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domingo, 13 de março de 2016

Pode o Cristão se manifestar contra o governo?




Olá meus irmãos bom dia

Bem todos sabem que hoje é o dia de centenas de manifestações por todo o Brasil. A política está tão desacreditada que tem sido usada como ferramenta de manipulação do povo, de maneira tão feroz que o país não suporta mais, contudo, a consciência de um Cristão não pode ser deixada de lado num momento tão importante para a nação.

Meu posicionamento é o seguinte: Sou plenamente favorável a qualquer manifestação pacífica em uma nação até porque o Cristão não pode ser omisso neste momento tão difícil (corrupção, mentiras) quando a Palavra diz em Romanos 13:1-2: 

“Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus”.

Contudo nos versículos posteriores temos:

“É também por essa razão que pagais os impostos, pois os magistrados são ministros de Deus, quando exercem pontualmente esse ofício.” (Romanos 13:6-7)

Esse "QUANDO EXERCEM PONTUALMENTE ESSE OFÍCIO", é uma revelação a uma forma de "fiscalizar" ou "detectar" um "distúrbio" desse governo.

Contudo, temos sim que nos posicionar a cerca de mudanças para que o Estado caminhe de forma de "exercer pontualmente seu ofício".

E que este dia não seja um palanque político, para oportunistas como pré-candidatos como Bolsonaro, Aécio, ou sanguessugas religiosos como Malafaia, seja um momento de um país que está cansado de ser explorado e massacrado com um governo corrupto.

E não nos esqueçamos que estes governos ruins, foram eleitos pela maioria dos eleitores, e aprendam com seus erros requerer e eleger melhor seus políticos.

Que a Graça e a Paz do Senhor estejam com todos.

#joaobatista
Voz que Clama do Deserto

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Parem com as Campanhas de Prosperidade!


PAREM COM AS CAMPANHAS DE PROSPERIDADE!

PAREM AGORA COM ESSES ATOS PATÉTICOS E ANTI-BÍBLICOS!

Parem de distorcer passagens como Mateus 6:33 para alimentar crentes carnais e materialistas!!!

Parem de obrigar pessoas a fazerem votos absurdos em troca de falsas bênçãos e promessas de Deus!

Seus hipócritas!


...mas ser próspero é bíblico!!!!!



É mesmo? Então prova! Com referências bíblicas!








1) Deuteronômio 28 diz que se eu ouvir a voz do Senhor....





Deuteronômio 28 é uma ordenança do SENHOR à ISRAEL, exclusivamente. Ali, Deus estabelecia as regras para que a nação se tornasse abençoada ou amaldiçoada, dependendo do que praticasse através da Lei. Você não é Israel. O texto não fala de você, nem de mim. A menos que você queira cumprir TODA a Lei Judaica. Aí sim pode pensar em estar sob essa ordenança.



2) "Porquanto somente Eu conheço os planos que determinei a vosso respeito!’, declara Yahweh, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dor e prejuízo, planos para dar-vos esperança e um futuro melhor. Então me invocareis e chegareis a mim para orar, e Eu vos darei toda a atenção. Vós me buscareis e me encontrareis, quando me buscardes de todo coração", Jeremias 29:11-13.





Novamente uma passagem relativa à nação de Israel, que estava em cativeiro. A profecia que veio através de Jeremias relata o socorro do Senhor Deus que removeria Israel do cativeiro e da opressão no tempo oportuno - e enviaria o Messias. Já aprendemos que não somos Israel e não temos a obrigação de cumprir a Lei, não é, amiguinho?




3) Essa eu não erro! Malaquias 3:10 fala sobre bênçãos para os dizimistas!!







Mais um texto fora de contexto....Malaquias profetiza contra os SACERDOTES LEVITAS que estavam roubando as ofertas e dízimos do Templo. Aliás, para efeito de conhecimento, o DÍZIMO no Antigo Testamento era oferecido em forma de ALIMENTO. Pare de ser enganado e leia a verdade bíblica sobre o dízimo aqui.



4) Mas Mateus 23:23....




"Ai de vós, DOUTORES DA LEI E FARISEUS, hipócritas!". Com quem Jesus estava falando mesmo? Não era com o povo, era? Quem estava negligenciando misericórdia e amor?







Esses foram apenas algumas passagens passíveis de refutação para condenar a prática dessas malditas campanhas de prosperidade.

Leia Mateus 6:25-34 e preste atenção no versículo 33:


"Buscai, assim, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas."


Jesus, no sermão do monte, adverte aos discípulos que não fiquem ansiosos pelas coisas básicas porque o Pai havia de provê-las a Seu tempo. Muitos pregadores acabam deturpando totalmente o sentido da palavra, inserindo a expressão "todas as demais coisas" no lugar de "todas ESSAS coisas" - Jesus falava das coisas citadas anteriormente (comer, beber e vestir-se).


No mais, deixamos mais alguns versículos para a edificação dos irmãos:


Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecediço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito. 
Tiago 1:25


As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu,e não subiram ao coração do homem,são as que Deus preparou para os que o amam.
1 Coríntios 2:9



Prosperidade vai muito além de coisas materiais. Deus nos dá prosperidade espiritual: abundância de alegria, paz, amor, sabedoria... E nossa maior prosperidade é a salvação em Cristo e a  vida eterna! Nosso galardão é incorruptível!


Aprenda a ser um cristão e a viver satisfeito com o que Deus lhe oferece. O Apóstolo Paulo ensina que o grande segredo do evangelho é se contentar com o que Deus nos dá por sua maravilhosa graça e misericórdia:

"Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho".
Filipenses 4:11


Por fim, a reflexão:


"Não acumuleis para vós outros tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde ladrões arrombam para roubar. Mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde a traça nem a ferrugem podem destruir, e onde os ladrões não arrombam e roubam. Porque, onde estiver o teu tesouro, aí também estará o teu coração.(...) Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou será leal a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamon (ou Dinheiro)".


Mateus 6:19-24




"Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores".

1 Timóteo 6:10






quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Confissão de fé - Voz que Clama do Deserto

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

ESTUDO BÍBLICO - O SERMÃO DO MONTE - OS DISCÍPULOS NO MUNDO



Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.

Mateus 5:13-16




O que Jesus quis dizer com essa declaração?

Os filhos de Deus devem resplandecer a glória do Pai onde quer que estejam, inclusive no meio de uma geração corrompida como a nossa (ver Filipenses 2:15).



O SAL


Curiosidade: A composição do sal x A composição do ser humano


O cloreto de sódio (sal) é formado por:

- Um mineral
- Um gás

O ser humano é formado por:
- Pó da terra
- Fôlego de vida
"E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente". Gênesis 2:7


A comparação com o sal é uma das mais interessantes já feitas pelo Mestre: o sal serve tanto para dar sabor como para conservar. Ele não tem prazo de validade; se for utilizado em doses incorretas, pode estragar toda a comida e a cada dia mais tem seu sabor apurado como tempero. No meio da mistura, acaba desaparecendo, deixando apenas o seu gosto marcante.

Como remédio, o sal pode ser utilizado para purificar locais infectados e curar feridas.

Na Antiga Aliança, os sacrifícios eram temperados com sal antes de serem oferecidos ao Senhor. Era o "sal da aliança" (ver Levítico 2:13).
Nossas palavras mostram o que somos. O apóstolo Paulo diz que devemos temperar nossas palavras com sal:

"A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um". Colossenses 4:6


Jesus disse que somos o sal da terra por que onde quer que estejamos devemos ser perseverantes, equilibrados, levando em nós as marcas do sacrifício de Cristo, a cura para este mundo cheio de pecados através do Amor derramado sobre nós. Lembrando sempre que nós devemos diminuir para que Ele cresça! (Jo 3:30)




A Luz


Onde há luz, as trevas se dissipam. Jesus é a Luz que veio ao mundo para trazer a verdade de Deus ao que estava coberto pela religiosidade e hipocrisia.


Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. João 1:9

Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. João 8:12

Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. João 9:5

Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. João 12:46


Assim como Jesus, seus discípulos foram capacitados pelo Espírito Santo a realizar as mesmas obras que Ele realizou.

Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. João 14:12


Ser luz no mundo é ser referencial de santidade, brilhar o caráter de Cristo e realizar boas obras através do amor. Assim como a intenção de alguém que acende uma vela ou uma lâmpada é iluminar todo o ambiente, a luz que Jesus que emana de nós não pode ser escondida!


A função da Igreja é anunciar, testemunhar e viver a Cristo, contribuindo desta forma para que a sociedade não se corrompa e não se desumanize. Não podemos viver separados do mundo, escondidos em tradições, ritos e doutrinas de homens, preocupados apenas com problemas institucionais. Ser sal e luz não é tarefa fácil, sem dúvida, mas precisamos perseverar no amor e na fé para cumprirmos o nosso papel até a volta do Mestre.

Até o próximo estudo!


domingo, 3 de janeiro de 2016

ESTUDO BÍBLICO - O SERMÃO DO MONTE - AS BEM AVENTURANÇAS


1) As propostas do Reino (Mt 5:1-16)


Após escolher seus discípulos (ver Mt 4:18-22), Jesus inicia seu ministerio na Galileia "ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo" (Mateus 4:23).

"E seguia-o grande multidão", relatam as Escrituras. Não poderia ser diferente: curas, milagres, libertação de endemoninhados...o povo começou a seguir aquele homem.

"E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos" (Mt 5:1). Aqui começam os ensinamentos do Mestre aos discípulos:




a) As bem-aventuranças (Mt 5:1-12)

 


"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus"

Ser "pobre de espírito" se refere ao que é humilde, aquele que de si mesmo não pensa ser superior aos outros.

"Não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu senhor. Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu senhor". Mateus 10:24,25
"Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo". Gálatas 6:3

"Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um". Romanos 12:3

"Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o despojo com os soberbos." Provérbios 16:19




"Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados"


No mundo, passamos por muitas aflições e angústias. O Mestre já havia dito isso (Jo 16:33). Uma das respostas do corpo humano a essas angústias é o choro, representando dor. Estudos dizem que as lágrimas são um poderoso instrumento de comunicação. Mesmo quando choramos sozinhos, as lágrimas funcionam como palavras – que podem ser sinceras ou estratégicas, copiosas ou escassas. As pessoas que reprimem o próprio choro perdem um importante canal de diálogo. (Fonte: Superinteressante)

Ora, se somos seres emocionais, logo, choramos. Mas a Palavra de Deus promete um consolo eterno aos que choram por viverem angústias e dor nessa terra:

"E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas." Apocalipse 21:4

"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação; Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus". 2 Coríntios 1:3-4



"Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra"


Aqui existe um segredo que poucos conhecem: a terra é herdada na mansidão e não no "determinismo", "profetizando", ou através de "atos proféticos", "tomada de território" e outras coisas bizarras que temos visto em muitos templos evangélicos hoje em dia.

Mansidão é uma das partes do fruto do Espírito (Gálatas 5:22) e o cristão precisa desenvolver o fruto por completo. Ser manso é ser como Jesus e não significa ser "omisso", mas exercer a autoridade cristã em AMOR.

"Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão, ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé." Romanos 4:13

"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos"



Vivemos em um mundo de desigualdades. Os ricos e poderosos humilham e excluem os pobres e necessitados. Pessoas morrem todos os dias, vítimas da violência, da fome, da falta de saneamento e de assistência médica, enquanto autoridades políticas "ostentam" luxo com o dinheiro público. Porém, no Reino, a Justiça Divina não "tarda" muito menos "falha": ela é executada a seu tempo, pois Deus é 100% justo.


Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que os meus servos comerão, mas vós padecereis fome; eis que os meus servos beberão, porém vós tereis sede; eis que os meus servos se alegrarão, mas vós vos envergonhareis; Eis que os meus servos exultarão pela alegria de coração, mas vós gritareis pela tristeza de coração; e uivareis pelo quebrantamento de espírito. Isaías 65:13,14.



"Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia"
Exercer misericórdia é mais uma virtude do cristão que reflete o caráter de Cristo. Deus é misericordioso. Ele sabe que somos pó da terra e que o nosso corpo carnal está morto pelo pecado (ver Salmos 103:14, Jó 10:9, Romanos 7:14-24 / 8:10), embora, pelo Espírito, vivamos para Cristo.

Logo, não devemos desprezar aos pobres, mas estender a mão (Pv 14:21);
Não rejeitar nem se envergonhar dos que padecem necessidade (2 Tm 1:16);
Deus não se esquece das nossas obras de amor quando servimos aos irmãos com misericórdia (Hb 6:10);
Não fazer acepção de pessoas (Tg 2:3);


Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sede, dá-lhe água para beber; Porque assim lhe amontoarás brasas sobre a cabeça; e o Senhor to retribuirá. Provérbios 25:21,22



"Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus"



Só quem conhece o mais profundo do coração do ser humano é Deus. Só Ele sabe a verdadeira intenção por trás de cada ação que praticamos, pois nada está em oculto aos seus olhos (Ver Jeremias 17:10, Salmos 139:3, Romanos 8:27, 1 Coríntios 2:10).

Somos filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus (Gálatas 3:26) e, como tais, precisamos exercer as boas obras em amor para com os irmãos sem deixar brotar raizes de amargura ou conflitos (Hebreus 12:14-15). Se formos injuriados ou caluniados, devemos recordar que a vingança pertence a Deus (Salmos 94:1, Romanos 12:9, Hebreus 10:30) e apenas entregar a situação nas mãos do Todo-Poderoso, sem proferir palavras que ofendam ou agridam a outra pessoa. Lembre-se de que o Mestre ensinou a virar a outra face ao que nos fere (Lucas 6:29).

SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?
Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração.
Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhum opróbrio contra o seu próximo;
A cujos olhos o réprobo é desprezado; mas honra os que temem ao Senhor; aquele que jura com dano seu, e contudo não muda.
Aquele que não dá o seu dinheiro com usura, nem recebe peitas contra o inocente. Quem faz isto nunca será abalado.
Salmos 15:1-5





"Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus"



Pacificar, apaziguar, acalmar. Essas são outras características do verdadeiro cristão, produzidas pelo fruto do Espírito na transformação do caráter.

Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. Romanos 12:18

Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; Hebreus 12:14

Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos. 1 Coríntios 14:33

E, em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa. Lucas 10:5

Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco. 2 Coríntios 13:11

Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Efésios 4:3




"Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus"

Esta talvez seja a bem aventurança mais OMITIDA atualmente nos púlpitos que se dizem cristãos: ser perseguido por amor a Cristo e ao Evangelho da Cruz. Sofrer as calúnias, angústias, perdas, humilhações, faltas, injúrias e perseguições, assim como Jesus Cristo sofreu. Ser desprezado, excluído dos círculos sociais por pregar pura e simplesmente a verdade e nunca, JAMAIS, negar a fé.

Infelizmente, as pessoas tem sido orientadas pelos falsos profetas a juntar tesouros nessa terra, o que foi veementemente condenado por Jesus e também pelo Apóstolo Paulo (Ver Mateus 6:19 e Colossensses 3:2). Com bordões totalmente deturpados como "Determina a tua vitória", "Deus tem que te abençoar" e "Você tem que comer o melhor desta terra, tá escrito!", essa gama de devoradores de almas tem enriquecido enquanto o povo padece material e espiritualmente.

Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.
2 Coríntios 4:17,18


Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bem aventurados. E não temais com medo deles, nem vos turbeis; Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós.
1 Pedro 3:14,15


CONCLUSÃO:
A vida cristã não tem "sabor de mel". Precisamos lutar contra o pecado todos os dias, negar a si mesmo, tomar a cruz e seguir o caminho estreito. Seremos ignorados, maltratados, humilhados, excluídos, perseguidos, caluniados, torturados (muitas vezes física e psicologicamente), abatidos....muitos serão mortos por simplesmente não negarem a Cristo, como vem ocorrendo em vários países afora. Tudo isso já havia sido dito por Jesus. Que novidade temos, então? O que tem sido pregado em nossos altares?




Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. 
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.

Mateus 5:11,12




Parte 2 - Os Discípulos são o Sal da Terra e a Luz do Mundo

ESTUDO BÍBLICO - O SERMÃO DO MONTE - INTRODUÇÃO









O popular discurso de Jesus relatado no evangelho de Mateus nos capítulos 5 a 7 pode ser dividido em seções específicas:



1) As propostas do Reino (Mt 5:1-16)

Jesus, ao proclamar o Reino de Deus, traz consigo o "funcionamento" das coisas na perspectiva do Pai e deixa ensinamentos preciosos para os discipulos.

a) As bem-aventuranças (Mt 5:1-12)

b) Os discípulos no mundo (Mt 5:13-16)




2) O relacionamento de Jesus com a Lei (Mt 5:17 - 7:6)

Nesse trecho, Jesus declara o propósito de sua vinda ao mundo e começa a refutar a forma como os fariseus interpretam e praticam a Lei em diversos aspectos:

a) Homicídio
b) Adultério
c) Divórcio
d) Juramentos
e) Pagar na mesma moeda
f) Amor
g) Esmola
h) Oração
i) Jejum
j) Tesouros
l) Julgamentos: os olhos são a candeia do corpo
m) Providência divina
n) Julgamentos: "Não Julgueis" na ótica de Cristo
o) Perseverança na oração
p) Os dois caminhos
q) Os falsos profetas e seus frutos
r) A verdadeira sabedoria
s) Conclusão


A partir de agora, vamos estudá-las separadamente para uma melhor compreensão.

Parte 1 - As Bem Aventuranças

Parte 2 - Os Discípulos são o Sal da Terra e a Luz do Mundo

Parte 3 - O Fim da Lei é Cristo I

Parte 4 - O Fim da Lei é Cristo II

Parte 5 - A Oração do Pai Nosso







sábado, 2 de janeiro de 2016

Ano novo - vida nova?










Queridos irmãos,

Ao confessar sua fé em Cristo Jesus publicamente, você será excluído e ignorado onde antes era aceito. Não tema. 

O Mestre já havia dito isso aos discípulos em Mateus 24:9b e 10:22: "E sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome". É o preço a ser pago por amor ao Evangelho. É negar a si mesmo, tomar a cruz e seguir o Mestre (Mt 16:24) pelo caminho estreito. Se você não tem feito isso, me desculpe, mas está no caminho largo que leva à perdição (Mt 6:13,14). Arrependa-se enquanto há tempo. 

Afinal, ninguém pode servir a dois senhores (Mt 6:24). Não acredite em promessas de paz, fartura e plenitude. "No mundo tereis aflições", Jesus disse. "Mas tende bom ânimo, eu venci o mundo". Que 2016 seja um ano de SANTIDADE no corpo de Cristo. 

Que a Igreja, a noiva, tenha essa noção de que o tempo está se abreviando cada dia mais e não fique inerte às heresias e absurdos que tem sido pregados nos altares. O Amado está voltando. Estejamos preparados para o grande encontro!!!
São os sinceros votos da

sábado, 5 de dezembro de 2015

Estudo bíblico – Evangelho de João – Capítulo 10

Chegamos ao capítulo 10 do Evangelho de João, onde Jesus faz uma das declarações mais lindas de todo o seu ministério na terra: "EU SOU O BOM PASTOR".


O discurso de Jesus sobre o Bom Pastor (Jo 10,1-18) vem imediatamente após sua proclamação sobre a cegueira dos fariseus (Jo 9,40-41). A conclusão natural desta discussão sobre a cegueira está logo aqui, onde o Mestre ensina como curar esse tipo de cegueira.
A sobrevivência do povo daquela época dependia em grande parte da criação de cabras e ovelhas. A imagem do pastor guiando suas ovelhas para as pastagens era conhecida por todos. Era normal usar a imagem do pastor para indicar a função de quem governava e conduzia o povo. Os profetas criticavam os reis por serem maus pastores que não cuidavam do seu rebanho e não o conduziam para as pastagens (Jr 2,8; 10,21; 23,1-2). Esta crítica dos maus pastores cresceu na mesma medida em que, por culpa dos reis, o povo foi levado para o cativeiro (Ez 34,1-10; Zc 11,4-17).

Diante da frustração sofrida com os desmandos dos maus pastores, aparece a comparação com o verdadeiro pastor do povo, que é o próprio Deus: “O Senhor é meu pastor nada me faltará!” (Sl 23,1-6). 

Os profetas esperavam que, no futuro:

- Deus viesse, ele mesmo, como pastor guiar o seu rebanho (Is 40,11; Ez 34,11-16). 
- O povo soubesse reconhecer a voz do seu pastor: “Oxalá ouvísseis hoje a sua voz!” (Sl 95,7). 
- Deus viesse como Juiz que fará o julgamento entre as ovelhas do rebanho (Ez 34,17). 
- Deus suscite bons pastores e que o Messias seja um bom pastor para o povo de Deus (Jr 3,15; 23,4).


Para entender essa parábola, precisamos entender primeiro como era o "funcionamento" do aprisco das ovelhas:

Aprisco para ovelhas
A ilustração deixa bem claro sobre a necessidade das ovelhas serem guardadas, visto serem frágeis e indefesas. Jesus fala de um aprisco, como forma de proteção. O aprisco é um local cercado, com uma porta, um porteiro, e um abrigo para as ovelhas permanecerem à noite. Naquele tempo, os pastores cuidavam do rebanho durante o dia. Quando chegava a noite, levavam as ovelhas para um grande curral comunitário, bem protegido contra ladrões e lobos. Todos os pastores de uma mesma região levavam para lá o seu rebanho. Um porteiro tomava conta durante a noite. No dia seguinte, de manhã cedo, o pastor chegava, batia palmas na porteira e o porteiro abria. O pastor entrava e chamava as ovelhas pelo nome. As ovelhas reconheciam a voz do seu pastor, levantavam e saíam atrás dele para a pastagem. As ovelhas dos outros pastores ouviam a voz, mas não se mexiam, pois era uma voz estranha para elas. De vez em quando, aparecia o perigo de assalto. Ladrões entravam por um atalho ou derrubavam a cerca do redil, feita de pedras amontoadas, para roubar as ovelhas. Eles não entravam pela porteira, pois lá havia o guarda que tomava conta.





1. OS LADRÕES E ASSALTANTES

“Quem não entra pela porteira, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante! Quem entra pela porteira é o pastor das ovelhas...” 
João 10,1-6

O Pastor legítimo entra pela porta, ou seja, possui (no mundo de hoje) um ministério consolidado pelos frutos do Espírito e divulga a Palavra de Deus e não teologias que visam a somente tosquiar as ovelhas. "Ladrão” aqui nesta passagem são pessoas que tiram os cristãos do caminho da verdade com falsos ensinos. A ganância pela lã (entenda DINHEIRO) das ovelhas tem feito de alguns pregadores ladrões e falsos profetas. Aquele que não prega a Doutrina de Cristo e a deturpa, dizendo profecias que são oriundas de sua própria cabeça é um salteador.







2. JESUS É A PORTA DAS OVELHAS

"Em verdade, em verdade vos asseguro: Eu Sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e assaltantes; porém as ovelhas não os ouviram. Eu Sou a porta. Qualquer pessoa que entrar por mim, será salva. Entrará e sairá; e encontrará pastagem”
João 10:7-9


De quem Jesus está falando? Provavelmente, se referia a líderes religiosos que arrastavam o povo atrás de si, mas que não respondiam às esperanças do povo. Não estavam interessados no bem do povo, e sim no próprio bolso e nos próprios interesses. Enganavam o povo. “A Porta das Ovelhas” nos ensina que Jesus é o único caminho para o reino de Deus. Entrar pela porta é o mesmo que agir como Jesus. O critério básico para discernir quem é pastor e quem é assaltante é a defesa da vida das ovelhas. Jesus pede para o povo tomar a iniciativa de não seguir pessoas que se apresentam como pastor, mas não zelam pela vida do povo. Pois o verdadeiro pastor veio para que as ovelhas tenham vida em abundância.






3. JESUS É O BOM PASTOR E DÁ A VIDA PELAS OVELHAS.

"Eu Sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas...Eu Sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e sou conhecido por elas; assim como o Pai me conhece e Eu conheço o Pai; e entrego minha vida pelas ovelhas"
João 10:11-15

"O Bom Pastor” é a imagem profética que foi ilustrada a respeito do Messias no Antigo Testamento. Esta imagem profética pode ser vista em Isaías 40:11 “Como pastor, apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos e os levará no seio; as que amamentam ele guiará mansamente.”

Há dois pontos que o Bom Pastor ressalta:

- A defesa da vida das ovelhas: o bom pastor dá a sua vida. 
- O mútuo entendimento entre o pastor e as ovelhas: o pastor conhece as suas ovelhas e elas conhecem o pastor. 

Assim, para quem quer vencer sua cegueira é importante conferir a própria opinião com a do povo. Era isso que os fariseus não faziam. Eles desprezavam as ovelhas e chamavam-nas de povo maldito e ignorante (Jo 7,49; 9,34). Jesus, ao contrário, dizia que no povo há uma percepção infalível para saber quem era o bom pastor. Os fariseus pensavam ter o olhar certo para discernir as coisas de Deus. Na realidade eram cegos. 

O discurso sobre o Bom Pastor ensina duas regras de como tirar este tipo de cegueira. 

1) Prestar muita atenção na reação das ovelhas, pois elas reconhecem a voz do pastor. 
2) Prestar muita atenção na atitude daquele que se diz pastor para ver se o interesse dele é a vida das ovelhas ou não e se ele é capaz de dar a vida pelas ovelhas.






4. UM SÓ REBANHO E UM SÓ PASTOR

"assim como o Pai me conhece e Eu conheço o Pai; e entrego minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco, as quais devo da mesma maneira trazer; elas ouvirão minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor..."
João 10:15-18

Esta parte é o resumo de todo o ensinamento de Jesus Cristo como o Bom Pastor. O Santo dos Santos é aqui apresentado como uma grande declaração: JESUS CRISTO É DEUS.  Quando Cristo afirma aqui que ele conhece o Pai, ele afirma que ele é “Um com o Pai”. Ele conhece no sentido completo. 
Os Judeus receberam o Evangelho, mas decidiram rejeitá-lo. Com isto a mensagem de salvação foi enviada aos gentios, daí o cumprimento da promessa em Isaías 56:8 “Assim diz o SENHOR Deus, que congrega os dispersos de Israel: Ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos.”









5.DIVISÕES ENTRE OS JUDEUS


"Por causa dessas palavras, houve novamente divisão entre os judeus. E muitos deles murmuravam: “Ele tem um demônio e enlouqueceu. Por que vós o escutais?” Outros ponderavam: “Essas palavras não são de alguém que tem um demônio. Pode, porventura, um demônio abrir os olhos dos cegos?...” 
João 10:19-39


Jesus deu a sua vida PELAS OVELHAS, morreu na Cruz e as resgatou do pecado. No contexto do Evangelho de João, ele não havia ainda consumado o seu propósito. Os Judeus daquela época e especialmente estes dois grupos, estavam ouvindo suas palavras. Ele estava realizando milagres para que eles pudessem ver e crer. Ainda assim uns não acreditaram que ele era o Bom Pastor. Outros acreditaram nas evidências que ele apresentava.

Se ele fosse somente um Homem, poderia ser tomado como insano. Mas demonstrações de milagres e curas provaram que ele era o Messias. O primeiro grupo (o do versículo 20) não conseguia ver além do preconceito, via um homem confinado, um homem normal, tinham uma visão restrita. O segundo (o do versículo 21) viu Jesus como o Cristo.

No entanto, a declaração estarrecedora do Messias levantou a ira dos judeus que o questionavam: 


"Vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas, como já vos afirmei. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; Eu as conheço, e elas me seguem". (10:26,27)


Muitos não gostam quando afirmamos que existem pessoas que não são ovelhas do rebanho do Senhor. Mas o próprio Jesus disse que, "Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anjos, então, se assentará em seu trono na glória nos céus. Todas as nações serão reunidas diante dele, e Ele irá separar umas das outras, como o pastor separa os bodes das ovelhas. E posicionará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda" (Mateus 25:31-33), fazendo uma clara distinção entre as pessoas que creem e as que não creem nEle.


No fim, Jesus se apresenta como o Bom Pastor, diferente dos assaltantes que roubavam o povo. Ele se apresenta também como o Juiz do povo que, no final, fará o julgamento como um pastor que sabe separar as ovelhas dos cabritos (Mt 25,31-46). Em Jesus se realiza a profecia de Zacarias que diz que o bom pastor será perseguido pelos maus pastores, incomodados pela denúncia que ele faz: “Vão bater no pastor e as ovelhas se dispersarão!” (Zc 13,7). 

No fim, Jesus é tudo: é a porteira, o pastor e o cordeiro!


E quanto a nós? Como estamos vendo a Jesus? Como o Bom Pastor, reconhecendo sua voz?  Ou como ignorantes, seduzidos pelos mercadores da Fé? 

Que o Espírito Santo edifique e testifique essa mensagem nos corações de cada um dos irmãos.
Graça e Paz.


sábado, 28 de novembro de 2015

Cristãos Reformados Parte 2 - Confissão de Fé do Cristão Reformado

1) A Bíblia deve ser interpretada seguindo o modelo histórico-gramatical.

Isto significa que, por ser um livro inspirado pelo Espírito Santo (II Tm.3.16), a Bíblia deve ser interpretada em espírito de oração e na total dependência do Espírito, que ilumina nossa mente para que possamos compreender seu verdadeiro significado (I Co.2.10-16). Porém, como a Bíblia também é um livro humano, no sentido de que foi escrita por seres humanos usados por Deus (II Pe.1.21), devemos interpretá-la usando regras de interpretação, a que damos o nome de Hermenêutica Bíblica. Essa interpretação é histórico-gramatical porque deve levar em consideração o contexto histórico em que a passagem analisada foi escrita (autor, destinatários, etc) e também o contexto gramatical no qual está inserida (tipo de literatura, versículos anteriores e posteriores, etc). 
Neste ponto, discordamos dos neo-pentecostais, que muitas vezes interpretam a Bíblia alegoricamente, atribuindo um significado simbólico ou espiritual diferente do significado pretendido pelo escritor original do texto. Também discordamos dos dispensacionalistas que, sob o pretexto de interpretarem a Bíblia literalmente, acabam pegando as passagens em seu sentido literal mesmo em escritos poéticos e proféticos, cheios de símbolos e figuras, chegando a interpretações precipitadas sobre o texto bíblico.



2) Justificação pela fé.




A justificação é um ato legal, no qual Deus declara que o pecador é justo (Rm.3.22-26; 4.5), não por alguma obediência ou boa obra dele próprio (Ef.2.8), nem por algo operado nele pelo próprio Deus, mas somente por causa da obediência perfeita de Cristo à lei (Rm.5.18-19). Essa justificação é composta de dois processos: o negativo, que consiste no perdão de pecados (Rm.4.6-8), e o positivo, que consiste na imputação da justiça de Cristo (II Co.5.21). O pecador é justificado somente pela fé (Rm.3.28).

Neste ponto discordamos de diversas visões sobre a justificação pela fé:



- discordamos dos católicos, que crêem que a justificação é uma mudança moral do pecador, uma infusão de justiça (e não imputação), confundindo justificação com santificação, e fazendo, assim, com que ela dependa não apenas da fé, mas também das boas obras (Rm.4.1-5).

- discordamos de muitos dispensacionalistas, que frequentemente negam que a justificação consista também da imputação da justiça de Cristo, fazendo ela consistir apenas em perdão de pecados, e considerando a fé como sendo, ela própria, a justiça que vem de Deus.

- discordamos também daqueles que ensinam que no Antigo Testamento a justificação era pela obediência à lei, pois as Escrituras são muito claras em afirmar que o homem nunca foi justificado pela lei (Rm.3.20), e a fé sempre foi a condição para justificação, mesmo no Antigo Testamento (Rm.4.3).



3) Soberania de Deus.




Por soberania de Deus deseja-se mostrar o controle absoluto de Deus sobre toda Sua criação (Mt.6.26; 10.29), e todos os acontecimentos passados, presentes e futuros, sendo Ele o Senhor da história (Dn.4.35). Deus não é somente o Criador, é também o Preservador do Universo, sustentando todas as coisas pela Palavra do Seu poder (Hb.1.3). Ele é quem determina tudo o que acontece, Sua vontade é totalmente soberana (Is.46.10), inclusive sobre nossas vontades (Fp.2.13). Logo, não existe, como muitos dizem, um livre-arbítrio. Existe sim uma liberdade e responsabilidade humana, mas que é limitada pela vontade soberana de Deus.

Nisto discordamos de diversos ramos cristãos, em diversos aspectos:

- Discordamos daqueles que crêem que a oração pode mudar a vontade de Deus, fazendo orações "determinatórias", pois em Deus não há mudança, nem sombra de variação (Tg.1.17); nossas orações são respondidas quando feitas segundo Sua vontade (Mt.6.10; I Jo.5.14) e mudam apenas acontecimentos.
- Discordamos daqueles que pensam que certas coisas acontecem fora do controle de Deus, como catástrofes naturais, guerras ou o problema do mal no mundo, pois tudo isso está em Seus planos e foi por Ele determinado, como demonstram diversas passagens do Antigo e Novo Testamento (Gn.50.20; Rm.8.28).
- Discordamos também daqueles que pensam poder determinar o seu próprio destino, como se o poder da vida ou da morte estivesse em suas próprias mãos (Dt.32.39).






4) A Soberania de Deus em relação à salvação (Rm.8.29-30).




Isso foi perfeitamente expresso num documento chamado Cânones de Dort, elaborado entre 1618 e 1619, onde a salvação é apresentada em 5 pontos: depravação total, eleição incondicional, expiação limitada, chamada eficaz e perseverança dos santos.




Depravação total significa que o homem foi de tal forma afetado pelo pecado que é totalmente incapaz de se salvar sozinho ou mesmo contribuir, por pouco que seja, nessa salvação (Rm.3.9-20). A depravação total mostra que "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm.3.23), que os pecadores estão "mortos em delitos e pecados" (Ef.2.1) e que "todo aquele que comete pecado é escravo do pecado" (Jo.8.34). Um morto espiritual não pode fazer nada para viver, e um escravo não tem vontade própria. O poder para ressuscitá-lo espiritualmente tem que vir de fora, e para ser livre precisa antes ser liberto pelo Filho (Jo.8.36) . Por isso, ninguém pode escolher a Jesus por si próprio para ser salvo, nem fazer uso de um tipo de livre-arbítrio para aceitar ou rejeitar a salvação alcançada por Cristo.



 
Eleição incondicional significa que Deus, somente pela Sua soberana vontade, escolheu desde toda a eternidade (Ef.1.4) uma multidão de "todos os povos, tribos, línguas e nações" (Ap.7.9) para serem salvos de seus pecados e herdarem a vida eterna. Porém, Ele não escolheu a todos (Rm.9.13). Essa escolha não se baseou em nada de bom ou que agradasse a Deus presente nos próprios pecadores , ou alguma fé que Ele tivesse previsto pela Sua presciência (Rm.9.11); pelo contrário, foi totalmente pela Sua maravilhosa graça que Ele os escolheu soberanamente, para o louvor da Sua glória (Rm.9.14-18; Ef.1.5,6,11,12). Aqueles que não foram escolhidos estão destinados à condenação eterna no inferno, sem que Deus seja culpado pelo seu destino ou pelos seus pecados. Deus salva uns para demonstrar a Sua graça, e condena outros para demonstrar Sua justiça (Rm.9.19-24). Outra coisa interessante a se observar é que Deus não era obrigado a salvar ninguém de seus pecados, nem deixaria de ser um Deus amoroso se não o fizesse. Logo, o fato de Deus salvar uma multidão da humanidade por pura graça já é uma demonstração infinita de amor e misericórdia, acima de toda comparação.





  

Expiação limitada significa que o valor da morte de Cristo é absolutamente infinito e poderoso para perdoar todos os pecados daqueles que Deus escolheu, e apenas desses (Is.53.11-12). Dizer que Cristo morreu pelo mundo não significa que Ele morreu por todas as pessoas do mundo, mas por pessoas de todas as partes do mundo (Jo.3.16; I Jo.2.2). Logo, Cristo não morreu por todos os homens literalmente; apenas pelos escolhidos de Deus, que são Suas ovelhas e Sua Igreja (Jo.10.11,15; 17.9; Ef.5.5-27). Porém, essa expiação dá aos eleitos uma salvação eterna, pois, perdoados de todos os seus pecados pelo sacrifício de Cristo, e tendo sido imputada a eles a justiça de Cristo, eles já não podem ser condenados; eles tem, agora, a vida eterna (Jo.5.24).




Graça Irresistível nos fala sobre como Deus salva os Seus escolhidos. Deus usa a pregação do evangelho como meio de chamar os eleitos para Si mesmo (Rm.10.14-17). O evangelho deve ser pregado a todas as pessoas (Mc.16.15), pois não sabemos quem Deus escolheu, e a Palavra se tornará eficaz na vida daqueles que foram eleitos antes da fundação do mundo (At.13.48). O Espírito Santo irá agir na vida dos eleitos, operando a regeneração (ou novo nascimento Jo.3.3-8) pela Palavra (I Pe.1.23), tornando-os dispostos a responderem positivamente ao convite do evangelho (At.16.14). É nesse momento que os eleitos recebem a capacidade de "escolher a Deus" e receber a Cristo (Jo.6.65), arrependendo-se de seus pecados e tendo fé em Cristo para salvação. Tanto o arrependimento como a fé são dons de Deus, dados no momento da regeneração (At.5.31; 11.18; Ef.2.8; Fp.1.29; II Tm.2.25). Por isso, ninguém deve se achar melhor que os outros por ter se arrependido ou ter tido fé, porque essa capacidade é algo sobrenatural dado por Deus. Dizer que essa chamada aos eleitos é eficaz significa que é impossível a um eleito resistir ao convite do Espírito Santo, pelo evangelho, no seu coração (Is.43.13).




Perseverança dos santos significa que aqueles que foram eleitos por Deus, desde o dia em que foram salvos, não poderão mais perder essa salvação (Jo.6.39; Rm.8.30; Fp.1.6). Como Cristo morreu por todos os seus pecados - passados, presentes e futuros - nenhum pecado pode, agora, levá-los à condenação: "Nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo" (Rm.8.1). Uma vez salvo, salvo para sempre. Eles têm a vida eterna e, se é eterna, não pode acabar um dia (Jo.10.28-29). Nada, agora, pode separá-los do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor (Rm.8.35-39). Porém, isso não significa que os eleitos nunca mais pecarão, porque isso certamente irá acontecer (I Jo.1.8-10). Mas como eles foram regenerados, seu prazer agora não é mais o pecado, mas a santidade (I Jo.3:6-10). Uma pessoa que viva em pecado e alegue ter sido salva deve ter sua salvação seriamente questionada. Um cristão pode até cometer um pecado terrível, porém, esse pecado certamente requererá uma disciplina da parte de Deus, não com o objetivo de fazê-lo pagar pelo seu pecado, que ja foi pago na cruz por Cristo, mas com a finalidade de aperfeiçoá-lo, para que seja participante da santidade de Deus (Hb.12.5-13). Davi foi um exemplo dessa disciplina de Deus, no caso de Bate-Seba (II Sm.11 e 12).




5) "O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre", como diz o Breve Catecismo de Westminster.


Um reformado tenta viver uma vida que glorifique a Deus em todos os aspectos, e entende que Deus é adorado e glorificado em todas as áreas de sua vida: no trabalho, na família, na sociedade, no lazer, na igreja, etc. "Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus" (I Co.10.31), como diz o apóstolo Paulo. A busca da glória de Deus e a adoração cheia de amor que brota do coração de um cristão reformado é a aplicação prática e consequência da doutrina da soberania de Deus. Pode-se perceber isso no próprio Paulo que, depois de discorrer sobre o assunto da soberania de Deus dos capítulos 9 a 11 de Romanos, encerra o assunto com adoração: "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem deu primeiro a ele, para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém." (Rm.11.33-36).


Nossa sincera oração é que Deus utilize este artigo para abrir os olhos de muitos irmãos em Cristo às verdades esquecidas da Palavra de Deus, e que assim, despertos para o evangelho eterno, possam ter seus corações em chamas por essas mesmas verdades que custaram o sangue dos reformadores!

#EquipeVCD