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sábado, 28 de novembro de 2015

Cristãos Reformados Parte 2 - Confissão de Fé do Cristão Reformado

1) A Bíblia deve ser interpretada seguindo o modelo histórico-gramatical.

Isto significa que, por ser um livro inspirado pelo Espírito Santo (II Tm.3.16), a Bíblia deve ser interpretada em espírito de oração e na total dependência do Espírito, que ilumina nossa mente para que possamos compreender seu verdadeiro significado (I Co.2.10-16). Porém, como a Bíblia também é um livro humano, no sentido de que foi escrita por seres humanos usados por Deus (II Pe.1.21), devemos interpretá-la usando regras de interpretação, a que damos o nome de Hermenêutica Bíblica. Essa interpretação é histórico-gramatical porque deve levar em consideração o contexto histórico em que a passagem analisada foi escrita (autor, destinatários, etc) e também o contexto gramatical no qual está inserida (tipo de literatura, versículos anteriores e posteriores, etc). 
Neste ponto, discordamos dos neo-pentecostais, que muitas vezes interpretam a Bíblia alegoricamente, atribuindo um significado simbólico ou espiritual diferente do significado pretendido pelo escritor original do texto. Também discordamos dos dispensacionalistas que, sob o pretexto de interpretarem a Bíblia literalmente, acabam pegando as passagens em seu sentido literal mesmo em escritos poéticos e proféticos, cheios de símbolos e figuras, chegando a interpretações precipitadas sobre o texto bíblico.



2) Justificação pela fé.




A justificação é um ato legal, no qual Deus declara que o pecador é justo (Rm.3.22-26; 4.5), não por alguma obediência ou boa obra dele próprio (Ef.2.8), nem por algo operado nele pelo próprio Deus, mas somente por causa da obediência perfeita de Cristo à lei (Rm.5.18-19). Essa justificação é composta de dois processos: o negativo, que consiste no perdão de pecados (Rm.4.6-8), e o positivo, que consiste na imputação da justiça de Cristo (II Co.5.21). O pecador é justificado somente pela fé (Rm.3.28).

Neste ponto discordamos de diversas visões sobre a justificação pela fé:



- discordamos dos católicos, que crêem que a justificação é uma mudança moral do pecador, uma infusão de justiça (e não imputação), confundindo justificação com santificação, e fazendo, assim, com que ela dependa não apenas da fé, mas também das boas obras (Rm.4.1-5).

- discordamos de muitos dispensacionalistas, que frequentemente negam que a justificação consista também da imputação da justiça de Cristo, fazendo ela consistir apenas em perdão de pecados, e considerando a fé como sendo, ela própria, a justiça que vem de Deus.

- discordamos também daqueles que ensinam que no Antigo Testamento a justificação era pela obediência à lei, pois as Escrituras são muito claras em afirmar que o homem nunca foi justificado pela lei (Rm.3.20), e a fé sempre foi a condição para justificação, mesmo no Antigo Testamento (Rm.4.3).



3) Soberania de Deus.




Por soberania de Deus deseja-se mostrar o controle absoluto de Deus sobre toda Sua criação (Mt.6.26; 10.29), e todos os acontecimentos passados, presentes e futuros, sendo Ele o Senhor da história (Dn.4.35). Deus não é somente o Criador, é também o Preservador do Universo, sustentando todas as coisas pela Palavra do Seu poder (Hb.1.3). Ele é quem determina tudo o que acontece, Sua vontade é totalmente soberana (Is.46.10), inclusive sobre nossas vontades (Fp.2.13). Logo, não existe, como muitos dizem, um livre-arbítrio. Existe sim uma liberdade e responsabilidade humana, mas que é limitada pela vontade soberana de Deus.

Nisto discordamos de diversos ramos cristãos, em diversos aspectos:

- Discordamos daqueles que crêem que a oração pode mudar a vontade de Deus, fazendo orações "determinatórias", pois em Deus não há mudança, nem sombra de variação (Tg.1.17); nossas orações são respondidas quando feitas segundo Sua vontade (Mt.6.10; I Jo.5.14) e mudam apenas acontecimentos.
- Discordamos daqueles que pensam que certas coisas acontecem fora do controle de Deus, como catástrofes naturais, guerras ou o problema do mal no mundo, pois tudo isso está em Seus planos e foi por Ele determinado, como demonstram diversas passagens do Antigo e Novo Testamento (Gn.50.20; Rm.8.28).
- Discordamos também daqueles que pensam poder determinar o seu próprio destino, como se o poder da vida ou da morte estivesse em suas próprias mãos (Dt.32.39).






4) A Soberania de Deus em relação à salvação (Rm.8.29-30).




Isso foi perfeitamente expresso num documento chamado Cânones de Dort, elaborado entre 1618 e 1619, onde a salvação é apresentada em 5 pontos: depravação total, eleição incondicional, expiação limitada, chamada eficaz e perseverança dos santos.




Depravação total significa que o homem foi de tal forma afetado pelo pecado que é totalmente incapaz de se salvar sozinho ou mesmo contribuir, por pouco que seja, nessa salvação (Rm.3.9-20). A depravação total mostra que "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm.3.23), que os pecadores estão "mortos em delitos e pecados" (Ef.2.1) e que "todo aquele que comete pecado é escravo do pecado" (Jo.8.34). Um morto espiritual não pode fazer nada para viver, e um escravo não tem vontade própria. O poder para ressuscitá-lo espiritualmente tem que vir de fora, e para ser livre precisa antes ser liberto pelo Filho (Jo.8.36) . Por isso, ninguém pode escolher a Jesus por si próprio para ser salvo, nem fazer uso de um tipo de livre-arbítrio para aceitar ou rejeitar a salvação alcançada por Cristo.



 
Eleição incondicional significa que Deus, somente pela Sua soberana vontade, escolheu desde toda a eternidade (Ef.1.4) uma multidão de "todos os povos, tribos, línguas e nações" (Ap.7.9) para serem salvos de seus pecados e herdarem a vida eterna. Porém, Ele não escolheu a todos (Rm.9.13). Essa escolha não se baseou em nada de bom ou que agradasse a Deus presente nos próprios pecadores , ou alguma fé que Ele tivesse previsto pela Sua presciência (Rm.9.11); pelo contrário, foi totalmente pela Sua maravilhosa graça que Ele os escolheu soberanamente, para o louvor da Sua glória (Rm.9.14-18; Ef.1.5,6,11,12). Aqueles que não foram escolhidos estão destinados à condenação eterna no inferno, sem que Deus seja culpado pelo seu destino ou pelos seus pecados. Deus salva uns para demonstrar a Sua graça, e condena outros para demonstrar Sua justiça (Rm.9.19-24). Outra coisa interessante a se observar é que Deus não era obrigado a salvar ninguém de seus pecados, nem deixaria de ser um Deus amoroso se não o fizesse. Logo, o fato de Deus salvar uma multidão da humanidade por pura graça já é uma demonstração infinita de amor e misericórdia, acima de toda comparação.





  

Expiação limitada significa que o valor da morte de Cristo é absolutamente infinito e poderoso para perdoar todos os pecados daqueles que Deus escolheu, e apenas desses (Is.53.11-12). Dizer que Cristo morreu pelo mundo não significa que Ele morreu por todas as pessoas do mundo, mas por pessoas de todas as partes do mundo (Jo.3.16; I Jo.2.2). Logo, Cristo não morreu por todos os homens literalmente; apenas pelos escolhidos de Deus, que são Suas ovelhas e Sua Igreja (Jo.10.11,15; 17.9; Ef.5.5-27). Porém, essa expiação dá aos eleitos uma salvação eterna, pois, perdoados de todos os seus pecados pelo sacrifício de Cristo, e tendo sido imputada a eles a justiça de Cristo, eles já não podem ser condenados; eles tem, agora, a vida eterna (Jo.5.24).




Graça Irresistível nos fala sobre como Deus salva os Seus escolhidos. Deus usa a pregação do evangelho como meio de chamar os eleitos para Si mesmo (Rm.10.14-17). O evangelho deve ser pregado a todas as pessoas (Mc.16.15), pois não sabemos quem Deus escolheu, e a Palavra se tornará eficaz na vida daqueles que foram eleitos antes da fundação do mundo (At.13.48). O Espírito Santo irá agir na vida dos eleitos, operando a regeneração (ou novo nascimento Jo.3.3-8) pela Palavra (I Pe.1.23), tornando-os dispostos a responderem positivamente ao convite do evangelho (At.16.14). É nesse momento que os eleitos recebem a capacidade de "escolher a Deus" e receber a Cristo (Jo.6.65), arrependendo-se de seus pecados e tendo fé em Cristo para salvação. Tanto o arrependimento como a fé são dons de Deus, dados no momento da regeneração (At.5.31; 11.18; Ef.2.8; Fp.1.29; II Tm.2.25). Por isso, ninguém deve se achar melhor que os outros por ter se arrependido ou ter tido fé, porque essa capacidade é algo sobrenatural dado por Deus. Dizer que essa chamada aos eleitos é eficaz significa que é impossível a um eleito resistir ao convite do Espírito Santo, pelo evangelho, no seu coração (Is.43.13).




Perseverança dos santos significa que aqueles que foram eleitos por Deus, desde o dia em que foram salvos, não poderão mais perder essa salvação (Jo.6.39; Rm.8.30; Fp.1.6). Como Cristo morreu por todos os seus pecados - passados, presentes e futuros - nenhum pecado pode, agora, levá-los à condenação: "Nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo" (Rm.8.1). Uma vez salvo, salvo para sempre. Eles têm a vida eterna e, se é eterna, não pode acabar um dia (Jo.10.28-29). Nada, agora, pode separá-los do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor (Rm.8.35-39). Porém, isso não significa que os eleitos nunca mais pecarão, porque isso certamente irá acontecer (I Jo.1.8-10). Mas como eles foram regenerados, seu prazer agora não é mais o pecado, mas a santidade (I Jo.3:6-10). Uma pessoa que viva em pecado e alegue ter sido salva deve ter sua salvação seriamente questionada. Um cristão pode até cometer um pecado terrível, porém, esse pecado certamente requererá uma disciplina da parte de Deus, não com o objetivo de fazê-lo pagar pelo seu pecado, que ja foi pago na cruz por Cristo, mas com a finalidade de aperfeiçoá-lo, para que seja participante da santidade de Deus (Hb.12.5-13). Davi foi um exemplo dessa disciplina de Deus, no caso de Bate-Seba (II Sm.11 e 12).




5) "O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre", como diz o Breve Catecismo de Westminster.


Um reformado tenta viver uma vida que glorifique a Deus em todos os aspectos, e entende que Deus é adorado e glorificado em todas as áreas de sua vida: no trabalho, na família, na sociedade, no lazer, na igreja, etc. "Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus" (I Co.10.31), como diz o apóstolo Paulo. A busca da glória de Deus e a adoração cheia de amor que brota do coração de um cristão reformado é a aplicação prática e consequência da doutrina da soberania de Deus. Pode-se perceber isso no próprio Paulo que, depois de discorrer sobre o assunto da soberania de Deus dos capítulos 9 a 11 de Romanos, encerra o assunto com adoração: "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem deu primeiro a ele, para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém." (Rm.11.33-36).


Nossa sincera oração é que Deus utilize este artigo para abrir os olhos de muitos irmãos em Cristo às verdades esquecidas da Palavra de Deus, e que assim, despertos para o evangelho eterno, possam ter seus corações em chamas por essas mesmas verdades que custaram o sangue dos reformadores!

#EquipeVCD

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Cristãos Reformados Parte 1 - A Reforma Protestante



Um cristão reformado é alguém que crê na doutrina bíblica conforme expressa pela Teologia Reformada, elaborada no tempo da Reforma Protestante. Mas o que foi a Reforma?

A Reforma foi o maior avivamento da história da igreja, tendo como marco inicial o rompimento com a Igreja Católica e a publicação das 95 Teses contra a venda de indulgências, por Martinho Lutero, em 31 de outubro de 1517. Depois de Lutero surgiram muitos outros reformadores, entre eles João Calvino. Enquanto Lutero foi o responsável pela recuperação da doutrina da justificação pela fé, Calvino recuperou a doutrina da soberania de Deus. E foi sobre essas doutrinas que se construiu a chamada Teologia Reformada, que nada mais é do que uma sistematização da doutrina bíblica.


Principais reformadores




MARTIN LUTHER (MARTINHO LUTERO – 1483 a 154Lutero_Stampp6) 
Foi o principal reformador do movimento revolucionário denominado Reforma Religiosa Protestante. Foi a partir das suas 95 teses fixadas na Igreja de Wittenberg que o movimento protestante tomou força em toda Europa. Vale destacar que o nome protestante foi dado aos evangélicos de forma pejorativa, termo a que os evangélicos aderiram porque discordavam e protestavam veementemente contra as práticas da igreja Católica Romana da época, as quais eram consideradas abusivas e sem base bíblica. Tudo começou quando Lutero fez uma viagem a Roma em 1510 e ficou chocado com a corrupção do clero. Na época, o Papa era Leão X. Segundo nos conta a história, havia continuado com os costumes ratificados pelo Papa Sixto IV (1471-1484) que cobrava tributos para funcionamento de bordéis e um imposto especial sobre os sacerdotes católicos que tinham amantes. Em 1510, Lutero surpreende-se com toda sorte de irregularidade e ostentação papal, enquanto o que vê nas ruas de Roma é pobreza, fome e prostituição; e ainda se depara com outro problema: a venda de indulgências.
Lutero era um grande estudioso dos livros de Romanos (Novo Testamento) e dos escritos agostinianos e disse não encontrar razão para tal prática na Bíblia Sagrada. Em 31 de outubro de 1517, Lutero chegara a conclusão que “NÃO havia evidência Bíblica para acreditar que o Papa tinha o poder de retirar as almas do purgatório”.
Antes de Lutero, outros tentaram reformar a Igreja Católica Romana, entre eles, Wycliff e Jan Hus (que foram queimados por heresia segundo a igreja católica romana), sendo que encontramos vestígios de tentativa de reforma apartir do século XII.











MARTIN BUCER (1491 – 1551)Martin_Bucer_Stampp
Nascido na Alsácia, este humanista passa sua vida inteira tentando preservar a unidade na igreja. Era um conciliador.
Bucer conheceu Lutero em 1518 adotando suas idéias. Deixou a Ordem a qual pertencia como padre e se casou, tendo sido excomungado por esse fato. Estabeleceu-se em Estrasburgo onde deu cursos sobre estudo da Bíblia e introduziu a Reforma Protestante em 1529. Retorna a Genebra em 1538.  No conflito de idéias entre Lutero e Zwingli a respeito da ceia, se Cristo de fato se fazia presente no momento desta ou se o momento da ceia simbolizava a Sua presença, Bucer tenta em vão chegar a um acordo. No caso dos anabatistas que estavam sendo perseguidos, ele lhes dá abrigo em Estrasburgo. Também tenta reconciliar católicos e protestantes. Mas, suas tentativas falham.
Exilado por Carlos V em Estrasburgo, retorna a Cambridge em 1549. Estabelece um papel importante na Reforma da Igreja Anglicana, que a princípio continuava com os ritos católicos tendo Henrique VIII ficado no lugar do Papa, uma vez que declarou não ser adepto de todas as idéias reformistas de Lutero. Com a morte de Henrique VIII, seu filho de apenas 9 anos – Eduardo VI assume o trono, tendo a missa sendo abolida em 1549, surgindo uma nova liturgia feita em inglês: o livro de oração de Thomas Cranmer permanece até o século XX.
Em 1558, Elizabeth I, filha de Henrique VIII e Ana Bolena, colocada pelo partido protestante inglês., assume o trono. Ela estabelece a criação de uma Nova Igreja Anglicana. O resultado dessa reforma dentro da Igreja Anglicana é o texto chamado “39 artigos” reconhecido como a Declaração Oficial dos Anglicanos. Esses artigos são inspirados pelo protestantismo de Lutero, Calvino e Bucer. Porém, as tradições continuam tendo lugar na liturgia da Igreja, tornando-se um meio termo entre o catolicismo e a Igreja protestante. Bucer que trabalhou ativamente na conciliação da fé cristã, morreu em 1551.








                                    JOHN KNOX
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Considerado o maior reformador da Escócia. A data de seu nascimento é incerta, provavelmente, 1513. Foi ordenado sacerdote católico em 1540. Abandonou o catolicismo romano e professou a fé protestante publicamente em 1545, provavelmente, influenciado pelas idéias de George Wishart (pregador reformado). John Knox foi o primeiro ministro protestante de ST. Andrews. Em 1547, o castelo de St. Andrews, que havia se tornado local de refúgio para outros protestantes perseguidos, foi tomado pelos franceses, tendo Knox passado por dificuldades e misérias juntamente com os outros companheiros protestantes (evangélicos). Permaneceu preso por 19 meses e foi solto por intervenção do governo Inglês. Em 1552 vai para Londres, mais tarde em 1554 a 1559 permanece em Genebra e estuda com Calvino. Retorna a Escócia em 1557 e funda a Igreja Presbiteriana da Escócia. É autor do livro “A história da reforma na Escócia.” Até os fim de seus dias continuou a propagar a mensagem do Evangelho.







ULRICH ZWINGLI  ou Zwinglio (1484 – 1531)
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Nasceu em Saint Gallen, suíça. Ligou-se ao humanismo e estudou o Novo Testamento em grego na edição de Erasmo e o Antigo Testamento em hebraico. Em 1519 se tornou padre em Zurich e começou a reformar a igreja de sua cidade. As autoridades locais progressivamente foram seguindo as novas idéias, adotando o ponto de vista da reforma protestante, ficando contra o posicionamento do Bispo de Constança. Propaga-se então, a sua pregação na Basiléia e Berna (cidades suíças de língua francesa).
 Zwinglio tornou-se pastor e teólogo. Defendia que a reforma era composta pela luta contra as injustiças sociais. Em 1531 se tornou capelão das tropas de Zurique e morre na batalha de Kappel.






GUILLAUME FAREL (1489 – 1565)
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Nasceu em Gap, sudoeste da França em uma família nobre. Guillaume Farel rompeu com o catolicismo em 1521, tendo sido influenciado pelas idéias de Zwinglio, trazendo a reforma para Basiléia, Estrasburgo, Berna e Neuchâtel, tendo esta última cidade, adotado a reforma em 1530. Farel estabeleceu-se em Nechâtel como primeiro pastor e continuou a viajar e a pregar o evangelho até a sua morte.











JEAN CALVIN (JOÃO CALVINO – 1509 a 1564)
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Por volta de 1533 rompe coma igreja católica e renuncia aos benefícios eclesiásticos. Em 1534 muda-se constantemente para diversas cidades da França, e devido às perseguições religiosas segue para Genebra. Genebra (Suiça) era uma cidade que havia adotado a reforma Protestante de Guillaume Farel. Calvino e Farel começam a trabalhar em Genebra a favor da propagação do Evangelho, porém, ao discordarem das intervenções governamentais na nova Igreja, são expulsos de Genebra em 1538. Calvino vai para Estrasburgo a pedido do também reformador Martin Bucer e fica lá por 3 anos como pastor e professor.
Em 1540 João Calvino é convidado para retornar a Genebra pelas autoridades locais, inclusive para organizá-la enquanto cidade, com a criação de várias legislações a fim de serem sanados os inúmeros problemas de ordem social pelos quais a cidade estava passando. Permaneceu naquela cidade por 23 anos, até o fim de sua vida. O seu trabalho em Genebra foi extenso e de grande importância, reconhecido ainda nos tempos atuais. Além de seu trabalho como pastor, pregador, professor, fundador da Academia de Educação teológica em 1559, também foi legislador da Cidade. Diferentemente dos demais reformadores, apoiou o capitalismo e o progresso, apesar de ser conservador em cada aspecto da vida, defendendo sempre a ética e o comportamento segundo os ditames do Evangelho de Cristo. Calvino é um dos principais escritores do século XVI, tendo escrito sua principal literatura cristã denominada “Instituição da Religião Cristã em 1536”. Apesar de tantos feitos nas áreas, religiosa, política, econômica e social, ficou mais conhecido por defender a teoria da Predestinação. Diferentemente de Martinho Lutero, Calvino em 1540, 25 anos depois de Lutero ter escrito sobre o livro de Romanos (Novo Testamento), escreveu comentário sobre a epístola de Romanos, mostrando que não há posição irreconciliável entre a lei e o Evangelho. Em 1559 recebe o título de cidadão de Genebra





THEODORE DE BÈZE (1519–1605)

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Nasceu em 1519 em Vézelay (Burgundy). Estudou direito e literatura em Paris. Se converteu ao protestantismo em 1548 sendo forçado a exilar-se em Genebra. Se tornou reitor da recente Academia formada por Calvino em 1559. Encabeçou a delegação protestante em Poissy (conferência de 1571). Foi um escritor e teólogo que sucedeu Calvino em Genebra (1556). Era um humanista e discípulo de Calvino. Além do ministério da pregação, se encontrava sempre em seu escritório envolto por obras literárias. Em 1560 a Religião Protestante ou Evangélica é ratificada publicamente em Genebra.








GEORGE WISHART
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Nasceu por volta de 1513. Estudou na Universidade de Alberdeen e lecionou gramática em Montrose. Em 1538 foi acusado de heresia pelo Bispo Brechen e fugiu para Suiça e Alemanha. Retornou ao Corpus Christi College em Cambridge em 1543 a fim de propagar o Evangelho de Cristo. Em 1544 foi para a Escócia. Em 1546 foi queimado em uma estaca em Edimburgo.







Fontes:



DEVOCIONAL #02 - Aprendi a ser Igreja

Houve um período na minha vida em que não frequentei absolutamente nenhuma denominação.
Apesar de ter sido criada na fé cristã e batizada na Assembléia de Deus, não conseguia me encontrar no meio de tanta gente gritando "glórias" e "amém" pra qualquer coisa (nada contra os irmãos da "Bléia, tá?). Tinha sede de aprender da Palavra em sua profundidade e as aulinhas da EBD já não faziam mais sentido pra mim. Tudo muito "superficial", muito "só vitória", muito "bênçãos e promessas"....

Não abandonei o Evangelho, apenas me afastei das congregações, templos, denominações, seja lá o que queiram chamar.


Muita gente interpreta Hebreus 10:25 de forma errada:


"Não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia".   


Mas o que seria esse "não abandonar a congregação"? Será que o autor da epístola estava falando de ir ao templo??

A palavra grega para congregação é "episynagōgēn", que significa "assembléia", "reunião". Vejamos a tradução da Bíblia King James:


"Não abandonemos a tradição de nos reunirmos como igreja, segundo o procedimento de alguns, mas, pelo contrário, motivemo-nos uns aos outros, tanto mais quanto vedes que o Dia está se aproximando".


Ora, ora...agora sim, as coisas passaram a fazer sentido e um peso ENORME saiu das minhas costas!!!!



O fato de não estar frequentando um determinado "templo" não tira a minha essência como igreja, desde que eu esteja me reunindo com os irmãos para estudar as Escrituras e prestar culto ao Senhor. E isso pode acontecer em qualquer lugar...


Antigamente, as igrejas eram localizadas nas casas dos cristãos, como bem registrou o apóstolo Paulo:



"Cumprimentai, igualmente, todos os irmãos em Laodiceia,
 e também Ninfa e a igreja que se reúne em sua casa".
Colossenses 4:15


"Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo,
 a ti, Filemom, nosso amado cooperador, 
à irmã Áfia, a Arquipo, nosso companheiro de batalhas, 
e à Igreja que se reúne em tua casa"
Filemon 1:1-2


"As igrejas da província da Ásia vos enviam saudações. 
Áquila e Priscila vos cumprimentam fraternalmente no Senhor,
assim como a igreja que se reúne na casa deles".
1 Coríntios 16:19






Então...por que os homens insistem em lotar templos de pessoas e cobram absurdos pra "manutenção da casa de Deus" se Deus não habita em templos feitos por mãos humanas?

Por que eles pregam teologia da prosperidade, determinismo, campanhas, quebra de maldições hereditárias e dízimo do Antigo Testamento?

Por que criam um povo cativo à religiosidade, escravo do humanismo, egocentrismo e idolatria aos líderes?

Por que não ensinam a verdade do Evangelho do "negue-se a si mesmo, tome a tua cruz e siga-me"?

Por que não ensinam a cura e a libertação através do poder das Escrituras Sagradas?

Por que não ensinam o amor à obra de Deus e o "cada um contribua segundo propôs em seu coração"?

Por que, meu Deus?

Por quê?


Foi um duro tempo de conflitos doutrinários e eclesiásticos pra mim. Eu era a rebelde. A desviada. A ovelha negra. A indesejada. A que questiona a autoridade do pastor.

Só faltaram me amaldiçoar. Mas retiraram a "cobertura espiritual" da minha vida. (Sim, já fiz parte do MDA, mas esse é outro testemunho, rs).


Cansada de tantos rótulos negativos e realmente sedenta por um lugar onde eu pudesse crescer aprendendo o Evangelho Genuíno e ter comunhão sincera com os irmãos, cheguei em uma pequena congregação próxima à minha residência atual.

Ninguém daria nada por ela, aparentemente. Mas foi justamente lá que eu encontrei a sã doutrina, pregada por um pastor que se diz "apenas servo do Senhor". 

Isso me cativou. De verdade. A simplicidade do lugar, das pessoas, do louvor ministrado com amor e gratidão, a reverência no estudo da Palavra, o comprometimento com o evangelismo, a mansidão do líder em explicar quantas vezes forem necessárias que a missão dele ali é acolher as ovelhas cansadas, machucadas e desacreditadas de tudo - menos de buscar a Cristo Jesus.

Aí você me pergunta: "Ué, mas e aquele papo todo de ser 'desigrejado'???Tá dando dinheiro pro pastor de novo, é???"


E eu te respondo:


Aprendi o que é viver em comunhão com os irmãos. Aprendi a dar sem querer receber nada em troca. Aprendi que investir no Reino de Deus com os recursos que Ele me provê (sejam materiais ou espirituais) é a melhor coisa que eu posso fazer em vida. Não tem preço ver uma pessoa receber um abraço, uma comida, um agasalho...Eu amo a Igreja de Cristo e amo os meus irmãos. Aprendi a ser igreja!

Desejo que muitos "revoltados" e "desigrejados" não se sintam ofendidos com esse post e não desistam da "tradução de nos reunirmos como igreja". Também não estou dizendo pra você sair da sua igreja local e ser um "desigrejado". Apenas não desistam da comunhão com os irmãos. Erros e absurdos vamos encontrar em todos os lugares. Procure um lugar que pregue o Evangelho de Cristo, sem máscaras, sem rodeios, sem apologia à prosperidade, sem determinismo, sem exploração.
Já é um começo.



"Como é feliz e agradável observar quando os irmãos vivem em fraternidade!
É como um bálsamo precioso derramado sobre a cabeça, 
que desce pela barba como se fosse a barba de Arão, 
até a gola de suas vestes sacerdotais.
É como o orvalho do Hermom quando desce sobre
 os montes de Sião. Porquanto ali o SENHOR 
oferece a sua bênção: vida para hoje e por toda a eternidade!"

Salmos 133

Graça e Paz a todos. Até o próximo Devocional.



sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O CRISTÃO PRECISA SOFRER! - PARTE 2




4) Confirmar o valor da fé







"Todavia, ainda que venhais a sofrer porque viveis em justiça, sereis felizes. “Não vos atemorizeis, portanto, por causa de ameaças, nem mesmo vos alarmeis.” Porque é melhor sofrer por praticar o bem, se for da vontade de Deus, do que por fazer o mal".

1 Pedro 3:14,17






"Portanto, nesta verdade, exultais! Mesmo considerando que agora, e por algum tempo ainda, tenhais de ser afligidos por toda espécie de provação. Assim acontecerá para que a sinceridade da vossa fé seja atestada, muito mais preciosa que o ouro que se corrompe, ainda que refinado pelo fogo, resultando em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado."

1 Pedro 1:6-7



O sofrimento é um meio que Deus usa para fazer o crente crescer em sua fé. Pedro diz que o sofrimento é comparado à ação do fogo – A ação do fogo é múltipla. Ele destrói, consome, aniquila; mas a Escritura cita o fogo aqui como um elemento purificador, um elemento que torna o objeto aprovado, aperfeiçoado, confirmado.






a) "...por algum tempo ainda tenhais de ser afligidos..."


Pedro diz que o sofrimento para a confirmação da fé vem quando necessário – nem todos os cristãos que passaram pelo mundo experimentaram os sofrimentos dos quais Pedro falava mas, de certa forma, todos foram afligidos por confessarem a sua fé. A conclusão que se pode tirar dessa passagem é que nem todos sofrem o mesmo sofrimento porque é necessário que haja crescimento ou confirmação da fé em diversas áreas da vida.



b) "...por toda espécie de provação..."


Pedro diz ainda que a confirmação da fé vem por uma gama de sofrimentos. Os destinatários da carta de Pedro estavam sendo provados com aflições de várias formas (principalmente perseguições). Deus permite formas distintas de sofrimento em diversas áreas da vida para causar crescimento no meio do seu povo. Esse teste de fé está longe de ser uma experiência agradável mas é extremamente necessário para que nosso caráter seja transformado à imagem de Cristo.



c) "...até que a sinceridade da vossa fé seja atestada..."





Pedro diz que o sofrimento para a confirmação da fé não permanece para sempre. Somente o tempo necessário para que a sinceridade da nossa fé seja atestada por Deus. Quanto tempo isso leva? Vai depender de como reagimos às situações. Só Deus sabe. Por isso que o cristão deve buscar incessantemente a maturidade espiritual através do estudo das Escrituras, da oração e da consagração pessoal.







5) Aperfeiçoar o caráter cristão









"...nos gloriamos nas tribulações, porque aprendemos que a tribulação produz perseverançaa perseverança produz um caráter aprovadoe o caráter aprovado produz confiança."

(King James Version)


"...gloriemo-nos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a perseverança, e a perseverança a experiência, e a experiência a esperança"

(João Ferreira de Almeida)

Romanos 5:3-4 





a) "...a tribulação produz perseverança"


Há outras versões da Bíblia que traduzem o texto de uma forma diferente. A palavra “tribulações” é traduzida como “sofrimentos”, “perseverança” é traduzida como “paciência” e “experiência” é traduzida como “caráter aprovado”. Assim, entendemos que os sofrimentos produzem perseverança (paciência, persistência, constância), características que se apresentam no cristão maduro, que se mantém leal à sua fé e aos propósitos de Deus, ainda que esteja sob tribulações ou sofrimentos. Em geral, não crescemos quando estamos em plena calmaria. Em todas as áreas da vida, o desenvolvimento só aparece na hora da crise.




b) "...a perseverança produz um caráter aprovado (ou esperança)..."


Esse é o início da reação em cadeia. Assim como os sofrimentos produzem a perseverança (ou paciência, constância, persistência), o fato de perseverar produz experiência e caráter aprovado. A ideia é a de alguém que foi testado e saiu vitorioso, tendo desenvolvido um caráter amadurecido pelos sofrimentos.



c) "e o caráter aprovado (a experiência) produz confiança (esperança)"

O sofrimento do cristão tem como resultado a perseverança, a firmeza, a constância e a paciência. Isso tudo é diretamente ligado à esperança. No sofrimento podemos dizer "Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra." (Salmos 121:1,2).
A certeza de que sabemos em quem temos crido deve ser maior que a nossa aflição. nossos sofrimentos do presente não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada” (Rm 8.18).











Conclusão



Quando você estiver sofrendo pelas mais variadas razões, lembre-se de que você não é um desafortunado, mas um amado de Deus. Os sofrimentos pelos quais você tem passado são maneiras belamente estranhas de Deus cuidar de você.

Ele tem levado você de volta ao caminho dele, que é o caminho da vida, endireitando as suas veredas tortuosas. Se Deus não lhe houvesse mostrado o seu amor disciplinador, onde você estaria ainda?
Ele tem ensinado você a ter compaixão dos outros que sofrem e está te capacitando a estender a mão ao necessitado, a amar ao seu próximo.

Ele tem confirmado o valor da sua fé, por meios das tribulações pelas quais você passa.
Ele tem aperfeiçoado o seu caráter.




Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações;

Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência.

Tiago 1:2,3


Porquanto, por amor de Cristo vos foi concedida a graça de não somente crer em Cristo, 

mas também de sofrer por Ele.


Filipenses 1:29

Material para estudo: 


Resultados da pesquisa

    Você Irá Sofrer - Paulo Junior 



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

VIVOS OU MORTOS? - PARTE 3

Parte 3 - Como se manter vivo espiritualmente? 






Parte 1          Parte 2




1 – Batismo nas águas e relacionamento com o Espírito Santo




Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. João 3:5



2 - Santidade




“Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver;” 1 Pedro 1:15



“Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;” Hebreus 12:14





3 - Aperfeiçoamento dos dons concedidos pelo Senhor para edificação do Corpo de Cristo (e jamais para enrandecimento pessoal).


“Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.” 1 Coríntios 12:25-27



4 – Estudar e guardar as Escrituras.




“Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada. Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou”. João 14:23-24



“Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós”. 2 Timóteo 1:14



“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça”. 2 Timóteo 3:16



5 – Antes de querer lutar contra o diabo e os demônios, aprender a lutar contra a carne e os desejos pecaminosos.



“E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências”. Gálatas 5:24



“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas

concupiscências”; Romanos 6:12



“Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus”. 1 Pedro 4:2



“Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne”. Gálatas 5:16



“Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também”. Efésios 2:3



“Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros”. Tito 3:3



MENSAGEM FINAL


“Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a fornicação, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência; Nas quais, também, em outro tempo andastes, quando vivíeis nelas. Mas agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca. Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo, e em todos”.

Colossenses 3:5-11


“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”.

 2 Timóteo 3:1-5



Graça e Paz a todos.


#OliveiraBrava



Parte 1          Parte 2

domingo, 15 de novembro de 2015

VIVOS OU MORTOS? - PARTE 2

PARTE 2 – VIVOS ESPIRITUALMENTE






Parte 1    Parte 3




Alcançando o perdão através de Jesus



"Se, com a tua boca, confessares a Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo." Romanos 10:9



Quem acreditar em Jesus Cristo como seu Salvador, que o diga a Deus

Não existem palavras “mágicas” que resultem em salvação. É apenas a fé na morte e ressurreição de Jesus que pode salvar. O próprio Jesus declara que Ele é o único caminho para a salvação: 


“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 16:6


“Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras” 1 Coríntios 15:3-4



Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem, o qual se deu a si mesmo em resgate por todos, para servir de testemunho a seu tempo”. 1 Tm 2.5-6



Em nenhum outro há salvação, pois também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado pelos

homens, pelo qual devamos ser salvos”. Atos 4.12


Estes são versículos que nos levam a ter a convicção de que Jesus Cristo é o nosso mediador, o único
caminho, Salvador das nossas vidas, e por consequência, não há outro caminho, mediador, filosofia,
religião ou sistema que leve o ser humano ao verdadeiro Deus. Muitas vezes ouvimos falar que “Deus
é um só”, mas muitos que declaram isso não se referem necessariamente ao Deus da Bíblia. Muitos
pensam que servir a Deus pode ser de qualquer maneira, ou da maneira que cada um deseja. Um
exemplo claro disso é que muitos creem em um Deus Supremo, mas não aceitam Jesus Cristo, o Filho
de Deus.

Jesus foi o único autorizado a nos salvar, por não haver pecado nEle. Muitos creem que poderão se reconciliar com Deus após a morte. Outros creem em reencarnação através da qual a nova vida pode ser vivida melhor que a primeira, o que dá hipótese de evoluir a um estado mais sofisticado espiritualmente, mas essas crenças não são bíblicas. Temos uma só vida e depois que morrermos haverá o julgamento. (Hebreus 9:27)


Abandonando as práticas antigas – MORTOS NÃO SE OFENDEM



Deus não nos chamou para sermos ricos ou satisfazermos as vontades da nossa carne. Muitos pregadores acabam banalizando a mensagem do Evangelho da Cruz, transformando pessoas em marionetes em busca de prosperidade, restauração, vitórias, bênçãos, promessas....

O propósito da nova vida em Cristo é, além da vida eterna, um viver livre do pecado e do jugo da lei. A caminhada do cristão deve ser uma luta diária de renúncia e obediência ao Senhor em amor. As marcas do verdadeiro discípulo de Jesus são o amor ao próximo e a transformação do caráter através do Espírito Santo.


“Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.” Colossenses 2:20-23



"Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus". Colossenses 3:3




"Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus". Romanos 7:4


"E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me". Lucas 9:23



“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. Romanos 8:9



domingo, 1 de novembro de 2015

A Negligência Cristã e suas consequências



"Misericórdia, paz e amor vos sejam multiplicados. Devemos batalhar pela fé cristã"   (Judas 1:3 - Bíblia King James)

Graça e Paz amados, gostaria de expor a todos vocês não algo novo nem subjetivo, mas uma realidade que ecoa, pelo menos em mim, acerca de nosso cristianismo, nossa fé para ser mais exato.

Todos os dias não há mais nada que me deixe mais indignado do que ver o Evangelho ser profanado, ser maquiado ou até manipulado. Na maioria dos casos que vejo, principalmente, pelo fato de estar engajado em alguns projetos que defendem o evangelho, e no meu dia-a-dia também, vejo o descaso, a ignorância, e o mais alarmante, nossa negligência em batalhar pela fé Cristã.
Creio que para alguns a fé Cristã resume-se apenas em batizar, ir a um culto, e ser bonzinho até quando Deus lhe chamar, bem este pelo menos era meu modo de vida, estou sendo muito sincero, analisando piamente os evangelho, constatei que tenho vivido de forma negligente, comigo mesmo, com meu irmão e com a grande responsabilidade que me foi entregue.
Vejamos o que Jesus nos ensina como proceder após sermos participantes das boas-novas:
“Então Jesus declarou aos seus discípulos: “Se alguém deseja seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e me acompanhe.” (Mateus 16:24 - Bíblia King James)
"Pensai que Eu vim para trazer paz à terra? Não, Eu vo-lo asseguro. Ao contrário, vim trazer separação!" (Lucas 12:51 - Bíblia King James)
“Jesus respondeu-lhe, declarando: “Em verdade, em verdade te asseguro que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.”  (João 3:3 - Bíblia King James)
Não estou dizendo que, devemos nos “garantir” através de algum esforço, pois não somos dignos dessa dadiva que nos foi dada, chamada salvação, mas existem prerrogativas importantes que nunca, jamais devemos nos esquecer em nossa caminhada cristão, que é não relativizar o Evangelho. 
Nossos dias são maus, a apostasia tomou conta dos quatro cantos de nosso país, como um Cristão sincero pode “sobreviver”? muito simples, batalhando pela fé Cristã!
Nossas congregações quando ouvimos ou nos tornamos participantes de alguns ritos hereges, sem julgar e nos posicionar sobre aquilo, simplesmente dizemos “amém” ao profano. Ou até pela nossa falta de conhecimento, muitas vezes ligado ao nosso desinteresse em ler mais a Palavra e sermos praticantes.
Gosto muito de ouvir um certo pregador que uma vez disse que “para servir e poder entender o propósito de Deus, devemos abandonar a religiosidade”.
É a mais pura verdade! Aprisionados pela religiosidade quando nos deparamos com algum equívoco doutrinário nossa postura é “não julgueis”, mas fossemos verdadeiros praticantes e defensores das verdades bíblicas nossa reação seria como descrito em Romanos 12:1-2.
Jesus, Pedro, João, Estêvão, Paulo, encontramos diversos exemplos na bíblia de condutas cristãs, onde o Evangelho por si só confrontava o pecado e o que nos separa do Criador.
“Irmãos, sempre devemos dar graças a Deus por vocês, a quem o Senhor ama. Pois Deus os escolheu como os primeiros a serem salvos pelo poder do Espírito Santo e pela fé que vocês têm na verdade, a fim de tornar vocês o seu povo dedicado a ele. 14 Foi para isso que Deus os chamou, por meio do evangelho que anunciamos, a fim de que vocês tomem parte na glória do nosso Senhor Jesus Cristo.” (2 Ts.2:13,14 NTLH)
A finalidade do Evangelho é que sejamos um povo dedicado a Deus, mas isso só pode acontecer quando somos fiéis à Sua Verdade, por meio do poder do Espírito Santo. Essa fidelidade à Verdade Divina no poder do Espírito de Deus é que faz com que tomemos parte da glória de nosso Senhor Jesus Cristo.

Quando Paulo usa a palavra “glória”, ele não está se referindo apenas a participarmos do resplendor de Cristo na eternidade, mas nesta terra e na pessoa de Cristo. Quando somos fiéis à Verdade pela ajuda do Espírito, nós nos tornamos participantes da vida de Cristo, ou seja, nós nos tornamos semelhantes a Ele em pensamentos e ações.

Portanto, a finalidade do Evangelho é fazer com que os que foram chamados por Deus ajam à semelhança de Jesus neste mundo. Cristo foi obediente, realizou as obras de Deus, ensinou a Verdade Divina e os “chamados” devem fazer o mesmo.

A razão de parecermos com Cristo em palavras e ações nesta terra, é a seguinte: darmos continuidade ao Seu grandioso e glorioso ministério! Jesus veio para salvar pessoas e chamá-las para pertencerem a Deus e ao Seu povo. Que nós tenhamos o mesmo desejo que houve em Cristo!
Não podemos também achar que por sermos defensores de algo tão cristalino como é a verdade do Evangelho, nos engrandecer ou fazer isso sem amor, na verdade o amor é a chave para fazer isso, a verdade junto com o amor nada mais é do que “amar o próximo com a si mesmo”.
Vamos avante!!! Viver, rasgar nossos corações e não deixar que esses dias maus nos corrompam como seus encantos e desencantos e nunca abrir mão do que é vindo de Deus para nos Salvar.
“Porquanto não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que nele crê; primeiro do judeu, assim como do grego;” (Romanos 1:16)