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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Ventos doutrinários e a Centralidade de Cristo




Geração vai, geração vem, e as discussões doutrinarias ainda emergem, sou arminiano, sou calvinista, sou pelagiano, sou de Paulo, sou de Apolo, em tempos atuais, "admiro" o Augustus Nicodemus, "admiro" o Ciro Zibordi, nada muda neste aspectos, o homem sempre levanta seus ídolos, pessoas que em alguns casos nem requerem essa veneração ou 'admiração' e por falarem algo que vá o encontro do que alguns acham, ou entendem ser o posicionamento correto, se deleitam com suas declarações que inicialmente defendem uma tese, mas na maioria dos casos causam devastações e distorções bíblicas.

Não quero dizer que Nicodemus é herege ou o Ciro, apenas sua veneração por seus posicionamentos frente a suas vertentes teológicas, como por exemplo o calvinismo e o arminianismo.

Não me considero nem um nem outro, por conta disso tomei partido de fazer essa breve reflexão e compartilhar com vocês, por favor não a usem como armas para oprimir seus irmãos ou até mesmo

para demostrar minha pequenez ou insignificância, pois eu já tenho ciência disso. Contudo, se essa mensagem conseguir, com a ajuda do Espírito Santo, penetrar na sua mente, já ficarei feliz

do feito.

A discussão de dois blocos arminiano e calvinista, tem gerado muitas discussões entre os evangélicos no Brasil, e no mundo. Cada um com sua "ponta" de verdade, um mais evidentes como os

calvinistas (diversas bases bíblicas relevantes), e outros mais discretos como os arminianos (pensamentos e interpretações bíblicas). Só com este parágrafo já daria para "descartar" os

arminianos de uma vez, mas a soberba dos calvinistas principalmente os "calvinistas da internet" que mal conhecem a história e o conteúdo do movimento chegam a beira do caos teológico neste meio já tão cheio de tensão.

É muito comum ver um calvinista "esfregando" a carta de Romanos na cara de um arminiano, mas se perguntarmos a maioria desses falsos calvinistas, é bem verdade que não sabem descrever os 5 pontos do arminianismo, quais sejam:


1.VONTADE LIVRE : O primeiro ponto do arminianismo sustenta que o homem é dotado de vontade livre.
1.1. Os reformadores reconhecem que o homem foi dotado de vontade livre, mas concordam com a tese de Lutero — defendida em sua obra “A Escravidão da Vontade” —, de que o homem não está livre da escravidão a Satanás.
1.2. Arminius acreditava que a queda do homem não foi total, e sustentou que, no homem, restou bem suficientemente capaz de habilitá-lo a querer aceitar Cristo como Salvador.
2.ELEIÇÃO CONDICIONAL
2.1. Arminius ensinava também que a eleição estava baseada no pré-conhecimento de Deus em relação àquele que deve crer.
2.2. Em outras palavras, o ato de fé, por parte do homem, é a condição para ele ser eleito para a vida eterna, uma vez que Deus previu que ele exerceria livremente sua vontade, num ato de volição positiva para com Cristo.
3.EXPIAÇÃO UNIVERSAL
3.1. Conquanto a convicção posterior de Arminius fosse a de que Deus ama a todos, de que Cristo morreu por todos e de que o Pai não quer que ninguém se perca, ele e seus seguidores sustentam que a redenção (usada casualmente como sinônimo de expiação) é geral. Em outras palavras:
3.2. A morte de Cristo oferece a Deus base para salvar a todos os homens.
3.3. Contudo, cada homem deve exercer sua livre vontade para aceitar a Cristo.
4.A GRAÇA PODE SER IMPEDIDA
4.1. O arminiano, em seguida, crê que uma vez que Deus quer que todos os homens sejam salvos, ele envia seu Santo Espírito para atrair todos os homens a Cristo.
4.2. Contudo, desde que o homem goza de vontade livre absoluta, ele pode resistir à vontade de Deus em relação a sua própria vida. (A ordem arminiana sustenta que, primeiro, o homem exerce sua própria vontade e só depois nasce de novo.)
4.3. Ainda que o arminiano creia que Deus é onipotente, insiste em que a vontade de Deus, em salvar a todos os homens, pode ser frustrada pela finita vontade do homem como indivíduo.
5.O HOMEM PODE CAIR DA GRAÇA
5.1. O quinto ponto do arminianismo é a conseqüência lógica das precedentes posições de seu sistema.
5.2. O homem não pode continuar na salvação, a menos que continue a querer ser salvo.

O CONTRASTE
Quando contrastamos estes Cinco Pontos do Arminianismo com o acróstico TULIP, que forma os Cinco Pontos do Calvinismo, torna-se claro que os cinco pontos deste são diametralmente opostos aos daquele. Para que possamos ver claramente as “linhas de batalha” traçadas pelas afiadas mentes de ambos os lados, comecemos por fazer um breve contraste entre as duas posições à base de ponto por ponto.
PONTO 1
1.1.O arminianismo diz que a vontade do homem é ‘livre’ para escolher, ou a Palavra de Deus, ou a palavra de Satanás. A salvação, portanto, depende da obra de sua fé.
1.2.O calvinismo responde que o homem não regenerado é absolutamente escravo de Satanás, e, por isso, é totalmente incapaz de exercer sua própria vontade livremente (para salvar-se), dependendo, portanto, da obra de Deus, que deve vivificar o homem, antes que este possa crer em Cristo.
PONTO 2
2.1.Arminius sustentava que a ‘eleição’ é condicional, enquanto os reformadores sustentavam que ela é incondicional. Os arminianos acreditam que Deus elegeu àqueles a quem ‘pré-conheceu’, sabendo que aceitariam a salvação, de modo que o pré-conhecimento [de Deus] estava baseado na condição estabelecida pelo homem.
2.2 Os calvinistas sustentam que o pré-conhecimento de Deus está baseado no propósito ou no plano de Deus, de modo que a eleição não está baseada em alguma condição imaginária inventada pelo homem, mas resulta da livre vontade do Criador à parte de qualquer obra de fé do homem espiritualmente morto.
2.3 Dever-se-á notar ainda que a segunda posição de cada um destes partidos (arminianos e calvinistas) é expressão natural de suas respectivas doutrinas a respeito do homem. Se o homem tem “vontade livre”, e não é escravo nem de Satanás nem do pecado, então ele é capaz de criar a condição pela qual Deus pode elegê-lo e salvá-lo. Contudo, se o homem não tem vontade livre, mas, em sua atual situação, é escravo de Satanás e do pecado, então sua única esperança é que Deus o tenha escolhido por sua livre vontade e o tenha elegido para a
salvação.
PONTO 3
Os arminianos insistem em que a expiação (e, por esta palavra, eles significam ‘redenção’) é universal. Os calvinistas, por sua vez, insistem em que a Redenção é parcial, isto é, a Expiação Limitada é feita por Cristo na cruz.
3.1. Segundo o arminianismo, Cristo morreu para salvar não um em particular, porém somente àqueles que exercem sua vontade livre e aceitam o oferecimento de vida eterna. Daí, a morte de Cristo foi um fracasso parcial, uma vez que os que têm volição negativa, isto é, os que não a querem aceitar, irão para o inferno.
3.2. Para o calvinismo, Cristo morreu para salvar pessoas determinadas, que lhe foram dadas pelo Pai desde toda a eternidade. Sua morte, portanto, foi cem por cento bem sucedida, porque todos aqueles pelos quais ele não morreu receberão a “justiça” de Deus, quando forem lançados no inferno.
PONTO 4
4.1.Os arminianos afirmam que, ainda que o Espírito Santo procure levar todos os homens a Cristo (uma vez que Deus ama a toda a humanidade e deseja salvar a todos os homens), ainda assim, como a vontade de Deus está amarrada à vontade do homem, o Espírito [de Deus] pode ser resistido pelo homem, se o homem assim o quiser. Desde que só o homem pode determinar se quer ou não ser salvo, é evidente que Deus, pelo menos, ‘permite’ ao homem obstruir sua santa vontade. Assim, Deus se mostra impotente em face da vontade do homem, de modo que a criatura pode ser como Deus, exatamente como Satanás prometeu a Eva, no jardim [do Éden].
4.2. Os calvinistas respondem que a graça de Deus não pode ser obstruída, visto que sua graça é irresistível. Os calvinistas não querem significar com isso que Deus esmaga a vontade obstinada do homem como um gigantesco rolo compressor! A graça irresistível não está baseada na onipotência de Deus, ainda que poderia ser assim, se Deus o quisesse, mas está baseada mais no dom da vida, conhecido como regeneração. Desde que todos os espíritos mortos (alienados de Deus) são levados a Satanás, o deus dos mortos, e todos os espíritos vivos (regenerados) são guiados irresistivelmente para Deus (o Deus dos vivos), nosso Senhor, simplesmente, dá a seus escolhidos o Espírito de Vida.
No momento em que Deus age nos eleitos, a polaridade espiritual deles é mudada: Antes estavam mortos em delitos e pecados, e orientados para Satanás; agora são vivificados em Cristo, e orientados para Deus.
É neste ponto que aparece outra grande diferença entre a teologia arminiana e a teologia calvinista. Para os calvinistas, a ordem é: primeiro o dom da vida, por parte de Deus; e, depois, a fé salvadora, por parte do homem.
PONTO 5
511. Os arminianos concluem, muito logicamente, que o homem, sendo salvo por um ato de sua própria vontade livremente exercida, aceitando a Cristo por sua própria decisão, pode também perder-se depois de ter sido salvo, se resolver mudar de atitude para com Cristo, rejeitando-o! (Alguns arminianos acrescentariam que o homem pode perder, subseqüentemente, sua salvação, cometendo algum pecado, uma vez que a teologia arminiana é uma “teologia de obras” — pelo menos no sentido e na extensão em que o homem precisa exercer sua própria vontade para ser salvo.) Esta possibilidade de perder-se, depois de ter sido salvo, é chamada de “queda (ou perda) da graça”, pelos seguidores de Arminius. Ainda, se depois de ter sido salva, a pessoa pode perder-se, ela pode tornar-se livremente a Cristo outra vez e, arrependendo-se de seus pecados, “pode ser salva de novo”. Tudo depende de sua contínua volição positiva até à morte!
5.2. Os calvinistas sustentam muito simplesmente que a salvação, desde que é obra realizada inteiramente pelo Senhor — e que o homem nada tem a fazer antes, absolutamente, “para ser salvo” —, é óbvio que o “permanecer salvo” é, também, obra de Deus, à parte de qualquer bem ou mal que o eleito possa praticar. Os eleitos ‘perseverarão’ pela simples razão de que Deus prometeu completar, em nós, a obra que ele começou. Por isso, os cinco pontos de TULIP incluem a Perseverança dos Santos. (Fonte Fonte: TULIP – Os Cinco Pontos do Calvinismo à Luz das Escrituras)

A verdade é que encontramos pontos comuns entre as duas vertentes e pontos divergentes também, contudo nosso parâmetro final e conclusivo é a Escritura, e ela tem sido esquecida nessas discussões entre "intelectuais da internet" onde o grupo dos arminianos tem sido constantemente subjugados, contudo, onde está o amor? desprezar seu irmão é sinal de um Cristão? seria isso o ápice de um calvinista? provar que está com a razão?

Para finalizar quero deixar 4 "teses", do Pastor Renato Vargens, tanto para calvinistas ou para arminianos:

1-) Você pode ser calvinista (arminiano), mas, isso não te dá o direito de zombar e ridicularizar  Arminianos.

2-) Você pode não concordar com algumas práticas pentecostais, mas isso não te dá o direito de afrontar desrespeitosamente homens de Deus que acreditam e defendem o pentecostalismo.

3-) Você pode discordar do pensamento, da teologia, e da fé dos seus irmãos, sem contudo, permitir com que a sua discordância redunde em ataques "ad-hominem".

4) Lembre-se que as Escrituras ensinam que "A soberba precede a ruína, e a altivez de espírito precede a queda" Pv.16:18





segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

ARMINIANISMO É BÍBLICO?


Eis um dos temas mais polêmicos da atualidade, que acaba gerando muitas divergências entre os cristãos - principalmente nas redes sociais.

O Arminianismo é um sistema de crença que tenta explicar a relação entre a soberania de Deus e o livre-arbítrio da humanidade, especialmente em relação à salvação. O Arminianismo recebe esse nome devido a Jacó (ou Tiago) Armínio (1560-1609), um teólogo holandês. O Arminianismo enfatiza a responsabilidade do homem na salvação e defende o livre-arbítrio.








Os cinco artigos do Arminianismo formam uma declaração teológica assinada por 45 ministros e apresentado ao estado holandês em 1610. Essa declaração é conhecida como Remonstrância e defende o seguinte:







Eleição Condicional - Deus escolheu quem seria salvo com base no saber de antemão quem iria acreditar. 



Expiação Ilimitada - Jesus morreu por todos, mesmo aqueles que não são escolhidos e não vão acreditar. A morte de Jesus foi por toda a humanidade, e qualquer um pode ser salvo pela fé nEle. 


Depravação Parcial - a humanidade é corrompida pelo pecado, mas não ao ponto de não poder escolher se aproximar de Deus por conta própria. Significa que somos capazes de escolher aceitar ou rejeitar a salvação sem qualquer influência de Deus. Observação: o Arminianismo clássico rejeita a "depravação parcial" e tem uma visão muito perto da calvinista quanto à "depravação total". Tanto que o próprio Armínio escreveu a respeito: "Neste estado [caído], o livre-arbítrio do homem para o verdadeiro bem não está apenas ferido, enfermo, inclinado, e enfraquecido; mas ele está também preso, destruído, e perdido. E os seus poderes não só estão debilitados e inúteis a menos que seja assistido pela graça, mas não tem poder algum exceto quando é animado pela graça divina."




Graça Resistível - o chamado de Deus para ser salvo pode ser resistido ou rejeitado. Podemos resistir o chamado de Deus à salvação, se quisermos, através do livre-arbítrio.


Salvação Condicional - os cristãos podem perder a salvação se continuarem em uma vida de pecado e se afastarem de Deus. A manutenção da salvação é necessária a fim de retê-la. Observação: muitos arminianos negam a "salvação condicional" e creem na "segurança eterna".


Muitos cristãos (incluindo os batistas) tem sido influenciados pela visão arminiana. Também os metodistas, os congregacionalistas e os universalistas.


Bases Bíblicas (algumas delas):

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3:16)

Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo. (1 Timóteo 2:4-6)

E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. (Atos 2:21)

Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; (Atos 17:30)

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. (Marcos 16:15-16)

O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.

(2 Pedro 3:9)

Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel? (Ezequiel 33:11-12)

Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. (1 Coríntios 9:22)

Mas, convertendo-se o ímpio da impiedade que cometeu, e procedendo com retidão e justiça, conservará este a sua alma em vida. Pois que reconsidera, e se converte de todas as suas transgressões que cometeu; certamente viverá, não morrerá. (Ezequiel 18:27-28)

Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.
(Romanos 5:18)

Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, (Tito 2:11)

E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem;
(Hebreus 5:9)


Conclusão:


Dentro da história da teologia cristã, o arminianismo está intimamente relacionado com o calvinismo, sendo que os dois sistemas compartilham a mesma história e muitas doutrinas. No entanto, eles são frequentemente vistos como rivais dentro do evangelicalismo por causa de suas divergências sobre os detalhes das doutrinas da predestinação e da salvação, embora ambos "se defendam" com bases bíblicas. No entanto, nenhum dos sistemas consegue explicar adequadamente a relação entre a soberania de Deus e o livre-arbítrio da humanidade, devido ao fato de que é humanamente impossível discernir um conceito que apenas Deus pode entender completamente.



Comparação com as demais linhas protestantes.
Fonte: Wikipedia




Fontes: 


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Calvino...Armínio...E eu com isso?





Dentro do vasto campo da história da teologia cristã, o arminianismo está intimamente relacionado com o calvinismo, sendo que os dois sistemas compartilham a mesma história e muitas doutrinas. No entanto, eles são frequentemente vistos como rivais dentro por causa de suas divergências sobre os detalhes das doutrina da predestinação e da salvação.




Jacob Arminius


Foi um teólogo neerlandês da época da reforma protestante. Trabalhou em 1603 como professor de teologia na Universidade de Leiden e escreveu muitos livros e tratados sobre teologia; sua visão tornou-se a base do arminianismo e do movimento neerlandês Remonstrante. Arminius defendeu uma forma evangélica de sinergismo - crença que a salvação do homem depende da cooperação entre Deus e o homem e ensinava sobre uma "preventiva" (ou preveniente) graça que era conferida a todos pelo Espírito Santo e esta graça seria suficiente para crer, apesar de nossa corrupção pecaminosa, e, portanto para a salvação. Declarou que a graça suficiente para a salvação é conferida ao eleito, e aos não-eleitos; que, se quiserem, podem crer ou não crer, podem ser salvos ou não ser salvos - daí a ideia de LIVRE-ARBÍTRIO.
Desde o século XVI, muitos cristãos incluindo os batistas tem sido influenciados pela visão arminiana. Também os metodistas, os congregacionalistas e universalistas,.




João Calvino



João Calvino foi um teólogo cristão francês e teve uma influência muito grande durante a Reforma Protestante, após romper com a Igreja Católica. A forma de protestantismo que ele ensinou e viveu é conhecida por alguns pelo nome "calvinismo" - que só teve seu sistema doutrinário consolidado após a sua morte. O calvinismo prega o monergismo, a doutrina de que o Espírito Santo sozinho pode atuar num ser humano e propiciar a conversão. Ele se apoiou na frase de Paulo: "pela fé sereis salvos".
Em 1541, propôs a reorganização da igreja em quatro corpos: Pasteurs (pastores, que pregam), Docteurs (ensinam), Anciens (os mais velhos, que chamam à ordem aqueles que prevaricam) e Diacres (diáconos, que ocupam-se dos pobres e doentes). Dentre suas obras mais conceituadas, estão "As Institutas da Religião Cristã", de 1534.






Os Cinco artigos da Remonstrância x Os Cinco Pontos do Calvinismo


O Remonstrance (ou Protesto) foi apresentado ao Estado da Holanda pelos discípulos do professor Arminius (1560-1600). Mesmo estando inserido na tradição reformada, Arminius tinha sérias dúvidas quanto à graça soberana de Deus, visto que era simpático aos ensinos de Pelágio e Erasmo, no que se refere à livre vontade do homem. Este documento tinha como objetivo mudar os símbolos oficiais de doutrinas das Igrejas da Holanda (Confissão Belga e Catecismo de Heidelberg), substituindo pelos ensinos do seu mestre. 

Para refutar esse documento dos discípulos de Armínio, um conselho denominado Sínodo de Dordt reuniu-se  entre 1618-1619 num completo exame das doutrinas de Arminius e as comparou com os ensinos das Escrituras Sagradas, chegando à conclusão de que os ensinos de Arminius eram heréticos.


O Sínodo decidiu pela rejeição das ideias arminianas, estabelecendo a doutrina reformada em cinco pontos: depravação total, eleição incondicional, expiação limitada, graça irresistível e perseverança dos santos. Estas doutrinas, descritas no documento final chamado Cânones de Dort, são também conhecidas como os Cinco pontos do Calvinismo. Seu eixo é a afirmação de que Deus é perfeitamente capaz de salvar cada pessoa que Ele tenha a intenção de tornar objeto de sua graça salvadora e que seu trabalho não pode ser frustrado por algo ou alguém que fique no caminho, na tentativa de impedir sua conclusão.



A diferença crucial entre o Arminianismo e o Calvinismo se resume na palavra Soberania. Enquanto os calvinistas entendem que Deus opera a salvação na vida do ser-humano conforme a sua livre e soberana vontade, os arminianos salientam que o homem é capaz de por si só querer ou não ser salvo. 

Se partirmos da premissa de que o homem está completamente morto diante de Deus como nos ensina Efésios 2:1, entenderemos porque a salvação depende tão somente da graça e da misericórdia do SENHOR, pois “não depende de quem quer ou quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Rm 9:16). 




Arminianismo
Calvinismo

1. Vontade Livre – O arminianismo diz que a vontade do homem é “livre” para escolher, ou a Palavra de Deus, ou a palavra de Satanás. A salvação, portanto, depende da obra de sua fé.

1. Depravação Total – O calvinismo diz que o homem não regenerado é absolutamente escravo de Satanás, e, por isso, é totalmente incapaz de exercer sua própria vontade livremente (para salvar-se), dependendo, portanto, da obra de Deus, que deve vivificar o homem, antes que este possa crer em Cristo.

2. Eleição Condicional – O arminianismo diz que a “eleição é condicional, ou seja, acredita-se que Deus elegeu àqueles a quem “pré-conheceu”, sabendo que aceitariam a salvação, de modo que o pré-conhecimento [de Deus] estava baseado na condição estabelecida pelo homem.

2. Eleição Incondicional – O calvinismo sustenta que o pré-conhecimento de Deus está baseado no propósito ou no plano de Deus, de modo que a eleição não está baseada em alguma condição imaginária inventada pelo homem, mas resulta da livre vontade do Criador à parte de qualquer obra de fé do homem espiritualmente morto.


3. Expiação Universal – O arminianismo diz que Cristo morreu para salvar não um em particular,porém somente àqueles que exercem sua vontade livre e aceitam o oferecimento de vida eterna. Daí, a morte de Cristo foi um fracasso parcial, uma vez que os que têm volição negativa, isto é, os que não querem aceitar, irão para o inferno.

3. Expiação Limitada – O calvinismo diz que Cristo morreu para salvarpessoas determinadas, que lhe foram dadas pelo Pai desde toda a eternidade. Sua morte, portanto, foi cem por cento bem sucedida, porque todos aqueles pelos quais ele não morreu receberão a “justiça” de Deus, quando forem lançados no inferno.

4. A Graça pode ser Impedida – O arminianismo afirma que, ainda que o Espírito Santo procure levar todos os homens a Cristo (uma vez que Deus ama a toda a humanidade e deseja salvar a todos os homens), ainda assim, como a vontade de Deus está amarrada à vontade do homem, o Espírito [de Deus] pode ser resistido pelo homem, se o homem assim o quiser. Desde que só o homem pode determinar se quer ou não ser salvo, é evidente que Deus, pelo menos, “permite” ao homem obstruir sua santa vontade. Assim, Deus se mostra impotente em face da vontade do homem, de modo que a criatura pode ser como Deus, exatamente como Satanás prometeu a Eva, no jardim [do Éden].

4. Graça Irresistível – O calvinismo entende que a graça de Deus não pode ser obstruída, visto que sua graça é irresistível. Os calvinistas não querem significar com isso que Deus esmaga a vontade obstinada do homem como um gigantesco rolo compressor! A graça irresistível não está baseada na onipotência de Deus, ainda que poderia ser assim, se Deus o quisesse, mas está baseada mais no dom da vida, conhecido comoregeneração. Desde que todos os espíritos mortos (= alienados de Deus) são levados a Satanás, o deus dos mortos, e todos os espíritos vivos (= regenerados) são guiados irresistivelmente para Deus (o Deus dos vivos), nosso Senhor, simplesmente, dá a seus escolhidos o Espírito de Vida. No momento que Deus age nos eleitos, a polaridade espiritual deles é mudada: Antes estavam mortos em delitos e pecados, e orientados para Satanás; agora são vivificados em Cristo, e orientados para Deus.

5. O Homem pode Cair da Graça – O arminianismo conclui, muito logicamente, que o homem, sendo salvo por um ato de sua própria vontade livremente exercida, aceitando a Cristo por sua própria decisão, pode também perder-se depois de ter sido salvo, se resolver mudar de atitude para com Cristo, rejeitando-o! (Alguns arminianos acrescentariam que o homem pode perder, subseqüentemente, sua salvação, cometendo algum pecado, uma vez que a teologia arminiana é uma “teologia de obras” – pelo menos no sentido e na extensão em que o homem precisa exercer sua própria vontade para ser salvo). Esta possibilidade de perder-se, depois de ter sido salvo, é chamada de “queda (ou perda) da graça”, pelos seguidores de Arminius. Ainda, se depois de ter sido salva, a pessoa pode perder-se, ela pode tornar-se livremente a Cristo outra vez e, arrependendo-se de seus pecados, “pode ser salva de novo”. Tudo depende de sua continua volição positiva até à morte!

5. Perseverança dos Santos – O calvinismo sustenta muito simplesmente que a salvação, desde que é obra realizada inteiramente pelo Senhor – e que o homem nada tem a fazer antes, absolutamente, “para ser salvo” -, é óbvio que o “permanecer salvo” é, também, obra de Deus, à parte de qualquer bem ou mal que o eleito possa praticar. Os eleitos ‘perseverarão' pela simples razão de que Deus prometeu completar, em nós, a obra que ele começou. Por isso, os cinco pontos de TULIP incluem a Perseverança dos Santos 



Fontes: https://pt.wikipedia.org
             www.monergismo.com
             http://www.arminianismo.com/