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terça-feira, 12 de julho de 2016

A Origem de Satanás



Neste artigo iremos tratar deste assunto que é freqüentemente abordado e com opiniões de certa forma até “místicas”, sem nexo algum, ou até mesmo contendo invencionices e atribuindo ao inimigo das nossas almas um poder ou fama que ele não possui.

Tentarei elucidar alguns pontos básicos da origem dele, o príncipe deste mundo, pautado em bases bíblicas e sem fábulas para que a suficiência das Escrituras nos esclareça toda e qualquer dúvida que possamos vir a ter a respeito de SATANÁS!

A Bíblia nos cita nominalmente a existência de pelo menos quatro seres da esfera espiritual: anjos, arcanjos, querubins e serafins. Existem algumas referências que remetem que Satanás era um querubim e que ele estava antes da criação:

“…tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados.” (Ezequiel 28:12,13)
Os querubins são citados na Bíblia como seres que têm asas e uma forma (semelhante) a humana (Êxodo 25:20).

Em algumas passagens vemos querubins com forma de animais (Ezequiel 41. 18-19). Em outras, temos querubins descritos em formas estranhas, mesclados com características de pessoas e animais.

Por exemplo: Em Ezequiel 1. 5- 8, esses seres tinham 4 rostos, 4 asas, mãos que saiam de debaixo das asas, etc. Esses seres estão sempre ligados a glorificação da majestade e grandeza de Deus (Apocalipse 4. 6-8).

Até ser achada iniqüidade no querubim que viria a ser Satanás, ele era perfeito:

“Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti.”(Ezequiel 28:15)
Ele era ungido e tinha uma função, percorrer o monte e protegê-lo:

“Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas.” (Ezequiel 28:14)
Foi ali que houve sua queda:

“Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de Deus, e te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras afogueadas. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti.” (Ezequiel 28:16,17)
Nestes versículos temos a causa, a conseqüência e o desfecho deste episódio, onde a causa, a profanação e a conseqüência do pecado transformaram o querubim, ora ungido, em Satanás.

Causa – Motivação
“Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste…”

“Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor;…”

Satanás tentou ganhar alguma vantagem da posição da função que desempenhava,  ao ponto de ter o seu interior contaminado, mostrando a essência do pecado.

Pecado – Causa e Efeito
“e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de Deus, e te fiz perecer,…”

“por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti.”

O pecado que o querubim cometeu o profanou, e por conta desta corrupção foi separado de Deus.

O texto contido no livro do profeta Isaías, também é bem rico e revelador a cerca da queda desde querubim outrora ungido.

“A tua soberba foi lançada também no Sheol, na sepultura, junto com o som de glória das tuas harpas. Eis que agora tua cama é feita de larvas, e tua coberta de vermes. Como foi que caíste dos céus, ó estrela da manhã, filho d’alva, da alvorada? Como foste atirado à terra, tu que derrubavas todas as nações? Afinal, tu costumavas declarar em teu coração: “Hei de subir até aos céus; erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; eu me estabelecerei na montanha da Assembléia, no ponto mais elevado de Zafon, o alto do norte, o monte santo. Subirei mais alto que as mais altas nuvens; tornar-me-ei semelhante ao Altíssimo!” Contudo, às profundezas do Sheol, da morte, foste precipitado; lançado foste no fundo do abismo!” (Isaías 14:11-15)
A Origem de Satanás é bem clara na bíblia, principalmente pelo rico material encontrado em Ezequiel 28 e Isaías 14, mas a ênfase bíblica e a nossa grande preocupação é o fato dele existir, ainda. Ele mantêm seu reinado sobre este mundo depravado, pela permissão do Altíssimo, por um tempo ainda, e tenta dominar a humanidade. Mas que tenhamos bom ânimo! Pois a Palavra do Senhor nos deu a vitória e um dia todo mal será retirado.

“Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” (Efésios 6:10-12).
Existe uma linha de pensamento que atribui o texto de Ezequiel 28 exclusivamente ao rei TIRO e Isaías 14 ao Rei da Babilônia.

Porém, dada a linguagem ser forte demais para que seja aplicada a qualquer ser humano, concluímos que este texto em questão trata-se de dupla referência, tanto no contexto aos Reis quando à origem e queda de Satanás.

Um exemplo desta dupla referência é o fato de que algumas profecias falavam sobre o reajuntamento do povo de Israel após os setenta anos de cativeiro, mas que também nos leva a refletir no ajuntamento de Israel nos fins dos tempos.

Dessa forma, concluímos que os textos supracitados apontam a origem e queda de Satanás.

Que o Senhor vos abençoe!

Dilcimar Gomes

segunda-feira, 13 de junho de 2016

O cristão e as comidas sacrificadas a demônios



Examinemos 1 Coríntios 8-10, a passagem da Bíblia que aborda de forma mais direta e clara a questão que estamos discutindo. Nesses capítulos, o apóstolo Paulo trata da atitude dos cristãos para com a carne de animais sacrificados como oferendas aos deuses pagãos. A questão que Paulo tratou nessa passagem era bem complexa. Os cristãos em Corinto (bem como nas demais cidades do mundo greco-romano) sempre corriam o risco de comer esse tipo de carne. O sacrifício de animais e o consumo da sua carne fazia parte do ritual religioso nos templos pagãos da época. Corinto não era exceção.
Modernamente, podemos nos referir ao caso das comidas “trabalhadas” nos terreiros de umbanda. De acordo com as crenças do candomblé, umbanda e quimbanda, os orixás exigem comidas variadas, que devem ser preparadas de acordo com rituais apropriados. Por exemplo, Exú gosta de cebola e mel entregues no mato com velas acesas e aguardente. Ogum gosta de feijoada, xinxim, acarajé e milho branco. Oxóssi, de peixe de escamas, arroz, feijão e dendê.(23) Essas comidas são feitas de acordo com as indicações dos demônios e a eles oferecidas. Para muitos cristãos, é uma questão aguda se algum mal vai lhes ocorrer se acabarem por ingerir uma comida que foi “trabalhada”. Os coríntios estavam perturbados por um problema similar. Eles escreveram uma carta a Paulo com várias perguntas, entre elas, se era lícito comer carne de animais que haviam sido consagrados aos deuses pagãos.(24) Os coríntios tinham em mente três situações:
1. Era lícito participar de um festival religioso num templo pagão e comer a carne dos animais sacrificados aos deuses? Na antigüidade, o sacrifício de animais aos deuses fazia parte da vida pessoal, familiar e social. O sacrifício ocorria nos templos e a carne do animal sacrificado era dividida em três partes. Uma parte, geralmente simbólica (podendo ser até uma mecha dos pelos!), era queimada no altar em homenagem aos deuses. A segunda parte, incluindo costelas e músculos, ia para o sacerdote. A terceira parte ficava com o ofertante, e com ela, oferecia um banquete, geralmente em casamentos. Muitas vezes, essas festas ocorriam no templo, no qual o sacrifício fora feito.(25) Os crentes de Corinto certamente mantinham relacionamentos com amigos não-crentes, e sempre havia a possibilidade de serem convidados a participar de uma destas festas no templo, onde havia muita carne e bebida. Alguns daqueles cristãos não tinham quaisquer escrúpulos de consciência em participar e comer carne dos ídolos no templo dos ídolos, uma atitude que estava provocando os de consciência mais fraca.
2. Era lícito comer carne comprada no mercado público? A carne ali comprada poderia ser de animais sacrificados aos deuses, cujo excedente dos altares havia sido repassado pelos sacerdotes aos açougueiros da cidade. Devido à enorme quantidade de animais sacrificados, uma parte deles acabava no mercado público, onde eram vendidos como carne boa e barata.
3. Era lícito comer carne na casa de um amigo idólatra? Como na situação anterior, um crente poderia ser convidado por um amigo pagão para comer um churrasco em sua casa. A carne provavelmente seria de um animal que o amigo havia primeiro consagrado ao seu deus, lá no templo. Um papiro grego muito antigo contém um convite para uma dessas festas, nos seguintes termos: “Antônio, filho de Ptolomeu, convida-o para cear com ele à mesa de nosso senhor Serápis.”(26) Quem quer que tenha sido o convidado, ele sabia que ao sentar-se à mesa de Antônio, estaria comendo carne de um animal que havia sido sacrificado ao deus Serápis.
A questão aguda era se um crente poderia comer carne em Corinto, correndo assim o risco de contaminar-se. William Barclay, um autor bastante conhecido e citado, sugere que o problema era a crença, muito difundida na antigüidade, de que os demônios estavam sempre procurando uma brecha para entrar nos homens, para destruir seus corpos e mentes. Uma das maneiras pela qual faziam isso era através da comida. Tais espíritos se alojavam na comida e quando a pessoa a engolia, os demônios entravam nela. Por esse motivo, diz Barclay, as pessoas consagravam os alimentos – especialmente a carne – a algum deus bom. Acreditava-se que a presença de um deus bom na carne formava uma barreira contra os maus espíritos.(27)
O assunto dos sacrifícios de animais aos deuses é bem complexo, e não poucos estudiosos discordariam de Barclay. Essa não parece ser a razão primordial pela qual os pagãos consagravam comida aos seus deuses. Sacrifícios eram praticados nas religiões de quase todas culturas antigas, e no geral, visavam honrar uma divindade, apaziguá-la ou santificar a oferta. Em algumas destas culturas, os sacrifícios estavam relacionados com o culto aos ancestrais, alimentar os deuses e mesmo “comer os deuses”.(28) Paulo, ao discutir o assunto, em momento algum sugere que haveria o risco de demônios penetrarem mesmo naqueles que comessem a carne consagrada aos demônios nos próprios templos dos deuses pagãos. A questão que incomodava os coríntios não era se estariam comendo demônios, mas se não estariam participando direta ou indiretamente do culto ao ídolo. Note ainda que quem introduz o conceito de que os demônios estão por detrás da idolatria é Paulo. Provavelmente os coríntios nem estavam pensando nesses termos. A explicação de Barclay, portanto, é menos do que convincente.(29)
Os crentes de Corinto estavam divididos quanto ao assunto. Um grupo deles estava passando por grande aflição. Eram ex-freqüentadores dos templos, recém convertidos ao Evangelho. Por vezes, acabavam caindo no velho costume de comer carne, encorajados pelo exemplo dos que achavam que não havia nada de errado com isso. Como resultado, suas consciências os acusavam: eles haviam acabado de consumir carne espiritualmente contaminada, consagrada aos demônios em um templo pagão. Paulo, no tratamento que faz do assunto, considera-os como “fracos”, pois suas consciências eram “fracas” (1 Co 8.7,9-12). O grupo contrário, a quem Paulo chama de “dotados de saber” (1 Co 8.10), tinha já plena consciência de que os ídolos dos templos pagãos nada eram nesse mundo, e que os animais a eles ofertados, na verdade, continuavam a ser de Deus, o criador e Senhor de todas as coisas. Assim, sentiam-se livres para comer carne, até mesmo nos festivais pagãos nos templos. Os “fracos”, estimulados por esse exemplo, tentavam usar da mesma liberdade, mas com resultados desastrosos – suas consciências não eram fortes o suficiente para permitir que comessem carne livremente.
O problema parece que girava em torno de duas questões. Primeira, a relação entre os animais e os deuses, diante de cujas imagens os animais eram consagrados, oferecidos e sacrificados. A carne desses animais continuava a “pertencer” aos deuses após o ritual no templo, quando estava pendurada no açougue público para ser vendida? Quem comesse dessa carne estaria, mesmo de forma inconsciente, fazendo um pacto com os deuses? Segunda, comer essa carne não implicaria numa espécie de participação à distância dos crentes na adoração pagã e no culto aos deuses? Não deveríamos evitar a todo custo aquilo que tem relação com os cultos idólatras?
As respostas de Paulo são surpreendentes. O apóstolo concorda com os “fortes” quanto ao conhecimento de que Deus é o Senhor de tudo e que não há outros deuses ou senhores (1 Co 8.4-6). Mas condena a falta de amor dos “fortes” para com os “fracos” (1 Co 8.9-13). Deveriam limitar sua liberdade pela consideração à consciência dos outros. Após dar o exemplo de como abriu mão dos seus direitos como apóstolo de receber sustento por amor do Evangelho (1 Coríntios 9), e após alertar os “fortes” contra a arrogância, usando o exemplo de Israel no deserto (1 Co 10.1-15), Paulo responde às três principais indagações dos Coríntios já mencionadas acima.
O fato de que Paulo não invoca aqui a decisão do concílio de Jerusalém (Atos 15) para resolver o assunto de vez tem intrigado os estudiosos. Conforme lemos no livro de Atos, o concílio havia se reunido para tratar das condições sob as quais os não-judeus poderiam ser salvos e recebidos na Igreja. A polêmica havia sido causada por alguns judeus cristãos da Judéia que foram até as igrejas gentílicas forçar os gentios a se circuncidarem, e a guardar as leis de Moisés (naquela época, as mais importantes eram as leis dietárias e o calendário religioso). Paulo e Barnabé resistiram e houve uma grande discussão. O assunto foi levado aos apóstolos e presbíteros em Jerusalém. Alguns fariseus que haviam crido em Cristo insistiam na circuncisão e nas leis de Moisés para os gentios, mas Paulo, Pedro e Tiago, através de seus testemunhos e do apelo às Escrituras, convenceram o concílio de que os gentios eram salvos pela fé sem as obras da lei (como também os judeus o eram), e que não precisavam se tornar judeus para poder pertencer à Igreja de Cristo. O concílio, entretanto, em sua decisão, resolveu incluir algumas condições éticas, entre elas, a de os gentios se absterem das coisas sacrificadas aos ídolos (At 15.29).
O concílio havia acontecido uns poucos antes de Paulo escrever 1 Coríntios. O apóstolo estava perfeitamente consciente do conteúdo da sua decisão. A pergunta é, por que não invocou aquela decisão para acabar de vez com o problema em Corinto? Algumas respostas tem sido dadas. Peter Wagner, por exemplo, sugere que Paulo não havia ficado satisfeito com essa decisão, considerando-a inadequada e superficial. Para Wagner, a decisão do concílio havia sido equivocada por tratar o comer carne sacrificada aos ídolos como algo imoral, quando na verdade era algo neutro.(30) Entretanto, a melhor solução tem sido observar que as condições éticas requeridas pelo concílio eram para ser observadas num ambiente onde houvesse judeus e gentios. Eram regras a ser seguidas pelos gentios cristãos numa igreja onde houvesse judeus cristãos. Elas não eram uma lei moral geral e válida em todas as circunstâncias, mas uma orientação para quando a abstinência se fizesse necessária para preservar a unidade, conforme sugere Calvino em seu comentário em Atos 15.
A situação de Corinto era diferente. O problema lá não era o mesmo tratado no concílio de Jerusalém. O problema não era os escrúpulos de judeus cristãos ofendidos pela atitude liberal de crentes gentios quanto à comida oferecida aos ídolos. Portanto, a solução de Jerusalém não servia para Corinto. É provavelmente por esse motivo que o apóstolo não invoca o decreto de Jerusalém.(31) Antes, procura responder às questões que preocupavam os coríntios de acordo com o princípio fundamental de que só há um Deus vivo e verdadeiro, o qual fez todas as coisas; que o ídolo nada é nesse mundo; e que fora do ambiente do culto pagão, somos livres para comer até mesmo coisas que ali foram sacrificadas.
1. Aprimeira pergunta dos coríntios havia sido: era lícito participar de um festival religioso num templo pagão e ali comer a carne dos animais sacrificados aos deuses? Não, responde Paulo. Isso significaria participar diretamente no culto aos demônios onde o animal foi sacrificado (1 Co 10.16-24). Paulo havia dito que os deuses dos pagãos eram imaginários (1 Co 10.19). Por outro lado, ele afirma que aquilo que é sacrificado nos altares pagãos é oferecido, na verdade, aos demônios e não a Deus (10.20). Paulo não está dizendo que os gentios conscientemente ofereciam seus sacrifícios aos demônios. Obviamente, eles pensavam que estavam servindo aos deuses, e nunca a espíritos malignos e impuros. Entretanto, ao fim das contas, seu culto era culto aos demônios.(32) Paulo está aqui refletindo o ensino bíblico do Antigo Testamento quanto ao culto dos gentios:
Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus… (Dt 32.17).
…pois imolaram seus filhos e suas filhas aos demônios (Sl 106.37).

O princípio fundamental é que o homem não regenerado, ao quebrar as leis de Deus, mesmo não tendo a intenção de servir a Satanás, acaba obedecendo ao adversário de Deus e fazendo sua vontade. Satanás é o príncipe desse mundo. Portanto, cada pecado é um tributo em sua honra. Ao recusar-se a adorar ao único Deus verdadeiro (cf. Rm 1.18-25), o homem acaba por curvar-se diante de Satanás e de seus anjos.(33) Para Paulo, participar nos festivais pagãos acabava por ser um culto aos demônios. Por esse motivo, responde que um cristão não deveria comer carne no templo do ídolo. Isso eqüivaleria a participar da mesa dos demônios, o que provocaria ciúmes e zelo da parte de Deus (1 Co 10.21-22). Paulo deseja deixar claro para os coríntios “fortes”, que não tinham qualquer intenção de manter comunhão com os demônios, que era a atitude deles em participar nos festivais do templo que contava ao final. Era a força do ato em si que acabaria por estabelecer comunhão com os demônios.(34)
2. Era lícito comer carne comprada no mercado público? Sim, responde Paulo. Compre e coma, sem nada perguntar (1 Co 10.25). A carne já não está no ambiente de culto pagão. Não mantém nenhuma relação especial com os demônios, depois que saiu de lá. Está “limpa” e pode ser consumida.
3. Era lícito comer carne na casa de um amigo idólatra? Sim e não, responde Paulo. Sim, caso não haja, entre os convidados, algum crente “fraco” que alerte sobre a procedência da carne (1 Co 10.27). Não, quando isso ocorrer (1 Co 10.28-30).
O ponto que desejo destacar é que para o apóstolo Paulo a carne que havia sido sacrificada aos demônios no templo pagão perdia a “contaminação espiritual” depois que saia do ambiente de culto. Era carne, como qualquer outra. É verdade que ele condenou a atitude dos “fortes” que estavam comendo, no próprio templo, a carne sacrificada aos demônios. Mas isso foi porque comer a carne ali era parte do culto prestado aos demônios, assim como comer o pão e beber o vinho na Ceia é parte de nosso culto a Deus. Uma vez encerrado o culto, o pão é pão e o vinho é vinho. Aliás, continuaram a ser pão e vinho, antes, durante e depois. A mesma coisa ocorre com as carnes de animais oferecidas aos ídolos. E o que é verdade acerca da carne, é também verdade acerca de fetiches, roupas, amuletos, estátuas e objetos consagrados aos deuses pagãos. Como disse Calvino,
Alguma dúvida pode surgir se as criaturas de Deus se tornam impuras ao serem usadas pelos incrédulos em sacrifícios. Paulo nega tal conceito, porque o senhorio e possessão de toda terra permanecem nas mãos de Deus. Mas, pelo seu poder, o Senhor sustenta as coisas que tem em suas mãos, e, por causa disto, ele as santifica. Por isso, tudo que os filhos de Deus usam é limpo, visto que o tomam das mãos de Deus, e de nenhuma outra fonte.(35)

CONCLUSÃO

Ao fim desse capítulo, espero ter dado evidências claras de que não há como justificar hoje a prática no culto cristão de ungir e abençoar objetos, quaisquer que forem os propósitos. Também, que não há como provar biblicamente que objetos usados e consagrados aos demônios nos cultos idólatras e ocultistas têm algum poder especial de “amaldiçoar” os crentes verdadeiros que os tocam, ingerem, usam ou acabam por possui-los fora do contexto de adoração e devoção a essas entidades.
Devemos sempre nos lembrar da diferença fundamental entre o conceito pagão e o conceito cristão quanto ao emprego de “coisas” com sentido religioso. As religiões empregam objetos e utensílios em seus cultos ou práticas como símbolos de realidades espirituais ou portadores de poderes mágicos. O culto cristão, em contraste, é bem mais simples. Ele emprega apenas dois símbolos materiais, a água do batismo e os elementos da Ceia (pão e vinho). A atitude do paganismo para com esses objetos é também diferente da atitude dos evangélicos para com seus símbolos (batismo e Ceia). Enquanto que para os evangélicos a água, o pão e o vinho são símbolos que têm seu valor e sua função apenas no momento da ministração dos sacramentos, na prática da magia, no ocultismo, nas religiões afro-brasileiras e no catolicismo popular, os objetos cúlticos continuam a manter uma relação vital para com as entidades e realidades espirituais aos quais estão associados, mesmo após a sua consagração durante os rituais. Por exemplo, uma rosa que foi ungida continua a emanar forças positivas mesmo após o ritual de consagração. Um amuleto que foi “carregado” de fluidos positivos continuará a emaná-los ad infinitum. Uma comida que foi “trabalhada” por uma mãe de santo num terreiro de umbanda vai afetar quem a comer, fora do terreiro. Para os evangélicos, em contraste, uma vez encerrada a Ceia, o pão é pão comum e o vinho, vinho comum. Na verdade, eles permaneceram sendo vinho e pão comuns durante a celebração da Ceia. Aquele uso especial para o qual foram separados, cessa após a celebração. Nenhum pastor pode, fora do momento da celebração (suponhamos, durante o jantar em casa de amigos), tomar pão e declarar: “Disse Jesus, isso é o meu corpo, comei deles todos”. Água, pão e vinho perdem sua simbologia fora do culto. Para o paganismo, entretanto, a profunda relação entre objetos cúlticos e as realidades e entidades espirituais associadas a eles é permanente.
Portanto, os evangélicos que conhecem a sua Bíblia não são superticiosos quanto a objetos oriundos de outras religiões. Entretanto, acredito que devemos ter bastante cautela quanto a objetos assim. Eu mesmo não guardo em casa ou no ambiente de trabalho nenhuma dessas coisas. Não que tenha receio que elas poderão dar aos demônios, a quem foram oferecidas, algum tipo de poder sobre mim e minha família. Estou seguro e protegido no poder do meu Salvador Jesus Cristo. Mas, pelas seguintes razões, que ofereço como orientação geral quanto ao uso desses objetos:
1) Devemos evitar ter e exibir esses objetos quando os mesmos forem uma tentação real para a idolatria ou ocultismo. Novos convertidos egressos da idolatria e cultos afro-brasileiros poderão ser tentados a retornar às práticas antigas, estimulados pelos símbolos do seu passado religioso. Devemos evitar toda e qualquer possibilidade de sermos tentados nessa área, bem, como evitar sermos causa de tropeço para outros. Foi isso que o apóstolo Paulo recomendou aos “fortes” de Corinto (1 Co 10.31-33).
2) Devemos evitar esses objetos se os mesmos evocam lembranças do nosso passado. Muitos de nós gostariam de esquecer períodos e eventos acontecidos nos tempos de ignorância. Deus nos deu a bênção do esquecimento. Livremo-nos, pois, de tudo que mantém vivas lembranças assim.
3) Devemos evitar esses objetos se os mesmos servirem de estímulo a outros a que façam o mesmo, sem que estejam firmes em suas consciências de que tais objetos, em si, nenhum mal trazem.

Fonte: https://tiagolinno.wordpress.com/2011/12/01/o-cristao-e-as-sacrificadas-a-demonios/

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Cuidado com a "doutrinas dos anjos"




''Contudo, ainda que nós ou mesmo um anjo dos céus vos anuncie um evangelho diferente do que já vos pregamos, seja considerado maldito!''
Gálatas, 1.8. 


No livro de Gálatas o Ap. Paulo já aconselhava os cristãos a terem cuidado com esse engano. Muitas seitas e até religiões foram criadas a partir de ensinamentos de anjos.
Mas será que um anjo pode enganar?
Certamente não, mas um anjo caído pode é isso que Paulo alertava. 
Neste texto falarei de alguns exemplos, começando por um exemplo claro que aconteceu no antigo testamento.

Poucos conhecem essa passagem bíblica, onde um jovem profeta perdeu a vida por um engano.

Em 1Reis 13 - um jovem profeta tinha a ordem dada por Deus de não voltar por um certo caminho. Este jovem profeta temia a Deus e não planejava desobedecer esta ordem.  Porém enquanto andava encontrou com um velho profeta que que mentindo disse que um anjo havia ordenado  que ele poderia andar pelo outro caminho. O jovem profeta não acreditaria no outro profeta, porém como disse que um anjo o havia falado ele acreditou. Como consequência disso o jovem profeta perdeu a vida sendo devorado por um Leão. 

Este engano continua até hoje. No relato bíblico tratava-se de uma mentira.  Mas durante os séculos não há como negar que anjos caídos tem levado homens ao engano. Darei alguns exemplos :

*Maomé - o Islamismo foi criado a partir de uma visita do ''anjo'' Gabriel à Maomé no ano 610 d.c. Este sem dúvida é o ensinamento que mais entra em oposição a graça de Cristo.  
Devido a isso, Maomé trouxe de volta a espada e a lei, contrariando tudo o que Jesus ensinou sobre a graça. 

*Joseph Smith- Em1823, Joseph foi visitado por um mensageiro celestial chamado Morôni, que o guiou a um monte, onde mostrou a Joseph, placas de ouro, que continham a história de uma antiga civilização vinda de Jerusalém, que estabeleceu-se nas Américas por indicação divina. Assim nasceu a Igreja Santos dos Últimos dias. 

Atualmente temos igrejas Neo pentecostais seguindo tal prática.  
Principalmente realizando campanhas alegando ter revelação de algum anjo, geralmente Miguel. 
Mas não se engane.  Assim como Ap Paulo alertou nem um anjo pode anunciar outro evangelho. 

Vivemos um momento de apostasía tão grande,  que alguns pregadores chegam a colocar uma cadeira vazia para algum anjo sentar enquanto prega uma palavra distorçida . 
Lamentavelmente muitos têm sido enganados com promessas de curas e prosperidade. 

Eu prefiro seguir aquilo que as escrituras ensinam : que devemos ter cuidado com isso. E a palavra é bem clara quando diz que Satanás tentará enganar até os escolhidos.  

Amém 

sexta-feira, 4 de março de 2016

ESTUDO BÍBLICO - EVANGELHO DE JOÃO - CAPÍTULO 14

Começamos explicando as 5 razões desse capítulo, para quê e porquê.
1°- Preparar-lhes lugar verso 1-6
2°- Revelar o Pai neles 7-11
3°- Dar-lhes o privilégio se oração 12-14
4°- Mandar o Espírito Santo 15-26
5°- Dar-lhes paz 27-31

Então vamos começar nosso estudo dividido as explicações em cima dessas razões. Acompanhe nosso estudo com sua bíblia!

Verso 1-2

"Não se turbe o vosso coração" .
Jesus começa suas palavras com um grande consolo aos seus discípulos, que apesar dEle está prestes a ser crucificado, os discípulos era quem precisavam ser consolados.


"Acreditem em Deus, e acreditem em mim"
Ambas são exortações para se exercitar fé semelhantemente neles dois, como sendo o melhor antídoto que eles poderiam fazer uso contra as dificuldades do coração: ou assim, "acreditem em Deus, e vós acreditam em mim"; e assim a anterior é uma exortação, o posterior uma proposição: e o sentido é: ponham a sua confiança em Deus, e vós também confiareis em mim, porque eu sou da mesma natureza e essência com ele; eu e o Pai somos um; de forma que se vós acreditais em um, tendes de acreditar no outro.


"Na casa de meu pai meu Pai há muitas moradas" 
Jesus diz isso para que eles tirem de suas mentes o reino terrestre, e eleve sua esperança para um reino Divino, junto ao Pai. 


"Vou preparar-lhes um lugar" 
Essa é uma parte que eu gosto muito, um índice tocante do amor qual Jesus tem pelos seus 12 e por nós também... Que em sua ida ao céu, ele prepararia um lugar pra que onde ele estiver nós estejamos também.

Verso 3-4 

E se eu for prepararei um lugar para vós
Vendo que eu estou indo para preparar e irei preparar um lugar para vocês, da verdade que podeis estar plenamente assegurados.


"E virei novamente" 
Ou pela morte ou em pessoa uma segunda vez aqui na terra.


"E vos receberei para mim mesmo" 
Eu vos levarei comigo para os céus; eu vos receberei na glória.


Para que onde eu estiver, vós também podeis estar: 
E observareis a minha glória, e estareis para sempre comigo, e nunca mais vos apartareis de mim.


"E para onde eu vou, vós sabeis" … 

Eles podiam saber, pelo menos, para onde ele estava indo, visto que ele tinha falado da casa de seu Pai, e de que estava indo para lá a fim de lhes preparar um lugar e sem dúvida tinham algum conhecimento disso, embora um pouco confuso e imperfeito...


"E o caminho vós conheceis" 
Isso eles também poderiam saber de algumas expressões suas, que o caminho para a casa do Pai seria através de muitos sofrimentos e morte, em cujo caminho eles também deviam segui-lo para seu reino e glória. Embora essas palavras possam ter uma interrogação: “e para onde eu vou, vós sabeis? E o caminho conheceis?” que melhor concorda com a resposta de Tomé, e remove qualquer aparente contradição entre as palavras de Cristo e as suas.


Tomé lhe disse: "Senhor, nós não sabemos para onde vai" 
Ele que era um dos seus apóstolos, e aqui entrega a sua ignorância assim como mais tarde a sua descrença; e não apenas fala por si mesmo, mas pelo restante dos apóstolos, da qual ele julgou por si mesmo; e que, pode ser, pudessem entender as coisas melhor que ele mesmo, embora o conhecimento deles, no presente, fosse muito pequeno, embora ele tivesse acabado de lhe falar da casa do Pai, e de que ele estava indo para preparar um lugar para eles.
E como podemos saber o caminho? Pois se nós não sabemos o lugar, não é razoável achar que devemos saber o caminho para lá. Tomé parecia não ter nenhuma outra noção de que Cristo estava falando de algum lugar em particular na Judéia, para onde ele estava indo.
E agora vejamos mais uma das grandes afirmações EU SOU de Jesus.


"EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA"

Não apenas o caminho porque ele vai adiante do seu povo como exemplo, mas porque ele é o caminho da salvação, e não há salvação fora de Jesus. A verdade, não apenas porque é verdadeiro, honesto e fiel... Mas porque ele é a própria palavra de Deus, toda plenitude das escrituras está em Cristo, ele é a soma e a substância de todo o evangelho.


"Nenhum homem pode vir ao Pai a não ser por mim" 
Quebra-se aqui qualquer esperança de tornasse justo perante a a Deus por obras da Lei, por mérito, ou sacrifício. Jesus, seu sacrifício e sua graça, qual todas essas coisas consiste apenas e unicamente no nome de Jesus, pode trazer salvação, creia apenas nEle.


“se tivesses me conhecido”
Ou seja, mais plena e perfeitamente, pois eles sabiam que Cristo era o Filho de Deus, o Salvador do mundo, e o verdadeiro Messias, embora eles não tivessem sido inteiramente familiarizados com sua pessoa.


"Terías também conhecido o meu Pai"
Pois o conhecimento do Pai e de Cristo, andam juntos; aquele que vê um, vê o outro; aquele que acredita em um, acredita no outro; e o conhecimento de ambos é necessário para vida eterna. Outros as vertem como uma exortação: "daqui em diante conheçam todos vós"; reconheçam o Pai em tudo aquilo que eu fiz, acreditando que vedes o Pai em mim, e em todos os meus trabalhos; embora elas fossem consideradas como uma afirmação, enquanto declarando que eles tiveram pouco de conhecimento do seu Pai até então; "e agora vós o conheceis", ou "porque vós o tendes visto em mim"; em mim, que sou "o brilho da sua glória, e a imagem expressa da sua pessoa".


Felipe disse a ele: "Senhor mostra-nos o Pai, e isso nos basta”
Ele fala no nome de todos eles, mostrando a ignorância que todos eles tinham do Pai, e expressam o desejo deles de vê-lo:
Mostra-nos o Pai;… Ele pediu para ver corporalmente o Pai; tal vista gloriosa do Pai, assim como Moisés desejou ter, e o significado do pedido é que, se eles tivessem esta visão da glória do Pai, eles ficariam plenamente satisfeito, como ele conclui em:
"E isso nos basta…" Pra por fim em suas dúvidas.


Jesus disse a ele: "tenho estado tanto tempo contigo",…Conversando familiarmente contigo, te instruindo pelo meu ministério, e operando tantas obras milagrosas entre vós, por tanto tempo; veja Hebreus 5:11.


"E ainda não viestes a conhecer-me, Felipe"? Não podes ser tão ignorante assim; visto que tens visto a mim com vossos olhos corporais, você tem que saber que eu sou Deus, pela minha doutrina, que eu vos tenho ensinado, e os milagres que eu operei entre vós: e


"Quem me tem visto"
Não com os olhos de seu corpo, mas com os olhos de seu entendimento; aquele que tem contemplado as perfeições da Divindade em mim..


"Tem visto o Pai"
As perfeições que estão nele também; pois o mesmo que está nele, está também em mim, e o mesmo que está em mim está nele: eu sou a própria imagem dele, e sou possuído da sua mesma natureza, atributos, e glória, assim como Ele; de forma que aquele que vê um, também está vendo o outro:


Como é que dizes, mostra-nos o Pai? 
Tal pedido é desnecessário, e mostra a grande fraqueza e entendimento deles.


"Não acreditas que eu estou no Pai?... Isso é, e sempre deverá ser o assunto da fé, “eu estou no Pai”.


"...e o Pai está em mim" Uma frase que é bastante expressiva da unicidade da natureza no Pai e no Filho; da qualidade perfeita do Filho com o Pai, visto que o Filho está no Pai, assim como o Pai está no Filho; e também da distinção pessoal que há entre eles. O Pai tem que ser distinto do Filho que está nele, e o Filho deve ser distinto do Pai, em quem ele está; o Pai e o Filho, embora da mesma natureza, não podem ser um, e a mesma pessoa.


"Mas o Pai que habita em mim" 
E assim prova que eu sou verdadeiramente Deus, da mesma natureza com o Pai.


"Ele faz as obras" 
Pois assim essa passagem deve ser entendida e acrescentada, na qual Cristo procede a outro argumento, tomado de suas palavras, provando que o Pai está nele, e que ele está no Pai, e que é aumentado em 14:11:


"Crede em mim, que eu estou no Pai, e o Pai em mim" 
Tomem a minha palavra como a verdade disto; pois podeis vos assegurar que nada é mais certo do que isso; crede em minha declaração assim, ou creiam por causa das doutrinas que eu vos disse, que são tais como nunca homem algum falou, e foram entregues de tal maneira, e com tal autoridade, como nunca seria por um mero homem.

"Assim eu farei" 
Ele não diz aqui que ele será um mediador entre Deus e ele, um advogado junto ao Pai por eles, e que iria interceder e usar seu interesse por eles para que isso ou aquilo fosse feito; mas mostra sua autoridade.


"Para que o Pai seja glorificado no Filho" 
Isso pode se referir a sua petição, que pode ser feita para esse objetivo, para que o Pai possa ser glorificado, ou no Filho, em cujo nome é colocado, e por cuja causa é feita; ou a promessa de Cristo de fazer isso, não buscando a sua glória, ou pelo menos ela apenas; mas o bem de seu povo, assim como a glória do seu Pai celestial.


"Se pedirdes alguma coisa no meu nome"
Ou por invocá-lo, ele sendo igualmente objeto de oração assim como o Pai, ou fazendo menção disso, implorando mediante os méritos de seu sangue, justiça, e sacrifício; o que quer que seja da vontade de Deus, que fosse para a sua glória e para o bem deles, ele faria para eles, bem como quando estivesse ausente deles, assim como presente a eles.

"Se me amais"
 
Não que Cristo duvidou do amor dos seus discípulos; mas ele discute sobre a observância deles dos seus preceitos, que aqueles que o amam, também lhe obedecem. Aí vem exortação...


"Guardareis os meus mandamentos" 
Cristo é Senhor sobre seu povo, como ele é o Criador e Redentor deles, e como ele é cabeça e marido deles, e como tal ele tem um direito para emitir mandamentos, e ordena uma consideração a estes; e este são peculiarmente seus, como distinto de outros, embora não em oposição, ou para a exclusão de outros, os mandamentos de seu Pai.


"E ele lhes dará outro Consolador" 
Esta é uma considerável prova de uma Trindade de pessoas na Divindade; aqui uma oração é feita ao Pai, o Filho na natureza humana está orando, e ele pede pelo Espírito Santo que é o Consolador; que é o presente do Pai, pela mediação prevalecente do Filho, e que é outro "Consolador"; distinto do Messias, a quem a referência é tida aqui!


"Para que ele permaneça convosco para sempre"
Não apenas alguns anos, como eu fiz, mas até quanto tiveres vivos; e com todos os que vos sucederão no trabalho do ministério, e com a igreja, e todos os verdadeiros crentes até o fim do mundo, esta é uma prova da perseverança final dos santos. 


"Espírito da verdade, que o mundo não pode receber"
Essas palavras explicam a quem se refere pela palavra o Confortador, “o Espírito da verdade”; o verdadeiro Espírito de Deus, aquele que dita a verdade das Escrituras.


"Que o mundo não pode receber" 
Os homens do mundo, que são assim como eles vêm ao mundo, homens carnais e naturais, eles não podem nem receber o Espírito, nem as coisas do Espírito, as verdades e doutrinas do Evangelho; eles não podem nem recebê-las no entendimento deles, nem em suas afeições; e, de fato, porque eles não as podem entender, portanto, eles não as amam, mas as despreza e as odeia.


"Porque não o vê, nem o conhece" 
O mundo, e os homens no mundo, nem podem vê-lo com seus olhos corporais, porque ele é um “espírito”.


"Mas vós me conheceis pois ele habita em vós"
Ele é um habitante em vossos corações, ele reside em vós como o templo dele.


"E está convosco"
Como um Confortador, para quando Jesus for embora.


"Naquele dia sabereis que Eu [estou] no Pai e vós em mim"Que eles estavam em união com ele, como ramos do vinhedo, e como membros pertecentes à cabeça, e como eles estavam no seu amor, escolhidos nele, justiça por meio dele, levantados nele, e sentados nos lugares celestiais com ele.

"Aquele que tem meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama"
Aquele que não tem apenas uma revelação externa da Bíblia neles; mas a tem escrita em seu coração, pelo dedo do Espírito de Deus, outros podem falar de amor a Cristo, mas esse homem é aquele que verdadeiramente o ama; pois a sua observância dos mandamentos de Cristo é uma prova e evidência de que ele o ama, não apenas em palavras, mas em ação e em verdade: e para encorajar as almas a amar e obedecer, Cristo acrescenta...

"Aquele que me ama, será amado de meu Pai"
Não que o amor seja a causa, condição, ou motivo do amor do Pai ao seu povo; nem seu amor começou porque eles começaram a amar a Cristo, mas essa expressão denota a maior manifestação do amor do Pai por tais pessoas, e mostra quão gratos são os que amam a Deus e obedecem ao Filho.

"E eu o amarei e me manisfestarei a eles"
Cristo não começa a amar o seu povo quando eles começam a amá-lo e a obedecê-lo; o amor deles e obediência não são a causa do amor de Jesus e a forma prometida de de "manisfestar a eles" não é de uma forma visível, ou de uma forma corpórea, assim como ele fez aos seus discípulos depois da sua ressurreição; mas de uma maneira espiritual.

E no final Jesus vai deixando a paz, para que eles tivessem força e fossem corajosos, e mantivesse felizes porque o lugar que ele ia era para junto do pai.

"Para que quando acontecer, creiais" 
É referente a crucificação, não é bem um pedido, mas uma afirmação... Tudo quanto Jesus tinha falado, é para que quando ele fosse morto, seus doze se lembrasse do que ele tinha falado.

"Príncipe desse mundo" 
É o adversário, satanás! Aqui Jesus menciona que um poderoso adversário estava por vir, e eles tinham que enfrentar. A afirmação "Nada tem em mim" em outras traduções "nada achará em mim" refere-se ao pecado, pois Jesus era puro.


Ele estava, enfim, preparando os seus discípulos para o que havia de vir: sua crucificação, morte e ressurreição!




Até o próximo estudo.


#MensageiraDaProfecia

quarta-feira, 2 de março de 2016

EXPONDO OS ERROS DAS TRADUÇÕES ATUAIS DA BÍBLIA


A Bíblia é a Palavra de Deus, inspirada, inerrante e infalível. É a base de toda a nossa fé e prática (II Tm 3:16). Por isso o diabo tem investido na tentativa de danificá-la. Todo esforço tem sido feito para corroer a fé na sua inspiração, infalibilidade e autoridade, e na divindade de Cristo. Se olharmos a História, veremos tentativas até de extirpar a Palavra de Deus. Não podendo destruí-la, o diabo tem investido na tentativa de deturpar a sua mensagem, tendo como base fontes não fidedignas.


Cabem algumas perguntas: "Por que tantas versões? Qual a origem das novas versões? Por que a Almeida Revista e Atualizada traz textos em colchetes? Por que a NVI suprime versículos inteiros?"





Quando se procura a respeito da origem das novas traduções, descobre-se que são grandemente baseadas na edição de um texto grego feita em 1881 por Westcott e Hort. Estes tomaram como base um grupo de manuscritos que representam uma pequena percentagem dos cerca de 4255 manuscritos existentes. Tal pequeno grupo de manuscritos havia sido rejeitado pela maioria dos crentes através dos séculos, porque não os consideravam dignos de confiança. A edição de Westcott e Hort tornou-se predominante nos modernos meios teológicos, trazendo grande prejuízo para as igrejas fieis. Aquela edição geralmente é chamada de “Texto Crítico” (T.C.) ou (W.H.).



Antes do surgimento do T.C., as traduções tinham como base o “Textus Receptus” (T.R.). Em inglês a versão Rei Tiago e em português a Almeida Corrigida.
O T.R. foi organizado por Erasmos em 1516, representando a maioria esmagadora dos manuscritos, sendo usado pelas igrejas Batistas evangélicas fiéis a Deus.


Nosso propósito é mostrar que as versões que têm por base o T.C. procuram enfraquecer diversas doutrinas como: divindade de Cristo, expiação por Cristo, Sua morte vicária. Temos como exemplo os diversos textos em colchetes na versão Atualizada, querendo insinuar que podem ou não ser inspirados por Deus:

Jo 7:53-8:11; Sl 119:89,152,160; Is 40:8; Mt 24:35; I Pe 1:23-25; Ap 22:18-19.


Em 2000, foi lançada no Brasil a NVI (Nova Versão Internacional). Veja o que está em seu prefácio, na página VI:

“O texto em grego usado na tradução do NT foi um texto eclético… Onde os manuscritos existentes diferem, os tradutores escolheram uma entre as leituras, de acordo com os consagrados princípios da crítica textual do Novo Testamento. Notas de rodapé chamam atenção para aqueles locais onde havia incerteza sobre em que consistia o texto original”.

Isto é um ataque frontal à doutrina da preservação. Além disso, não podemos aceitar versões e/ou traduções que seguem a filosofia de equivalência dinâmica (que violenta o sentido original do texto).

Vejam e pasmem com o que está escrito na contracapa do Novo Testamento da NVI, em português:

“Em 1991 deparei-me a primeira vez com a NVI… Logo verifiquei tratar-se de uma versão altamente precisa… tendo por princípio na sua tradução, a equivalência dinâmica. …Considero-a a mais fiel …”.


Comparamos a NVI com a ACR (Almeida Corrigida e Revisada Fiel, que preserva o sentido dos textos originais em aramaico, grego e hebraico). Vejamos as divergências:





ATAQUES À DIVINDADE DE CRISTO:



João 3:13

ACR: "Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser Aquele que veio do céu: o Filho do homem que está no céu".

NVI: “Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser aquele que veio do céu: o Filho do homem.”



Romanos 14:10,12 

ACR: “Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de CRISTO. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” 

NVI: "Portanto, você, por que julga seu irmão? Ou por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de DEUS. Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.”

Vejam que NVI adultera “Cristo” para “Deus”. Ora, como o juiz do verso 10 é o mesmo do verso 12, a tradução anula uma fortíssima prova da divindade de Cristo, e que é a Ele a quem os crentes darão conta (para fins de galardoamento)!





1 Timóteo 3:16 

ACR: “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: DEUS se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.”

NVI: “Não há dúvida de que é grande o mistério da piedade: aquele que foi manifestado em corpo, justificado no Espírito, visto pelos anjos, pregado entre as nações, crido no mundo, recebido na glória.”

NVI (em nota de rodapé) põe em dúvida “Deus”, trocando-o por “Aquele que”, portanto destruindo aqui uma das maiores provas da divindade de Cristo! Note que a NVI americana já trocou “Deus” por “aquele que”, no corpo do texto.



1 João 4:3

ACR: “E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo.” 

NVI: “mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Este é o espírito do anticristo, a cerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo.”


NVI agrada as falsas religiões, pois anula que Cristo veio em carne, extirpa que Jesus Cristo encarnou literalmente, mesmo sendo 100% Deus.




ATAQUE À EXPIAÇÃO EXCLUSIVA PELO SANGUE DE CRISTO


Colossenses 1:14


ACR: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados;”

NVI: “em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados.” (omite que foi pelo derramamento do sangue de Cristo que nossos pecados foram expiados).


ATAQUES À MORTE VICÁRIA DE CRISTO




1 Coríntios 5:7 

ACR: “Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” 

NVI: “Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado”. (perceba que a expressão "por nós" foi removida).


1 Pedro 4:1 


ACR: “Ora, pois, já que Cristo padeceu POR NÓS na carne, armai-vos também vós com este pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado;” 

NVI: “Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente, armem-se também do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado.” - Novamente, é tirado aqui que Cristo morreu “por nós”, recebendo em nosso lugar o castigo que merecemos.




ATAQUES À DOUTRINA DA TRINDADE


1 João 5:7-8 

ACR: “Porque três são os que testificam no céu: O PAI, A PALAVRA, E O ESPÍRITO SANTO; E ESTES TRÊS SÃO UM. E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num.”

NVI: “Há três que dão testemunho: o Espírito, a água e o sangue; e os três são unânimes.”

O rodapé da NVI visa levar a mortal engano. Será que isto não equivale à Bíblia dos Testemunhas de Jeová? 



ATAQUES À INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA



Lucas 4:4 


ACR: “E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, MAS DE TODA A PALAVRA DE DEUS.

NVI: “Jesus respondeu: Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem’.” - E o restante, a bíblia NVI comeu? Retiraram que vivemos de cada uma das palavras da Bíblia, e que cada uma delas são inspiradas por Deus! 


ATAQUES À DOUTRINA DA SALVAÇÃO


Mateus 20:16 

ACR: “Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; PORQUE MUITOS SÃO CHAMADOS, MAS POUCOS ESCOLHIDOS.” 

NVI: “Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos.” 

E o restante do versículo????? Removeram as palavras de modo a gravemente enfraquecer a doutrina da salvação referente ao chamado e eleição.



Marcos 2:17 


ACR: “E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores AO ARREPENDIMENTO”.


NVI: “Ouvindo isso, Jesus lhes disse: ‘Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores’.”



João 3:15

ACR: “Para que todo aquele que nele crê NÃO PEREÇA, mas tenha a vida eterna.” 


NVI: “Para que todo o que nele crê tenha vida eterna.” - Omissão da condenação eterna.



João 6:47

ACR: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê EM MIM tem a vida eterna.” 

NVI: “Asseguro-lhes que aquele que crê tem a vida eterna.” - favorecimento do universalismo, que basta crer em algo ou alguém, seja o que ou quem for, não indispensavelmente em Cristo!


Romanos 8:1

ACR: "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito".


NVI: "Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus". - A versão anula que há condenação (não quanto à salvação mas sim quanto à comunhão, correção, galardão) para o salvo que andar segundo a carne. (Veja At 5:1-10; 1Co 3:12,15; 5:9-10; Gl 5:16-18; 1Jo 3:20-21; 5:16).



2 Pedro 2:17

ACR: “Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas ETERNAMENTE se reserva.” 

NVI: “Estes homens são fonte sem água e névoas impelidas pela tempestade. a escuridão das trevas lhes está reservada.” - Não menciona que a condenação é eterna.


Compare a NVI com a ARC também em: Mt 9:13 e 18:11.




OUTRAS CONTRADIÇÕES GRAVÍSSIMAS 


Mateus 27:34 


ACR: “Deram-lhe a beber VINAGRE misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber.” 


NVI: “Ali lhe deram para beber VINHO misturado com fel; mas, depois de prová-lo, recusou-se a beber”. 



Marcos 1:2-3 

“Como está escrito NOS PROFETAS: Eis que eu envio o meu anjo ante atua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas..” 

NVI: “Conforme está escrito no profeta ISAÍAS: ‘Enviarei à tua frente o meu mensageiro; ele preparará o teu caminho’ ‘voz do que clama no deserto: preparem o caminho para o Senhor, endireitem as veredas para ele’.”



2 Tessalonicenses 2:8 

ACR: “E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor DESFARÁ pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;” 

NVI: Então será revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus MATARÁ com o sopro de sua boca, e destruirá, pela manifestação de sua vinda.”

NVI adultera “desfará” para “matará”, contradizendo frontalmente Ap 19:20 (“lançados vivos…”)! Do mesmo modo que os crentes vivos por ocasião do Arrebatamento terão seus corpos transformados em imortais e para a glória eterna, sem experimentarem antes a morte física, o anticristo e o falso profeta terão seus corpos transformados em imortais e para o sofrimento eterno, sem experimentarem antes a morte física.


Contraste a NVI ante a ACR também em: Mt 5:22 (Jesus irou-se em Mc 3:5, mas com motivo). Lc 4:44 contra Mt 4:23 + Mc 1:39. Mt 19:17 contra Mc 10:18 + Lc 18:9. Mt 10:10 contra Mc 6:8.



Mateus 1:25 


ACR: “E não a conheceu até que deu à luz seu filho, O PRIMOGÊNITO; e pôs-lhe por nome Jesus.” 



NVI: "Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus." - traz implícito o romanismo, retirando daqui que Jesus foi o primeiro entre os vários filhos de Maria. Ou seja, ELA NÃO PERMANECEU VIRGEM.



1 Coríntios 6:20 

ACR: “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, E NO VOSSO ESPÍRITO, OS QUAIS PERTENCEM A DEUS.” 


NVI: "Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês." (consegue se achar o mesmo significado nas duas versões?????)



1 Timóteo 6:5 

ACR: “Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; APARTA-TE DOS TAIS.” 

NVI: “e atritos constantes entre homens de mente corrompida, privados da verdade, os quais pensam que a piedade é fonte de lucro.” - temos ordem de nos SEPARAR de todos “crentes” e “igrejas” que ensinam qualquer coisa que conflite com a Palavra de Deus. Qual texto favorece o Diabo e o erro?!


Ao todo, a NVI omite (ou gravemente questiona) 55 versos completos, mais 147 versos quase completos.




Lembremos que a base da NVI tem mais de 6000 palavras omitidas, 2000 adicionadas e 2000 adulteradas, totalizando mais de 10.000 perversões das cercas de 140.000 santas palavras do Novo Testamento em grego! Tremamos ante Ap 22:18-19 + Pv 30:6 + Dt 4:2 (não adicionar/ subtrair). 2Co 2:17 (não corromper), e Rm 1:25 (não transformar a Bíblia em mentira)!


O que estamos defendendo não são as traduções, mas sim os textos gregos que foram usados para essas versões. Pelas evidências já apresentadas, e por muitas outras, cremos que Deus preservou sua Palavra através do Textus Receptus. A intenção não é causar brigas e divisões no meio do povo de Deus. O nosso alvo é despertar pastores, líderes e membros das igrejas, para se aprofundarem mais no assunto da crítica textual, assunto este, que por sinal tem sido ensinado com pouca profundidade em nossos seminários. Não estamos causando um problema nem inventando modismo.



A PALAVRA DE DEUS PERMANECERÁ PARA SEMPRE.






BIBLIOGRAFIA

A BÍBLIA SAGRADA – Almeida Corrigida e Fiel, Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, 1999

BÍBLIA NA LINGUAGEM DE HOJE, SBB, 1995

A BÍBLIA TRAÍDA, Pr. Aníbal Pereira Reis,1976

A BÍBLIA NA LINGUAGEM DE HOJE, artigo, Júlio Carrancho, 1999

MODERN BIBLE VERSIONS, David W. Cloud, 1994

UNHOLY HANDS ON GODS HOLY BOOK: REPORT ON THE UNITED BIBLE SOCIETIES, David W. Cloud, 1985

MYTHS ABOUT THE MODERN BIBLE VERSIONS, David W. Cloud, 1999

THE LIVING BIBLE, BLESSING OR CURSE, David Cloud,1991

FOR LOVE OF THE BIBLE, David Cloud,1995

PORQUE CONTINUAMOS COM AS BÍBLIAS TRADICIONAIS, Hélio, Valdenira, Euclides, 1999

VERSÕES MODERNAS DA BÍBLIA, David Cloud, tradução Hélio Menezes, 2000

DEFENDING THE KING JAMES BIBLE, Dr. D. A. Waite, 1992

BÍBLIAS FALSIFICADAS, MARY SCHULTZE, artigo, Jornal Desafio das Seitas, 2000