós estejamos também.

Verso 3-4 

E se eu for prepararei um lugar para vós
Vendo que eu estou indo para preparar e irei preparar um lugar para vocês, da verdade que podeis estar plenamente assegurados.


"E virei novamente" 
Ou pela morte ou em pessoa uma segunda vez aqui na terra.


"E vos receberei para mim mesmo" 
Eu vos levarei comigo para os céus; eu vos receberei na glória.


Para que onde eu estiver, vós também podeis estar: 
E observareis a minha glória, e estareis para sempre comigo, e nunca mais vos apartareis de mim.


"E para onde eu vou, vós sabeis" … 

Eles podiam saber, pelo menos, para onde ele estava indo, visto que ele tinha falado da casa de seu Pai, e de que estava indo para lá a fim de lhes preparar um lugar e sem dúvida tinham algum conhecimento disso, embora um pouco confuso e imperfeito...


"E o caminho vós conheceis" 
Isso eles também poderiam saber de algumas expressões suas, que o caminho para a casa do Pai seria através de muitos sofrimentos e morte, em cujo caminho eles também deviam segui-lo para seu reino e glória. Embora essas palavras possam ter uma interrogação: “e para onde eu vou, vós sabeis? E o caminho conheceis?” que melhor concorda com a resposta de Tomé, e remove qualquer aparente contradição entre as palavras de Cristo e as suas.


Tomé lhe disse: "Senhor, nós não sabemos para onde vai" 
Ele que era um dos seus apóstolos, e aqui entrega a sua ignorância assim como mais tarde a sua descrença; e não apenas fala por si mesmo, mas pelo restante dos apóstolos, da qual ele julgou por si mesmo; e que, pode ser, pudessem entender as coisas melhor que ele mesmo, embora o conhecimento deles, no presente, fosse muito pequeno, embora ele tivesse acabado de lhe falar da casa do Pai, e de que ele estava indo para preparar um lugar para eles.
E como podemos saber o caminho? Pois se nós não sabemos o lugar, não é razoável achar que devemos saber o caminho para lá. Tomé parecia não ter nenhuma outra noção de que Cristo estava falando de algum lugar em particular na Judéia, para onde ele estava indo.
E agora vejamos mais uma das grandes afirmações EU SOU de Jesus.


"EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA"

Não apenas o caminho porque ele vai adiante do seu povo como exemplo, mas porque ele é o caminho da salvação, e não há salvação fora de Jesus. A verdade, não apenas porque é verdadeiro, honesto e fiel... Mas porque ele é a própria palavra de Deus, toda plenitude das escrituras está em Cristo, ele é a soma e a substância de todo o evangelho.


"Nenhum homem pode vir ao Pai a não ser por mim" 
Quebra-se aqui qualquer esperança de tornasse justo perante a a Deus por obras da Lei, por mérito, ou sacrifício. Jesus, seu sacrifício e sua graça, qual todas essas coisas consiste apenas e unicamente no nome de Jesus, pode trazer salvação, creia apenas nEle.


“se tivesses me conhecido”
Ou seja, mais plena e perfeitamente, pois eles sabiam que Cristo era o Filho de Deus, o Salvador do mundo, e o verdadeiro Messias, embora eles não tivessem sido inteiramente familiarizados com sua pessoa.


"Terías também conhecido o meu Pai"
Pois o conhecimento do Pai e de Cristo, andam juntos; aquele que vê um, vê o outro; aquele que acredita em um, acredita no outro; e o conhecimento de ambos é necessário para vida eterna. Outros as vertem como uma exortação: "daqui em diante conheçam todos vós"; reconheçam o Pai em tudo aquilo que eu fiz, acreditando que vedes o Pai em mim, e em todos os meus trabalhos; embora elas fossem consideradas como uma afirmação, enquanto declarando que eles tiveram pouco de conhecimento do seu Pai até então; "e agora vós o conheceis", ou "porque vós o tendes visto em mim"; em mim, que sou "o brilho da sua glória, e a imagem expressa da sua pessoa".


Felipe disse a ele: "Senhor mostra-nos o Pai, e isso nos basta”
Ele fala no nome de todos eles, mostrando a ignorância que todos eles tinham do Pai, e expressam o desejo deles de vê-lo:
Mostra-nos o Pai;… Ele pediu para ver corporalmente o Pai; tal vista gloriosa do Pai, assim como Moisés desejou ter, e o significado do pedido é que, se eles tivessem esta visão da glória do Pai, eles ficariam plenamente satisfeito, como ele conclui em:
"E isso nos basta…" Pra por fim em suas dúvidas.


Jesus disse a ele: "tenho estado tanto tempo contigo",…Conversando familiarmente contigo, te instruindo pelo meu ministério, e operando tantas obras milagrosas entre vós, por tanto tempo; veja Hebreus 5:11.


"E ainda não viestes a conhecer-me, Felipe"? Não podes ser tão ignorante assim; visto que tens visto a mim com vossos olhos corporais, você tem que saber que eu sou Deus, pela minha doutrina, que eu vos tenho ensinado, e os milagres que eu operei entre vós: e


"Quem me tem visto"
Não com os olhos de seu corpo, mas com os olhos de seu entendimento; aquele que tem contemplado as perfeições da Divindade em mim..


"Tem visto o Pai"
As perfeições que estão nele também; pois o mesmo que está nele, está também em mim, e o mesmo que está em mim está nele: eu sou a própria imagem dele, e sou possuído da sua mesma natureza, atributos, e glória, assim como Ele; de forma que aquele que vê um, também está vendo o outro:


Como é que dizes, mostra-nos o Pai? 
Tal pedido é desnecessário, e mostra a grande fraqueza e entendimento deles.


"Não acreditas que eu estou no Pai?... Isso é, e sempre deverá ser o assunto da fé, “eu estou no Pai”.


"...e o Pai está em mim" Uma frase que é bastante expressiva da unicidade da natureza no Pai e no Filho; da qualidade perfeita do Filho com o Pai, visto que o Filho está no Pai, assim como o Pai está no Filho; e também da distinção pessoal que há entre eles. O Pai tem que ser distinto do Filho que está nele, e o Filho deve ser distinto do Pai, em quem ele está; o Pai e o Filho, embora da mesma natureza, não podem ser um, e a mesma pessoa.


"Mas o Pai que habita em mim" 
E assim prova que eu sou verdadeiramente Deus, da mesma natureza com o Pai.


"Ele faz as obras" 
Pois assim essa passagem deve ser entendida e acrescentada, na qual Cristo procede a outro argumento, tomado de suas palavras, provando que o Pai está nele, e que ele está no Pai, e que é aumentado em 14:11:


"Crede em mim, que eu estou no Pai, e o Pai em mim" 
Tomem a minha palavra como a verdade disto; pois podeis vos assegurar que nada é mais certo do que isso; crede em minha declaração assim, ou creiam por causa das doutrinas que eu vos disse, que são tais como nunca homem algum falou, e foram entregues de tal maneira, e com tal autoridade, como nunca seria por um mero homem.

"Assim eu farei" 
Ele não diz aqui que ele será um mediador entre Deus e ele, um advogado junto ao Pai por eles, e que iria interceder e usar seu interesse por eles para que isso ou aquilo fosse feito; mas mostra sua autoridade.


"Para que o Pai seja glorificado no Filho" 
Isso pode se referir a sua petição, que pode ser feita para esse objetivo, para que o Pai possa ser glorificado, ou no Filho, em cujo nome é colocado, e por cuja causa é feita; ou a promessa de Cristo de fazer isso, não buscando a sua glória, ou pelo menos ela apenas; mas o bem de seu povo, assim como a glória do seu Pai celestial.


"Se pedirdes alguma coisa no meu nome"
Ou por invocá-lo, ele sendo igualmente objeto de oração assim como o Pai, ou fazendo menção disso, implorando mediante os méritos de seu sangue, justiça, e sacrifício; o que quer que seja da vontade de Deus, que fosse para a sua glória e para o bem deles, ele faria para eles, bem como quando estivesse ausente deles, assim como presente a eles.

"Se me amais"
 
Não que Cristo duvidou do amor dos seus discípulos; mas ele discute sobre a observância deles dos seus preceitos, que aqueles que o amam, também lhe obedecem. Aí vem exortação...


"Guardareis os meus mandamentos" 
Cristo é Senhor sobre seu povo, como ele é o Criador e Redentor deles, e como ele é cabeça e marido deles, e como tal ele tem um direito para emitir mandamentos, e ordena uma consideração a estes; e este são peculiarmente seus, como distinto de outros, embora não em oposição, ou para a exclusão de outros, os mandamentos de seu Pai.


"E ele lhes dará outro Consolador" 
Esta é uma considerável prova de uma Trindade de pessoas na Divindade; aqui uma oração é feita ao Pai, o Filho na natureza humana está orando, e ele pede pelo Espírito Santo que é o Consolador; que é o presente do Pai, pela mediação prevalecente do Filho, e que é outro "Consolador"; distinto do Messias, a quem a referência é tida aqui!


"Para que ele permaneça convosco para sempre"
Não apenas alguns anos, como eu fiz, mas até quanto tiveres vivos; e com todos os que vos sucederão no trabalho do ministério, e com a igreja, e todos os verdadeiros crentes até o fim do mundo, esta é uma prova da perseverança final dos santos. 


"Espírito da verdade, que o mundo não pode receber"
Essas palavras explicam a quem se refere pela palavra o Confortador, “o Espírito da verdade”; o verdadeiro Espírito de Deus, aquele que dita a verdade das Escrituras.


"Que o mundo não pode receber" 
Os homens do mundo, que são assim como eles vêm ao mundo, homens carnais e naturais, eles não podem nem receber o Espírito, nem as coisas do Espírito, as verdades e doutrinas do Evangelho; eles não podem nem recebê-las no entendimento deles, nem em suas afeições; e, de fato, porque eles não as podem entender, portanto, eles não as amam, mas as despreza e as odeia.


"Porque não o vê, nem o conhece" 
O mundo, e os homens no mundo, nem podem vê-lo com seus olhos corporais, porque ele é um “espírito”.


"Mas vós me conheceis pois ele habita em vós"
Ele é um habitante em vossos corações, ele reside em vós como o templo dele.


"E está convosco"
Como um Confortador, para quando Jesus for embora.


"Naquele dia sabereis que Eu [estou] no Pai e vós em mim"Que eles estavam em união com ele, como ramos do vinhedo, e como membros pertecentes à cabeça, e como eles estavam no seu amor, escolhidos nele, justiça por meio dele, levantados nele, e sentados nos lugares celestiais com ele.

"Aquele que tem meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama"
Aquele que não tem apenas uma revelação externa da Bíblia neles; mas a tem escrita em seu coração, pelo dedo do Espírito de Deus, outros podem falar de amor a Cristo, mas esse homem é aquele que verdadeiramente o ama; pois a sua observância dos mandamentos de Cristo é uma prova e evidência de que ele o ama, não apenas em palavras, mas em ação e em verdade: e para encorajar as almas a amar e obedecer, Cristo acrescenta...

"Aquele que me ama, será amado de meu Pai"
Não que o amor seja a causa, condição, ou motivo do amor do Pai ao seu povo; nem seu amor começou porque eles começaram a amar a Cristo, mas essa expressão denota a maior manifestação do amor do Pai por tais pessoas, e mostra quão gratos são os que amam a Deus e obedecem ao Filho.

"E eu o amarei e me manisfestarei a eles"
Cristo não começa a amar o seu povo quando eles começam a amá-lo e a obedecê-lo; o amor deles e obediência não são a causa do amor de Jesus e a forma prometida de de "manisfestar a eles" não é de uma forma visível, ou de uma forma corpórea, assim como ele fez aos seus discípulos depois da sua ressurreição; mas de uma maneira espiritual.

E no final Jesus vai deixando a paz, para que eles tivessem força e fossem corajosos, e mantivesse felizes porque o lugar que ele ia era para junto do pai.

"Para que quando acontecer, creiais" 
É referente a crucificação, não é bem um pedido, mas uma afirmação... Tudo quanto Jesus tinha falado, é para que quando ele fosse morto, seus doze se lembrasse do que ele tinha falado.

"Príncipe desse mundo" 
É o adversário, satanás! Aqui Jesus menciona que um poderoso adversário estava por vir, e eles tinham que enfrentar. A afirmação "Nada tem em mim" em outras traduções "nada achará em mim" refere-se ao pecado, pois Jesus era puro.


Ele estava, enfim, preparando os seus discípulos para o que havia de vir: sua crucificação, morte e ressurreição!




Até o próximo estudo.


#MensageiraDaProfecia

domingo, 28 de fevereiro de 2016

O QUE É UM CRISTÃO DE ACORDO COM ROMANOS 8:9?



O que é um cristão? Provavelmente alguém responderá que um cristão é um discípulo (ou seguidor) de Jesus Cristo...

De fato, o termo “cristão” foi utilizado pela primeira vez em Antioquia da Síria, muito provavelmente pelos pagãos, para definir ou caracterizar os discípulos de Jesus: “Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (Atos 11:26).

Mas será que um cristão define-se apenas pelo fato de ser um seguidor de Jesus Cristo? Não, um cristão não é só um seguidor (ou discípulo) de Jesus Cristo! É muito mais que isso! O apóstolo Paulo não podia ser mais claro e convincente quando, em breves palavras, proferiu esta afirmação:

“E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é Dele” (Romanos 8:9)




Será então possível, alguém ser um seguidor de Jesus Cristo e, mesmo assim, não ser um cristão? Sim, claro que é possível! Basta essa pessoa não ter o Espírito de Cristo.




Tomemos um exemplo bíblico que confirma essa afirmação do apóstolo Paulo: foi Judas Iscariotes um discípulo de Jesus Cristo? Sim, Judas Iscariotes foi considerado não apenas um discípulo, mas também um apóstolo de Jesus (Lucas 6:12-16). Mas, foi ele um verdadeiro cristão? Jesus, em determinado momento do Seu ministério terrestre, disse que ele era um “diabo”(João 6:70).


Pode alguém ser simultaneamente um cristão e um diabo? Vou além: pode alguém ter sido batizado “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28:19) e, mesmo assim, não ser um cristão? Não disse Jesus a Nicodemos que ninguém “pode entrar no reino de Deus” a não ser que nasça “da água e do Espírito” (João 3:5)? 



"Em verdade, em verdade te asseguro: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; mas o que nasce do Espírito é espírito. Não te surpreendas pelo fato de Eu te haver dito: ‘deveis nascer de novo.’" (João 3:5-7)


Após o martírio de Estêvão (Atos 7:54-60) – diz-nos o livro de Atos dos Apóstolos – "levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judeia e Samaria" (Atos 8:1), e “os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (v. 4). O mesmo livro também nos relata que “Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo” e que "as multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava" (Atos 8:5-6).

Tal foi o impacto que a pregação de Filipe teve sobre as “multidões” que habitavam em Samaria, que nos é dito que “quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres” (Atos 8:12). Mas, depois disto, um fato “curioso” ocorreu, segundo a narrativa bíblica: "ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João; os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo; porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados no nome do Senhor Jesus. Então, lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo” (Atos 8:14-17).

Quando, mais tarde, Paulo “chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos” (Atos 19:1) lhes perguntou: “Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes?”, e ouviu da parte deles esta resposta: “Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo”, apesar de terem sido “batizados… no batismo de João” (v.3), imediatamente foram tomadas providências para que não só fossem aqueles discípulos rebatizados (v.5), mas também para que recebessem o Espírito Santo: “impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo” (v.6)

Fará hoje algum sentido lançar a mesma pergunta que Paulo fez (“Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes?”) aos membros das várias igrejas espalhadas pelo nosso país e pelo mundo? Será o caso de, entre nós, termos muitos que, apesar de serem discípulos de Jesus Cristo por terem crido n’Ele, ainda não receberam o Espírito Santo?




Mas como saber se uma pessoa é "nascida do Espírito"?


Sabemos quando uma pessoa nasce do Espírito quando seu caráter começa a ser transformado: quem antes se considerava uma “boa” pessoa, agora passa a sentir uma profunda agonia interior por se ver como um horrível pecador necessitando desesperadamente de um Salvador; o conteúdo da Bíblia, de repente, começa a fazer sentido e parece que tudo o que lá está escrito aplica-se diretamente a si mesmo: As repreensões diretas penetram até a alma e provocam um choro  amargo pelos pecados (como Pedro chorou pelos seus em Lucas 22:62); as promessas nos fazem agradecer pela fidelidade e amor incondicional do Pai por seres tão pecadores.


Resumindo: o fruto do Espírito começa a ser produzido no interior do cristão e ele começa a compreender que “todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus, porque o próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8:14-16)




E será que podemos ter a certeza de que o Espírito Santo está conosco?


Jesus garantiu-nos que, se nós “que [somos] maus, [sabemos] dar boas dádivas aos [nossos] filhos”, então “quanto mais o Pai celestial [não] dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem?” (Lucas 11:13). Podemos ter a total garantia e certeza que, quando pedimos ao “Pai celestial” o Espírito Santo, esse pedido estará de acordo com o que Jesus disse: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Lucas 11:9-10), porque estas palavras de Jesus antecedem imediatamente a Sua sugestão de pedirmos ao Pai celestial o Espírito Santo.


Jesus disse que o Espírito Santo traria sobre nós a convicção “do pecado” (João 16:8), “porque não creem em Mim” (v. 9).  Mas será possível alguém crer em Jesus como seu salvador se, em primeiro lugar, não se sentir convencido que é um pecador? 

Nenhum de nós chega à convicção de que é um pecador se o Espírito Santo não agir sobre nós: “Ou desprezas a riqueza da Sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” (Romanos 2:4).



Também é importante saber que o Espírito Santo, segundo Jesus, nos “guiará a toda a verdade” (João 16:13). O apóstolo Paulo disse que Deus “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (I Timóteo 2:4). A convicção que o Espírito Santo opera em nós e que nos leva a um arrependimento genuíno, nos leva a sentir a necessidade de conhecer toda a Verdade revelada! 



A certeza da presença do Espírito Santo em alguém manifestar-se-á através de uma vida de obediência: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis” (Ezequiel 36:26-27).




O desejo intenso de partilhar Cristo e a Sua Verdade com outros também é resultado da ação do Espírito Santo em nossas vidas: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas…” (Atos 1:8). 






Concluindo: ninguém é um cristão se não tiver o Espírito Santo sobre ele, e a prova de que o Espírito Santo está sobre alguém manifesta-se quando o poder convincente desse mesmo Espírito levar essa pessoa a reconhecer que é um pecador e a buscar, arrependida, a salvação em Jesus Cristo, levando  uma vida de de obediência ao Senhor que a resgatou do pecado e de testemunho perante outros do Seu poder salvador!





Deus abençoe a cada um dos irmãos. Até o próximo estudo!




sábado, 27 de fevereiro de 2016

Igreja, ou mais uma torre de Babel?



Gênesis 11:1-8
E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala.
E aconteceu que, partindo eles do oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e habitaram ali.
E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume por cal.
E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;
E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.
Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro.
Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.



Ao analisar a motivação daquele povo, de cara parece ser boa: "vamos construir uma cidade para nós, para ficarmos juntos e protegidos, vamos fazer uma torre tão alta, que caso um dia alguém se perca, ao olhar para o torre volte para ficar junto novamente, vamos ficar juntos.’’ A proposta do povo era comunhão, essa é justamente  a proposta do Espírito Santo, trazer comunhão (Atos 2.42-47); não há nada de errado nisso...

Porém, essa comunhão dos babilônicos foi reprovada por DEUS. Um dos motivos para isso foi que a ordem direta de Deus goi dada em Genesis 9.1 ‘’frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra.’’.

Hoje não é muito diferente, as congregações (Com rótulos de Igreja A, B, C...) tem propostas idênticas, "venha para nosso culto, venha para nosso retiro, venha para nossa escola dominical, vamos ficar juntos". Talvez, a maior distorção da ordem direta de Cristo, trocando o ide de Marcos 16.15, pelo vinde. As reuniões proporcionadas por essas congregações, chamadas de cultos, muita das vezes servem como uma espécie de "parada para recarregar": recarregar as motivações, esperanças, sonhos etc., sempre alimentando o próprio ego.

Um dos principais motivos para que o povo paralisasse e construísse a cidade de babilônia, foi que o povo encontrou um vale na terra de Sinar, que tinha água fresca e terra fértil, elementos fundamentais para suas necessidades. Da mesma forma, hoje, vemos uma grande massa manipulada, sendo plantada geograficamente em prédios, cercadas pelas suas necessidades, ambições e metas, motivando-as pela fé.

Mas você pode me perguntar, que mal tem nisso?  Estamos em comunhão adorando a Deus, e não é errado, errado seria estar no mundo... Vejamos o exemplo de boas intenções que não agradou a Deus em nada:


"Grite alto, não se contenha! Levante a voz como trombeta. Anuncie ao meu povo a rebelião dele, e à comunidade de Jacó, os seus pecados. Pois dia a dia me procuram; parecem desejosos de conhecer os meus caminhos, como se fossem uma nação que faz o que é direito e que não abandonou os mandamentos do seu Deus. Pedem-me decisões justas e parecem desejosos de que Deus se aproxime deles.
‘Por que jejuamos’, dizem, ‘e não o viste? Por que nos humilhamos, e não reparaste? ’ Contudo, no dia do seu jejum vocês fazem o que é do agrado de vocês, e exploram os seus empregados.
Seu jejum termina em discussão e rixa, e em brigas de socos brutais. Vocês não podem jejuar como fazem hoje e esperar que a sua voz seja ouvida no alto.
Será esse o jejum que escolhi, que apenas um dia o homem se humilhe, incline a cabeça como o junco e se deite sobre pano de saco e cinzas? É isso que vocês chamam jejum, um dia aceitável ao Senhor?
"O jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo?
Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo?
Aí sim, a sua luz irromperá como a alvorada, e prontamente surgirá a sua cura; a sua retidão irá adiante de você, e a glória do Senhor estará na sua retaguarda.’’
Isaías 58.1-8


Ser igreja nunca teve a ver com felicidade e realizações dos próprios desejos, pelo contrário, tem a ver com o próximo, em João 6.5-14 Jesus só multiplicou os pães e peixes quando uma pessoa ofereceu o que tinha, e não para encher a prateleira da casa dele, mas para saciar a fome de todos. Repare que em Efésios 4.28 o antônimo de roubar é acumular, pois o incentivo a juntar recursos é para ter o que repartir com o que tem necessidade, e não para alimentar somente nossas necessidades. 

Muitos usam Marcos 4.19 ‘’E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.’’ para justificarem que as congregações servem para pescar almas, ora! Quando alguém quer pescar, não constrói um aquário, pelo contrario, vai ao rio ao ar livre ou ao mar aberto. O padrão que Cristo nos deixa a respeito de como devemos nos comportar diante Dele, com nossas necessidades e vontades é clara e não deixa margem para dúvidas.

Lucas 9.23 ‘’E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.’’ 

Romanos 12.1 ’’Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.’’


O que quero deixar claro para você, caro leitor, é que não estou dizendo que ir a uma congregação é errado ou pecado, todavia, quero alertar dos riscos do comodismo. Não se torne vitima da rotina, não vire escravo do emocionalismo, se toda vez em que nos reunirmos não for para decidir de qual forma podemos ajudar nosso próximo, estamos cavando nosso própria cova no comodismo. As reuniões dos santos devem ser somente para orar e estudar as escrituras sagradas, para que possamos compreender cada vez mais o propósito de Deus para com os que estão perdidos ainda, pois para isso fomos chamados, para viver para amar o próximo, não há sentido viver para nós mesmos, mas somente para agradar ao PAI.

Deus abençoe a todos.

#BereanoKS

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Jejum expulsa demônio? Não. Jejum expulsa incredulidade!

Geração incrédula.




Certa vez Jesus foi questionado pelos discípulos de João Batista sobre o fato deles e os fariseus jejuarem e os discípulos de Jesus não. Lemos no livro de Mateus 9:14 – 15 a seguinte passagem:
“- Então, chegaram ao pé dele os discípulos de João, dizendo: Por que jejuamos nós e os fariseus muitas vezes, e os teus discípulos não jejuam? E disse-lhes Jesus: Podem porventura andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão, em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão”.
Na passagem acima Jesus deixa claro que após o esposo(o próprio Jesus) ser retirado os discípulos jejuariam, mas enquanto Jesus estivesse com eles, não havia a necessidade deles jejuarem.
Um fato curioso é que em Mateus 17: 15 – 18 lemos uma passagem onde um homem cujo filho era atormentado por espíritos malignos, procurou a Jesus pois os apóstolos não puderam curá-lo. O texto diz o seguinte:
” – Senhor, tem misericórdia do meu filho. Ele tem ataques e está sofrendo muito. Muitas vezes cai no fogo ou na água. Eu o trouxe aos teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo“. Respondeu Jesus: “- Ó geração incrédula e perversa, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino”.
Jesus repreendeu o demônio; este saiu do menino que, daquele momento em diante, ficou curado.”
No mesmo capítulo no versículo 21 Jesus fez a seguinte afirmação aos discípulos:
“- Mas esta casta não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.”
(significado de Casta : grupo de indivíduos pertencentes a uma espécie animal ou vegetal que apresenta caracteres semelhantes transmitidos por hereditariedade.) ok, é uma caracteristica, um ato.
Talvez você não tenha percebido a aparente contradição entre os textos. Se essa casta de demônios só saia com oração e jejum, sendo que conforme o próprio Jesus seus discípulos não podiam jejuar, como Jesus queria que estes expulsassem esse demônio?
A resposta a essa aparente contradição está no próprio contexto de Mateus. Jesus chama os discípulos de “geração incrédula” pois estes não conseguiram expulsar o demônio. Como sabemos que Jesus se referia aos discípulos? Porque no versículo 20, Jesus afirma novamente que os discípulos foram incrédulos.
Em Mateus 17:19 – 20 lemos o seguinte:
“- Então os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular, disseram: Por que não pudemos nós expulsá-lo?
E Jesus lhes disse: Por causa de vossa incredulidade; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível.”
Ou seja, os discípulos não expulsaram o demônio devido sua falta de fé, e não pelo fato de não estarem jejuando. Fica esclarecido então nesse contexto que Jesus não estava exigindo algo dos discípulos que eles não tinham condição espiritual de fazer.
ENTÃO NÃO USE A FRASE ¨ESSA CASTA NÃO SAI SE NÃO POR JEJUM E ORAÇÃO¨ USE A FRASE ¨SUA INCREDULIDADE SÓ SAI COM JEJUM E ORAÇÃO¨
O que você achou desse post? Se tiver considerações a fazer ou até mesmo outro ponto de vista comente esse post ou fale conosco. Que a paz de Jesus esteja com todos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

ESTUDO BÍBLICO - EVANGELHO DE JOÃO - CAPÍTULO 12

O capítulo 12 do Evangelho de João relata a parte final da oposição dos fariseus ao Filho de Deus. Ele se divide em três partes: 
- Maria ungindo os pés do Senhor para a sua sepultura  e a trama para matar Lázaro (12:1-11)
- A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (12:12-19)
- Os gregos também desejando ver a Jesus e o Mestre trazendo mais revelações do Reino (12:20-50).
Vamos estudar as três partes separadamente.


Maria unge os pés de Jesus (Jo 12:1-11)




A Palavra diz que estavam todos reunidos em Betânia e prepararam uma ceia para o Senhor. Entre os convidados estava Lázaro, ressuscitado dos mortos, e suas irmãs, Marta e Maria.
Os versos que seguem dizem que Maria tomou "uma libra de unguento de nardo puro, de muito preço, e ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhes os pés com seus cabelos". (12:3).
Imagina a cena: numa época onde as mulheres eram tão somente restritas a servir e permanecerem caladas, Maria, quebrando todos os protocolos, "invade" a reunião e promove um dos atos de adoração mais lindos já registrados nas Escrituras. Mas qual é o real significado desse ato?

- De acordo com historiadores, o unguento utilizado por Maria equivalia a praticamente um ano de salário. As mulheres compravam esse nardo para a noite de núpcias. Ao oferecê-lo a Jesus, Maria estava literalmente oferecendo a Ele a sua vida, declarando que Ele era não somente o seu Senhor e Salvador, mas seu Esposo - ela se portou como a Noiva do Cordeiro.

- Os cabelos eram considerados o "véu da mulher" (ver 1 Cor 11:15), visto que mulheres com o cabelo raspado ou curto eram vistas como "desonradas". Pois bem, Maria não deu a mínima importância para isso e usou seus cabelos para enxugar os pés de Jesus! O objeto de maior honra para sua comunidade não significava nada para ela naquele momento...ela estava abrindo mão de si mesma, humilhando-se na presença de seu Senhor.

- Após esse ato lindo de adoração, João relata que "encheu-se a casa do cheiro do unguento". O ato de Maria acabou chamando a atenção de todos no ambiente. Paulo nos ensina que o perfume de Cristo deve exalar em todos os que conhecem a sã doutrina e proclamam o Evangelho de Cristo (2 Co 2:14).

- Infelizmente, a ação de Maria despertou indignação e inveja nos convidados, principalmente de Judas Iscariotes, que foi o primeiro a censurar o "desperdício" do unguento, dizendo que poderia muito bem ter sido vendido e o dinheiro distribuído aos pobres (Jo 12:4-6). Mas Jesus o advertiu severamente: “Deixa-a em paz; pois para o dia da minha sepultura foi que ela guardou isso. Quanto aos pobres, vós sempre os tereis convosco, mas a mim vós nem sempre tereis”. Ou seja, servir ao Senhor cuidando dos necessitados é importante, sim; mas a adoração VERDADEIRA, rendendo-se aos pés de Cristo e reconhecendo que somente Ele é Senhor, Salvador e Noivo é privilégio de poucos.



A trama para matar Lázaro (12:9-11)



"Por outro lado, uma grande multidão de judeus, assim que soube que Jesus estava ali, veio, não somente por causa de Jesus, mas igualmente para ver Lázaro, a quem Ele ressuscitara dos mortos. Mas os chefes dos sacerdotes tramaram matar Lázaro também. Pois, por causa do que ocorrera com ele, muitos estavam se afastando e crendo em Jesus".



A Entrada Triunfal em Jerusalém (12:12-19)(Mt 21.1-9; Mc 11.1-10; Lc 19.28-38)




Todos os elementos nele envolvidos tem significado: o jumento, os ramos, a declaração do povo. Vejamos:

O Jumento: Esse ato foi profetizado pelo profeta Zacarias: “Dizei à filha de Sião: eis que o teu rei vem a ti, manso e montado sobre um jumento, num burrico, filho de jumenta” (Zacarias 9:9). Vindo desta forma, Jesus demonstrou toda a sua humildade e renúncia das riquezas exigidas pelos príncipes da terra (cavalos, exércitos, mantos, ouro...)

Os ramos e as vestes: era costume naquela época saudar os reis estendendo as vestes e ramos de palmeiras no caminho por onde ele iria passar (ver 2 Reis 9:13, Levítico 23:40).

A declaração: O povo estava aclamando parte do Salmo 118: "Rogamos a ti, ó SENHOR, salva-nos e faze-nos prosperar. Bendito seja o que vem em Nome do SENHOR.". Era um pedido de SOCORRO, de SALVAÇÃO.


Os gregos desejam ver a Jesus e o Mestre faz mais revelações do Reino dos Céus (12:20-50)




"Entre os que subiram para adorar a Deus durante a festa da Páscoa estavam alguns gregos. Eles se dirigiram a Filipe, que era de Betsaida da Galileia, e lhe rogaram: “Senhor! Nós desejamos ver Jesus.” Filipe foi e contou a André, e André e Filipe comunicaram o pedido a Jesus. Jesus lhes respondeu: “Chegou a hora em que o Filho do homem será glorificado." (Jo 12:20-23)

Quando os gregos pediram para ver Jesus, Ele sabia que o seu ministério estava no fim: o Reino dos Céus estava alcançando os gentios! Logo que Filipe e André foram avisar ao Mestre que aqueles estrangeiros desejavam vê-lo, Ele logo proclamou que era a hora do Filho do Homem ser glorificado pois através de sua morte e ressurreição, muitos creriam nEle. Vejamos as declarações de Jesus após esse ocorrido:


"Em verdade, em verdade vos asseguro que se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, permanecerá ele só; mas se morrer produzirá muito fruto" (12:24) - a comparação figurada de sua morte com a germinação de uma semente anunciaria os próximos eventos: prisão, escárnio, cruz, morte e ressurreição.

"Aquele que ama a sua vida, a perderá; entretanto, aquele que odeia sua vida neste mundo, a preservará para a vida eterna. Se alguém me serve, precisa seguir-me; e onde estou, o meu servo também estará. Aquele que me serve será honrado por meu Pai". (12:25,26) - Temos aqui a mesma declaração de Mc 8:34, onde Jesus diz que devemos negar a si mesmo, tomar a nossa cruz e segui-lo. Além disso, Ele garante que todo aquele que o serve receberá  a honra de Deus, o Pai.

"Agora minha alma está perturbada, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não! Eu vim precisamente com esse propósito e para esta hora. Pai, glorifica o teu Nome!” (12:27). Jesus sabia da sua missão e em momento algum pediu ao Pai que a sua vontade não fosse realizada. Como servo fiel, permaneceu assim até o fim e recebeu a glória de assentar-se à destra de Deus com toda a sua Majestade.


Então, veio uma voz dos céus, dizendo: “Eu já o glorifiquei e o glorificarei uma vez mais.” Todavia, a multidão que estava ali, tendo ouvido a voz, dizia ter trovejado. Outros garantiam: “Um anjo falou com Ele.” Jesus lhes esclareceu: “Essa voz não veio por minha causa, e sim para vosso benefício. Chegou a hora de este mundo ser julgado, e agora o príncipe deste mundo será expulso. Mas Eu, quando for levantado da terra, atrairei todas as pessoas para mim.”(Jo 12:28-32). Toda vez que o Pai falava com Jesus, o povo não compreendia, atribuindo a voz a um trovão ou anjo. Os olhos e ouvidos da multidão ainda não estavam abertos para compreender o relacionamento íntimo que Jesus tinha com o Pai. Jesus mais uma vez enfatiza a sua missão de julgar o "príncipe do mundo" - Satanás, e atrair todos os povos a ele com a morte que havia de morrer.

A partir daí, a multidão começa a questioná-lo a respeito de doutrinas e de quem seria o "Filho do Homem". Jesus, então, responde:


"Então Jesus lhes explicou: “Ainda por mais um pouco de tempo a luz estará entre vós. Caminhai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos surpreendam, pois aquele que anda nas trevas não sabe para onde vai. Enquanto vós tendes a luz, crede na luz, para vos tornardes filhos da luz.” E, terminando de falar, partiu e ocultou-se deles" (12:35,36).
A Luz do mundo era Ele (Jo 9:5). Quem crê na luz se torna filho da luz. Os filhos das trevas andam nas trevas e não sabem para onde estão indo. Jesus faz aqui uma clara distinção entre quem serve a Ele e quem não serve.


A partir daí, a Palavra relata que "embora tivesse realizado tantos milagres diante deles, não creram em Jesus". Essa era a condenação de Israel. Tiveram seus olhos e ouvidos cerrados para que não compreendessem a Palavra de Deus (Isaías 6:10). 




Por outro lado, "muitos dentre as próprias autoridades acreditaram nele, mas devido aos fariseus, não declaravam sua fé, para não serem excluídos da sinagoga; pois amaram mais a honra dos homens do que a glória de Deus". Quantos não fazem o mesmo? Quantos "cristãos ocultos" existem hoje em dia, que amam mais os seus cargos, posições, status na sociedade e não abrem mão disso tudo para glorificar o nome do Senhor?


Palavras Finais (12:44-50)



"Então Jesus exclamou: “Quem acredita em mim, não crê somente em mim, mas naquele que me enviou. Quem vê a mim, vê Aquele que me enviou. Eu vim como luz para o mundo; a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. Se alguém ouvir as minhas palavras e não obedecer a elas, Eu não o julgo; porque Eu não vim para julgar o mundo, mas sim, para salvá-lo. Aquele que me rejeita e não acolhe as minhas palavras tem quem o julgue; a Palavra que proclamei, essa o julgará no último dia. Pois Eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me deu ordens sobre o que Eu deveria dizer e o que proclamar. Eu sei que o seu mandamento é a vida eterna. Sendo assim, tudo o que Eu falo, como o Pai me mandou dizer, assim falo."

Jesus veio para salvar o que se havia perdido (Mt 18:11). Aquele que não ouve as palavras que Ele proclamou e não crê em seu sacrifício na Cruz, está negando o próprio Deus e a vida eterna. Somente em Jesus existe salvação. Ele é o Filho de Deus, o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14:6).

Até o próximo estudo!


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

A DOR DO VAZIO



Ninguém gosta de sentir dor.
Seja dor de cabeça, de barriga, de dente....a dor incomoda, te impede de continuar as atividades, te paralisa, te deixa chato, às vezes até insuportável.
Tem dor que te obriga a se isolar....
Tem dor que não passa nem com analgésico...
Tem dor que vem da alma, do íntimo. É desse tipo de dor que estou falando.
Não é uma simples "dor-de-cotovelo", causada por "sofrências" da vida ou dos amores.
Não é a dor de ver seu time ser rebaixado para a segunda divisão.
Não é a dor de perder uma disputa, um emprego...
Também não é a dor de perder  um ente querido, um amigo, alguém próximo.
É a dor de se sentir inútil, miserável, pequeno, ínfimo, um nada, um lixo, um rastro, uma simples poeira na imensidão do Universo.
É a dor que provoca um choro que DÓI. Um choro que pode ser compulsivo ou comedido, aos gritos ou quietinho, abafado pelo travesseiro.
É a dor de saber que se está longe, muito longe de alguém.
Alguém que, por nós mesmos, não sabemos discernir. Alguém que falta, que completa o espaço vazio dentro de cada ser humano que existe sobre a Terra.
Esse Alguém é Jesus.

Ele sofreu tamanha dor que não podemos sequer imaginar. Foi traído, humilhado, açoitado, cuspido, esbofeteado e crucificado com requintes inimagináveis de crueldade (ver Mateus 27; Marcos 15; Lucas 23; João 19). Seu corpo mortal sofreu a maior de todas as dores físicas, emocionais e espirituais: a de estar separado do Pai, mesmo sem ter culpa ou pecado
.
"E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" Marcos 15:34


“Aquele que não conheceu pecado o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”, 2 Coríntios 5.21

Cristo fez-se pecado e maldito em nosso lugar para que nEle tivéssemos comunhão novamente com o Pai - como era com o primeiro homem no Éden.



Então pare e pense: vale a pena remoer toda essa dor em seu coração por algo que REALMENTE já não faz mais sentido ao olharmos para o sacrifício de Jesus na Cruz?



Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.Colossensses 1:13-14




Isso não significa que não passaremos por aflições enquanto estivermos neste mundo. Jesus não prometeu uma vida de "plena felicidade e zero problemas", como muitos pregam por aí. (Veja João 16:33).

A vida cristã é repleta de angústias e aflições (leia sobre isso aqui). Mas, ao mesmo tempo, temos em Jesus a esperança da glória do porvir (Romanos 8:18-33). Nossa vida não se resume meramente ao material, como muitas religiões pregam. Nossa vida foi resgatada em Cristo e, quando Ele se manifestar, saberemos o que está escondido nEle para nós desde a Eternidade para os que foram comprados com o seu precioso Sangue. (Leia 1 João 3).

Portanto, irmão...nenhuma dor é tremendamente insuportável quando estamos em Jesus. Precisa de ajuda? Procure um irmão de confiança, ore, desabafe, clame ao Pai pelo alívio na alma. Mas jamais desista da caminhada, jamais desista de carregar a sua cruz. A vida eterna é o nosso maior presente.


Assista ao video:








Graça e Paz.